31 de março de 2009

Magia em Paris

Ele, era um já vivido quarentão. Eu, um miúdo acabado de entrar na vintena de anos.
Júlio Amaro era o homem feito. Kim, o homem por fazer.
As multifacetadas virtudes do Amaro permitiam-lhe, à vez, saltar duma pincelada de aguarela para o voo rasante do insólito. Amaro era mestre na arte da pintura, sábio no que reclamava da vida e mago aspirante a Houdini.
Atendendo a estes predicados, aqui vos deixo uma pequena “estória”.

Amaro tinha sido desafiado para trabalhar nas Editions Vaillant, em Paris, para desenhar aquelas “estórias aos quadradinhos” que fazem o deleite da criançada e não só.
Como eu conhecia razoavelmente bem Paris, acompanhei-o nessa aventura, de modo a minimizar os efeitos da língua e costumes, nos seus primeiros tempos na cidade luz.
Assim, um dia chegámos ao hotel algo cansados e enquanto Amaro ficou a esfumaçar no vaivém da largura do quarto, eu espojei-me ao comprido na cama que tinha mais à mão e depressa adormeci.
Amaro ficou a sorver cigarro após cigarro, rodopiando para trás e para a frente mergulhado em pensamentos mil. De repente, a luz do tecto apagou-se. Olhou para cima e cofiando a barba de dias ali fica especado a tentar entender o sucedido. Afasta-se um pouco e a luz acende-se. Estica a mão para o interruptor e a luz apaga-se. Amaro estava atónito. Não entendia. Ali ficou vários minutos gesticulando passes de mágica que ora iluminavam o quarto ora o escureciam.
Querendo partilhar tal bruxaria comigo, acorda-me e diz-me:
- Kim, vê bem este meu número de magia que nunca te fiz!
E esticando o braço para a lâmpada profere a palavra mágica: - Acende-te! E a luz acendeu-se. - Apaga-te! E a luz apagou-se. Repetiu, uma, duas, três, milhentas vezes.
Eu comecei a ficar aterrado com tamanhos truques do Demo e implorei-lhe:
- Amaro, não faças isso! Com essas coisas não se brinca! Estás a meter-me medo!
Ele sorria e continuava na dança do acende e apaga e quanto mais medo eu tinha mais ele se deleitava e vangloriava seus tamanhos poderes.
Assim ficámos algum tempo, até que … eu não podia mais.
Comecei a rir, rir, rir e rebolando na cama caí na carpete. Levantei o braço e mostrei-lhe o interruptor que segurava na mão. Era eu que apagava e acendia a luz, julgando ele que eu estava a dormir.

Meu Deus, acabara de humilhar o grande mágico.

Olhou-me com olhos de quem não existe, acendeu novo cigarro, vestiu o sobretudo coçado, levantou-lhe a gola e saiu murmurando guturais sons inatingíveis.
Lá fora, não chovia, não ventava!
Perdoa-me amigo!

29 de março de 2009

Sexo - o que é!


Segundo os médicos

é uma doença, porque acaba sempre na cama.

Para os advogados

é uma injustiça, porque há sempre um que fica por baixo.

Segundo os alentejanos

é uma máquina perfeita, porque é a única em que se trabalha deitado.

Segundo os arquitectos

é um erro de projecto, porque a área de lazer fica muito próxima da área de saneamento.

Segundo os políticos

é um acto de democracia perfeito, porque todos gozam independentemente da posição.

Segundo os economistas

é um efeito perverso, porque entra mais do que sai. Às vezes, nem se sabe bem o que é activo, passivo, ou se há valor acrescentado.

Segundo os contabilistas

é um exercício perfeito: entra o bruto, faz-se o balanço, tira-se o bruto e fica o líquido. Em alguns casos, pode ainda gerar dividendos.

Segundo os matemáticos

é uma equação perfeita. A mulher coloca a unidade entre parênteses, eleva o membro à potência máxima e extrai-lhe o produto, reduzindo-o à sua mínima expressão.

Segundo os psicólogos

é fodido de explicar. (e não fui eu que disse)

27 de março de 2009

A paixão do futebol

Todos os que me conhecem sabem que eu sou um apaixonado incorrigível.
Apaixonado pela vida, amigos, família, numismática, desportos, montanha, viagens, música, história, etc., para não enumerar mais gostos que se subentendem.
Estou agora a dar-me conta que afinal gosto de quase tudo, menos as tais favas que são já tão conhecidas como o surfista da Laurinha.
Mas a minha grande paixão, nos momentos de lazer, era fazer uma boa jogatana de futebol. Mas, depois do meu acidente no verão passado, isso não é mais possível.
Foram mais de quarenta anos a arrastar a minha azelhice por tudo onde cheirasse a pontapés na bola.

Resta-me agora acompanhar as tristes figuras que vou vendo pela televisão e os maus exemplos daqueles que, não sabendo perder, nunca saberão ganhar. Sejam eles pretos ou cinzentos.

Hoje foi-me oferecido pelo meu amigo José Romano, aqui JRom, esta tão simples mas muito significativa lembrança, no sentido de me mitigar as mágoas duma paixão que morre, mas continuará a existir nos meus etéreos caminhos do impossível.
Vou olhá-la como se fosse o primeiro troféu conquistado.
Aquele que dá alento aos vencidos e lágrimas incontidas aos vencedores.

25 de março de 2009

Ma France - Viaduc Millau



De tempos a tempos não resisto e tenho de me virar para um dos países “onde já fui muito feliz” parafraseando um conhecido apresentador televisivo – Ma France!
Pois bem hoje quis dar a conhecer, a quem disso não sabe, que em França existe a mais alta ponte do mundo. É conhecida pelo nome de Viaduc de Millau, dada a proximidade desta localidade, que por sinal não conheço.
O viaduto tem cerca de dois mil e quinhentos metros de comprimento e está a cerca de 350 metros do solo, no seu ponto mais alto.
Antes da sua construção, o tráfego de veículos tinha de descer até o vale do rio Tarn, causando pesados congestionamentos, principalmente na época das férias de verão. A ponte, inaugurada em 2004, atravessa o vale pelo ponto mais alto, formando a última ligação entre Clermont-Ferrand
, a região do Languedoc e a Espanha, reduzindo consideravelmente o custo de transitar por esta rota. Muitos turistas indo para o sul da França e/ou Espanha seguem esta rota por ser directa e sem portagem, excepto o da própria ponte. Três anos foi o tempo estipulado para a sua construção, acabando por atrasar um pouco devido às más condições climatéricas. Nada mau para aquilo que por cá, estamos habituados.
De derrapagem financeira, não ouvi falar.
La France! A ponte entre mim e o mundo!

22 de março de 2009

Texto sem a letra "a"




Este é o blogue onde digo o que penso e é nele que recebo todos os que me querem bem. Veremos onde estou. No Estoril! No Minho! No Porto! Em Genéve! No Recife!
Sem nenhum tropeço posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo isso permitindo mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível.Pode-se dizer tudo, com sentido completo, mesmo sendo como se isto fosse um mero ovo de Colombo.
Desde que se tente sem se por inibido pode muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento. Trechos difíceis resolvem-se com sinónimos.

Observe-se bem: é certo que, em se querendo esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo.
Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo desporto do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o "I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo sem o "P", "R" ou "F", o que quiser escolher, podemos, em corrente estilo, repetir um som sempre ou mesmo escrever sem verbos.

Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir. Porém mesmo sem o uso persistente dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objecto escolhido, sem impedimentos.
Deploro sempre ver homens deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem o nosso português, hoje culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês. Porquê?
Cultivemos nosso polifónico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores.

Honremos o que é nosso, ó homens estudiosos, escritores e professores.
Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, pleno de heróis e de nobres descobridores de novos mundos.
Por hoje é tudo o que me lembro!

20 de março de 2009

Parabéns XL - este é o teu fado

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Francisco Luis Rosa – XL! Parabéns amigo!
Não és tu que envelheces, são os anos que te amadurecem.
Hoje dia do teu aniversário, aqui te deixo o outro tu que és, quando estás com os amigos.
Desculpa amigo, mas preciso de te mostrar ao mundo.

Para quem o não conhece, registo aqui que este vídeo foi feito num jantar de amigos, sem qualquer preparação e não propositadamente para o efeito.
Parabéns meu velho jovem, a léguas da decrepitude! Este é o teu fado!
Feliz aniversário!

18 de março de 2009

Vox Maris - concerto adiado

J'ai posé le lapin!

Andava eu meio atrapalhado com os meus parcos momentos de disponibilidade familiar semanal, quando decidi ir até ao concerto de música sacra da minha amiga Verdinha, Jevoislavieenvert (vejo a vida a verde), que é como diz a Laura, essa palavra tão esquisita e difícil de pronunciar para quem não gosta da língua francesa. Esta belga verdinha é-o desde pequenina como agora se diz, já que o seu marido foi atleta de elite do Sporting, daí o seu cognome.
Era sábado, dia 14 e desafiei o meu filhote Luís para me acompanhar, sabendo ele que não se tratava dum espectáculo da Rihanna. É que a Verdinha é soprano no Grupo Coral Vox Maris e eu sou um amante de música sacro-clássica. Ora, entre um fá sustenido e um si bemol, meti rodas a caminho e plantei-me à porta da Igreja do Sagrado Coração de Jesus em Lisboa. Dei uma volta, duas voltas e à terceira perguntei a alguém que me pareceu aspirante de diácono, a que horas começava o concerto. Perplexo, este encolheu os ombros e acalmou-me: - Oh senhor, esse concerto não é hoje é amanhã!
Estava no local certo à hora errada. Aproveitei, pedi perdão a Deus que estava ali ao lado e conformei-me com a minha lunática cabeça.Olhei pró meu filhote e julguei ler-lhe no olhar: - Deixa lá pai, são os desígnios de Deus! Olha do que Ele me safou!




16 de março de 2009

O meu primeiro amor

Sou um rapaz do meu tempo que passa às vezes pelas ruas da memória. Nelas encontro rostos angelicais que o olhar perdeu um dia e lembro um primeiro amor. Qual foi? Quem foi?
Depois penso, volto a pensar e numa viela dessa memória que perdura ainda, rebusco aquele que terá sido o meu primeiro amor.
Fecharam-se-me os olhos e ... apaixonei-me outra vez, sonhando como sempre sonhei.
Deixa lá ver, rapaz do meu tempo! O primeiro amor de quase todos nós não passa dum amor platónico, despojado de corpos e desejos. Apenas olhares. Então, quem foi o meu primeiro amor? Gisela? Isabel? Inês?

Quem foi? Qual foi?
- Sei lá coração vagabundo!

Apenas sei que um outro meu primeiro amor, cantou um dia

Anjo lindo que eu vi
E não voltas talvez
O que é feito de ti?
Quero ver-te outra vez!

Solitário fiquei
Porque sonhei demais
Mas eu não encontrei
Como tu ninguém mais

14 de março de 2009

Garagem do futuro


A minha vida está condicionada.
A falta de estacionamento consome-me. Sair de casa para longe, à noite, é o mesmo que ir ao purgatório e regressar ao inferno.
È normal andar uma hora à procura dum lugarzinho e depois ficar parado num canto qualquer à espera que alguém saia e deixe vago uma dúzia de metros quadrados.
Eu que adoro andar a pé, agora condicionado a fazê-lo em distâncias mais curtas, estou francamente apostado em abrir um negócio que resolva tal carência, mas por enquanto fico-me pelo pensar. É que, faltam duas coisas importantes. Dinheiro e imaginação. Afinal parece que falta tudo.
Porca miséria. Pode ser que alguém me inspire.
Parece que estou a ver um lurgarzito. Vou estacionar e volto breve!

12 de março de 2009

Frangos no Jacuzi


Destinos diferentes tiveram as nossas equipas na Europa.
Em terra de hunos, aos leões ontem mansos, tudo correu mal e quando assim acontece há que olhar em frente e aprender com os erros cometidos. Faz-me muita confusão ver adeptos de pés de barro, que tão depressa colocam os seus ídolos no pedestal como logo a seguir os brindam com apupos de terceira divisão.
Perdeu-se uma batalha, não a guerra! Dommage les verts! A vossa tristeza é igual à minha quando o meu Benfica desilude aqueles que dele gostam.
Por cá jogou-se bem melhor. O Futebol Clube do Porto mereceu a passagem à fase seguinte e foi superior ao seu adversário. Parabéns Estrelinha, David, Carla e quem mais?
Não escreveria hoje nada sobre futebol, se não tivesse ficado triste com a atitude dos adeptos leoninos.
Quem nunca tiver falhado que atire a primeira pedra.

Hoje, VIVA O BRAGA!
Eu vou ali até ao jacuzi fazer companhia aos frangos meus amigos!

10 de março de 2009

Brasil - aqui ao lado


O Brasil é um mistério! Uma floresta! Um rio! Uma montanha! Uma praia! Um deserto! Um paraíso! Uma mulher! Um sonho!
Claro que em todos os substantivos há os antónimos que queremos ver e dos quais não é agradável falar, mas não é disso que falo hoje.
O motivo é que nunca expliquei a mim mesmo a razão de lá nunca ter ido. Já corri Seca e Meca e porque não o Brasil? Não sei! Julgo que o facto de estar aqui ao lado, imaginando que Pangeia existe ainda, ter-me-á levado a adiamentos constantes na visita a terras de Vera Cruz, acabando por fazer a agulha para outros destinos.
Se por um lado a imensidão do país é tal que nem saberia por onde começar, por outro a velha Europa, culturalmente riquíssima, absorve-me os espaços vagos da sabedoria. Daí que cheirar o Brasil foi ficando para segundo plano.
A Spuk constantemente me convida a ir ver o maior teatro ao ar livre do mundo, mas eu ainda não me convenci e ... a crise é grande.
Fica agendado amiga, sem no entanto saber quando. E se não for para ver o maior teatro do mundo, será para acrescentar um fotograma ao filme da minha vida.
Até lá!

8 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher


Falar de mulheres é como devorar cerejas. Sabe-se quando começa, não se sabe quando acaba.
Às mulheres que me amaram, às que me amam ainda(?), às que me odeiam(?), obrigado pela importância que tiveram e terão sempre na minha vida,
Àquelas que gostam de mim, àquelas de quem eu gosto, mil beijos todos os dias.
Parabéns, mulheres do mundo!

7 de março de 2009

A minha cor

Já foi tarde que reparei no comentário dum anónimo no post do Carlos Carneiro, atleta do Benfica, publicado há poucos dias (3 de Março) e que a certa altura, dizia isto:

Será que se fosse um atleta do Sporting dizia as mesmas frases bonitas??????? Acho que é um bom atleta mas você tem uma tendência clubística que se nota ao longe.

O ABC, o Sporting e até o Belenenses têm jogadores que não lhe ficam atrás.

Anónimo, ou devo dizer Senhor Hádias Assim?
Podia perfeitamente ter utilizado um nome qualquer em vez dum anonimato que normalmente não merece resposta mas não quis deixar de lhe responder.
È claro que as pessoas não têm de estar de acordo comigo e eu respeito isso, mas o Senhor Hádias Assim não me conhece minimamente, caso contrário não acharia que eu só vejo vermelho.
Sou adepto do Benfica sim senhor, como V.Exª será do Sporting, do Porto, do Leixões ou doutro qualquer, mas acho que sou um gajo porreiro e não confundo amizade com paixões clubísticas facciosas. Aquilo que penso dalguém não tem nada a ver com a sua cor.
O Senhor Hádias Assim deve ter chegado aqui há pouco.
No meu post de 27 de Novembro de 2007, tenho um post parecido com o do Carlos Carneiro e no entanto o jogador a que me refiro é o meu amigo Rui Patrício, guarda redes do Sporting.
Alguns amigos que aqui comentam, JRom, J.C. Osvaldo, Seve, Verdinha, etc, são sportinguistas fervorosos e nem por isso bulo com eles. Antes pelo contrário.
Decididamente amigo, enganou-se a meu respeito mas eu desculpo-o e nem devia ter ligado a isto mas ficava entupido se não explicasse às pessoas que todas as cores me merecem respeito, apesar de haver maus adeptos em todos os clubes.
Não há problema amigo. Há dias assim!

5 de março de 2009

Francesinhas, Pastéis e o Imperador


Os amigos não param de me surpreender.
Hoje a meio da manhã estava eu muito atarefado, sem tempo para comer, quando surge uma alma caridosa a presentear-me com uma caixa de pastéis de nata.
Era o J.C., qual D.Sebastião vindo da Sacolinha de Cascais ou de Belém dos lados da aurora.
Os presentes julgaram tratar-se duma cena para os Apanhados ou para uma telenovela
Todos tiveram direito a pastel, até os clientes. Faltou apenas um copinho de Aldeia Velha.
Rimos, comemos dois pastelinhos cada um e fomos almoçar uma dobrada com feijão branco.
Durante o almoço, J.C. lastimava-se: - a feijoada não está má, mas preferia uma francesinha … do Porto.
Só então me lembrei que há trinta anos que eu não comia nenhuma… de Paris!
A César o que é de César. Ao Porto o que é do Porto!
Tenho de provar um dia!

3 de março de 2009

Carlos Carneiro - o meu capitão


Nasceu em Guimarães, faz hoje vinte e sete anos!
É um “puto” do Norte, muito leal e humilde, doutra forma não seria meu amigo.
Emocionou-me, quando há dois meses atrás, na véspera de Natal, foi ao meu escritório, para me oferecer a sua camisola de campeão. Um pequeno gesto dum grande homem.
Sei bem que a modalidade desportiva que tão eximiamente pratica não é a mais querida dos portugueses, no entanto não deixa de ser uma estrela no firmamento desportivo, tão distante da minha única condição de simples cidadão.
Só isso, já merecia o meu apreço. Obrigado Carlos!
Carlos Carneiro – é capitão da Selecção Nacional de Andebol. É jogador do Benfica. É o melhor marcador e o melhor andebolista português da actualidade e foi ainda jogador do ano.
Carlos – Sei que tens um amigo em cada esquina, mas eu estarei em todas elas sempre que de mim precisares!
Parabéns amigo!

1 de março de 2009

Porque e Por Que

KIMriusidades



PORQUE e POR QUE

POR QUE motivo ou razão
Este POR QUE se mistura
Com a simples conjunção
Se tem outra contextura ?!

Quando à frente vem um nome
Pelo QUE solicitado,
Esse QUE é um pronome
E o POR QUE vem separado.

POR QUE caminhos andais (?)
POR QUE vias ides vós(?)
POR QUE razão vos cansais (?)
POR QUE motivo andaisK sós (?)

Como em tais frases notais
Lá vem sempre antes de um nome,
Sempre a valer qual ou quais,
No seu papel de pronome.

Em PORQUE VENS ASSIM ALTIVO (?)
PORQUE TENS ESSE RENOME (?)
O QUE não é relativo
Por não ter à frente um nome.

No caso agora citado
Verás, com toda a razão
QUE o PORQUE surge ligado
Como na tal conjunção.

27 de fevereiro de 2009

Quadro - Bruno


Numa fase em que o trabalho abunda e o proveito é escasso, apetece-me descansar neste último trabalho do Bruno.
Quem sou eu para elogiar o quadro? Mas lá que gosto, gosto!
Bom fim de semana a todos e ... quem nele se quiser deitar, faça favor!

26 de fevereiro de 2009

Computador - amigo da solidão


Há uns anos atrás ninguém acreditava que a informática, na óptica do utilizador, estava ao alcance de todos.
Olhar para um monstro de máquina era o mesmo que um boi olhar para um palácio.
Era um mundo inatingível para o comum dos mortais. O tamanho da máquina, só por si, assustava.
Lembro-me de ler algures que, dentro de poucos anos todos os lares teriam um computador. Eu próprio duvidei. Enganei-me.
As novas tecnologias caminharam à velocidade da luz e o que está hoje a ser lançado no mercado já está fora de moda.
Hoje qualquer criança assimila e manuseia um computador como eu fisgava o gato da vizinha quando este se me eriçava.
A capacidade do computador apresentado na foto era de cinco gigabytes.
Se atendermos que uma Pen, do tamanho dum dedo, já tem capacidade para trinta e dois gigabytes, percebemos então que o horizonte não tem limites.

24 de fevereiro de 2009

Júlio Amaro - Os diamantes são eternos!

Para quem nada sabe deste amigo tantas vezes aqui falado, deixo a brisa do que me apetece soprar e não do que a história dirá. Júlio Amaro, foi um sábio-pintor-ilusionista-escritor-encenador, que há mais de quarenta anos, algures no lugar da Porcalhota na Amadora, entrou no reino dum grupo de adolescentes, onde me incluo e cimentou os seus caminhos. Partilhou connosco toda a magia do seu ser. Dele fomos actores, escribas, ajudantes, aprendizes, intérpretes. Fomos um todo, na noite distante da nossa memória. A ele ficámos grudados no tempo Tinha mais vinte anos que nós. Todas as noites havia encontro marcado no seu pequeno Café-Galeria de Arte onde ele, entre uma torrente de” bicas” e uma pincelada de maresia, ia transmitindo o percurso que fora a sua vida. Amaro sorria connosco, a pintar. Chorava connosco, a sorrir. Era um poço de sapiência e o horizonte dos nossos sonhos. Era aquele que não queríamos ver partir nunca. Na busca incessante de novos desafios, foi viver para Portimão onde viria a abrir a Galeria de Arte San Lucas, donde sairam as suas pinturas e serigrafias para todo o país. Júlio Amaro deixou-nos há dois anos, em cima duma cordilheira de “estórias” e saudade. Não conheci nem conhecerei nunca alguém que tudo soubesse. Ele esteve bem perto! Júlio Amaro ! A Wikipédia diz o resto!

22 de fevereiro de 2009

Carnaval - Samora Correia





Não sou muito amante de Carnavais.
Já me bastou o de sábado à noite, num Festival de Leveza, mas ...
Pois bem, passadas que foram as mágoas, deliciei-me com a beleza de muitas caras e corpos bonitos e das variegadas cores que alimentavam o olhar.
Ali no meio daquele mulherio descobri duas lindas amigas minhas, a Sofia e a sua irmã Martinha (Sininho).
Como é óbvio, registei o momento com a mesma vontade que as levava a sambar.
Gostei!


21 de fevereiro de 2009

As loiras ... nada disso!

Como é evidente, não tenho nada contra as loiras, antes pelo contrário! Nem contra as morenas, nem contra as ... nem contra as...
Eu também já fui loiro, logo ...


Um avião está a caminho de Toronto, quando uma loira, na classe económica, se levanta e caminha para a primeira classe e ali se senta.
A hospedeira, delicadamente diz-lhe que ali é a primeira classe e que o seu bilhete é de classe económica, pelo que deveria regressar ao seu anterior lugar.
A loira responde "sou loira, sou bonita, vou para Toronto e não vou sair daqui".
A hospedeira vai até à cabine e diz ao comandante que há uma loira boazona sentada em primeira classe e com bilhete de classe económica e não quer voltar para o seu lugar.
O co-piloto ouve a conversa e, para não incomodar o comandante, vai ele mesmo falar com a loira e diz-lhe que ela tem de sair dali. Repete-se a conversa anterior "sou loira, sou bonita, vou para Toronto e não vou sair daqui".
O co-piloto volta para a cabine e conta o sucedido ao comandante, sugerindo que talvez fosse melhor avisar a Policia, para a aguardar à chegada e fazê-la pagar o devido preço.
Pergunta então o comandante: "mas você disse que ela era loira? Então deixe que eu falo com ela. É que eu sou casado com uma loira e sei muito bem lidar com elas".
Chega então junto da loira e sussurra-lhe algo ao ouvido. De imediato a loira levanta-se, pede desculpa e volta para o seu lugar.
Toda a tripulação fica boquiaberta e perguntam-lhe: "Comandante, o que lhe disse ao ouvido?"
Responde o comandante: "Nada de especial, apenas que a primeira classe não ia para Toronto"

Desculpem lá, Verdinha, Spuk, Parisiense, Cristina, Mariana, Margarida e aquelas a quem não sei a côr!

18 de fevereiro de 2009

Maria da Conceição XL



Há muito que oiço o XL declamar este poema. Já o filmei várias vezes em plena actuação. Mais alegre e mais alegre.
Esta gravação foi feita à porta dum restaurante sem qualquer iluminação e depois dum lauto repasto.
Pretendia eu captar-lhe a portentosa voz. Acho que consegui.
Hoje não resisti e quis dá-lo a conhecer a todos os que por aqui passam.
Trata-se dum poema de Alice Ogando – “Maria da Conceição”
XL - é tamanho grande, em talento, em amizade, em cumplicidade e … no coração! Para mim, ele é XXXL!
A partir de hoje XL está no Youtube, sendo que a pesquisa deve ser feita em Maria da Conceição XL.
Às vezes – acontece quando se juntam os amigos e se esvaziam uns copos!

17 de fevereiro de 2009

Ai, Ai, Ai, Puerto Rico!



E vão 36 anos filho!
Ontem uma criança adorável, hoje um adorável homem!
Por uns dias, deixou os vinte graus negativos do Novo Continente e foi abraçar as areias quentes de Porto Rico.
Às vezes – aquecer é preciso! A alma e a mente!
Parabéns Bruno!
Vaya com Diós mi hijo!

15 de fevereiro de 2009

CORPUS - Museu do Corpo Humano




Algo único foi construído, na Holanda: O primeiro Museu do Corpo, no mundo.
Inaugurado em 2008, o CORPUS é uma "viagem através do corpo humano" durante o qual o visitante pode ver, sentir e ouvir como este funciona e qual o papel duma alimentação e vida saudáveis e muito exercício.
O CORPUS oferece uma variedade de informações e fornece educação e entretenimento com esta viagem.
O CORPUS foi construído num edifício de 35 metros de altura, transparente, com os contornos do corpo humano, projectando-se dele. O edifício está situado junto à estrada A44 entre Amesterdão e Haia.
Museu do Corpo Humano. A viagem que vale a pena fazer!

12 de fevereiro de 2009

Onde pára esta malta?


Longe vão os tempos em que eu não era saudosista. Mais longe ainda, estão os dias da revolução. Aquela que eu vivi como cidadão e a outra, como militar forçado.
Para os que disso se lembram, saberão do que falo.
Toda a gente ralhava e ninguém se entendia. Todos sabíamos mais ou menos o que queríamos, só que lhe dávamos nomes diferentes. Na altura chamava-se a isso – reivindicar. Mas isso é coisa que eu deixo para os mais politizados e eruditos na matéria, o que não é o meu caso.
Assim, como guardo um pouco de tudo, aqui deixo esta preciosidade, para quem os conhece, dum grupo de malta amiga, sendo que neste caso apenas quatro eram mesmo amigos. Os outros andarão por aí, ao sabor de novas amizades.
Deste grupo, destaco o meu grande amigo XL (Francisco Luís Rosa). Habitualmente aqui comenta e como de costume encontra-se na primeira linha da revolta (primeiro à esquerda, sentado na cadeira).
Tal como comecei, longe vão os tempo em que o XL usava fato e gravata.
Já percebeste porque é que tenho saudades Xico!
Um dia destes tens de aparecer como outrora. Valeu?

10 de fevereiro de 2009

O gigante e o anão


Às vezes, do alto do meu metro e oitenta e quatro, tenho uma visão um pouco deturpada do mundo.
Olho à minha volta e não dou conta de nada. É próprio dos egoístas despassarados, porque os há que o não são.
Não oiço, não vejo, não choro, não rio, não canto. Apenas sinto!
Como será o mundo dos anormalmente normais?
O ser humano tem uma capacidade tamanha de adaptação, mas …
Um gigante tem um carro à sua medida? Roupa do seu tamanho? Uma mulher para amar?
E um anão? Idem idem! E chega aonde os outros chegam?
Claro que sim! E são apenas exemplos de pequenas coisas que se transformam em coisas grandes. Ambos, sentem, choram e amam, certamente com intensidades diferentes do comum mortal, porque este não é vexado, gozado, vilipendiado.
É por isso que eu não … não … e não. Apenas …!

8 de fevereiro de 2009

Bento - O maior!




Da casa de meus pais, na rua onde brincaram os meus sonhos


Na habitual visita a casa de meu pai, tenho por hábito ir até á varanda e aí ficar a pasmar olhando todos os cantos e neles vendo recordações distantes.
Lá bem no fim da rua estava a SFRAA, (Sociedade Filarmónica Recreio Artístico da Amadora) onde há quarenta nos atrás passava quatro a cinco horas do meu dia, todos os dias. Era ali que estavam os meus amigos, as minhas diversões, o meu reino,
Hoje roubei um pouco do tempo da visita paterna e entrei na SFRAA. Olhei à volta e nada mais era como dantes. Os móveis tinham mudado, os olhares também. Saí, dei uma pequena volta e voltei a entrar.
Os meus olhos brilharam! De pé, qual menir apontado aos céus, estava o Bento Neves Maior. Um abraço, outro abraço e outro ainda.
Falámos falámos, rimos sorrimos e quase chorámos chorámos.
Quantas recordações saíram das nossos lábios e quantos minutos pareceram duas horas.
Meu querido Bento, como é bom saber que continuas a ser tão grande no nome como no coração.
Depois apareceu o Mário Paulo, bem mais novo e sem ter sido da minha geração, está na linhagem dos que valeu a pena conhecer.
Maldito defeito! Não sabia que morreria de pieguice, mas … mata-me a saudade!

7 de fevereiro de 2009

Parabéns - Estrelinha do Norte!


Minha querida Estrelinha!

O universo faz parte da minha vida. Fascina-me! Absorve-me! Esmaga-me!
E nesse firmamento há sempre uma estrela que brilha com a intensidade que eu lhe quero ver. Umas vezes apagada, outras brilhante, outras ainda, cintilante.
És uma miúda adorável! Com defeitos que eu aceito, com virtudes que eu adoro.
Tens marca mulher do norte. Sopras como vento forte. Alegro-me com tal sorte.
Transforma este abraço no beijo que hoje te dou.
Um abraço ao David e outro beijo aos fantásticos filhotes, Xana e David Jr.
Parabéns Isabel!

5 de fevereiro de 2009

Cristiano Ronaldo - despe-te!


Há imensas coisas que me confundem e não entendo.
Os homens fazem as leis, os conservadores aprovam-nas e os rebeldes furam-nas.
Mas, se por um lado assim acontece em tudo o que tem regras, por outro estas nem sempre se cumprem. Às vezes, ainda bem, outras nem tanto.
Eu que toda a vida vesti a camisola da alegria, dificilmente a despiria para comemorar o que quer que fosse. Mas isso, sou eu. E nem todos são assim. Ainda bem!
É que cada vez que vejo um jogador despir a camisola depois de marcar um golo, fico desolado porque tal strip é punido com cartão amarelo.
Não entendo em que é que esta punição possa beneficiar o desporto e os bons costumes. Melhor fariam os legisladores, mandarem punir à primeira as entradas maldosas feitas à margem da lei, do que depauperar o espectáculo exibindo o cartão amarelo à festa do golo.
O mesmo é dizer que um jogador marca dois golos, festeja duas vezes despindo a camisola e é expulso.
Onde é que está a lógica? Qual é o problema em despir a camisola?
Joguei quarenta anos à bola. Vivi a alegria do golo centenas de vezes. Nunca despi a camisola, mas entendo os que a despem e ... não tiro o meu chapéu aos senhores que fizeram a lei.
Dispam a camisola do preconceito, senhores dirigentes do desporto.
O golo, é cortar a meta! O golo, é o clímax do esforço!
Haja alegria porque o desporto é festa!

Hoje, dia em que este rico-puto-rico e fabuloso jogador faz vinte e quatro anos, a minha cumplicidade com os que despem a ora aqui citada.

3 de fevereiro de 2009

Salvador Vaz da Silva - Adeus Cavaleiro Monge!


Descobri-o na elite do Chiado. Deleitava-me com as fotos que a teleobjectiva do Alberto captava dos filhos. Grandes planos, grandes rostos, grandes olhos, fartas cabeleiras.
Entrava eu já na idade adulta, quando parti à descoberta da vida e para trás ficou o Salvador, puto de sete anos, alegre, bonito e educado. Era apenas um dos filhos do meu querido amigo Alberto Vaz da Silva e da Helena.
Voltei a vê-lo poucos anos depois na casa de férias dos pais, em Olhos de Água, no Algarve.
Perdi-lhe então o rasto, sem nunca ter perdido o calor da grande amizade dos Vaz da Silva.
Finalmente, no funeral de sua mãe, abracei-o forte, num misto de saudade e condolência.
O sorriso continuava igual, mesmo não sendo o momento propício para sorrisos. Falámos então como se ao lado não jazesse sua mãe. A sua personalidade vincada sobrepunha as adversidades da vida. A morte era apenas uma passagem para outro estado.
Recentemente, através das várias notícias das televisões, soube da sua luta contra um ror de tumores que o cercavam e trocámos neste blogue (15 de Maio de 2008) breves palavras de esperança.
Escreveu o livro – Catedral – diário dos seus desabafos e esperanças que a espaços vou relendo.
Ambos acreditávamos que o caranguejo estava vencido. Assim não foi!
Salvador, a tua Catedral na Terra, será o pilar de sustentação dos homens de pouca fé!



Na Igreja de Sta Isabel, Alberto estava calmo e sereno, certo que o seu rebento partira para um mundo melhor. No final da missa, à sua frente com os olhos colados no esquife, Mariza tenta cantar-lhe o Cavaleiro Monge. A voz embargou-se-lhe e a chorar disse não saber se seria capaz e que ainda tinham conseguido trocar uma última mensagem. Depois respirou fundo e o seu cantar arrepiou a enorme multidão presente.
Meu querido Alberto, o abraço sentido que trocámos foi também uma carícia nos rostos da Helena, do Francisco e do Tomás.
Adeus Salvador! Adeus Cavaleiro Monge!

2 de fevereiro de 2009

O Governo dá!


Vais ter relações sexuais? O governo dá preservativo.
Já tiveste? O governo dá a pílula do dia seguinte.
Engravidaste? O governo dá o aborto.
Tiveste filhos? O governo dá o Abono de Família.
Estás desempregado? O governo dá O Fundo de Desemprego.
És viciado e não gostas de trabalhar? O governo dá Rendimento Mínimo Garantido!

AGORA...

Experimenta estudar, trabalhar, produzir e andar na linha para ver o que é que te acontece!!!!!
VAIS GANHAR UMA LISTA DE IMPOSTOS NUNCA VISTA EM LUGAR ALGUM DO MUNDO!!!

30 de janeiro de 2009

Letras pequenas

Sei bem que já não tenho a visão doutrora. Sei também que já me vai faltando a faculdade da tolerância e de aceitação dalgumas modernices, mas ...
O que me vai fazendo confusão agora, é a capacidade que alguns crânios têm para dificultar a leitura do amontoado de burocráticos documentos de que somos portadores.
Se olharmos para a Carta de Condução, veremos que o tamanho das letras, apesar de se ler bem, já não serve à maioria dos sexagenários. Depois, temos o Título Único do Registo Automóvel que segue as mesmas pisadas. E por aí adiante.
Outros haverá certamente que agora não lembro, mas o que não entendo é a razão de letras tão pequenas em espaços onde cabiam letras bem maiores. Isso sim, irrita-me solenemente.
Claro que estes dois casos servem apenas de exemplo, já para não falar das letras pequenas da publicidade enganadora, das apólices dos seguros, dos contratos bancários e de todas as artimanhas, que não sendo mentiras, não convém realçar.
Estou a ver mal?

28 de janeiro de 2009

O curioso caso da vida ao contrário


Trata-se duma “estória” onde a vida começa ao contrário.
Notável interpretação de Brad Pitt que começa por nascer velho e morrer novo.
Este filme é um relato de amor impossível, a despertar as consciências mais obtusas.
Uma vida plena de traumas onde a realidade e o sonho se misturam, é também o percurso daquilo que poderia ser a ambição de todos nós. Morrer com saúde.
O Curioso caso de Benjamin Button, é um caso sério de corrida aos Óscares.
A não perder!

Afinal era assim que eu queria o meu fim!


Começo morto e livro-me disso. Depois acordo num lar para a terceira idade.
A seguir sou expulso, por estar demasiadamente saudável. Gozo a minha reforma e recebo a minha pensão de velhice.
Então, quando começo a trabalhar, recebo um relógio em ouro como presente logo no primeiro dia. Trabalho 40 anos, até ser demasiadamente novo para trabalhar.
Vou para o liceu e bebo álcool, vou a festas e sou promíscuo. Depois vou para a escola primária, brinco e não tenho responsabilidades.
Transformo-me então num bébé e passo os últimos 9 meses a flutuar pacifica e luxuosamente, em condições equivalentes a um spa, com ar condicionado, serviço de quartos entregue por cabo e depois...
Acabo num grande orgasmo!

27 de janeiro de 2009

Triângulo das Bermudas


Há uma vintena de anos atrás eu era um leitor atento de acontecimentos enigmáticos e paranormais.
Depois, não que me fartasse do tema, transportava para o meu quotidiano toda aquela amálgama de “estórias” e relatos que me faziam viajar no tempo.
A Atlântida era o meu tema preferido. Dela me lembro todas as vezes que atravesso o Atlântico e já foram muitas.
Dizem os livros que eu leio, que os Açores são os Picos da Atlântida que terá perecido há cerca de dez mil anos.
Eu acredito que aqui mesmo à nossa frente, existe o espírito duma civilização surpreendente que ultrapassa as raias do imaginário.
Encostado à janela do Airbus, fixo o olhar no fim dos nove mil metros que separam o abismo da passarola voadora e penso na veracidade do Triângulo das Bermudas, nos desaparecimentos misteriosos de barcos, aviões, gentes e seus quejandos. Depois, olho os céus sem fim e sinto no rosto um sopro protector de esperança no meu dia que não vai chegar ainda.
Condições meteorológicas adversas e o carácter imprevisível do ser humano ultrapassam as narrativas mais ambiciosas de ficção cientifica – disse alguém um dia!
Atlântida e Bermudas, fora e dentro dum triângulo
!

24 de janeiro de 2009

Ilha da Madeira - com amor

Funchal - Até onde o horizonte deixa!

Às "miúdas" leitoras deste espaço - um bouquet de lindas flores!

Ao Fotociclista - a fonte do seu contentamento!

À Verdinha - Um negócio, no masculino


A Ilha da Madeira era uma lacuna no meu palmarés de viajante. Não conhecia. Aconteceu agora.
Fica assim completa a viagem que fui adiando, em detrimento de outros destinos, por ser aqui tão perto.
Lá como cá, por onde passo encontro sempre algo que me faz lembrar alguém!


22 de janeiro de 2009

Esta noite choveu prata





O repasto das treze adivinhava a ceia da meia noite.
Os tempos idos voltaram e percebeu-se como é difícil dizer adeus. A tarde foi iludida e a noite chegou depressa.
Juntaram-se três vozes dissonantes no mundo e consonantes na vida. Na de outrora, na de agora, na futura, na nossa.
Na Bodeguita de Cascais, não del Medio, os mojitos foram apenas a frescura de gargantas ávidas de palavras fartas. De intenções e de certezas.
Depois, soltaram-se os copos e beberam-se as mentes,
Rachel-Rachel derrubou a barreira que não existia. XL ouviu, ouviu, ouviu, falou, falou! Da revolução russa ao fado que deseja muito.
Bebeu-se Hemingway. Chorou-se Zel.
Em casa de JC tudo existe! Até saudade!
Nada que uma sopa de peixe não resolva.
Até breve, amigos!

19 de janeiro de 2009

Austrália - em casa alheia ...

Em nossa casa mandamos nós

O Primeiro Ministro autraliano disse apenas isto, a propósito de ...


"OS IMIGRANTES NÃO-AUSTRALIANOS, DEVEM ADAPTAR-SE.
É pegar ou largar!

Estou cansado de saber que esta nação se inquieta ao ofendermos certos indivíduos ou a sua cultura. Desde os ataques terroristas em Bali, assistimos a uma subida de patriotismo na maioria do australianos.
A nossa cultura está desenvolvida desde há mais de dois séculos de lutas, de habilidade e de vitórias de milhões de homens e mulheres que procuraram a liberdade.
A nossa língua oficial é o Inglês; não é o Espanhol, o Libanês, o Árabe, o Chinês, o Japonês, ou qualquer outra língua. Por conseguinte, se desejam fazer parte da nossa sociedade, aprendam a nossa língua!
A maior parte do australianos crê em Deus. Não se trata de uma obrigação cristã, de influência da direita ou pressão política, mas é um facto, porque homens e mulheres fundaram esta nação sobre princípios cristãos, e isso é ensinado oficialmente. É perfeitamente adequado afixá-lo sobre os muros das nossas escolas. Se Deus vos ofende, sugiro-vos então que encarem outra parte do mundo como o vosso país de acolhimento, porque Deus faz parte da nossa cultura.
Nós aceitaremos as vossas crenças sem fazer perguntas. Tudo o que vos pedimos é que aceitem as nossas e vivam em harmonia e em paz connosco.
ESTE É O NOSSO PAÍS, A NOSSA TERRA E O NOSSO ESTILO DE VIDA. E oferecemos-vos a oportunidade de aproveitar tudo isto. Mas se vocês têem muitas razões de queixa, se estão fartos da nossa bandeira, do nosso compromisso, das nossas crenças cristãs, ou do nosso estilo de vida, incentivo-os fortemente a tirarem partido de uma outra grande liberdade autraliana: O DIREITO de PARTIR. Se não são felizes aqui, então PARTAM.
Não vos forçámos a vir para aqui. Vocês pediram para vir para cá. Então, aceitem o país que vos aceitou".

17 de janeiro de 2009

Cuidado

Às vezes - há "amigos"??? que passam as marcas do razoável. Sem razão!

Sei bem que toda e qualquer forma de desabafo e crítica que se possa fazer num blogue estará sempre sujeita a um comentário (se o blogue o permitir). No caso do Às Vezes - fim de semana, nunca tinha aparecido qualquer comentário jocoso ou ordinário. Aconteceu agora.
Não pretendo que isto seja uma feira de vaidades e aceito qualquer tipo de crítica, o que não posso aceitar é que aqui, entre uma rodada de amigos, e a coberto dum anonimato enganador, sejam escritas ordinarices que não estão inseridas em anedotas ou noutro qualquer contexto que não o de agora.
Apenas quero dar uma hipótese ao comentador anónimo de o não voltar a fazer. Eu sei quem é. O comentador é que não sabe como é que se sabe quem comenta. Se o soubesse não teria cometido os deslizes que tem cometido no Pessoal da Porcalhota! É mais honesto dizê-lo nos olhos e identificar-se.
Cuidado! Ficamos assim,!

14 de janeiro de 2009

Aqui ao lado - tão longe!


Quando dei os primeiros passos neste blogue, há quase dois anos, ele era apenas um cantinho de desabafos, apenas susceptível de ser lido por meia dúzia de amigos. Não tinha nem tem qualquer pretensão de ser mais abrangente que isso.
Já aqui conheci pessoas muito interessantes e outras conhecerei em breve, sem que tivesse havido obrigatoriedade de conhecimento pessoal, como é óbvio. Mas … acaba sempre por acontecer, por um motivo ou outro. E por detrás de cada mulher encontrei maridos compinchas que muito me agradou conhecer (David-Isabel e Jacques-Cristina).
Foi assim que conheci a Isabel de Vila da Feira, a Maria das Caldas, a Spuk do Brasil e a Cristina da Bélgica. Depois vieram outras(os) e o horizonte geográfico alargou-se.
Do Estoril a Braga, de Odivelas a Arouca, da Parede a Pernambuco, de Castelo Branco a Rouen e de Genéve a Bruxelas alguma cumplicidade aconteceu e criaram-se novos amigos, mesmo que alguma virtualidade lhes seja imputada.
Misturaram-se sabores africanos, alguns salpicados de “petits fours” parisienses e criaram-se empatias, não olhando a credos nem a culturas. Cada um é o que é, e ou assim se aceita ou se renega à partida, tão sem segredos é.
Bem prega Frei Tomás quando assim diz e assim não faz, mas desculpem lá os desabafos que nem sempre a todos agradam.
Também eu “só sei que nada sei”, nada mais que isso e desculpem-me aqueles a quem eventualmente puder não agradar.
Até já, gentes das minhas terras!

12 de janeiro de 2009

Yakustk - Sempre fria






... a propósito de frio

Yakutsk é o nome da cidade mais fria do mundo: Sabias da sua existência? Nem eu!
Para quem reclama do frio, a 5°C negativos o frio pode ser refrescante. A 20°C negativos a humidade no nariz congela e fica difícil não tossir. A 35°C negativos a pele exposta ao ar fica dormente e a necrose é um risco. E a menos 45°C até usar óculos fica complicado. O metal gruda no rosto e nas orelhas e rasga pedaços da pele quando se decide tirá-los.

Yakutsk é uma cidade remota na Sibéria Oriental (população: 800 mil), famosa por aparecer no clássico jogo de tabuleiro Risk e por deter a fama de ser a cidade mais fria da Terra. Em Janeiro a média fica em torno de 40°C negativos.
Não há comboio para Yakutsk. Outras opções são uma viagem de 1,6 mil quilômetros de barco subindo o rio Lena, nos poucos meses do ano em que ele não está congelado, ou então a 'estrada dos Ossos', uma estrada de 2 mil quilômetros construída por prisioneiros do Goulag (o sistema penal soviético).
Lenine e Staline foram dois dos presos politicos exilados em Yakutsk.
A região é rica em ouro e diamantes, razão pela qual os soviéticos decidiram transformar Yakutsk num importante centro regional, primeiro com o sistema de trabalho forçado do Gulag, depois colonizando a região com milhares de voluntários em busca de aventura, melhores salários e a chance de construir o socialismo no gelo.
No mercado, cheio de gente vende-se peixe, porcos e coração de cavalo, tudo congelado. "É claro que faz frio, mas a gente acostuma-se", diz Nina, uma yakut que passa oito horas por dia de pé na sua banca de peixes.
Os seres humanos acostumam-se com qualquer coisa!

Extrato duma viagem feita por alguém, que não eu, à cidade mais fria do mundo.