19 de janeiro de 2009

Austrália - em casa alheia ...

Em nossa casa mandamos nós

O Primeiro Ministro autraliano disse apenas isto, a propósito de ...


"OS IMIGRANTES NÃO-AUSTRALIANOS, DEVEM ADAPTAR-SE.
É pegar ou largar!

Estou cansado de saber que esta nação se inquieta ao ofendermos certos indivíduos ou a sua cultura. Desde os ataques terroristas em Bali, assistimos a uma subida de patriotismo na maioria do australianos.
A nossa cultura está desenvolvida desde há mais de dois séculos de lutas, de habilidade e de vitórias de milhões de homens e mulheres que procuraram a liberdade.
A nossa língua oficial é o Inglês; não é o Espanhol, o Libanês, o Árabe, o Chinês, o Japonês, ou qualquer outra língua. Por conseguinte, se desejam fazer parte da nossa sociedade, aprendam a nossa língua!
A maior parte do australianos crê em Deus. Não se trata de uma obrigação cristã, de influência da direita ou pressão política, mas é um facto, porque homens e mulheres fundaram esta nação sobre princípios cristãos, e isso é ensinado oficialmente. É perfeitamente adequado afixá-lo sobre os muros das nossas escolas. Se Deus vos ofende, sugiro-vos então que encarem outra parte do mundo como o vosso país de acolhimento, porque Deus faz parte da nossa cultura.
Nós aceitaremos as vossas crenças sem fazer perguntas. Tudo o que vos pedimos é que aceitem as nossas e vivam em harmonia e em paz connosco.
ESTE É O NOSSO PAÍS, A NOSSA TERRA E O NOSSO ESTILO DE VIDA. E oferecemos-vos a oportunidade de aproveitar tudo isto. Mas se vocês têem muitas razões de queixa, se estão fartos da nossa bandeira, do nosso compromisso, das nossas crenças cristãs, ou do nosso estilo de vida, incentivo-os fortemente a tirarem partido de uma outra grande liberdade autraliana: O DIREITO de PARTIR. Se não são felizes aqui, então PARTAM.
Não vos forçámos a vir para aqui. Vocês pediram para vir para cá. Então, aceitem o país que vos aceitou".

16 comentários:

Laura disse...

Eis aqui algo que nem todos sabem ouvir e ver, quando vivem em País alheio!...vivem do que ganham dos eu trabalho e...têm a mania de que podem fazer como lhes apetecer, incluindo manifestações, abusos e por ai fora!. Já vivi num País estrangeiro, aliás tenho dupla Nacionalidade...Meu pai teve asilo Politico depois do 25 de Abril, e...Nunca tentei nem quis, desrespeitar as Leis do pais que me acolheu e me deu a sua Cidadãnia!...
Na tv assisto a abusos que é um Deus me acuda, da parte de raças que parece que ainda vivem no século dois!...E admiro-me porque eles os nativos do pais, não fazem valer os seus direitos dentro dos seus territórios!... è roupas esquisitas, é um pouco de tudo. Quem não quer mudar deixe-se ficar na sua terra e mais nada!...
Um xi, a ti, mas estão todos a ser muito brandos em aceitar tanta asneira de gente que precisa deles para sobreviver...laura..

carla mar disse...

olha...


se os gajos se lembram de recambiar os portugas por esse mundo fora só por causa da N.S. de Fátima (que os ditos têm na mesa de cabeceira), pelos bigodes encaracolados dos confrades, pelo tintol que levam de cá, pela mala de cartão, pelo barrete, pela fotografia do Eusébio que está escarrapachada na sala, etc... etc...
Bem, era um fartar de tretas que os australianos e não só tinham para por os nossos compatriotas na rua.
uma chatice!

Beijo meu :)

Anónimo disse...

NAÇÃO MULTICULTURAL

“A Austrália faz parte do continente mais novo do mundo - a Oceania. Apesar de ser habitada por aborígines há mais de 40 mil anos, somente há dois séculos iniciou-se sua colonização por europeus.

o capitão inglês James Cook foi enviado para fazer uma expedição científica neste desconhecido lugar. Conta a história que a 28 de Abril de 1770, após circunavegar o continente, ele finalmente desembarcou na costa leste australiana. Continuou viagem para norte, e, a 22 de Agosto, proclamou a posse do território, a que se deu o nome de New South Wales, (Nova Gales do Sul). Iniciava-se assim a colonização inglesa da Austrália, no começo feita apenas com o objectivo de "esvaziar" as cadeias britânicas. Os condenados, após cumprirem a sua pena em solo australiano, recebiam uma pequena parcela de terra, desde que não houvesse habitantes nativos nelas. Aos poucos foi-se ampliando o domínio dos ex-saqueadores ingleses naquele vasto e desprotegido continente, até, por volta de 1950, o censo mundial estimar a população australiana em menos de 5 milhões de habitantes.
O país é uma nação multicultural que recebeu e recebe imigrantes desde o início do processo de colonização européia de forma efetiva e duradoura, no século XVIII, pelo Reino Unido. Por isso, a maioria étnica da populaçao é de origem britânica, porém é significativa a presença de outras minorias étnicas, como gregos, asiáticos e os marginalizados nativos (restam 2% do total da população), dizimados pela implantação da "moderna" sociedade branca européia. A Austrália tornou-se independente do Império Britânico em 1942, mas faz parte do Commonwealth (Comunidade Britânica das Nações).”

Não pretendo dar lições de história a ninguém, mas não é demais ter em atenção, como nasceram e evoluíram as comunidades hoje nações amanhã outra coisa qualquer.

XL

Anónimo disse...

Kim:
Vivo num bairro, onde há tudo. Brancos: bons e maus, pretos: bons e maus, chineses: bons e maus. Vivem aqui: ucranianos, brasileiros, guinéus, cabo verdeanos, indianos, etc.
De vez em quando há barraca.
Eu pessoalmente, dou-me bem com todos, porque me limito a respeitar, quem me respeita e a não passar cartão aos outros. Isto, independentemente de raças ou credos. No meu prédio, mora um bispo da Igreja Maná, seguidores fiéis de Jeová e até já ca viveu um indiano, seguidor do Hinduísmo.
Cumprimento todos, se calha, troco algumas palavras com eles. O meu pai, ensinou-me a respeitar, para ser respeitada.
Alguns abusam, é certo. E nós, os nascidos, criados, educados cá, por vezes não o faremos? Não seremos pouco tolerantes com os outros e as suas tradições?
Tentemos ver o lado dos outros, talvez eles aprendam a ver o nosso.
Maria dos Alcatruzes

Osvaldo disse...

Olá Kim;
A Tolerância foi bonita, mas a data limite (em certos países) está expirar...
Sempre achei que na casa dos outros, sou eu que devo seguir as regras impostas. Se estou de acordo, entro, se não estou, continu-o o meu caminho.
Nunca entraria numa casa que me acolheu de braços abertos e começar a desrespeitar normas, culturas e sobretudo, querer mandar.
Tenho um trabalho que me leva constantemente a contactos com outros povos, outras culturas e outras mentalidades. Sempre fui bem recebido e sempre recebi bem porque sempre respeitei as diferenças como sempre exigi que as minhas fossem respeitadas...
Por isso, acho que cada povo, cada país tem o direito de exigir respeito a quem lhe pede "guarida" em momentos dificeis das suas existências.
Nunca se deve "cuspir" no prato que, um dia, nos aliviou o estômago.
Na Austrália, em Portugal ou não importa onde, "Que sejam bem-vindos todos os que vêm por bem, mas que não passem a porta, aqueles que nos querem mal"...
Um abraço caro Kim
Osvaldo

jrom disse...

Devemos aceitar a integração de todas as pessoas que escolham o nosso País para socialmente cumprirem com os requisitos exigidos, independentemente da raça credo ou nacionalidade.
A tolerância nesta aceleração da globalização deve estar presente em nós,até porque somos pioneiros como emigrantes noutros países.
A exploração do homem pelo homem nos moldes em que está é que é errado e não ajuda a civilização
Também não devemos servir de recanto da marginalidade para facilitar a vida de outras influências.
Existirão conflitos de gerações e nos emigrantes tornam-se mais acentuados.

Anónimo disse...

"Um surpreendente discurso feito pelo embaixador Guaicaípuro Cuatemoc, de descendência indígena, advogando o pagamento da dívida externa ao seu país, o México, deixou embasbacados os principais chefes de Estado da Comunidade Europeia.

A conferência dos chefes de Estado da União Europeia, Mercosul e Caribe, em Maio de 2002 em Madrid, viveu um momento revelador e surpreendente: os chefes de Estado europeus ouviram perplexos e calados um discurso irónico, cáustico e de exactidão histórica que lhes fez Guaicaípuro Cuatemoc.

' Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a 'descobriram' só há 500 anos. O irmão europeu da aduana me pediu um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financista europeu me pede o pagamento - ao meu país -, com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu me explica que toda dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros sem pedir-lhes consentimento. Eu também posso reclamar pagamento e juros.

Consta no 'Arquivo da Cia. das Índias Ocidentais' que, somente entre os anos 1503 e 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.

Teria sido isso um saque? Não acredito, porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento!

Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão.

Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a actual civilização europeia se devem à inundação de metais preciosos tirados das Américas.

Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas indemnização por perdas e danos.

Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva. Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano 'MARSHALL MONTEZUMA', para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra, da poligamia, e de outras conquistas da civilização.

Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar:
Os irmãos europeus fizeram uso racional responsável ou pelo menos produtivo desses fundos?

Não. No aspecto estratégico, dilapidaram nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros Reich e várias formas de extermínio mútuo. No aspecto financeiro, foram incapazes, depois de uma moratória de 500 anos, tanto de amortizar o capital e seus juros quanto dependerem das rendas líquidas, das matérias-primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.

Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar e nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos em cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo.


Nos limitaremos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, com 200 anos de graça. Sobre esta base e aplicando a fórmula europeia de juros compostos, informamos aos descobridores que eles nos devem 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, ambas as cifras elevadas à potência de 300, isso quer dizer um número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra.

Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam se calculados em sangue?

Admitir que a Europa, em meio milénio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para esses módicos juros, seria como admitir seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas.

Tais questões metafísicas, desde já, não inquietam a nós, índios da América. Porém, exigimos assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente e que os obriguem a cumpri-la, sob pena de uma privatização ou conversão da Europa, de forma que lhes permitam entregar suas terras, como primeira prestação de dívida histórica...'

Quando terminou seu discurso diante dos chefes de Estado da Comunidade Europeia, o Cacique Guaicaípuro Guatemoc não sabia que estava expondo uma tese de Direito Internacional para determinar a verdadeira dívida externa."

ERNESTO

Kim disse...

Eu até sei muito bem o que é ter de respeitar as leis dos outros. Já assim fiz quando noutros países vivi e até percebo a atitude do primeiro-ministro australiano.
Se por um lado, o país que os acolheu lucrou com o seu esforço e talento, também lhes deu uma outra forma de vida, quase sempre bem sucedida.
No entanto este discurso parece-me mais sectarista e dirigido para um certo tipo de emigrante, com exigências que não fazem parte de qualquer compêndio da arte de bem receber. Só aí eu entendo o discurso.
Já senti na pele, na América, na Venezuela e em Marrocos, o sabor do choque cultural,a indiferença e o mau trato, com que um ser humano é tratado.
Mas ... eu não colidi com ninguém!

Laura disse...

É isso aí Kim... Se precisamos...fazemos por isso. E sempre soubemos como almas Lusas que eramos, e as boas maneira e educação fazem parte da nossa cultura...Nunca vi gente da nossa gente a fazer o que a maioria faz...Na África do sul em 74 existia ainda o aparteid, e juro que me senti muitas vezes rebaixada com isso, mas, não estava na minha terra! Não me metia onde não era chamada. Eles trataram-me com respeito, por vezes havia demasiada arrogância da parte deles, os meus chefes nos CTT, mas, fiz sempre d econta..e no dim, cada um dará contas a Deus. Quantas vezes me tentei a levar-lhes a Biblia, onde diz num capitulo que já não lembro, Não oprimirás o Estrangeiro na tua terra!...E issos erá lido Áqueles que desrespeitaram as Suas Leis...
Beijinho da laura, feliz, feliz...

O Bicho disse...

Há uma expressão portuguesa que se aplica no caso de alguns emigrantes:
"SÃO POBRES E MAL AGRADECIDOS."

O Bicho disse...

Há uma outra coisa que também está errada e é reforçada em algumas minorias (lembro os Ciganos) - "A INTOLERÂNCIA".
É vulgar, comum, eles "RECLAMAREM OS SEUS DIREITOS MAS NÃO RECONHECEREM OS DEVERES".

Parisiense disse...

Concordo com essa fdilosofia, seja em que país fôr.....ninguem nos manda ir viver para outro país que não o nosso e se vamos devemos respeitar a cultura e as leis deles.

Eu quando vim de Angola para Portugal, era tudo tão diferente e justamente porque não me sentia bem aqui é que fui para França, e lá sim sentia-me em casa.

Por isso quem não estiver bem que se mude.....foi o que fiz.

E o que diz " O Bicho" é bem verdade "á pessoas pobres e mal agradecidas".

Bisous mon ange.

mundo azul disse...

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Penso que a boa vontade e tolerância, são as ferramentas mais eficazes para se construir uma boa morada nesse mundo de meu Deus...

Achei o discurso muito radical...Radicalismo não é, nunca foi bom e nunca promoveu nada de construtivo!

Gostei dos seus textos! Voltarei para ler mais...

Beijos de luz!

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Anónimo disse...

... um pastel de nata por favor!

jc/.

fernando braz disse...

Amigo Quim...
Uma dica ao meu amigo...
VIsite o seguinte blog: Sobral de S. Miguel e vai recordar uma Aldeia perdida na Serra de Estrela que visitou a pouco mais de um ano..
Um abraço
FB AD CB
P.S: Esta aldeia que aguarda o seu regresso

Je Vois la Vie en Vert disse...

Concordo contigo Kim, com o Osvaldo e com o Bicho também ! Não faças aos outros o que não gostavam que te fizessem. Respeito antes de mais nada ! Respeitar os hábitos do país onde se vive e falar a sua língua também.
Acompanhei o meu marido no Irão há uns anos e a guia da Interpol disse que não podiamos mostrar as pernas, não convinha usar pintura, tinhamos que tapar os braços, não podiamos usar cores vivas, tinhamos que ter a cabeça tapada e deviamos usar meias. Comprei o casaco de algodão comprido que todas as mulheres usam quando não usam o tchador, usei sempre calças, andei sempre de lenço na cabeça mas confesso que não usei meias porque com 35º já se tornava insuportavel ! Não foi pelo medo de ser presa mas porque achei perfeitamente normal não chocar as pessoas. Houve jovens universitárias que vieram ter comigo (vendo os meus cabelos loiras a sair do lenço)para perguntar o que eu achava de usar um lenço ou o tchador. Respondi que custava-me imenso estar vestida de escuro, tapar os braços e a cabeça porque não estava habituada e que estava muito calor mas acrescentei sempre que se era o hábito do país era normal respeitá-lo ! Também confesso que foi com muito prazer que, no hall do hotel international, desafiei a polícia religiosa (que sentia estar a vigiarem todos) a dar 2 beijinhos na face dos homens estrangeiros com quem tinha travado conhecimento...
Ainda tinha muito mais para contar mas o meu comentário já está a tornar-se muito longo....
Beijinhos verdinhos