3 de fevereiro de 2009

Salvador Vaz da Silva - Adeus Cavaleiro Monge!


Descobri-o na elite do Chiado. Deleitava-me com as fotos que a teleobjectiva do Alberto captava dos filhos. Grandes planos, grandes rostos, grandes olhos, fartas cabeleiras.
Entrava eu já na idade adulta, quando parti à descoberta da vida e para trás ficou o Salvador, puto de sete anos, alegre, bonito e educado. Era apenas um dos filhos do meu querido amigo Alberto Vaz da Silva e da Helena.
Voltei a vê-lo poucos anos depois na casa de férias dos pais, em Olhos de Água, no Algarve.
Perdi-lhe então o rasto, sem nunca ter perdido o calor da grande amizade dos Vaz da Silva.
Finalmente, no funeral de sua mãe, abracei-o forte, num misto de saudade e condolência.
O sorriso continuava igual, mesmo não sendo o momento propício para sorrisos. Falámos então como se ao lado não jazesse sua mãe. A sua personalidade vincada sobrepunha as adversidades da vida. A morte era apenas uma passagem para outro estado.
Recentemente, através das várias notícias das televisões, soube da sua luta contra um ror de tumores que o cercavam e trocámos neste blogue (15 de Maio de 2008) breves palavras de esperança.
Escreveu o livro – Catedral – diário dos seus desabafos e esperanças que a espaços vou relendo.
Ambos acreditávamos que o caranguejo estava vencido. Assim não foi!
Salvador, a tua Catedral na Terra, será o pilar de sustentação dos homens de pouca fé!



Na Igreja de Sta Isabel, Alberto estava calmo e sereno, certo que o seu rebento partira para um mundo melhor. No final da missa, à sua frente com os olhos colados no esquife, Mariza tenta cantar-lhe o Cavaleiro Monge. A voz embargou-se-lhe e a chorar disse não saber se seria capaz e que ainda tinham conseguido trocar uma última mensagem. Depois respirou fundo e o seu cantar arrepiou a enorme multidão presente.
Meu querido Alberto, o abraço sentido que trocámos foi também uma carícia nos rostos da Helena, do Francisco e do Tomás.
Adeus Salvador! Adeus Cavaleiro Monge!

2 de fevereiro de 2009

O Governo dá!


Vais ter relações sexuais? O governo dá preservativo.
Já tiveste? O governo dá a pílula do dia seguinte.
Engravidaste? O governo dá o aborto.
Tiveste filhos? O governo dá o Abono de Família.
Estás desempregado? O governo dá O Fundo de Desemprego.
És viciado e não gostas de trabalhar? O governo dá Rendimento Mínimo Garantido!

AGORA...

Experimenta estudar, trabalhar, produzir e andar na linha para ver o que é que te acontece!!!!!
VAIS GANHAR UMA LISTA DE IMPOSTOS NUNCA VISTA EM LUGAR ALGUM DO MUNDO!!!

30 de janeiro de 2009

Letras pequenas

Sei bem que já não tenho a visão doutrora. Sei também que já me vai faltando a faculdade da tolerância e de aceitação dalgumas modernices, mas ...
O que me vai fazendo confusão agora, é a capacidade que alguns crânios têm para dificultar a leitura do amontoado de burocráticos documentos de que somos portadores.
Se olharmos para a Carta de Condução, veremos que o tamanho das letras, apesar de se ler bem, já não serve à maioria dos sexagenários. Depois, temos o Título Único do Registo Automóvel que segue as mesmas pisadas. E por aí adiante.
Outros haverá certamente que agora não lembro, mas o que não entendo é a razão de letras tão pequenas em espaços onde cabiam letras bem maiores. Isso sim, irrita-me solenemente.
Claro que estes dois casos servem apenas de exemplo, já para não falar das letras pequenas da publicidade enganadora, das apólices dos seguros, dos contratos bancários e de todas as artimanhas, que não sendo mentiras, não convém realçar.
Estou a ver mal?

28 de janeiro de 2009

O curioso caso da vida ao contrário


Trata-se duma “estória” onde a vida começa ao contrário.
Notável interpretação de Brad Pitt que começa por nascer velho e morrer novo.
Este filme é um relato de amor impossível, a despertar as consciências mais obtusas.
Uma vida plena de traumas onde a realidade e o sonho se misturam, é também o percurso daquilo que poderia ser a ambição de todos nós. Morrer com saúde.
O Curioso caso de Benjamin Button, é um caso sério de corrida aos Óscares.
A não perder!

Afinal era assim que eu queria o meu fim!


Começo morto e livro-me disso. Depois acordo num lar para a terceira idade.
A seguir sou expulso, por estar demasiadamente saudável. Gozo a minha reforma e recebo a minha pensão de velhice.
Então, quando começo a trabalhar, recebo um relógio em ouro como presente logo no primeiro dia. Trabalho 40 anos, até ser demasiadamente novo para trabalhar.
Vou para o liceu e bebo álcool, vou a festas e sou promíscuo. Depois vou para a escola primária, brinco e não tenho responsabilidades.
Transformo-me então num bébé e passo os últimos 9 meses a flutuar pacifica e luxuosamente, em condições equivalentes a um spa, com ar condicionado, serviço de quartos entregue por cabo e depois...
Acabo num grande orgasmo!

27 de janeiro de 2009

Triângulo das Bermudas


Há uma vintena de anos atrás eu era um leitor atento de acontecimentos enigmáticos e paranormais.
Depois, não que me fartasse do tema, transportava para o meu quotidiano toda aquela amálgama de “estórias” e relatos que me faziam viajar no tempo.
A Atlântida era o meu tema preferido. Dela me lembro todas as vezes que atravesso o Atlântico e já foram muitas.
Dizem os livros que eu leio, que os Açores são os Picos da Atlântida que terá perecido há cerca de dez mil anos.
Eu acredito que aqui mesmo à nossa frente, existe o espírito duma civilização surpreendente que ultrapassa as raias do imaginário.
Encostado à janela do Airbus, fixo o olhar no fim dos nove mil metros que separam o abismo da passarola voadora e penso na veracidade do Triângulo das Bermudas, nos desaparecimentos misteriosos de barcos, aviões, gentes e seus quejandos. Depois, olho os céus sem fim e sinto no rosto um sopro protector de esperança no meu dia que não vai chegar ainda.
Condições meteorológicas adversas e o carácter imprevisível do ser humano ultrapassam as narrativas mais ambiciosas de ficção cientifica – disse alguém um dia!
Atlântida e Bermudas, fora e dentro dum triângulo
!

24 de janeiro de 2009

Ilha da Madeira - com amor

Funchal - Até onde o horizonte deixa!

Às "miúdas" leitoras deste espaço - um bouquet de lindas flores!

Ao Fotociclista - a fonte do seu contentamento!

À Verdinha - Um negócio, no masculino


A Ilha da Madeira era uma lacuna no meu palmarés de viajante. Não conhecia. Aconteceu agora.
Fica assim completa a viagem que fui adiando, em detrimento de outros destinos, por ser aqui tão perto.
Lá como cá, por onde passo encontro sempre algo que me faz lembrar alguém!


22 de janeiro de 2009

Esta noite choveu prata





O repasto das treze adivinhava a ceia da meia noite.
Os tempos idos voltaram e percebeu-se como é difícil dizer adeus. A tarde foi iludida e a noite chegou depressa.
Juntaram-se três vozes dissonantes no mundo e consonantes na vida. Na de outrora, na de agora, na futura, na nossa.
Na Bodeguita de Cascais, não del Medio, os mojitos foram apenas a frescura de gargantas ávidas de palavras fartas. De intenções e de certezas.
Depois, soltaram-se os copos e beberam-se as mentes,
Rachel-Rachel derrubou a barreira que não existia. XL ouviu, ouviu, ouviu, falou, falou! Da revolução russa ao fado que deseja muito.
Bebeu-se Hemingway. Chorou-se Zel.
Em casa de JC tudo existe! Até saudade!
Nada que uma sopa de peixe não resolva.
Até breve, amigos!

19 de janeiro de 2009

Austrália - em casa alheia ...

Em nossa casa mandamos nós

O Primeiro Ministro autraliano disse apenas isto, a propósito de ...


"OS IMIGRANTES NÃO-AUSTRALIANOS, DEVEM ADAPTAR-SE.
É pegar ou largar!

Estou cansado de saber que esta nação se inquieta ao ofendermos certos indivíduos ou a sua cultura. Desde os ataques terroristas em Bali, assistimos a uma subida de patriotismo na maioria do australianos.
A nossa cultura está desenvolvida desde há mais de dois séculos de lutas, de habilidade e de vitórias de milhões de homens e mulheres que procuraram a liberdade.
A nossa língua oficial é o Inglês; não é o Espanhol, o Libanês, o Árabe, o Chinês, o Japonês, ou qualquer outra língua. Por conseguinte, se desejam fazer parte da nossa sociedade, aprendam a nossa língua!
A maior parte do australianos crê em Deus. Não se trata de uma obrigação cristã, de influência da direita ou pressão política, mas é um facto, porque homens e mulheres fundaram esta nação sobre princípios cristãos, e isso é ensinado oficialmente. É perfeitamente adequado afixá-lo sobre os muros das nossas escolas. Se Deus vos ofende, sugiro-vos então que encarem outra parte do mundo como o vosso país de acolhimento, porque Deus faz parte da nossa cultura.
Nós aceitaremos as vossas crenças sem fazer perguntas. Tudo o que vos pedimos é que aceitem as nossas e vivam em harmonia e em paz connosco.
ESTE É O NOSSO PAÍS, A NOSSA TERRA E O NOSSO ESTILO DE VIDA. E oferecemos-vos a oportunidade de aproveitar tudo isto. Mas se vocês têem muitas razões de queixa, se estão fartos da nossa bandeira, do nosso compromisso, das nossas crenças cristãs, ou do nosso estilo de vida, incentivo-os fortemente a tirarem partido de uma outra grande liberdade autraliana: O DIREITO de PARTIR. Se não são felizes aqui, então PARTAM.
Não vos forçámos a vir para aqui. Vocês pediram para vir para cá. Então, aceitem o país que vos aceitou".

17 de janeiro de 2009

Cuidado

Às vezes - há "amigos"??? que passam as marcas do razoável. Sem razão!

Sei bem que toda e qualquer forma de desabafo e crítica que se possa fazer num blogue estará sempre sujeita a um comentário (se o blogue o permitir). No caso do Às Vezes - fim de semana, nunca tinha aparecido qualquer comentário jocoso ou ordinário. Aconteceu agora.
Não pretendo que isto seja uma feira de vaidades e aceito qualquer tipo de crítica, o que não posso aceitar é que aqui, entre uma rodada de amigos, e a coberto dum anonimato enganador, sejam escritas ordinarices que não estão inseridas em anedotas ou noutro qualquer contexto que não o de agora.
Apenas quero dar uma hipótese ao comentador anónimo de o não voltar a fazer. Eu sei quem é. O comentador é que não sabe como é que se sabe quem comenta. Se o soubesse não teria cometido os deslizes que tem cometido no Pessoal da Porcalhota! É mais honesto dizê-lo nos olhos e identificar-se.
Cuidado! Ficamos assim,!

14 de janeiro de 2009

Aqui ao lado - tão longe!


Quando dei os primeiros passos neste blogue, há quase dois anos, ele era apenas um cantinho de desabafos, apenas susceptível de ser lido por meia dúzia de amigos. Não tinha nem tem qualquer pretensão de ser mais abrangente que isso.
Já aqui conheci pessoas muito interessantes e outras conhecerei em breve, sem que tivesse havido obrigatoriedade de conhecimento pessoal, como é óbvio. Mas … acaba sempre por acontecer, por um motivo ou outro. E por detrás de cada mulher encontrei maridos compinchas que muito me agradou conhecer (David-Isabel e Jacques-Cristina).
Foi assim que conheci a Isabel de Vila da Feira, a Maria das Caldas, a Spuk do Brasil e a Cristina da Bélgica. Depois vieram outras(os) e o horizonte geográfico alargou-se.
Do Estoril a Braga, de Odivelas a Arouca, da Parede a Pernambuco, de Castelo Branco a Rouen e de Genéve a Bruxelas alguma cumplicidade aconteceu e criaram-se novos amigos, mesmo que alguma virtualidade lhes seja imputada.
Misturaram-se sabores africanos, alguns salpicados de “petits fours” parisienses e criaram-se empatias, não olhando a credos nem a culturas. Cada um é o que é, e ou assim se aceita ou se renega à partida, tão sem segredos é.
Bem prega Frei Tomás quando assim diz e assim não faz, mas desculpem lá os desabafos que nem sempre a todos agradam.
Também eu “só sei que nada sei”, nada mais que isso e desculpem-me aqueles a quem eventualmente puder não agradar.
Até já, gentes das minhas terras!

12 de janeiro de 2009

Yakustk - Sempre fria






... a propósito de frio

Yakutsk é o nome da cidade mais fria do mundo: Sabias da sua existência? Nem eu!
Para quem reclama do frio, a 5°C negativos o frio pode ser refrescante. A 20°C negativos a humidade no nariz congela e fica difícil não tossir. A 35°C negativos a pele exposta ao ar fica dormente e a necrose é um risco. E a menos 45°C até usar óculos fica complicado. O metal gruda no rosto e nas orelhas e rasga pedaços da pele quando se decide tirá-los.

Yakutsk é uma cidade remota na Sibéria Oriental (população: 800 mil), famosa por aparecer no clássico jogo de tabuleiro Risk e por deter a fama de ser a cidade mais fria da Terra. Em Janeiro a média fica em torno de 40°C negativos.
Não há comboio para Yakutsk. Outras opções são uma viagem de 1,6 mil quilômetros de barco subindo o rio Lena, nos poucos meses do ano em que ele não está congelado, ou então a 'estrada dos Ossos', uma estrada de 2 mil quilômetros construída por prisioneiros do Goulag (o sistema penal soviético).
Lenine e Staline foram dois dos presos politicos exilados em Yakutsk.
A região é rica em ouro e diamantes, razão pela qual os soviéticos decidiram transformar Yakutsk num importante centro regional, primeiro com o sistema de trabalho forçado do Gulag, depois colonizando a região com milhares de voluntários em busca de aventura, melhores salários e a chance de construir o socialismo no gelo.
No mercado, cheio de gente vende-se peixe, porcos e coração de cavalo, tudo congelado. "É claro que faz frio, mas a gente acostuma-se", diz Nina, uma yakut que passa oito horas por dia de pé na sua banca de peixes.
Os seres humanos acostumam-se com qualquer coisa!

Extrato duma viagem feita por alguém, que não eu, à cidade mais fria do mundo.

11 de janeiro de 2009

Almoço anual 2009





E já vamos no trigésimo sétimo ano em que no segundo sábado de Janeiro acontece uma almoçarada com amigos de infância.
O pessoal apenas sabe que tem de aparecer por volta das 9 horas e depois deixar-se conduzir até ao local do repasto. Pode ser a 3 ou a 300 quilómetros.
Este ano aconteceu no Restaurante O Primeiro, alugado só para nós, junto ao Campo Pequeno
Por acaso um de nós até fazia anos. Parabéns Avô Cantigas (mesmo ao centro da foto).
Depois, um fantástico bacalhau assado no forno com batatas a murro, grelos salteados e polvilhado com broa, fez as delícias cá do pessoal (16 no total).
Vinte e uma garrafas de Monte Velho e uma litrada de uisque, fizeram a malta voltar às canções que sempre se repetem. Em grande momento esteve o XL e o seu Fado Falado. É de ouvir e chorar por mais.
A meio da tarde, um caldo verde e uns folhados de carne, colmataram alguma lacuna que ainda houvesse nos estômagos ávidos já do próximo.
Eram já quase 20 horas quando terminou o almoço e todos perceberam por que motivo tiveram de ir e vir de metroplitano.
Em 9 de Janeiro de 2010 há mais!
Para os que não puderam comparecer, fica a cumplicidade costumeira

9 de janeiro de 2009

Amanhã


Às vezes - já o fiz trinta e sete Janeiros, reúno-me com amigos de infância!
Às vezes - há amigos que não podem vir!
Às vezes - há amigos que não querem vir!
Às vezes - há amigos que gostavam de vir!
Às vezes - há amigos que fazem tudo para vir!
Às vezes - amanhã vai nevar nos poucos cabelos nossos e chover no coração!
Em 09 de Janeiro de 2008 foi assim.

7 de janeiro de 2009

Cristãos e Muçulmanos


Eis uma, entre muitas, das diferenças entre cristãos e islâmicos.
Os primeiros, num ataque de ternura
Os segundos, num bombardear de revolta.
No meio, estão os inocentes que morrem ao primeiro minuto de cada ódio.

Inch'Allah!

5 de janeiro de 2009

Meca - centro do mundo







Meca - local sagrado que todo o muçulmano deve visitar uma vez na vida!
Meca - local onde todos os corpos se curvam ao Seu Omnipotente!
Meca - local onde não se aceitam outros credos!
Meca - local para onde se me vira o olhar e … chora o coração!

4 de janeiro de 2009

O órgão


(Este ano estou a safar-me muito bem. Por enquanto ainda não me constipei)

Uma tarde, D. Beatriz convidou o novo padre da Igreja para ir lanchar a sua casa e ele ficou sentado no sofá, enquanto ela foi preparar um chá. Olhando para cima do órgão, o jovem padre reparou numa jarra de vidro com água e, lá dentro, boiava um preservativo.
Quando a D. Beatriz voltou com o chá e as torradas, o padre não resistiu a tirar a sua curiosidade perguntando o porquê de tal decoração em cima do órgão. E responde ela apontando para a jarra: 'Ah! refere-se a isto? Maravilhoso, não é? Há uns meses atrás, ia eu a passear pelo parque, quando encontrei este pacotinho no chão.
As indicações diziam para colocar no órgão, manter húmido e que assim ficava prevenida contra todas as doenças. E sabe uma coisa?
Este Inverno ainda não me constipei!

1 de janeiro de 2009

Idolos de amanhã


Ontem à noite, quando 2008 adormecia, tive curiosidade em ver e ouvir a miudagem que cantava na final da TVI – Uma Canção para Ti!
Adoro ver quase todos os programas de crianças onde em qualquer meio palmo de gente se esconde uma potencial sumidade, mas valha-me Santa Engrácia!
Afinal o que é que se pretendia? Descobrir uma nova voz ou descobrir uma multifacetada voz?
Uns melhor que outros mas na sua generalidade com vozes e estilos já mais ou menos definidos não podem servir de cobaias nas horas mortas.
Sei bem que a TVI precisava de nos entreter durante umas horas, mas obrigar os miúdos a cantar Represas, a baladarem Mafalda Veiga e a vomitar bacoradas de rap (não sabe nadar) não lembra à produção mais criteriosa do globo.
Apesar de ter gostado de todos, mesmo os eliminados, nenhum dos miúdos me pareceu polivalente. Cada um tinha o seu estilo e “mai’nada”.
Ficaram-me no goto o “Joselito” e a Beatriz.
Parabéns ídolos de amanhã!

31 de dezembro de 2008

Ano Novo - mama nova




Onde estiver a inocência, aí estará o amor.
E queria voltar a ser menino.
Até lá FELIZ ANO NOVO MEUS AMIGOS

28 de dezembro de 2008

Pastéis de Belém




Parece que há por aí muita gente que gosta de pastéis de nata.
Parece também que o meu amigo JC, que não é Jesus Cristo, é louco por esta doçaria. Por acaso pensava que ele gostava mais de fruta, mas isso é outra sobremesa.
Cá a minha pessoa, é de boa boca. Pode ser fruta ou um docinho. Não sou esquisito.
Quando não estou a brincar e por aqueles lados passo, não resisto e lá vai uma rodada - dois pastelinhos e mais uma dúzia para levar para casa.
Pastéis de Belém, para gente de bem! (gosto)


26 de dezembro de 2008

Nosso Senhor dos Caminhos

Às vezes – pareço um herege. Às vezes não me conheço.
Mas é também às vezes, que a minha alma fica parva com as parvoíces que se fazem à sombra da Igreja, para chamar os fiéis ao toque das Avé-Marias.
O Bispo de Viseu concede quarenta dias de indulgências para quem rezar devotamente, na presença desta Imagem, um Padre Nosso e uma Avé Maria, pedindo pelo bem da Igreja e do Estado.
Mas quem é que escreveu isto? O Estado Novo? Sócrates? (não o da cicuta). O Bispo de Viseu? Talvez!
Esta imagem, por sinal uma das que mais me toca, é de um Homem que nasceu há dois mil anos e que morreu porque naquele tempo já havia homens que concediam indulgências a quem rezasse a bem do Estado. Triste fado este que a Igreja agora canta.
A fé, é muito mais que isto. Não exige nada em troca.
É acreditar, esperar e falar com Ele!
Insondáveis são os caminhos do Senhor!

24 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL

A todos os amigos, mesmo que virtuais, desde a área da grande Lisboa, Braga, Arouca, Caldas, Tomar, Porto, até Genéve, Rouen, Paris, Bruxelas, não esquecendo os mais variados localidades do Brasil, desejo sinceros votos de Feliz Natal.



21 de dezembro de 2008

Uma tarde - pas comme les autres





Há muito que não ia à Baixa. Dela senti saudades e meti-me ao caminho.
Tinha ainda nas narinas todos os cheiros do Chiado, mas no Natal os odores seriam mais fortes, pensei.
A linha azul levou-me ao Terreiro do Paço. Depois foi só deambular por essa grandiosa obra do Marquês do Mal e espantar-me à esquerda e à direita. Parecia um cow-boy em Nova York. Nada mais era como dantes. Ou eu estava desajustado no tempo ou a Baixa não era mais a mesma. Ali laborei três anitos, nos finais dos anos sessenta, na Rua dos Duques de Bragança, entrada traseira do prédio da PIDE..
Afinal era eu que ali chegara com trinta anos de atraso. Fazia tempo que não olhava para todos os cantos como hoje o fizera. Parei em cada loja que já não existia e ceguei ao que agora lá estava.
“Promenei-me” por entre a “foule” ávida de desembolso, bebi a ginjinha no Largo de S. Domingos e desejei meia dúzia de castanhas assadas no fogareiro do homem do saco.
No Rossio não resisti a trocar impressões com um aventureiro da vida, meio louco, meio artista, que acariciava o seu escanzelado e fiel canídeo, a quem carinhosamente chamava Podengo. Darek, polaco de nascimento, trinta anos maltratados, saltita de país em país, petrificando o seu corpo em cima dum pedestal, vestido um qualquer albernó que o ajuda a amealhar os euros que lhe alimentam os dias.
Depois em cada esquina, um pequeno tocador, um pequeno acordeão, um pequeno canito, qual marioneta inerte, de copo de esmolas pendendo da boca, à espera de Godot.
Permaneci no passado quando um alfarrabista de rua (Ivens) apregoava ao hesitante cliente: “Olhe que esta colecção pertenceu ao Coronel Baptista Rosa. Fiquei com todo o espólio dele e tem muito valor”.
Fiz de conta que não ouvi e pensei - meu velho chefe militar de pelejas cinéfilas, onde quer que estejas não esquecerei o apoio recebido nos Serviços Cartográficos do Exército.
No regresso, a linha azul pareceu-me já negra. A noite acabara de chegar e os cheiros do Chiado haviam-se dissipado.
Até breve Chiado! Voltei a apaixonar-me por teus encantos!

20 de dezembro de 2008

Não julgarás em vão ...


" Quando a gente pensa que sabe todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas... "

Um sujeito estava a colocar flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês a colocar um prato de arroz na lápide ao lado. Ele vira-se para o chinês e pergunta:
- Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o seu defunto virá comer o arroz?
E o chinês responde:
- Sim, e geralmente à mesma hora que o seu vem cheirar as flores!!!

"Respeitar as opções dos outros, em qualquer aspecto, é uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter.
As pessoas são diferentes, agem diferente e pensam diferente".
Tenta não julgar! Compreende apenas!

17 de dezembro de 2008

Bernard Madoff - O fim dum império


Bernard Madoff, antigo presidente do Nasdaq (conjunto de corretores ligados por um sistema informático - Nova Iorque) é o nome do autor da maior fraude de todos os tempos.
Quem se lembrar de D. Branca poderá ter uma ideia deste negócio, sendo que o dito foi um grão de areia do deserto em que um ilustríssimo judeu sepultou milhares de pessoas e instituições.
Uma fraude estimada em 50 mil milhões de dólares abala por completo o sistema financeiro e as poupanças dos ricos, já que os pobres (felizmente) não podiam entrar nesta pirâmide de elitistas endinheirados.
Se atendermos que a fortuna do homem mais rico do mundo, Carlos Slim, é de 60 mil milhões de dólares, poder-se-á imaginar do tamanho da fraude.
Tratava-se dum esquema de depósitos com recebimento de juros muito acima da média, O dinheiro dos que entravam, servia para pagar os juros dos que já existiam e assim por diante.
Cá para os nossos lados, o BES terá sido “comido” em 18 milhões de Euros e o Santander Totta em 16 milhões. No entanto, em Espanha o Santander Totta terá sido lesado em 2,3 mil milhões de Euros.
Para um crime tão “pequeno”, para já, a prisão domiciliária vai resolvendo o problema. Depois se verá.
Diz-se que terão sido os filhos do magnate a denunciar o esquema do pai.
Diz-se, diz-se, diz-se! Até se diz que os ricos vão ficar menos ricos!

16 de dezembro de 2008

Bravo - José Romano


Querer é poder!

Era ele um menino. Sentou-se no banco da escola apenas até esta obrigação terminar.
Depois a vida chamou-o para a labuta. Os dogmas da sociedade assim o ditavam.
Sentindo que a necessidade aguçava o engenho, cedo se interessou por uma profissão. Electricista-Auto, foi a escolhida. Os ohms e os amperes passaram a fazer parte do seu quotidiano e cedo chegou a chefe de secção. A guerra colonial em Angola, interrompeu-lhe a ascensão e o regresso acirrou-lhe a vontade de mais saber.
Nunca mais parou. Chefiou as oficinas da BMW durante um ror de anos e chegada a idade da reforma decidiu voltar a estudar.
Ciente que o ensino secundário era uma pedra no sapato inscreveu-se no 9º ano e concluiu-o com distinção.
Incentivado por forças sabe-se lá vindas donde, inscreveu-se no 12º e com distinção o concluiu.
Há poucos dias, o seu exame final presenciado por uma vintena de pessoas de vários quadrantes académicos, foi um hino à força de vontade que há num homem. Poucas vezes terá havido um neo-sexagenário-aluno com tamanhos elogios de todos os formadores, a rasgar as escalas da pontuação.
Os seus trabalhos finais farão parte dos compêndios que registarão tal exemplo às gerações vindouras.
José Romano – um puto do meu tempo e um exemplo a seguir.
Parabéns grande amigo! Parabéns JRoma!

13 de dezembro de 2008

À defesa


A constante luta de classes e meios travada nas Forças Armadas da qual o meu amigo Blogador é o principal arauto aqui se revela no seu máximo esplendor.

Dispara-se em todos os sentidos e acerta-se em quem estiver mais à mão.

A modernização está a chegar.

Não há maus rapazes!

12 de dezembro de 2008

Anfitrião


VIVENDO E APRENDENDO...

Você sabe o que significa a palavra 'anfitrião'?
Você é um bom anfitrião? Se é, quer continuar a ser?
Na mitologia grega, Anfitrião era marido de Alcmena, a mãe de Hércules. Enquanto Anfitrião estava na guerra de Tebas, Zeus tomou a sua forma, para deitar-se com Alcmena, e Hermes tomou a forma de seu escravo, Sósia, para montar guarda no portão.
Uma grande confusão foi criada, pois, evidentemente, Anfitrião duvidou da fidelidade da esposa. No fim, tudo foi esclarecido por Zeus e Anfitrião ficou contente por ser marido de uma escolhida do Deus. Daquela noite de amor nasceu o semideus Hércules. A partir daí, o termo 'ANFITRIÃO' passou a ter o sentido de 'aquele que recebe em casa'.
Portanto, anfitrião é sinónimo de 'CORNO MANSO E FELIZ'!
Nem sempre é bom ser culto!

10 de dezembro de 2008

Parabéns Bicho


Há tanta coisa para dizer
Há tantos dias para viver
Há tantos olhos a te ver
Há tanta gente a te ler
Há tantos a te amar
E velas tantas a apagar

E há este puto que hoje faz 60 anos!!!

Parabéns Gigi! Parabéns Bicho!

9 de dezembro de 2008

O onze sportinguista

A TEORIA DO '11'

O 11 passou a ser um número inquietante.

Podem pensar que é uma casualidade forçada ou simplesmente uma tontice, mas o que está claro é que há coisas interessantes, senão, vejamos...

1- New York City tem 11 letras.
2- Afeganistão tem 11 letras.

3- 'The Pentagon' tem 11 letras.
4- George W. Bush tem 11 letras.
Até aqui, meras coincidências ou casualidades forçadas (será?). Agora começa o interessante.....1- Nova Iorque é o estado Nº 11 dos EUA.
2- O primeiro dos voos que embateu contra as Torres Gémeas era o Nº 11.
3- O voo Nº 11 levava a bordo 92 passageiros; a soma dos seus algarismos dá: 9+2 = 11.
4- O outro voo que bateu contra as Torres, levava 65 passageiros; a soma dos seus algarismos dá: 6+5 = 11.
5- A tragédia teve lugar a 11 de Setembro, ou seja, 11 do 9; a soma dos seus algarismos dá: 1+1+9 = 11. E agora o inquietante.....

1- As vítimas totais que faleceram nos aviões eram 254: 2+5+4 = 11.
2- O dia 11 de Setembro, é o dia número 254 do ano: 2+5+4 = 11.
3- A partir do 11 de Setembro sobram 111 dias até ao fim de um ano.
4- Nostradamus (11 letras) profetiza a destruição de Nova Iorque na Centúria número 11 dos seus versos...

Mas o mais chocante de tudo é que, se pensarmos nas Torres Gémeas,damo-nos conta que tinham a forma de um gigantesco número 11.
E, como se não bastasse, o atentado de Madrid aconteceu no dia 11.03.2004 ..
Somando estes algarismos dá: 1+1+0+3+2+0+0+4 = 11. Intrigante, não acham??
O atentado de Madrid aconteceu 911 dias depois do de New York.
Somando os seus algarismos dá: 9+1+1 = 11

E AGORA o mais arrepiante: ALVALADE XXI tem 11 letras... .
CONCLUSÃO DE TUDO ISTO:

Bin Laden é Sportinguista desde pequenino!!!

5 de dezembro de 2008

Vida de cão



Já fiz de tudo um pouco na vida e agora fui testemunha de … um cão.

Era uma vez … um cãozito sem dono chamado Boby e tinha por hábito espraiar-se na soleira do meu escritório.
Um dia, um outro rafeiro instigado pelo inumano ser do seu dono, atacou o pobre Boby. Este ataque tornou-se um hábito mal digerido por todos os que iam assistindo a tais cenas, até ao dia em que alguém apresentou queixa na PSP, contra tal energúmeno.
O Boby, já velhote e trôpego, não tinha argumentos nem dentes para discutir a contenda. Assim sendo, era mordido a toda a hora pelo outro rafeiro, jovem e dono duma pujança que o primeiro já esquecera.
Revoltado com tal situação ofereci-me como testemunha, num processo contra o proprietário do outro cão, para que os tratamentos provocados pelas dentadas do seu, no Boby, fossem de sua responsabilidade e bem assim a assunção dos custos de tal peleja na Clínica Veterinária cá da zona.
Inquérito para esquerdo, inquérito para a direita e um burocrático processo instaurado em 2003, levou-me à barra do tribunal em prol da sua defesa.
Depois de várias audiências sem qualquer resultado, chegou finalmente ao fim, o julgamento deste inofensivo e simpatiquíssimo cãozinho, filho da rua e amigo de quem uma carícia lhe fizesse.
Audição primeira, audição segunda e à terceira, depois de ouvidas as testemunhas, finalmente a juíza estabelece o dia 12 de Dezembro para ler a sentença.
Depois de tantas horas perdidas e despesas havidas. estou em pulgas para saber o desfecho.
Pobre Boby que não conhecerá o desfecho da sua defesa. A morte encarregou-se de o levar há já três anos
Que vida de cão!

2 de dezembro de 2008

Quim - um homem só!


Daqui, donde te vejo, sinto-te mais triste e só. Os que ontem te idolatraram são hoje os que te renegam.
A fama é feita de vaidades e mesmo quando esta é efémera, sobram sempre gargantas vorazes de apupos e bota abaixo.
Passeia-te calmamente pelos estádios inclinados e absorve o que cada erro te ensina. O tempo e a consciência farão o resto.
Às vezes, quando já trôpegos e lentos olhamos a glória que passou, sentimos que de nada valeu o que de nós melhor demos a quem nos adulou.
Depois da tempestade virá a bonança.
Ontem foste vilão, amanhã herói serás. O meu aplauso.
Às vezes - Quim, um homem inundado de fãs!
Às vezes - Quim, um homem só!

1 de dezembro de 2008

Foi verdade?


... e aos 91 minutos fiquei mudo e quedo!