1 de março de 2009

Porque e Por Que

KIMriusidades



PORQUE e POR QUE

POR QUE motivo ou razão
Este POR QUE se mistura
Com a simples conjunção
Se tem outra contextura ?!

Quando à frente vem um nome
Pelo QUE solicitado,
Esse QUE é um pronome
E o POR QUE vem separado.

POR QUE caminhos andais (?)
POR QUE vias ides vós(?)
POR QUE razão vos cansais (?)
POR QUE motivo andaisK sós (?)

Como em tais frases notais
Lá vem sempre antes de um nome,
Sempre a valer qual ou quais,
No seu papel de pronome.

Em PORQUE VENS ASSIM ALTIVO (?)
PORQUE TENS ESSE RENOME (?)
O QUE não é relativo
Por não ter à frente um nome.

No caso agora citado
Verás, com toda a razão
QUE o PORQUE surge ligado
Como na tal conjunção.

27 de fevereiro de 2009

Quadro - Bruno


Numa fase em que o trabalho abunda e o proveito é escasso, apetece-me descansar neste último trabalho do Bruno.
Quem sou eu para elogiar o quadro? Mas lá que gosto, gosto!
Bom fim de semana a todos e ... quem nele se quiser deitar, faça favor!

26 de fevereiro de 2009

Computador - amigo da solidão


Há uns anos atrás ninguém acreditava que a informática, na óptica do utilizador, estava ao alcance de todos.
Olhar para um monstro de máquina era o mesmo que um boi olhar para um palácio.
Era um mundo inatingível para o comum dos mortais. O tamanho da máquina, só por si, assustava.
Lembro-me de ler algures que, dentro de poucos anos todos os lares teriam um computador. Eu próprio duvidei. Enganei-me.
As novas tecnologias caminharam à velocidade da luz e o que está hoje a ser lançado no mercado já está fora de moda.
Hoje qualquer criança assimila e manuseia um computador como eu fisgava o gato da vizinha quando este se me eriçava.
A capacidade do computador apresentado na foto era de cinco gigabytes.
Se atendermos que uma Pen, do tamanho dum dedo, já tem capacidade para trinta e dois gigabytes, percebemos então que o horizonte não tem limites.

24 de fevereiro de 2009

Júlio Amaro - Os diamantes são eternos!

Para quem nada sabe deste amigo tantas vezes aqui falado, deixo a brisa do que me apetece soprar e não do que a história dirá. Júlio Amaro, foi um sábio-pintor-ilusionista-escritor-encenador, que há mais de quarenta anos, algures no lugar da Porcalhota na Amadora, entrou no reino dum grupo de adolescentes, onde me incluo e cimentou os seus caminhos. Partilhou connosco toda a magia do seu ser. Dele fomos actores, escribas, ajudantes, aprendizes, intérpretes. Fomos um todo, na noite distante da nossa memória. A ele ficámos grudados no tempo Tinha mais vinte anos que nós. Todas as noites havia encontro marcado no seu pequeno Café-Galeria de Arte onde ele, entre uma torrente de” bicas” e uma pincelada de maresia, ia transmitindo o percurso que fora a sua vida. Amaro sorria connosco, a pintar. Chorava connosco, a sorrir. Era um poço de sapiência e o horizonte dos nossos sonhos. Era aquele que não queríamos ver partir nunca. Na busca incessante de novos desafios, foi viver para Portimão onde viria a abrir a Galeria de Arte San Lucas, donde sairam as suas pinturas e serigrafias para todo o país. Júlio Amaro deixou-nos há dois anos, em cima duma cordilheira de “estórias” e saudade. Não conheci nem conhecerei nunca alguém que tudo soubesse. Ele esteve bem perto! Júlio Amaro ! A Wikipédia diz o resto!

22 de fevereiro de 2009

Carnaval - Samora Correia





Não sou muito amante de Carnavais.
Já me bastou o de sábado à noite, num Festival de Leveza, mas ...
Pois bem, passadas que foram as mágoas, deliciei-me com a beleza de muitas caras e corpos bonitos e das variegadas cores que alimentavam o olhar.
Ali no meio daquele mulherio descobri duas lindas amigas minhas, a Sofia e a sua irmã Martinha (Sininho).
Como é óbvio, registei o momento com a mesma vontade que as levava a sambar.
Gostei!


21 de fevereiro de 2009

As loiras ... nada disso!

Como é evidente, não tenho nada contra as loiras, antes pelo contrário! Nem contra as morenas, nem contra as ... nem contra as...
Eu também já fui loiro, logo ...


Um avião está a caminho de Toronto, quando uma loira, na classe económica, se levanta e caminha para a primeira classe e ali se senta.
A hospedeira, delicadamente diz-lhe que ali é a primeira classe e que o seu bilhete é de classe económica, pelo que deveria regressar ao seu anterior lugar.
A loira responde "sou loira, sou bonita, vou para Toronto e não vou sair daqui".
A hospedeira vai até à cabine e diz ao comandante que há uma loira boazona sentada em primeira classe e com bilhete de classe económica e não quer voltar para o seu lugar.
O co-piloto ouve a conversa e, para não incomodar o comandante, vai ele mesmo falar com a loira e diz-lhe que ela tem de sair dali. Repete-se a conversa anterior "sou loira, sou bonita, vou para Toronto e não vou sair daqui".
O co-piloto volta para a cabine e conta o sucedido ao comandante, sugerindo que talvez fosse melhor avisar a Policia, para a aguardar à chegada e fazê-la pagar o devido preço.
Pergunta então o comandante: "mas você disse que ela era loira? Então deixe que eu falo com ela. É que eu sou casado com uma loira e sei muito bem lidar com elas".
Chega então junto da loira e sussurra-lhe algo ao ouvido. De imediato a loira levanta-se, pede desculpa e volta para o seu lugar.
Toda a tripulação fica boquiaberta e perguntam-lhe: "Comandante, o que lhe disse ao ouvido?"
Responde o comandante: "Nada de especial, apenas que a primeira classe não ia para Toronto"

Desculpem lá, Verdinha, Spuk, Parisiense, Cristina, Mariana, Margarida e aquelas a quem não sei a côr!

18 de fevereiro de 2009

Maria da Conceição XL



Há muito que oiço o XL declamar este poema. Já o filmei várias vezes em plena actuação. Mais alegre e mais alegre.
Esta gravação foi feita à porta dum restaurante sem qualquer iluminação e depois dum lauto repasto.
Pretendia eu captar-lhe a portentosa voz. Acho que consegui.
Hoje não resisti e quis dá-lo a conhecer a todos os que por aqui passam.
Trata-se dum poema de Alice Ogando – “Maria da Conceição”
XL - é tamanho grande, em talento, em amizade, em cumplicidade e … no coração! Para mim, ele é XXXL!
A partir de hoje XL está no Youtube, sendo que a pesquisa deve ser feita em Maria da Conceição XL.
Às vezes – acontece quando se juntam os amigos e se esvaziam uns copos!

17 de fevereiro de 2009

Ai, Ai, Ai, Puerto Rico!



E vão 36 anos filho!
Ontem uma criança adorável, hoje um adorável homem!
Por uns dias, deixou os vinte graus negativos do Novo Continente e foi abraçar as areias quentes de Porto Rico.
Às vezes – aquecer é preciso! A alma e a mente!
Parabéns Bruno!
Vaya com Diós mi hijo!

15 de fevereiro de 2009

CORPUS - Museu do Corpo Humano




Algo único foi construído, na Holanda: O primeiro Museu do Corpo, no mundo.
Inaugurado em 2008, o CORPUS é uma "viagem através do corpo humano" durante o qual o visitante pode ver, sentir e ouvir como este funciona e qual o papel duma alimentação e vida saudáveis e muito exercício.
O CORPUS oferece uma variedade de informações e fornece educação e entretenimento com esta viagem.
O CORPUS foi construído num edifício de 35 metros de altura, transparente, com os contornos do corpo humano, projectando-se dele. O edifício está situado junto à estrada A44 entre Amesterdão e Haia.
Museu do Corpo Humano. A viagem que vale a pena fazer!

12 de fevereiro de 2009

Onde pára esta malta?


Longe vão os tempos em que eu não era saudosista. Mais longe ainda, estão os dias da revolução. Aquela que eu vivi como cidadão e a outra, como militar forçado.
Para os que disso se lembram, saberão do que falo.
Toda a gente ralhava e ninguém se entendia. Todos sabíamos mais ou menos o que queríamos, só que lhe dávamos nomes diferentes. Na altura chamava-se a isso – reivindicar. Mas isso é coisa que eu deixo para os mais politizados e eruditos na matéria, o que não é o meu caso.
Assim, como guardo um pouco de tudo, aqui deixo esta preciosidade, para quem os conhece, dum grupo de malta amiga, sendo que neste caso apenas quatro eram mesmo amigos. Os outros andarão por aí, ao sabor de novas amizades.
Deste grupo, destaco o meu grande amigo XL (Francisco Luís Rosa). Habitualmente aqui comenta e como de costume encontra-se na primeira linha da revolta (primeiro à esquerda, sentado na cadeira).
Tal como comecei, longe vão os tempo em que o XL usava fato e gravata.
Já percebeste porque é que tenho saudades Xico!
Um dia destes tens de aparecer como outrora. Valeu?

10 de fevereiro de 2009

O gigante e o anão


Às vezes, do alto do meu metro e oitenta e quatro, tenho uma visão um pouco deturpada do mundo.
Olho à minha volta e não dou conta de nada. É próprio dos egoístas despassarados, porque os há que o não são.
Não oiço, não vejo, não choro, não rio, não canto. Apenas sinto!
Como será o mundo dos anormalmente normais?
O ser humano tem uma capacidade tamanha de adaptação, mas …
Um gigante tem um carro à sua medida? Roupa do seu tamanho? Uma mulher para amar?
E um anão? Idem idem! E chega aonde os outros chegam?
Claro que sim! E são apenas exemplos de pequenas coisas que se transformam em coisas grandes. Ambos, sentem, choram e amam, certamente com intensidades diferentes do comum mortal, porque este não é vexado, gozado, vilipendiado.
É por isso que eu não … não … e não. Apenas …!

8 de fevereiro de 2009

Bento - O maior!




Da casa de meus pais, na rua onde brincaram os meus sonhos


Na habitual visita a casa de meu pai, tenho por hábito ir até á varanda e aí ficar a pasmar olhando todos os cantos e neles vendo recordações distantes.
Lá bem no fim da rua estava a SFRAA, (Sociedade Filarmónica Recreio Artístico da Amadora) onde há quarenta nos atrás passava quatro a cinco horas do meu dia, todos os dias. Era ali que estavam os meus amigos, as minhas diversões, o meu reino,
Hoje roubei um pouco do tempo da visita paterna e entrei na SFRAA. Olhei à volta e nada mais era como dantes. Os móveis tinham mudado, os olhares também. Saí, dei uma pequena volta e voltei a entrar.
Os meus olhos brilharam! De pé, qual menir apontado aos céus, estava o Bento Neves Maior. Um abraço, outro abraço e outro ainda.
Falámos falámos, rimos sorrimos e quase chorámos chorámos.
Quantas recordações saíram das nossos lábios e quantos minutos pareceram duas horas.
Meu querido Bento, como é bom saber que continuas a ser tão grande no nome como no coração.
Depois apareceu o Mário Paulo, bem mais novo e sem ter sido da minha geração, está na linhagem dos que valeu a pena conhecer.
Maldito defeito! Não sabia que morreria de pieguice, mas … mata-me a saudade!

7 de fevereiro de 2009

Parabéns - Estrelinha do Norte!


Minha querida Estrelinha!

O universo faz parte da minha vida. Fascina-me! Absorve-me! Esmaga-me!
E nesse firmamento há sempre uma estrela que brilha com a intensidade que eu lhe quero ver. Umas vezes apagada, outras brilhante, outras ainda, cintilante.
És uma miúda adorável! Com defeitos que eu aceito, com virtudes que eu adoro.
Tens marca mulher do norte. Sopras como vento forte. Alegro-me com tal sorte.
Transforma este abraço no beijo que hoje te dou.
Um abraço ao David e outro beijo aos fantásticos filhotes, Xana e David Jr.
Parabéns Isabel!

5 de fevereiro de 2009

Cristiano Ronaldo - despe-te!


Há imensas coisas que me confundem e não entendo.
Os homens fazem as leis, os conservadores aprovam-nas e os rebeldes furam-nas.
Mas, se por um lado assim acontece em tudo o que tem regras, por outro estas nem sempre se cumprem. Às vezes, ainda bem, outras nem tanto.
Eu que toda a vida vesti a camisola da alegria, dificilmente a despiria para comemorar o que quer que fosse. Mas isso, sou eu. E nem todos são assim. Ainda bem!
É que cada vez que vejo um jogador despir a camisola depois de marcar um golo, fico desolado porque tal strip é punido com cartão amarelo.
Não entendo em que é que esta punição possa beneficiar o desporto e os bons costumes. Melhor fariam os legisladores, mandarem punir à primeira as entradas maldosas feitas à margem da lei, do que depauperar o espectáculo exibindo o cartão amarelo à festa do golo.
O mesmo é dizer que um jogador marca dois golos, festeja duas vezes despindo a camisola e é expulso.
Onde é que está a lógica? Qual é o problema em despir a camisola?
Joguei quarenta anos à bola. Vivi a alegria do golo centenas de vezes. Nunca despi a camisola, mas entendo os que a despem e ... não tiro o meu chapéu aos senhores que fizeram a lei.
Dispam a camisola do preconceito, senhores dirigentes do desporto.
O golo, é cortar a meta! O golo, é o clímax do esforço!
Haja alegria porque o desporto é festa!

Hoje, dia em que este rico-puto-rico e fabuloso jogador faz vinte e quatro anos, a minha cumplicidade com os que despem a ora aqui citada.

3 de fevereiro de 2009

Salvador Vaz da Silva - Adeus Cavaleiro Monge!


Descobri-o na elite do Chiado. Deleitava-me com as fotos que a teleobjectiva do Alberto captava dos filhos. Grandes planos, grandes rostos, grandes olhos, fartas cabeleiras.
Entrava eu já na idade adulta, quando parti à descoberta da vida e para trás ficou o Salvador, puto de sete anos, alegre, bonito e educado. Era apenas um dos filhos do meu querido amigo Alberto Vaz da Silva e da Helena.
Voltei a vê-lo poucos anos depois na casa de férias dos pais, em Olhos de Água, no Algarve.
Perdi-lhe então o rasto, sem nunca ter perdido o calor da grande amizade dos Vaz da Silva.
Finalmente, no funeral de sua mãe, abracei-o forte, num misto de saudade e condolência.
O sorriso continuava igual, mesmo não sendo o momento propício para sorrisos. Falámos então como se ao lado não jazesse sua mãe. A sua personalidade vincada sobrepunha as adversidades da vida. A morte era apenas uma passagem para outro estado.
Recentemente, através das várias notícias das televisões, soube da sua luta contra um ror de tumores que o cercavam e trocámos neste blogue (15 de Maio de 2008) breves palavras de esperança.
Escreveu o livro – Catedral – diário dos seus desabafos e esperanças que a espaços vou relendo.
Ambos acreditávamos que o caranguejo estava vencido. Assim não foi!
Salvador, a tua Catedral na Terra, será o pilar de sustentação dos homens de pouca fé!



Na Igreja de Sta Isabel, Alberto estava calmo e sereno, certo que o seu rebento partira para um mundo melhor. No final da missa, à sua frente com os olhos colados no esquife, Mariza tenta cantar-lhe o Cavaleiro Monge. A voz embargou-se-lhe e a chorar disse não saber se seria capaz e que ainda tinham conseguido trocar uma última mensagem. Depois respirou fundo e o seu cantar arrepiou a enorme multidão presente.
Meu querido Alberto, o abraço sentido que trocámos foi também uma carícia nos rostos da Helena, do Francisco e do Tomás.
Adeus Salvador! Adeus Cavaleiro Monge!

2 de fevereiro de 2009

O Governo dá!


Vais ter relações sexuais? O governo dá preservativo.
Já tiveste? O governo dá a pílula do dia seguinte.
Engravidaste? O governo dá o aborto.
Tiveste filhos? O governo dá o Abono de Família.
Estás desempregado? O governo dá O Fundo de Desemprego.
És viciado e não gostas de trabalhar? O governo dá Rendimento Mínimo Garantido!

AGORA...

Experimenta estudar, trabalhar, produzir e andar na linha para ver o que é que te acontece!!!!!
VAIS GANHAR UMA LISTA DE IMPOSTOS NUNCA VISTA EM LUGAR ALGUM DO MUNDO!!!

30 de janeiro de 2009

Letras pequenas

Sei bem que já não tenho a visão doutrora. Sei também que já me vai faltando a faculdade da tolerância e de aceitação dalgumas modernices, mas ...
O que me vai fazendo confusão agora, é a capacidade que alguns crânios têm para dificultar a leitura do amontoado de burocráticos documentos de que somos portadores.
Se olharmos para a Carta de Condução, veremos que o tamanho das letras, apesar de se ler bem, já não serve à maioria dos sexagenários. Depois, temos o Título Único do Registo Automóvel que segue as mesmas pisadas. E por aí adiante.
Outros haverá certamente que agora não lembro, mas o que não entendo é a razão de letras tão pequenas em espaços onde cabiam letras bem maiores. Isso sim, irrita-me solenemente.
Claro que estes dois casos servem apenas de exemplo, já para não falar das letras pequenas da publicidade enganadora, das apólices dos seguros, dos contratos bancários e de todas as artimanhas, que não sendo mentiras, não convém realçar.
Estou a ver mal?

28 de janeiro de 2009

O curioso caso da vida ao contrário


Trata-se duma “estória” onde a vida começa ao contrário.
Notável interpretação de Brad Pitt que começa por nascer velho e morrer novo.
Este filme é um relato de amor impossível, a despertar as consciências mais obtusas.
Uma vida plena de traumas onde a realidade e o sonho se misturam, é também o percurso daquilo que poderia ser a ambição de todos nós. Morrer com saúde.
O Curioso caso de Benjamin Button, é um caso sério de corrida aos Óscares.
A não perder!

Afinal era assim que eu queria o meu fim!


Começo morto e livro-me disso. Depois acordo num lar para a terceira idade.
A seguir sou expulso, por estar demasiadamente saudável. Gozo a minha reforma e recebo a minha pensão de velhice.
Então, quando começo a trabalhar, recebo um relógio em ouro como presente logo no primeiro dia. Trabalho 40 anos, até ser demasiadamente novo para trabalhar.
Vou para o liceu e bebo álcool, vou a festas e sou promíscuo. Depois vou para a escola primária, brinco e não tenho responsabilidades.
Transformo-me então num bébé e passo os últimos 9 meses a flutuar pacifica e luxuosamente, em condições equivalentes a um spa, com ar condicionado, serviço de quartos entregue por cabo e depois...
Acabo num grande orgasmo!

27 de janeiro de 2009

Triângulo das Bermudas


Há uma vintena de anos atrás eu era um leitor atento de acontecimentos enigmáticos e paranormais.
Depois, não que me fartasse do tema, transportava para o meu quotidiano toda aquela amálgama de “estórias” e relatos que me faziam viajar no tempo.
A Atlântida era o meu tema preferido. Dela me lembro todas as vezes que atravesso o Atlântico e já foram muitas.
Dizem os livros que eu leio, que os Açores são os Picos da Atlântida que terá perecido há cerca de dez mil anos.
Eu acredito que aqui mesmo à nossa frente, existe o espírito duma civilização surpreendente que ultrapassa as raias do imaginário.
Encostado à janela do Airbus, fixo o olhar no fim dos nove mil metros que separam o abismo da passarola voadora e penso na veracidade do Triângulo das Bermudas, nos desaparecimentos misteriosos de barcos, aviões, gentes e seus quejandos. Depois, olho os céus sem fim e sinto no rosto um sopro protector de esperança no meu dia que não vai chegar ainda.
Condições meteorológicas adversas e o carácter imprevisível do ser humano ultrapassam as narrativas mais ambiciosas de ficção cientifica – disse alguém um dia!
Atlântida e Bermudas, fora e dentro dum triângulo
!

24 de janeiro de 2009

Ilha da Madeira - com amor

Funchal - Até onde o horizonte deixa!

Às "miúdas" leitoras deste espaço - um bouquet de lindas flores!

Ao Fotociclista - a fonte do seu contentamento!

À Verdinha - Um negócio, no masculino


A Ilha da Madeira era uma lacuna no meu palmarés de viajante. Não conhecia. Aconteceu agora.
Fica assim completa a viagem que fui adiando, em detrimento de outros destinos, por ser aqui tão perto.
Lá como cá, por onde passo encontro sempre algo que me faz lembrar alguém!


22 de janeiro de 2009

Esta noite choveu prata





O repasto das treze adivinhava a ceia da meia noite.
Os tempos idos voltaram e percebeu-se como é difícil dizer adeus. A tarde foi iludida e a noite chegou depressa.
Juntaram-se três vozes dissonantes no mundo e consonantes na vida. Na de outrora, na de agora, na futura, na nossa.
Na Bodeguita de Cascais, não del Medio, os mojitos foram apenas a frescura de gargantas ávidas de palavras fartas. De intenções e de certezas.
Depois, soltaram-se os copos e beberam-se as mentes,
Rachel-Rachel derrubou a barreira que não existia. XL ouviu, ouviu, ouviu, falou, falou! Da revolução russa ao fado que deseja muito.
Bebeu-se Hemingway. Chorou-se Zel.
Em casa de JC tudo existe! Até saudade!
Nada que uma sopa de peixe não resolva.
Até breve, amigos!

19 de janeiro de 2009

Austrália - em casa alheia ...

Em nossa casa mandamos nós

O Primeiro Ministro autraliano disse apenas isto, a propósito de ...


"OS IMIGRANTES NÃO-AUSTRALIANOS, DEVEM ADAPTAR-SE.
É pegar ou largar!

Estou cansado de saber que esta nação se inquieta ao ofendermos certos indivíduos ou a sua cultura. Desde os ataques terroristas em Bali, assistimos a uma subida de patriotismo na maioria do australianos.
A nossa cultura está desenvolvida desde há mais de dois séculos de lutas, de habilidade e de vitórias de milhões de homens e mulheres que procuraram a liberdade.
A nossa língua oficial é o Inglês; não é o Espanhol, o Libanês, o Árabe, o Chinês, o Japonês, ou qualquer outra língua. Por conseguinte, se desejam fazer parte da nossa sociedade, aprendam a nossa língua!
A maior parte do australianos crê em Deus. Não se trata de uma obrigação cristã, de influência da direita ou pressão política, mas é um facto, porque homens e mulheres fundaram esta nação sobre princípios cristãos, e isso é ensinado oficialmente. É perfeitamente adequado afixá-lo sobre os muros das nossas escolas. Se Deus vos ofende, sugiro-vos então que encarem outra parte do mundo como o vosso país de acolhimento, porque Deus faz parte da nossa cultura.
Nós aceitaremos as vossas crenças sem fazer perguntas. Tudo o que vos pedimos é que aceitem as nossas e vivam em harmonia e em paz connosco.
ESTE É O NOSSO PAÍS, A NOSSA TERRA E O NOSSO ESTILO DE VIDA. E oferecemos-vos a oportunidade de aproveitar tudo isto. Mas se vocês têem muitas razões de queixa, se estão fartos da nossa bandeira, do nosso compromisso, das nossas crenças cristãs, ou do nosso estilo de vida, incentivo-os fortemente a tirarem partido de uma outra grande liberdade autraliana: O DIREITO de PARTIR. Se não são felizes aqui, então PARTAM.
Não vos forçámos a vir para aqui. Vocês pediram para vir para cá. Então, aceitem o país que vos aceitou".

17 de janeiro de 2009

Cuidado

Às vezes - há "amigos"??? que passam as marcas do razoável. Sem razão!

Sei bem que toda e qualquer forma de desabafo e crítica que se possa fazer num blogue estará sempre sujeita a um comentário (se o blogue o permitir). No caso do Às Vezes - fim de semana, nunca tinha aparecido qualquer comentário jocoso ou ordinário. Aconteceu agora.
Não pretendo que isto seja uma feira de vaidades e aceito qualquer tipo de crítica, o que não posso aceitar é que aqui, entre uma rodada de amigos, e a coberto dum anonimato enganador, sejam escritas ordinarices que não estão inseridas em anedotas ou noutro qualquer contexto que não o de agora.
Apenas quero dar uma hipótese ao comentador anónimo de o não voltar a fazer. Eu sei quem é. O comentador é que não sabe como é que se sabe quem comenta. Se o soubesse não teria cometido os deslizes que tem cometido no Pessoal da Porcalhota! É mais honesto dizê-lo nos olhos e identificar-se.
Cuidado! Ficamos assim,!

14 de janeiro de 2009

Aqui ao lado - tão longe!


Quando dei os primeiros passos neste blogue, há quase dois anos, ele era apenas um cantinho de desabafos, apenas susceptível de ser lido por meia dúzia de amigos. Não tinha nem tem qualquer pretensão de ser mais abrangente que isso.
Já aqui conheci pessoas muito interessantes e outras conhecerei em breve, sem que tivesse havido obrigatoriedade de conhecimento pessoal, como é óbvio. Mas … acaba sempre por acontecer, por um motivo ou outro. E por detrás de cada mulher encontrei maridos compinchas que muito me agradou conhecer (David-Isabel e Jacques-Cristina).
Foi assim que conheci a Isabel de Vila da Feira, a Maria das Caldas, a Spuk do Brasil e a Cristina da Bélgica. Depois vieram outras(os) e o horizonte geográfico alargou-se.
Do Estoril a Braga, de Odivelas a Arouca, da Parede a Pernambuco, de Castelo Branco a Rouen e de Genéve a Bruxelas alguma cumplicidade aconteceu e criaram-se novos amigos, mesmo que alguma virtualidade lhes seja imputada.
Misturaram-se sabores africanos, alguns salpicados de “petits fours” parisienses e criaram-se empatias, não olhando a credos nem a culturas. Cada um é o que é, e ou assim se aceita ou se renega à partida, tão sem segredos é.
Bem prega Frei Tomás quando assim diz e assim não faz, mas desculpem lá os desabafos que nem sempre a todos agradam.
Também eu “só sei que nada sei”, nada mais que isso e desculpem-me aqueles a quem eventualmente puder não agradar.
Até já, gentes das minhas terras!

12 de janeiro de 2009

Yakustk - Sempre fria






... a propósito de frio

Yakutsk é o nome da cidade mais fria do mundo: Sabias da sua existência? Nem eu!
Para quem reclama do frio, a 5°C negativos o frio pode ser refrescante. A 20°C negativos a humidade no nariz congela e fica difícil não tossir. A 35°C negativos a pele exposta ao ar fica dormente e a necrose é um risco. E a menos 45°C até usar óculos fica complicado. O metal gruda no rosto e nas orelhas e rasga pedaços da pele quando se decide tirá-los.

Yakutsk é uma cidade remota na Sibéria Oriental (população: 800 mil), famosa por aparecer no clássico jogo de tabuleiro Risk e por deter a fama de ser a cidade mais fria da Terra. Em Janeiro a média fica em torno de 40°C negativos.
Não há comboio para Yakutsk. Outras opções são uma viagem de 1,6 mil quilômetros de barco subindo o rio Lena, nos poucos meses do ano em que ele não está congelado, ou então a 'estrada dos Ossos', uma estrada de 2 mil quilômetros construída por prisioneiros do Goulag (o sistema penal soviético).
Lenine e Staline foram dois dos presos politicos exilados em Yakutsk.
A região é rica em ouro e diamantes, razão pela qual os soviéticos decidiram transformar Yakutsk num importante centro regional, primeiro com o sistema de trabalho forçado do Gulag, depois colonizando a região com milhares de voluntários em busca de aventura, melhores salários e a chance de construir o socialismo no gelo.
No mercado, cheio de gente vende-se peixe, porcos e coração de cavalo, tudo congelado. "É claro que faz frio, mas a gente acostuma-se", diz Nina, uma yakut que passa oito horas por dia de pé na sua banca de peixes.
Os seres humanos acostumam-se com qualquer coisa!

Extrato duma viagem feita por alguém, que não eu, à cidade mais fria do mundo.

11 de janeiro de 2009

Almoço anual 2009





E já vamos no trigésimo sétimo ano em que no segundo sábado de Janeiro acontece uma almoçarada com amigos de infância.
O pessoal apenas sabe que tem de aparecer por volta das 9 horas e depois deixar-se conduzir até ao local do repasto. Pode ser a 3 ou a 300 quilómetros.
Este ano aconteceu no Restaurante O Primeiro, alugado só para nós, junto ao Campo Pequeno
Por acaso um de nós até fazia anos. Parabéns Avô Cantigas (mesmo ao centro da foto).
Depois, um fantástico bacalhau assado no forno com batatas a murro, grelos salteados e polvilhado com broa, fez as delícias cá do pessoal (16 no total).
Vinte e uma garrafas de Monte Velho e uma litrada de uisque, fizeram a malta voltar às canções que sempre se repetem. Em grande momento esteve o XL e o seu Fado Falado. É de ouvir e chorar por mais.
A meio da tarde, um caldo verde e uns folhados de carne, colmataram alguma lacuna que ainda houvesse nos estômagos ávidos já do próximo.
Eram já quase 20 horas quando terminou o almoço e todos perceberam por que motivo tiveram de ir e vir de metroplitano.
Em 9 de Janeiro de 2010 há mais!
Para os que não puderam comparecer, fica a cumplicidade costumeira

9 de janeiro de 2009

Amanhã


Às vezes - já o fiz trinta e sete Janeiros, reúno-me com amigos de infância!
Às vezes - há amigos que não podem vir!
Às vezes - há amigos que não querem vir!
Às vezes - há amigos que gostavam de vir!
Às vezes - há amigos que fazem tudo para vir!
Às vezes - amanhã vai nevar nos poucos cabelos nossos e chover no coração!
Em 09 de Janeiro de 2008 foi assim.

7 de janeiro de 2009

Cristãos e Muçulmanos


Eis uma, entre muitas, das diferenças entre cristãos e islâmicos.
Os primeiros, num ataque de ternura
Os segundos, num bombardear de revolta.
No meio, estão os inocentes que morrem ao primeiro minuto de cada ódio.

Inch'Allah!

5 de janeiro de 2009

Meca - centro do mundo







Meca - local sagrado que todo o muçulmano deve visitar uma vez na vida!
Meca - local onde todos os corpos se curvam ao Seu Omnipotente!
Meca - local onde não se aceitam outros credos!
Meca - local para onde se me vira o olhar e … chora o coração!

4 de janeiro de 2009

O órgão


(Este ano estou a safar-me muito bem. Por enquanto ainda não me constipei)

Uma tarde, D. Beatriz convidou o novo padre da Igreja para ir lanchar a sua casa e ele ficou sentado no sofá, enquanto ela foi preparar um chá. Olhando para cima do órgão, o jovem padre reparou numa jarra de vidro com água e, lá dentro, boiava um preservativo.
Quando a D. Beatriz voltou com o chá e as torradas, o padre não resistiu a tirar a sua curiosidade perguntando o porquê de tal decoração em cima do órgão. E responde ela apontando para a jarra: 'Ah! refere-se a isto? Maravilhoso, não é? Há uns meses atrás, ia eu a passear pelo parque, quando encontrei este pacotinho no chão.
As indicações diziam para colocar no órgão, manter húmido e que assim ficava prevenida contra todas as doenças. E sabe uma coisa?
Este Inverno ainda não me constipei!

1 de janeiro de 2009

Idolos de amanhã


Ontem à noite, quando 2008 adormecia, tive curiosidade em ver e ouvir a miudagem que cantava na final da TVI – Uma Canção para Ti!
Adoro ver quase todos os programas de crianças onde em qualquer meio palmo de gente se esconde uma potencial sumidade, mas valha-me Santa Engrácia!
Afinal o que é que se pretendia? Descobrir uma nova voz ou descobrir uma multifacetada voz?
Uns melhor que outros mas na sua generalidade com vozes e estilos já mais ou menos definidos não podem servir de cobaias nas horas mortas.
Sei bem que a TVI precisava de nos entreter durante umas horas, mas obrigar os miúdos a cantar Represas, a baladarem Mafalda Veiga e a vomitar bacoradas de rap (não sabe nadar) não lembra à produção mais criteriosa do globo.
Apesar de ter gostado de todos, mesmo os eliminados, nenhum dos miúdos me pareceu polivalente. Cada um tinha o seu estilo e “mai’nada”.
Ficaram-me no goto o “Joselito” e a Beatriz.
Parabéns ídolos de amanhã!