24 de março de 2010

Sabedoria chinesa


Ser homem é fácil. Ser um homem é difícil.

Podes ser inteligente toda a vida e estúpido num instante

Quem faz de burro não se deve admirar se os outros lhe montarem em cima

A água entornada é difícil de apanhar

É mais fácil desviar um rio que mudar um carácter

Se não quiseres que se saiba, mais vale o não fazer

Um amigo é uma estrada. Um inimigo é um muro

Precisamos de dois anos para aprender a falar e toda a vida para aprender a nos calarmos

Um amigo é um irmão que a natureza nos deu

Saber da nossa ignorância é a melhor parte da nossa sabedoria

Ontem, hoje e amanhã, são os três dias do homem

Os corações mais próximos não são os que se tocam

Quando um homem está louco por uma mulher, só ela o pode curar dessa loucura

Aquele que faz uma pergunta pode ser estúpido cinco minutos. O que não a faz, sê-lo-á toda a vida

A porta mais bem fechada é a que se pode deixar aberta

21 de março de 2010

Os Bravos (?) da Companhia






A lacrimejante manhã augurava um dia difícil. Muitos anos depois duma tropa a sério eis que chegou o dia que reavivou memórias e forças já esquecidas. Para se ter a coragem de fazer, é preciso ter medo. Sem medo não há coragem.
Sabendo que a ração de combate me esperava, banqueteei-me com um divinal pequeno almoço. Sumo de tangerina, ovos, cogumelos, presunto e fruta de Alá, davam-me em força o que não podia faltar em coragem.
À chegada à Base Aérea de S. Jacinto, revivi o espectáculo “dejá vu” dos filmes americanos.

Acabaram de chegar ao inferno. Para lá desta porta, nada mais será como dantes … blá, blá, blá, - lá ia pragejando o Coronel Medina de Sousa.
Toda a manhã foi de preparação com pequenos exercícios físicos e de ordem unida.
Foi giro de ver. Era um grupo coeso, num misto de gente jovem, velhos barrigudos e lindíssimas mulheres de tomates. Adorei a coragem das mulheres, não os tomates.
Julgávamos fazer parte do programa, um salto de pára-quedas. Assim não foi. O mais parecido com isso foi um salto da torre que serve de preparação para o decisivo salto.
Não deixa de ser uma sensação de queda do vazio em que de repente se é estancado da queda, abraçados que estamos em correias e fivelas por tudo quanto é sítio. Depois é só deslizar por ali abaixo, suspensos num cabo por uma roldana.
O médico e os paramédicos presentes asseguravam, como asseguraram, os pequenos acidentes que sempre acontecem nestas coisas.
Rapel, slide, escalada, paliçada e obstáculos, emolduravam o resto do programa.

A chuva e as condições da aventura, impediram melhor suporte visual
Era já noite quando os Bravos da Companhia deixaram para trás, dúvidas e temores.
No dia seguinte, antes do regresso, passeei-me pela Veneza do Norte, na companhia dos meus amigos Estrelinha do Norte e David, que me foram visitar. Uns carapauzinhos fritos com arroz de tomate (estávamos em maré de tomates) regados com Tapada de Coelheiros, colmataram todas as rações de combate.
Às vezes - sonhar é possível!
Às vezes - o sonho acontece!

20 de março de 2010

Parabéns XL

Meu querido XL

Hoje tenho pena de não estar contigo. Mas estarei, em pensamento.
O aniversário dum amigo como tu, de quem tanto gosto, é certamente motivante para eu estar presente. Mas assim não foi. E assim não será para a próxima, que espero haver.
É que, aceitei um desafio para, hoje e amanhã, fazer parte dum grupo de pseudo militares que vão viver um fim de semana diferente, com várias experiências do foro militar.
Assim, hoje, às nove horas da manhã, na Base Aérea de S. Jacinto, em Aveiro, estarei a vestir uma indumentária bem diferente da normal.
Não sei bem o que me espera, apenas que nos céus do moliço estará o meu olhar, vendo a terra lá do alto num gesto que sempre sonhei, saltando de pára-quedas.
Às vezes, tenho a mania que sou um jovem. Outras, que sou um louco. Outras ainda, que adoro desafiar o incerto.
Se eu viver para o contar, irei lembrar este dia, dos teus anos, como a mais fascinante experiência da minha vida.
Aqui fica o abraço que hoje te não posso dar.
Parabéns amigo!

19 de março de 2010

Dia do Pai

Ao meu pai, que na sua inexorável caminhada da decadência vai tropeçando em tudo o que já não entende.
Ao meu pai, que já não conhece a cor da manhã.
Ao meu pai, que já só persegue o lamento.
Ao meu pai, que já não reconheço.
Ao meu pai, que me mostra como serei amanhã.
Um beijo tão grande como se ele me lesse algum dia


P.S.
Júlio Amaro, a tua filha Margarida, pediu-me para, aqui, te mandar um grande beijinho, certa de que as ondas da blogosfera chegarão mais depressa junto de ti

16 de março de 2010

Ilhas Maurício - Notas soltas

Eu e o meu companheiro de viagem, o meu filhote Gonçalo, à volta das belezas naturais da ilha, que eu julgava serem verdes.

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As Ilhas Maurício, foram descobertas pelos portugueses no ano de 1500. Nunca Portugal se interessou por estas ilhas e acabariam por ser, primeiro os holandeses, depois os franceses e mais tarde os ingleses, a colonizá-las.
As Ilhas Maurício, a que costumamos chamar Maurícias, ficam situadas no Oceano Indico, tendo, a Oeste - Madagáscar, a Norte - a Índia, a Este - a Austrália, e a Sul – a Antárctida.
A capital, Port Louis, é uma mescla de linhas arquitectónicas colonialistas e modernas, mas bem simpática, por acaso.
A população é maioritariamente hindu, já que a Índia fica bem perto.
Aqui habitou uma ave quase mitológica. Os portugueses, chamaram-lhe DOIDO. Depois com o passar de várias gerações, o nome foi sendo adulterado e acabou por ficar Dodo. Era uma ave tão lenta e que se aproximava dos homens de tal forma, que era facilmente capturada. Daí até à sua extinção, passou pouco mais duma centena de anos.
Dizem os ornitólogos que o dito Dodo se extinguiu em 1681. É hoje o símbolo da Ilha Maurício.
Na capital, no Jardim Botânico descobri algumas curiosidades.
A árvore Kananga Odorata, dá a flor que fornece a base ao tão famoso perfume Chanel nº 5.
Ao lado encontrei uma outra árvore que dá origem ao Vic Vaporub.
Apanhei uma folha, esfreguei-a na mão, cheirei e confirmei que ali estava o “fármaco” que tantas vezes utilizei em criança.
Estas descobertas, apesar de parecerem insignificantes dão-me imenso gozo conhecer.
As duas únicas fontes de receita da ilha, são a cana do açúcar e o turismo.
A temperatura da água do mar costuma rondar os 28 graus no verão e 22 no inverno.
A esta ilha chegam ciclones, de dez em dez anos, mais ou menos.
Parece que me safei desta!
Já passou a bonança. Já fiz uns filmezitos. Já bebi uns pirolitos. Já descobri a Ilha da Fantasia!

11 de março de 2010

Júlio Amaro - Aniversário

Farias hoje 79 anos. Parabéns amigo!
Aqui transcrevo as tuas recordações.

Transportado à minha meninice quero contar um episódio da minha vida.
Estava este rei exilado em Portugal e vivia num palacete, no seu exílio dourado, que ficava mesmo defronte à casa dos meus pais, num quarto andar, o último dum prédio na Av João Crisóstomo em Lisboa. A casa tinha uma saleta com uma varanda que dava para a rua onde eu passava os meus tempos de miúdo a apanhar sol e a ver passar as pessoas. Em frente, nos jardins do palacete vivia um rei. O Rei Karol da Roménia que apanhava sol como eu e que de repente se começou a meter comigo e a cumprimentar-me. No seu português mascavado começou a trocar saudações comigo e eu trocava saudações com o rei. O meu pai era um republicano convicto e detestava qualquer situação que se aproximasse de qualquer monarca ou de qualquer monarquia.

Como éramos vizinhos, ele espreitava por uma fresta da janela para que o rei não o visse e divertia-se, deliciado com os trocadilhos que fazíamos. Eu, um miúdo a falar com um rei, que apesar de estar no exílio sempre era um rei.
No entanto, a sua alma de republicano convicto fazia com que me aflorassem momentos, não de provocação mas de picardia.
Ele tinha a tentação de se meter com o Rei Karol, então um dia, disse-me assim:
- Ó Júlio, pergunta lá ao rei onde é que ele deixou a coroa!
Eu cá de cima falava com o rei sempre aos berros, pois era a única forma de me ouvir, perguntei-lhe:
- Ó rei, onde é que tens a coroa?
O rei deu uma gargalhada, chamou o mordomo e disse-lhe qualquer coisa. O mordomo saiu, atravessou a rua, bateu à porta de minha casa e diz aos meus pais:
- Sua Majestade o Rei Karol da Roménia, convida o Júlio a ir dar um passeio a ir dar um passeio com ele.
O meu pai ficou embevecido, a minha mãe, ternurenta, disseram logo que sim e passados uns dias o Júlio, pequenote, sete anos de idade, foi com sapatos de verniz, comprados especialmente para a efeméride, uma camisa branca de folhos e calções curtos de veludo preto, passear com o rei.
Ainda hoje, deslumbrado, recordo o maravilhoso passeio num grande carro branco.

Quantos Reis Karóis, de quantas Roménias, passaram pelas vidas das pessoas?
Este é um passeio à minha meninice, ao meu passado.

In Recordações do Júlio Amaro

8 de março de 2010

Cá longe ...


Paris – 9 h da manhã = 3 graus!
Como sou um bocado “baldas” vim logo desde Lisboa “vestido à verão”.
Claro que rapei um bocadito de friagem, mas o que é isso para quem tem o sol à sua espera?
Depois … foram onze horas de vôo e um nunca mais acabar de visitas a países que ficavam 11 mil metros abaixo do meu olhar.
Vinte e quatro horas depois de ter saído de Lisboa, cheguei finalmente. Valeu a pena? Veremos depois!
À chegada esperavam-me 30 graus. À partida espera-me a alegria que sempre tenho, do regresso.
Para já, extingue-se o olhar no horizonte que não vislumbra quaisquer centimetros de ondulação.

Hoje – Dia da mulher
Vou beber um copo:
às mulheres da minha vida
àquelas que não amei
e a todas as mulheres do mundo

Sem mulheres, o mundo não seria o mesmo, os problemas seriam diferentes!

4 de março de 2010

Até já!

Vou procurar a bonan(ç)a
Fazer uns filmezitos


Beber uns pirolitos

Na Ilha da Fantasia

... mas, lá do Índico, não deixarei de dar notícias e publicar fotos.

Ao meu pequeno núcleo de amigos e visitantes, até já!

Às vezes -fim de semana! Às vezes - doze dias!

3 de março de 2010

O médico do Júlio César e da Maria

Também vou mudar para este médico, mas é provável que a agenda dele esteja cheia até 2015!


Dr. Paulo Ubiratan, de Porto Alegre, RS, em entrevista a uma TV local, foi questionado sobre vários conselhos que sempre nos são dados...

Pergunta: Exercícios cardiovasculares prolongam a vida, é verdade?
Resposta: O seu coração foi feito para bater por uma quantidade de vezes e só... não desperdice essas batidas em exercícios. Tudo gasta-se eventualmente. Acelerar seu coração não vai fazer você viver mais: isso é como dizer que você pode prolongar a vida do seu carro dirigindo mais depressa. Quer viver mais? Tire uma soneca !!!

P: Devo cortar a carne vermelha e comer mais frutas e vegetais?
R: Você precisa entender a logística da eficiência... .O que a vaca come? Feno e milho. O que é isso? Vegetal. Então um bife nada mais é do que um mecanismo eficiente de colocar vegetais no seu sistema. Precisa de grãos? Coma frango.

P: Devo reduzir o consumo de álcool?
R: De jeito nenhum. Vinho é feito de fruta. Brandy é um vinho destilado, o que significa que, eles tiram a água da fruta de modo que vc tire maior proveito dela. Cerveja também é feita de grãos. Pode entornar!

P: Quais são as vantagens de um programa regular de exercícios?
R: Minha filosofia é: Se não tem dor...tá bom!

P: Frituras são prejudiciais?
R: VOCÊ NÃO ESTÁ ME ESCUTANDO!!! ... Hoje em dia a comida é frita em óleo vegetal. Na verdade ficam impregnadas de óleo vegetal. Como pode mais vegetal ser prejudicial para você?

P: Flexões ajudam a reduzir a gordura?
R: Absolutamente não! Exercitar um músculo faz apenas com que ele aumente de tamanho.

P: Chocolate faz mal?
R: Tá maluco? !!!! Cacau!!!! Outro vegetal!! É uma comida boa pra se ficar feliz !!!
E lembre-se: A vida não deve ser uma viagem para o túmulo, com a intenção de chegar lá são e salvo, com um corpo atraente e bem preservado. Melhor enfiar o pé na jaca - Cerveja em uma mão - tira gosto na outra - muito sexo e um corpo completamente gasto, totalmente usado, gritando: VALEU !!! QUE VIAGEM!!!

P S.:

SE CAMINHAR FOSSE SAUDÁVEL O CARTEIRO SERIA IMORTAL...!

BALEIA NADA O DIA INTEIRO, SÓ COME PEIXE, SÓ BEBE ÁGUA E É GORDA....!

LEMBRANDO:

COELHO CORRE, PULA E VIVE 15 ANOS, TARTARUGA NÃO CORRE NÃO FAZ NADA E VIVE 450 ANOS


Tô dentro!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

1 de março de 2010

GPS simplificado




Sou um adepto incondicional das novas tecnologias.
Gosto de comprar todas as "porcarias" que aparecem. Às vezes, valeu a pena. Outras, apanho uma "encavadela", como costuma dizer alguém que eu conheço.
Sendo assim, e se não vier a ficar defraudado com a novidade, está-se mesmo a ver qual será a minha próxima aquisição.

26 de fevereiro de 2010

As escolhas do Seve - 2

1. MARK TWAIN - EUA - 1835-1910
1. O homem que tem uma ideia será considerado um louco até que esta se tenha imposto
2. É preciso ter cuidado com os livros de saúde, podemos morrer por culpa de uma errata
3. Ao fazer vinte anos, impus-me a seguinte regra da vida: não fumar enquanto durmo, não deixar de fumar enquanto estou acordado e não fumar mais de um cigarro de cada vez
4. Um banqueiro é alguém que nos empresta um guarda-chuva quando o sol brilha e o reclama ao cair a primeira gota

2. ALBERTO MORAVIA - Itália - 1907-1990
1. A felicidade é tanto maior quanto menos se dá por ela

3. VLADIMIR NABOKOV - Rússia - 1899-1977
1. O rebentar de uma onda não pode explicar o mar todo

4. LUIGI PIRANDELLO - Itália - 1867-1936
1. Os factos são como os sacos: se estiverem vazios, não se aguentam de pé

5. VOLTAIRE - França - 1694-1778
1. O senso comum é tudo menos comum

6. JORGE LUÍS BORGES - Argentina - 1899-1986
1. Corrigir uma página é fácil, mas escrevê-la, amigo, isso é difícil

7. BERTOLD BRECHT - Alemanha - 1898-1956
1. Que é roubar um banco em comparação com fundar um banco

8. LEÃO TOLSTOI - Rússia - 1828-1910
1. Deve valorizar-se a opinião dos estúpidos: são a maioria


Às vezes - uma citação resolve o nosso problema!

24 de fevereiro de 2010

Júlio Amaro - mais além

Meu querido Amaro

Faz hoje três anos que partiste.
Quando novos projectos se conjecturavam no litoral da vida. Quando o leque de amigos se alargava a todos os sectores, Quando a tolerância mais se instalava em ti. Quando tinhas ainda muitos segredos por desvendar.
Lembro o olhar de soslaio que me deitavas quando a esperança era uma dúvida e a certeza uma constante. A fronte baixa e o tronco curvado eram já sinónimos dum homem derrotado prestes a descobrir o que jamais alguém descobriu.
Há dias procurei-te entre um amontoado de cruzes e ali estavas num canto frio junto a um muro já moribundo, sob uma pedra nua, tão despojada de ti. Júlio Amaro! Apenas!
O grande Júlio Amaro não era mais que um a menos na contagem dos vivos, tão certo como o final de todos nós.
Petrifiquei com tamanha visão. Tu, outrora tão pleno de tudo, hoje páramo de solidão.
Inconformado e triste, olhei para dentro de mim e desejei não ser esse o meu fim.
Quero que de mim nada reste. O fogo imolar-me-á e do meu corpo finito não renascerão mais as cinzas.
Amigo Amaro, espera-me no Jardim das Tulherias, no segundo banco à direita.

21 de fevereiro de 2010

Terra - Hotel em extinção!

A continuar assim, chegará um dia em que a Terra não terá mais espaço para todos!
Dá que pensar!

A ciência não sabe este número com exatidão, mas se usarmos os cálculos feitos pela "Population Reference Bureau" em 2002, até esse momento, na terra teriam vivido um total (aproximado) de 106.456.367.669 pessoas. E se somarmos os 426.971.281 nascimentos desde 2002 até agora, o resultado seria que na terra, ao longo de toda sua existência, viveram um total de 106.883.338.950 pessoas.
O cálculo efectuado pela PRB toma como início da população do planeta no ano 50.000 A.C. com 2 habitantes. Em 8.000 A.C. a população já seria de 5.000.000 de habitantes tendo nascido neste intervalo de tempo 1.137.789.769 pessoas.

No ano 1 D.C. a população mundial calcula-se que era de 300 milhões de habitantes. Segundo uma estimativa, a população total do Império Romano desde a Espanha até a Ásia Menor para 14 D.C. era de 45 milhões de pessoas.

Em 1650 a terra atingiu a cifra de 500 milhões de habitantes e que esta somente veio a dobrar em 1800, quando chegou ao primeiro bilhão de pessoas indo para lá e para cá.

A partir do século XIX a população mundial não deixou de crescer e se multiplicar rapidamente, chegando aos 2.516.000.000 habitantes em 1950 e daí (e de uma maneira vertiginosa) atingir as, aproximadamente, 6.643 milhões de pessoas que actualmente habitam o planeta terra.

Ao que tudo parece indicar e se nenhuma catástrofe acontecer, no ano 2014 atingiremos o número de 7 bilhões de habitantes.

18 de fevereiro de 2010

Diário dum casal

DIÁRIO DELA

Ele ficou esquisito a partir de domingo à noite. Tínhamos combinado encontrar-nos num bar para beber um copo antes de jantar. Andei às compras a tarde toda com as amigas e pensei que o seu comportamento se devesse ao meu atraso de vinte minutos. Mas não. Nem sequer fez qualquer comentário, como lhe é habitual. A conversa e o sítio não estavam muito animados, por isso propus irmos a um lugar mais íntimo para podermos conversar mais tranquilamente. Fomos a um restaurante caro e elegante. A comida estava excelente e o vinho era de reserva.
Quando veio a conta, ele nem refilou e continuava a portar-se de forma bastante estranha. Como se estivesse ausente. Tentei rodar os assuntos para fazer com que se animasse mas em vão. Comecei a pensar se seria culpa minha ou outra coisa qualquer. Quando lhe perguntei, disse apenas que não tinha nada a ver comigo. Mas não me deixou convencida.
No caminho para casa, já no carro, disse-lhe que o amava. Ele limitou-se a passar o braço por cima dos meus ombros, de forma paternal e sem me contestar. Não sei como explicar a sua atitude, porque não disse que me queria como faz habitualmente. Simplesmente não disse nada. Começo a ficar cada vez mais preocupada. Chegámos por fim a casa e, nesse preciso momento, pensei que ele me queria deixar.
Tentei fazer com que falasse sobre o assunto mas ele ligou a televisão e ficou a olhá-la com um ar distante, como que a fazer-me ver que tudo tinha terminado entre nós. O silêncio cortado pelo filme era sufocante. Por fim, desisti e disse-lhe que ia para a cama. Mais ou menos dez minutos depois, ele entra no quarto e deita-se a meu lado.
Para enorme surpresa minha, correspondeu aos meus beijos e carícias e acabámos por fazer amor. Não foi tão intenso como normal mas ele pareceu gostar. Apesar de continuar com aquele ar distraído que tanto me aflige. Depois, ainda deitada na cama, resolvi que queria enfrentar a situação e falar com ele o quanto antes. Mas ele já tinha adormecido. Comecei a chorar e continuei a fazê-lo pela noite dentro, até adormecer quase de manhã. Estou desesperada, já não sei o que fazer. Estou praticamente convencida que os seus pensamentos estão com outra.
A minha vida é um autêntico desastre!

DIÁRIO DELE

O Benfica não ganhou mas pelo menos dei uma queca...

Os homens são todos iguais. Não entendo o porquê das mulheres perderem tanto tempo a escolher.

15 de fevereiro de 2010

Rui Patricio - Parabéns!

Não é fácil ser herói!
Tens muitas batalhas pela frente e acabarás por ganhar a guerra.

Continua a dar o corpo às balas e ignora os vómitos de quem não sabe perdoar uma falha. É sempre assim. Os que não admitem falhas são os que não sabendo perder nunca saberão ganhar.

És um jovem cheio de potencialidades. Continua com a crença que tiveste no jogo em que, no último minuto, sobes à baliza adversária e fazes o teu clube "empochar" uns milhões. E com aquela em que defendes o penalty e és o herói do jogo. Fica apenas com essas boas recordações dos momentos de glória que fazem de ti um campeão. Mantém a simplicidade dos vinte e dois anos que fazes hoje e fazem já de ti um homem maduro.
Poderás tropeçar muitas vezes, poderás cair outras tantas, mas levanta-te sempre que isso acontecer porque isso faz parte dos ganhadores. Aqueles a que pertences!
Boa sorte para amanhã! Em Liverpool Em Alvalade! Onde quer que estejas!

Parabéns Rui! Por mais este aniversário!


14 de fevereiro de 2010

12 de fevereiro de 2010

As Escolhas do Seve 1

UM LIVRO PARA O FIM DE SEMANA

A partir de hoje e com alguma regularidade, o meu amigo Seve, leitor atento e compulsivo, aqui apresentará as Escolhas de Marcelo, aliás Seve!

Tal como diria o grande poeta português Alexandre O'Neill, uma obra não se explica, decifra-se. É por isso que hoje aqui VOS venho recomendar esta obra. Decifrem-na, desfrutem-na e leiam/vejam a alma humana.

Roseanne McNulty tem perto de cem anos e é a doente mais antiga do hospital de saúde mental de Roscommon. O Doutor Grene, o psiquiatra encarregado da avaliação dos pacientes, sente-se intrigado pela história daquela mulher, que passou os últimos sessenta anos da sua vida em instituições psiquiátricas.

Enquanto o médico investiga, Roseanne faz uma retrospectiva das suas tragédias e paixões, que vai registando no seu diário secreto, desde a turbulenta infância até ao casamento que lhe prometia a felicidade. Quando o Doutor Grene desvenda por fim as circunstâncias da sua chegada ao hospital, é conduzido até um segredo chocante. Um livro primorosamente escrito, que narra uma história trágica, fruto da ignorância e mesquinhez, mas ainda assim fortemente marcada pelo amor, pela paixão e pela esperança.
«... o que mais impressiona, para além da história, é a beleza lírica da escrita de Barry, a sua exactidão poética, o estilo quase inebriante, e o recurso sábio ao folclore irlandês, com as suas histórias de fantasmas e antigas tradições rurais. Este é um livro belíssimo sobre perdas, promessas e esperanças que não foram cumpridas. É, seguramente, um dos acontecimentos literários do ano.»José Riço Direitinho, Público, ípsilon

11 de fevereiro de 2010

Segurança Social - Uma vergonha!

Tinha combinado com a minha amiga Rosa dar-lhe uma ajuda para resolver um problema na Segurança Social.
Combinámos então encontrarmo-nos hoje lá, por volta das 9:30. Ela foi para fila às 6.30 da manhã e eu fui lá ter depois.
Quando lá cheguei já nem sequer distribuíam senhas. Quem quisesse alguma, tinha de voltar no dia seguinte.
A Rosa tinha a senha número 36. Ainda esperei até às 11 h. Ia no número 13. Voltei para o escritório. Ela ficou lá e telefonar-me-ia quando faltassem cinco números. Ligou-me às 14 h. Lá voltei novamente. Ainda assim só fomos atendidos às 15 h.
O que pretendíamos era entregar uns documentos e fazer umas perguntas.
Quando chegou a nossa vez …
- Minha senhora, quero entregar estes documentos e perguntar o seguinte …
- Aqui é só para receber documentos, não para fazer perguntas. Tem de tirar outra senha para esse efeito.
- Então tenho de vir para aqui às seis da manhã para tirar uma senha para fazer perguntas?
- Sim senhor! Somos poucas, ganhamos mal e temos mais gente à espera.
- E muito antipáticas!
Respondi eu.
Já tenho tanta coisa para me aborrecer, porque vou eu perder tempo com gente assim?
Entregámos os documentos da Rosa, despedimo-nos e fomos cada um par seu lado à espera que a velhice não venha depressa.
Esta foi a forma mais suave que eu tive para contar isto porque o que o atendimento foi bem pior.
É esta a InSegurança Social que temos!
Que tristeza!

8 de fevereiro de 2010

Livraria Lello - Porto

Provavelmente

a Livraria mais bela do mundo


Livraria Lello - no Porto
ou Biblioteca de Alexandria?

7 de fevereiro de 2010

Parabéns - Estrelinha do Norte!


Começou por ser uma galáxia longínqua. Depois uma estrela distante. Por fim um meteoro em chamas caído no meu jardim.
Foi depois Isabel apenas, mais tarde Estrelinha do Norte. Ensinou-me a gostar do Porto (cidade) e descobrimos a cumplicidade que pode haver entre uma “águia” e uma “dragona”. Não que as nossas dissertações convirjam muito neste tema mas conseguimos relegá-las para plano de somenos importância, muito para lá da saudade que nos separa.
Aos poucos entrou no mundo que me rodeia e regularmente aqui vem ver o que por cá se passa.
A espaços vem comentar e na sua ausência sinto-lhe o odor das palavras que se não dizem.
Mulher de afectos, que gosta porque gosta, entra no mundo que nos é comum, onde libertamos confidências e apuramos realidades. Garra, liderança e sagacidade, fazem parte dos seus atributos já para não falar dos que visíveis são.
A Isabel trouxe com ela o sábio Rei David e dois filhos maravilhosos de quem tenho muitas saudades e lamento não ter por perto.
Esta menina faz hoje anos e eu não poderia deixar passar em branco a oportunidade de lhe dizer o quanto gosto dela.
Adoro esta mulher do Norte, carago!
Parabéns Isabel!

5 de fevereiro de 2010

O outro lado da crise


Jantar em Nova Iorque para 4 pessoas = 47. 221 Dólares - aproximadamente 34.000 € (clicar na foto) dava para jantar 16.283 vezes na Amadora.

É uma afronta!
Se dum lado se contam os tostões para sobreviver, do outro esbanjam-se fortunas por caprichos de gente que não sabe o que fazer ao dinheiro.
O grito da revolta ecoará sempre na mente dos desprotegidos enquanto se praticarem estes actos de autentica barbárie e atentado à dignidade dos que não foram bafejados pela sorte ou pela arte de enganar meio mundo.
É aviltante olhar para esta factura e verificar que só a “gorjeta” corresponde ao valor dum ano de salário mínimo em Portugal.
E não se julgue que se tratou dum grande banquete a lembrar a “Grande Farra”.
Os vários itens que Roman Abramovich e os seus três convidados(as) degustaram são apenas pequenas porções de iguarias mais ou menos exóticas que é de bom tom depenicar, quando a carteira e o estatuto de gente rica o conferem.
O lado risível e brincalhão deste banquete é que no final continuam cheios de fome e comem-se uns aos outros.
Às vezes - há caprichos imperdoáveis!
Às vezes - o motim acontece!

4 de fevereiro de 2010

Amadora - cidade anti-crise!

A luta contra a crise está em marcha.

Na Amadora, almoça-se por 2.90 €, com bebida incluída.
Nada mau nos tempos de hoje!
Este anúncio fez-me lembrar o Café do meu amigo Amaro que naquela época (+ - 1972) servia almoços a 11$00 (pouco mais de 5 cêntimos, hoje) com sopa, pão, vinho e café incluídos.
Viva o Painel! (assim se chamava o Café)

1 de fevereiro de 2010

Mário Crespo - Ousou!

Cada vez entendo menos a política.
Eu até julgava que estávamos em democracia!

O artigo de Mário Crespo, que seria hoje publicado, na coluna de opinião do Jornal de Notícias (JN), foi rejeitado pela direcção do referido diário.

No texto, Crespo alude a um almoço que reuniu o Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro da Presidência Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, e um executivo de televisão. Nesse encontro, num hotel de Lisboa, Mário Crespo terá sido referido como «um problema» que teria de ter «solução».
No artigo, o jornalista enumera exemplos de outros «problemas» que o Governo socialista terá «solucionado»: Manuela Moura Guedes, José Eduardo Moniz, o Jornal de Sexta da TVI e José Manuel Fernandes, ex-director do Público.
O jornalista contou ao SOL que enviou, às seis da manhã de domingo, o texto para o copy desk do JN. Por volta da meia-noite, Mário Crespo recebeu uma chamada telefónica do director do diário, José Leite Pereira, com indicação de que o artigo de opinião não seria publicado.
Questionado sobre as razões para a não publicação, Mário Crespo refere que «não houve uma explicação plausível», por parte do director do jornal.


Perante esta situação, o jornalista da SIC decidiu cessar a colaboração com o JN.

Ousou, pagou!

30 de janeiro de 2010

Sobe Maria sobe

Maria!
Às vezes o amanhã está diante do nosso olhar e não queremos enxergá-lo.
Julgamos estar no final da estrada, quando apenas mudamos de rota.
Desesperamos porque é o caminho mais fácil.
Partimos porque temos pressa de chegar.
Não acreditamos porque somos gente de pouca fé.
Desistimos porque não lutamos.
Maria!

Às vezes, os alcatruzes da roda, que são também os da nora, mesmo quando cheios de nada, sobem e descem, enchem e despejam e continuam na inexorável caminhada do seu destino.
Às vezes, parece que partiste um pouco!
Sobe Maria sobe, que a roda não pára nunca!



26 de janeiro de 2010

Miklos Fehér - seis anos depois

(Equipamento usado no fatídico dia)

Passaram ontem seis anos sobre a morte de Miklos Fehér. Em pleno jogo, no Estádio do Vitória de Guimarães, o jogador do Benfica caiu fulminado por um ataque de coração.
Mais que o facto de ser jogador do meu clube, Fehér foi apenas mais um dos que terminaram os seus dias terrenos em pleno campo de futebol, a exemplo de tantos outros.
Também ontem os meus olhos se deliciaram com a passagem de modelos que o tempo e a idade permitem, no desfile que os jogadores do meu tempo e alguns ainda no activo fizeram no Estádio da Luz, numa festa linda em que a finalidade era AJUDA PARA O HAITI.
O jogo de ontem, entre um misto de velhas glórias benfiquistas e de ex e actuais grandes estrelas do futebol mundial, fez-me pensar, que também o pontapé na bola pode ser um entretenimento, sem as guerras que o vil metal e a ambição desmesurada que todos conhecemos. Revi-me a jogar como eu gostava sem fazer da vitória um cavalo de batalha e dos adversários um bombo de fúria.
Foi lindo ver cabecear no chão e pontapear no ar os quilos que o tempo trouxe, numa mistura explosiva de quem já não dá uma para a caixa e de quem faz ainda da bola um momento de magia.
Foi lindo recordar que o futebol pode ser jogado entre amigos sem ódios viscerais nem cores clubísticas.
Foi lindo sonhar que poderei voltar a jogar ainda … um dia!

24 de janeiro de 2010

O peso das culturas!


Homenagem aos meus amigos alentejanos, que sei também terem preferências muçulmanas.

Um muçulmano durante o período do Ramadão senta-se junto a um alentejano no voo Lisboa - Funchal. Quando o avião descola começam a servir as bebidas aos passageiros.

O alentejano pede um tinto de Borba. A hospedeira pergunta ao muçulmano se quer beber alguma coisa.

Responde o muçulmano com ar ofendido: 'Prefiro ser raptado e violado selvaticamente por uma dezena de prostitutas da Babilónia antes que uma gota de álcool toque os meus lábios'.

O alentejano engasgando-se, devolve o copo de tinto à hospedeira e diz:
- Eu também, eu também! Não sabia que se podia escolher!!!

22 de janeiro de 2010

Liedson versus Sá Pinto




Do meu amigo SEVE (sportinguista de gema, de clara, do ovo afinal) recebi o desabafo que abaixo transcrevo.

Quem me dera que este luso-brasileiro se fosse embora do Sporting! As minhas costelas benfiquistas agradeciam imenso.

Pessoalmente acho que ambos os intervenientes têm razão, mas como não sou homem de resolver as coisas à batatada, fico-me pela apreciação de quem por aqui passar.
Afinal a culpa até foi do batatal, aliás do relvado!


Kim



Então aqui fica a versão do SEVE:


SÁ PINTO- A frontalidade, a lealdade a magnanimidade (o coração ao pé da boca) são o contrário da desfaçatez, do cinismo do calculismo do malabarismo do jogo de bastidores, enfim dos males e valores (?) que varrem a actual humanidade.
Não digo que seja uma atitude de louvar, longe disso, até porque sou um acérrimo inimigo da violência mas o que tenho ouvido acerca do homem estigmatizado por Artur Jorge é que é um homem digno, de bem, com carácter e amigo do seu amigo!

LIEDSON- E quem será este brasilenho ex-caixa de supermercado (nenhuma desonra, note-se) que agora se desloca num potente BMW 590 Turbo não sei quantos e que mesmo nos dias mais escuros e nebulosos não dispensa os seus potentes óculos escuros Dolce & Gabbana, e que se acha dono de uma agremiação centenária de utilidade pública e, por enquanto, não só dono de um país porque disso ainda não teve oportunidade....

20 de janeiro de 2010

Portugal - Novas Profissões



NOVAS QUALIFICAÇÕES
(CENTROS NOVAS OPORTUNIDADES)

Especialista de Fluxos de Distribuição - (paquete)
Supervisora Geral de Bem-Estar, Higiene e Saúde - (mulher da limpeza)
Coordenador de Fluxos de Entradas e Saídas - (porteiro)
Coordenador de Movimentações e Vigilância Nocturna - (segurança)
Distribuidor de Recursos Humanos - (motorista de autocarro)
Especialista em Logística de Combustíveis - (empregado da bomba de gasolina)
Assessor de Engenharia Civil - (trolha)
Consultor Especialista em Logística Alimentar - (empregado de mesa)
Técnico de Limpeza e Saneamento de Vias Públicas - (varredor)
Técnica Conselheira de Assuntos Gerais - (cartomante/taróloga)
Técnica em Terapia Masculina - (prostituta)
Técnica Especialista em Terapia Masculina - (prostituta de luxo)
Especialista em Logística de Produtos Químico-Farmacêuticos - (traficante de droga)
Técnico de Marketing Direccionado - (vigarista)
Coordenador de Fluxos de Artigos - (receptador de objectos roubados)
Técnico Superior de Recolha de Artigos Pessoais - (carteirista)
Técnico de Redistribuição de Rendimentos - (ladrão)
Técnico Superior Especialista de Assuntos Específicos Não Especializados - (político)

17 de janeiro de 2010

Zé do Cão!

Pois é Zé!
Arranjaste um nome simpático e até acho que nem tens cão, mas isso pouco importa

Revejo-me um pouco em ti e as tuas "estórias" são um pouco as minhas "estórias" e isso faz-me pensar que poderiamos ter sido dois bons compinchas.

Aqui te deixo a coroa que foi a tua entrada gloriosa no meu reino, sabendo que ao virar de cada esquina pode estar escondidada mais uma brincadeira, tua ou ... minha.

Um abraço amigo



14 de janeiro de 2010

Outros tempos

Até que a voz me doa e o cansaço não se acerque, aqui virei abordar um pouco de tudo mesmo não agradando a todos.
Tenho um amigo, com nome santificado, que costuma citar um seu amigo, dizendo que Deus é bom, mas o diabo também não é mau. Desta forma concilia a possibilidade de ganhar uma poltrona em lugar divino não descurando a hipótese dum simples banquinho nos quintos dos infernos. Nunca se sabe como estará a nossa cotação na hora da despedida.
É que as criancinhas que eu amo, são a melhor coisa do mundo, mas também uns diabinhos à solta quando não devidamente penitenciados desde tenra idade.
E os culpados são os pais, porque deles partem todas as veleidades que o amor às ditas cujas vai permitindo.
Então pode-se lá ignorar que um fedelho faça birrinhas de mimado, por tudo e por nada, até que lhe seja prestada vassalagem?
Claro que não, mas também há pais que jogam no mesmo clube. Hoje a condescendência com a miudagem ultrapassa as raias do razoável e depois acaba com pais e filhos metidos no mesmo saco.
Os meninos querem tudo e tudo têm, mesmo os que nada têm.
Têm influência nos pais porque não tiveram educação. Têm influência nos professores porque os pais lhes deram força. Têm influência na vida porque desprovidos de senso estão.
Abomino tons em dó maior e lamento que a resolução dum problema aconteça com o beneplácito paternal, já que os pais de ontem têm medo dos filhos de hoje.
Tenho de escrever criptado, não vão elas entender e eu ser mais um enjeitado!
Não é fácil ser adulto!?

12 de janeiro de 2010

Ai, as mulheres!

Ai, ai, ai!
Querem ver que qualquer dia ainda organizo um almoço do género do meu, mas só para mulheres!?
Acho que, pelo menos o primeiro almoço não seria mau de todo. No segundo, já acabava tudo à porrada.
UMA DAS GRANDES QUALIDADES DAS MULHERES É A DE SEREM AS MELHORES AMIGAS DOS HOMENS, NÃO DE MULHERES. O que não invalida que também haja verdadeira amizade entre mulheres, mas isso só acontece com uma ou duas amigas, mais nada.
Julgo que não tenho nenhuma amiga que não diga que prefere a amizade dum homem à duma mulher. Desde que seja uma verdadeira amizade, sem qualquer outro tipo de interesse, como é óbvio.
Até conheço muito boa gente que é bem clara a dizer que não tem amigos, nem homens nem mulheres. É que por dá cá aquela palha, cai o Carmo e a Trindade, logo não é fácil manter amigos.
A amizade demora uma vida a cimentar-se e um segundo a desmoronar-se.
Minhas queridas, vocês sabem bem que é verdade. Não há nenhum grupo de vinte mulheres (como é o nosso grupo dos homens) que se aguente muito tempo.
Um dia a casa vai abaixo. É que nós falamos das mesmas coisas que falam as mulheres e não nos chateamos. As mulheres, após as primeiros enxovalhos de escárnio e mal dizer dos homens, acabam sempre a falar de mulheres e ... mal! Verdade ou não? As mulheres dão-nos tudo, até na cabeça.
Hoje estou com um ataque de machismo e como estão sempre a chegar-me ventos com pedidos de posts polémicos, às vezes - faço-lhes a vontade.
Não vou ficar com inimigas a partir de hoje, pois não?
Mesmo assim adoro as mulheres. Estas em especial!

10 de janeiro de 2010

Almoço anual

Gigi e a simpática bailarina

Tasca do Alexandre - o homem dos cantares alentejanos

Ex-combatentes em Angola e Guiné

Foi hoje!
Pessoal da Porcalhota 2010!
É assim nos Janeiros de cada ano e já lá vão trinta e cinco.
Ainda com o longo almoço/jantar a decorrer já os sonidos da saudade badalavam por alguns cantos.
Como habitualmente, o sol awmpre raia neste sábado e só quem é bafejado pelos deuses tem direito à limpidez que os céus emprestam. Raramente chove no segundo sábado do primeiro mês de cada ano.
Dão-se os primeiros abraços, recordam-se as mesmas “estórias” e parte-se para a degluta.
Jorram então líquidos que Baco pisou e devoram-se carnes que o fumeiro curou.
Depois, voltamos às origens recreativas dos vinte anos e entre novos abraços e cantares alentejanos na Tasca do Alexandre vê-se o filme dos anos que já passaram, lembram-se os quilos que pesavam menos e as rugas que não havia.
Excepcionalmente a “dança do ventre” preencheu alguns minutos, daqueles em que se não manjava.
Depois comeu-se fado com bacalhau assado e aconteceu poesia.
Já o Sporting respirava de alívio e o Benfica ganhava, quando o dia adormeceu!

6 de janeiro de 2010

Casamento Gay

Uma agressão somente à religião Católica? Não (não existem casamentos entre indivíduos do mesmo sexo em nenhuma religião)

Uma agressão somente à Civilização Ocidental? Não (não existem casamentos entre indivíduos do mesmo sexo em nenhuma civilização)

Uma agressão somente à humanidade? Não (não existem casamentos entre indivíduos do mesmo sexo em nenhum grupo de humanos)

Uma agressão à Natureza? Certamente não há no Reino Animal situações de acasalamento entre indivíduos do mesmo sexo.

Casamento "gay"

Abomino histerias. E o casamento "gay" é histeria. Segundo dizem, recusar o casamento a pessoas do mesmo sexo é uma "discriminação". As pessoas dizem a palavra - "discriminação" - e esperam que eu me comova. Não me comovo. Claro que é uma discriminação. E daí? Todos os dias, a todas as horas, sobre as mais variadas personagens, a sociedade exerce as suas "discriminações". Se, por mera hipótese, eu pretendesse casar com duas mulheres, estaria impedido pela força da lei. Não será isto uma "discriminação"? Por que motivo o Estado impede que três adultos que se amam possam construir uma família em conjunto?

Arrisco hipótese: porque a sociedade estabeleceu os seus códigos de conduta, os seus símbolos, as suas instituições". São estes códigos, estes símbolos, estas "instituições" que sustentam a vida em sociedade e não vale a pena questioná-los por cálculo racionalista. Acabamos por chegar a conclusões francamente lunáticas. Se o casamento passasse a ser um mero contrato baseado no afecto (a visão sentimental da tribo), não haveria nenhuma razão substancial para impedir todas as formas possíveis de casamento: entre pais e filhos; entre irmãos; entre duas mulheres e um homem; entre uma mulher e vários homens; etc.

É justo que duas pessoas do mesmo sexo que partilham uma vida em comum possam assegurar certos direitos sucessórios ou fiscais. Não é justo desmontar o casamento tradicional para acomodar o capricho de uns quantos. Pior: o gesto apenas abriria uma nova forma de "discriminação" sobre todos os outros - pais e filhos; irmãos; duas mulheres e um homem; uma mulher e vários homens - que são deixados injustamente à porta do matrimónio. Tenham juízo e, já agora, portem-se como homenzinhos.


João Pereira Coutinho - in Expresso

Amén João!

4 de janeiro de 2010

Júlio Amaro - pinceladas!

Um dia um amigo meu, miúdo como eu, perguntou-me se queria ir à baixa. Devo dizer que eu morava na Av João Crisóstomo e a nossa ida à baixa era a pé. O pai desse meu amigo trabalhava na baixa e era sapateiro. E fui com ele. Quando chegámos aos Restauradores, junto da Kermesse de Paris, que era uma casa que vendia brinquedos aos filhos dos ricos, o meu amigo disse-me:
- Olha Júlio, fica aqui porque se o meu pai sabe que tu vens comigo, diz ao teu e podes apanhar. Assim fizemos e eu ali fiquei à espera.
Encostei o nariz às montras da kermesse de Paris. Estava deslumbradíssimo com aqueles caríssimos brinquedos importados, que só em sonhos se podiam imaginar existir, quando de repente, absorto que estava sou despertado por uma mão que poisa na minha cabeça e me diz:
- Queres um brinquedo? Olhei para a pessoa e respondi:
- Quero!
- Então anda comigo. Vamos lá dentro.
Admirei-me de ver tanta gente à volta, a fazer um semi-circulo junto da kermesse. As pessoas em silêncio eram muitas, dezenas, talvez centenas. Entrei na kermesse com esse homem e reparei que os empregados utilizaram duma deferência muito solicita para com esse homem. E comecei a ouvir:
- Boa tarde senhor presidente! Boa tarde senhor presidente!
Esse senhor, o presidente disse-me:
- Escolhe um brinquedo!
Claro que eu fui direito a um comboio Marklin, que naquele tempo só os filhos dos milionários tinham e disse:
- Escolho este!
- Não! Escolhe daquele monte!
Então escolhi, dum monte de brinquedos de dez tostões, um brinquedo que era um jogador de futebol com quatro rodas e a gente puxava com um cordel e a perna andava para trás e para a frente. Fiquei um pouco triste pois não era aquilo que queria. Quando ele vai para pagar, o empregado disse que não era nada, Senhor Doutor Salazar.
Fiquei então a saber que Salazar me tinha oferecido um brinquedo. Quando sai, ele fez-me uma festa, o povo abriu alas e eu fui para casa. O Tonecas já lá não estava. Quando cheguei a casa, a minha mãe perguntou onde tinha eu arranjado o brinquedo.
- Foi o Salazar mãe!
- Ah meu filho! Qual Salazar?
- O Salazar, mãe, o Salazar!
- Qual? Aquele de quem o teu pai fala às vezes?
- Sim esse, mãe!
- Ai filho vai-te deitar que o teu pai dá cabo de ti. Finge que estás a dormir pois senão levas uma grande tareia. Eu assim fiz!
Estava a fingir que dormia quando a minha mãe contou o sucedido ao meu pai.
- Olha, o rapaz tem ali um brinquedo e diz que foi o Salazar que lho deu.
O meu pai nem respirou. Acordou-me logo e perguntou-me:
- Ouve lá rapaz, onde é que arranjaste este brinquedo?
Outra vez com toda a naturalidade disse-lhe:
- Foi o Salazar que mo deu! E expliquei-lhe como tinha sido.
O pobre do pai ficou perplexo e viu logo que eu não estava a mentir.
- Amanhã vamos lá!
E fomos. Metemo-nos no eléctrico de circunvalação da Duque D’Ávila, descemos a Avenida da Liberdade e fomos lá. Apeámo-nos nos Restauradores e o meu pai entrou comigo na Kermesse de Paris e perguntou aos homens.
- Isto foi comprado aqui?
- Foi sim senhor!
- E foi o meu filho que comprou?
- Não senhor! Foi o Doutor Oliveira Salazar!
O meu pai, ferrenho anti-fascista, por ele deportado para S. Tomé, odiava-o tanto que, de olhos esbugalhados, pegou-me ao colo, eu que já tinha sete anos, apanhámos o carro eléctrico e até chegarmos a casa não se cansava de dizer às pessoas que entravam ou saíam do eléctrico.
- Sabe quem deu este brinquedo ao meu filho? Foi o Salazar!
Claro que o meu pai não mudou em relação a Salazar mas sabe-se lá, se no intimo não ficou agradecido pelo brinquedo que o ditador tinha dado ao seu filho e pela aproximação que tinha havido entre mim e o homem que governou este país.
Pobre pai!

1 de janeiro de 2010

Feliz Ano Novo


A todos os credos, religiões e raças!
A todos os que por aqui passaram, com opiniões contrárias ou não!
A todos de quem eu gosto e que gostam de mim!