24 de maio de 2010

Gigantes - Nephilins


Algures na Grécia



Estas espectaculares fotos foram conseguidas numa recente descoberta arqueológica na Grécia. A descoberta totalmente inesperada é uma irrefutável prova da existência de Nephilins. Esta estranha palavra significa “os gigantes referidos nos tempos bíblicos” e é a raça à qual pertencia o gigante Golias contra quem David lutou.
Veja-se o incrível tamanho do seu crânio.
Génesis 6.4 – Haviam gigantes na terra naqueles tempo e ainda depois disso, quando os filhos de Deus se juntaram às filhas dos homens e suportaram as crianças.
... e aí vimos os gigantes, filhos de Anak, e nós parecíamos gafanhotos.

21 de maio de 2010

As escolhas do Seve - Mr Vertigo


Mr. Vertigo
Autor: Auster, Paul
Editora: Asa (Edições)
______________________________________
Género: Romance
Páginas: 299

Mr. Vertigo é a história, contada pelo próprio (com vírgulas e tudo……), de um ancião que faz o feed-back de toda a sua vida, desde os tempos em que usava voar até ao momento em que, já idoso, recorda todos os altos e baixos da sua vida, da vida da América.
Walt é o rapaz Prodígio que, conduzido pelo seu Mestre, Yehudi, aprende a voar e mostra que, afinal, isso é até coisa pouca para um ser humano. Após uma experiência dura de aprendizagem, ele torna-se o ídolo da América. Até à queda; e daí ao renascimento; até nova desgraça; e de novo o ressurgimento; até ao fim…Walt sonha e isso fá-lo voar. Mas só após o sofrimento; um imenso sofrimento que mestre Yehudi lhe apresenta como o preço da felicidade.
Walt, um indigente, pobre e renegado, vive e realiza o seu sonho com a ajuda de uma índia velha, um negro e um judeu húngaro (o mestre); os heróis são aqueles que surgem das minorias mais reprimidas, mais espezinhadas sobre quem tombou toda a gloriosa história da América. O desejo de voar é o desejo de redenção por parte dessa América assombrada pela história de violência e injustiça. A chacina dos Índios, a perseguição aos judeus e o ódio aos judeus são as manchas que ensombram a Liberdade. Aliás, é a própria Ku Klux Klan quem dá um dos maiores passos para a desgraça do Prodígio.
Um hino à amizade que Auster nos entoa. Com firmeza e sentimento; com a sua peculiar frieza narrativa mas sempre com aquele toque de humanidade que faz de Auster um dos expoentes máximos da literatura contemporânea.

20 de maio de 2010

Leonel Carvalho - a voz da razão!


Pois é Leonel! Este país outrora tão pacífico está à mercê do deixa andar e da incompetência. Os brandos costumes ainda imperam.
Paga-se o rendimento mínimo (?) a quem nunca trabalhou e rouba-se a quem laborou uma vida inteira.
- Nas prisões são distribuídas gratuitamente seringas por causa do HIV, mas é proibido consumir droga nas prisões.
- Na farmácia uma seringa custa 50 cêntimos. Para um tóxico dependente não custa nada.
Ainda não consegui entender como se fomentam certas questões em detrimento doutras.
Claro que isto é um assunto que daria pano para mangas, mas como alguém disse um dia “vocês sabem do que estou a falar”
Hoje, particularmente hoje, um grande abraço ao meu amigo Leonel!

16 de maio de 2010

Amadora antiga - Tertúlia


A quem possa interessar!
A Câmara Municipal da Amadora traz a lume recordações da Amadora antiga.
Uma mostra de fotos antigas e a realização de vários eventos, esperam-nos no mês de Maio.
A quem quiser participar ou apenas assistir a este corredor de saudade, aqui fica o CONVITE

13 de maio de 2010

Milagre em Portugal


Os impostos aumentaram!
Medidas necessárias … sempre à custa dos mesmos!
A altura é ótima para estas medidas.
O povo anda cego. O Benfica foi campeão e chegou o Papa, logo é a altura ideal para fustigar o povo, de mansinho.
E ainda há quem não acredite em milagres!
Sem palavras!

12 de maio de 2010

Portugal - onde fica?

Como é possível, nos dias de hoje e com tanta informação na Internet, alguém publicar um notícia destas?
Aconteceu no Brasil! Já não bastava sermos conhecidos numa boa parte do mundo, como uma província de ESPANHA!!!
Já não sei onde começa a realidade e acaba a ignorância.

9 de maio de 2010

BENFICA - campeão!


Não sou muito de manifestações efusivas, mas não fico insensível às pequenas alegrias com que alguns acontecimentos mundanos nos vão brindando, mas ...
Apenas para dizer que fiquei imensamente satisfeito com a vitória do meu Benfica, sem esquecer todos os adversários que, da minha parte, serão sempre merecedores do meu respeito e admiração.
Lamento as paixões exacerbadas quando elas ultrapassam os limites do razoável bem como aqueles que andam a mais no mundo de todos os desportos e que não olham a meios para atingir os fins, sejam eles de que equipa forem.
Hoje uns, amanhã outros. Venha quem atire a primeira pedra.
Parabéns Benfica!

7 de maio de 2010

Bilhetes para o Mundial 2010


1. Qual dos estudantes na fotografia parece mais cansado.
2. Onde estão os irmãos gémeos?
3. Onde estão as irmãs gémeas?
4. Quantas mulheres existem na fotografia?
5. Qual das pessoas é o professor?
6.Qual dos alunos está mais contente?
Acho que vou ficar em casa!

4 de maio de 2010

Quarentonas!


Conversa entre 2 quarentonas...


- Conta-me...Como correu o teu encontro na outra noite?
- Horrível! Não sei o que se passou!
- Porquê?... Não te deu nem um beijo?
- Sim!!!...Beijou-me tão forte! E mordeu-me os lábios com tanta força que pensei que me ia saltar o implante de colagénio!... Depois começou a acariciar-me o cabelo e soltaram-se algumas extensões.
- Não me digas que terminou aí?
- Nãooo...!! Depois agarrou-me a cara entre as mãos, até que tive que lhe pedir para parar porque estava a espalhar o botox! Além disso, as minhas pestanas postiças ficaram coladas ao nariz dele.
- E não tentou mais nada?
- Sim...começou a fazer-me festas nas pernas. Tive que o travar porque me lembrei que não tinha tido tempo de fazer a depilação, e ao tentar pará-lo, saltaram-me duas unhas postiças. Depois deu-lhe um ataque de luxúria arrebatador e abraçou-me com tanta força que quase mudou a forma dos meus implantes de silicone.
- E depois o que aconteceu?
- Pôs-se a beber champanhe do meu sapato!
- Ai...que romântico!!!
- Romântico?...quase que morre ali mesmo!
- Porquê?
- Porque engoliu o corrector de joanetes e quase que sufocou!
- E depois, o que aconteceu?
- Acreditas que se foi embora???
- Cá para mim era maricas!...

Felizmente que as quarentonas que eu conheço têm tudo no sítio. Sorte a minha!

30 de abril de 2010

Raul Solnado? Não conheço!

Foram muitas as “estórias” que o Raul me segredou, mas hoje lembrei-me de contar uma, até porque foi a primeira que ele me contou, logo no dia que nos conhecemos.
O meu mundo gira muito em volta das Portas de Benfica e foi aí que ele me deliciou com esta “estória” que era mais ou menos assim:

Há muitos anos, talvez por volta de 1955, ele tinha um Mini e era um artista ainda muito pouco conhecido, apesar de julgar que toda a gente o conhecia (palavras dele). Então era habitual a malta do teatro, depois de terminado o espectáculo, lá por volta da uma da manhã, ir beber um copo ou petiscar qualquer coisa onde os ventos soprassem de feição.
Ora foi numa dessas noites que o Raul, ao volante do seu Mini foi para uma dessas patuscadas acompanhado pelos seus amigos, Humberto Madeira, José Viana e Amália Rodrigues. No banco de trás seguiam estes dois últimos.
Vindos do Parque Mayer, dirigiam-se para os lados de Belas e ao passar pelas Portas de Benfica, foram mandados parar por uma brigada da Polícia de Viação e Trânsito, que ali tinha um posto permanente.
Naquele tempo os agentes da Brigada de Trânsito eram uns verdadeiros algozes a vomitar prepotências. Multavam quando tinham razão e quando não tinham. Felizmente que hoje melhorou um pouco, mas multam na mesma.
Como não conhecesse bem o local, hesitou entre virar à esquerda, à direita ou ir em frente e isso terá despertado a curiosidade do agente que imediatamente o mandou parar. Do alto da sua cátedra o agente insinuou que o Raul teria feito uma manobra perigosa e como tal tinha de o multar. Como principiante que era, identificou-se tentou explicar ao agente que eram todos artistas e tinham acabado de fazer um espectáculo e iam petiscar a Belas, mas não conheciam muito bem o caminho, daí a hesitação e a possivel brusca mudança de direcção.

- Raul Solnado? Nunca ouvi falar!
O agente, impávido e distante, ignorava qualquer teia que o tentasse enlear.
Raul, quase a medo gaguejou que ele próprio era artista e aquela senhora do banco de trás era já a grande Amália.
O agente nem desviou o olhar. Cada vez mais sisudo e prepotente rabiscava a indesejada coima.
Num só golpe arranca a folha que acabara de escrever, entrega-lha e vira-lhe as costas deixando no entanto escapar um desabafo:
- Amália??? Está-me a dar fado mas já não vou em cantigas!!!
E naquela noite o jantar ficou mais caro!

Desculpa lá Raul, mas esta é daquelas que se podem contar!

27 de abril de 2010

SEXO - os seus segredos

“Estávamos loucos um pelo outro, aos beijos às cegas, já nus, quando, de repente, olhei para baixo e… ia morrendo.” Cristina pousa o copo de vinho rosé, esmaga o cigarro Marlboro no cinzeiro e quase se benze. “Ele é tããão giro. Alto, simpático, com pinta… nunca pensei que tivesse aquela pilinha. Olha, passou-me tudo. Até fiquei mal disposta.” Sim, o tamanho importa. Sobretudo quando se afasta vergonhosamente da média nacional, apurada num estudo de 2004 e citado pela sexóloga Marta Crawford no seu livro Sexo sem Tabus: entre os 13 e os 17 centímetros, com o ponto médio no 15, mais ou menos o tamanho de uma esferográfica. Pois aquele, diz a amargurada Cristina, parecia um lápis do IKEA… (daqueles muito pequeninos). Más notícias para o sexo masculino: as mulheres também comentam as suas aventuras sexuais. Um estudo americano, da Universidade da Pensilvânia, garante que elas falam mais sobre sexo do que eles. E conseguem recriar a cena com tanto realismo que a plateia nunca mais olha da mesma forma para os personagens. Eu, por exemplo, rezo todos os dias para não encontrar o dono do lápis do IKEA.

Ao desfazer o mito do nosso abnegado silêncio sobre os atributos e as performances deles, obrigamos não só os sexólogos a alterarem os manuais como os brincalhões a renovarem o stock de anedotas. Até agora, só havia piadas com homens gabarolas. Como aquela da ilha deserta e da Claudia Schiffer. Um barco naufraga numa ilha deserta e só sobrevivem dois passageiros. Um homem e Claudia Schiffer. Ao fim da primeira semana, os dois mal se falam, consumidos que estão pelo desespero e preocupados em arranjar alimentos; quinze dias depois, começam a procurar juntos sementes e frutos e, um mês mais tarde, já dormem juntos. A coisa corre bem durante várias semanas, até que o homem começa a ficar taciturno. Preocupada, a top model pergunta-lhe o que se passa, mas sem sucesso. Insiste e ele lá acaba por confessar que anda aborrecido, que não tem ninguém com quem conversar sobre a vida. Claudia propõe-se ajudá-lo e combinam um jogo. Vão fingir que ela é um velho comparsa com quem ele se cruza, por acaso, na praia. Partem de lados opostos do areal e, a meio do percurso, tropeçam um no outro. Eis o diálogo.

Ela: “Olá, estás bom? Há tanto tempo que não te via.” Ele: “Sim, é verdade. Eu estou bem e tu?”. Ela: “Estou óptimo. E então, o que é que tens feito?” Ele, visivelmente excitado: “É pá, sabes lá, tenho andado a dormir com a Claudia Schiffer…”.

Moral da história: metade do prazer do romance está em poder gabar-se dele. Dizem os psicólogos e os sexólogos que aqui reside a grande diferença entre homens e mulheres: eles contam as suas façanhas com o intuito de se afirmar; elas tendem a fazê-lo como forma de desabafo, para pedir conselhos ou comprovar que não estão sozinhas no barco. Mas quando a história acaba mal, ambos usam a mesma estratégia: a fuga. Semanas depois da noite fatídica, o rapaz do lápis IKEA continua a telefonar a Cristina com o pretexto de passar em sua casa para apanhar uma sweatshirt que lá ficou esquecida. Ela inventa mil e uma desculpas para evitar a visita. E ainda consegue brincar com o assunto. “A camisola é gira, mas não dá para usar. Ao contrário de uma certa coisa, esta é grande de mais para mim.”
Publicado na Revista Máxima 17/04/2010
Perante isto, o que é que um homem pode desejar?
- Apenas não ser um lápis do IKEA! Digo eu!

25 de abril de 2010

25 de Abril - e depois?

Num passado recente, muito se esperou que algum dia acontecesse um 25 de Abril. Poucos fizeram algo para esse dia chegasse, mas essa minoria teve uma força tentacular que se propagou às maiorias e incendiou os oprimidos. Só que …
O 25 de Abril que eu esperava não era aquele em que os ricos fossem menos ricos, mas sim aquele em que os pobres não fossem mais pobres. A história já demonstrou que quando um pobre chega a rico passa a proceder como um rico. Assim, quer queiramos quer não continuarão sempre a existir uns e outros.
O que mudou desde então? Muito pouco!
Chegou a liberdade que todos desejávamos, mas chegaram também a anarquia e a devassa que a própria liberdade permite, com atropelos de toda a espécie.
Que raio de revolução foi esta que oferece benesses e reformas paradisíacas aos próprios representantes do povo, enquanto o mais comum dos cidadãos vê cerceados os mais simples direitos? Onde estão as reformas de Abril? Onde está a justiça social? Onde está o direito à saúde?
Num país com pouco mais duma dezena de cidadãos temos sempre filas com duas dezenas. Nos hospitais, na Segurança Social, em todas as instituições públicas temos sempre à nossa espera um chorrilho de esgares mal dispostos, marimbando-se quase sempre para os problemas de terceiros.

A política cheira-me sempre à lei do mais forte, que é a mesma coisa que dizer, à lei de quem estiver no poder, seja ele qual regime for. É o salve-se quem puder, o compadrio, a corrupção.
Sem ter sido mentor de nada, naquela manhã de Abril eu estive lá quando me arrancaram da cama para documentar e perpetuar os momentos que Abril pariu.
A minha homenagem aos capitães de Abril e a todos os que me proporcionaram, entre outras coisas, poder estar hoje aqui a emitir a minha opinião. Mesmo com todos os defeitos, valeu a pena.
Mas, não é este o meu 25 de Abril!

23 de abril de 2010

As Escolhas do Seve - Prémio Nobel da Literatura

Para mim, depois de O MEMORIAL DO CONVENTO, este é o melhor romance de José Saramago.

O protagonista é Ricardo Reis, um dos heterónimos de Fernando Pessoa, que desembarca em Lisboa em 1936, vindo do Brasil, onde se havia refugiado por motivos políticos. Reis é médico e abre um consultório.
O ano de 1936 é o verdadeiro protagonista do livro, um ano onde ocorrem trágicos acontecimentos, num Portugal salazarista, uma Espanha que começa a ser devastada por uma terrível guerra civil. Somos espectadores e testemunhas destes acontecimentos, através da extraordinária capacidade de efabulação de Saramago, prendendo-nos e transportando-nos ao clima sombrio daquela época.
Esqueçam a televisão, ponham de lado as Play-stations e outro modismos que tornam as nossas gentes cada vez mais iguais a todos os inócuos e tolinhos deste triste mundo global, e leiam, e vejam como é bom viajar por outros mundos, por outras épocas, conhecer outras gentes, outras ideias e outras mentalidades, vale a pena.
Um livro extraordinário, com a soberba assinatura do grande escritor Universal que é José Saramago.

21 de abril de 2010

Mulheres - esse adorável enigma!

Às vezes – há alguém que pensa como eu!

Tratam-nos mal mas querem que as tratemos bem. Apaixonam-se por serial-killers e depois queixam-se de que nem um postalinho. Escrevem que se desunham. Fingem acreditar nas nossas mentiras desde que tenhamos graça a pregá-las. Aceitam-nos e toleram-nos porque se acham superiores. São superiores.
Não têm o gene da violência, embora seja melhor não as provocarmos. Perdoam facilmente mas nunca esquecem. Bebem cicuta ao pequeno almoço e destilam mel ao jantar. Têm uma capacidade de entrega que até dói. São óptimas mães até que os filhos fazem 10 anos, depois perdem o norte. Pelam-se por jogos eróticos, mas com o sexo já depende. Têm dias. Têm noites. Conseguem ser tão calculistas e maldosas como o homem, só que com muito mais nível. São corajosas e quando se lhes mete uma coisa na cabeça levam tudo à frente. Fazem-se de inocentes e (milagre!) por esse acto de vontade tornam-se mesmo inocentes.
Nunca perdem a capacidade de se deslumbrarem. Riem quando estão tristes, choram quando estão felizes. Não compreendem nada. Compreendem tudo. Sabem que o corpo é passageiro. Sabem que na viagem há que tratar bem o passageiro e que o amor é um bom fio condutor. Não são de confiança, mas até a mais infiel das mulheres é mais leal que o mais fiel dos homens. São tramadas. Comem-nos as papas na cabeça, mas depois levam-nos a colher à boca. A única coisa em nós, que é para elas um mistério, é a jantarada de amigos – elas quando jogam é para ganhar. E é tudo. Ah, não, há ainda mais uma coisa. Acreditam no amor com A grande mas, para nossa sorte, contentam-se com pouco.

Rui Zink (professor e escritor)

E eu acrescentava ainda. Detesto-as! Adoro-as!
Kim (estudante da vida)

18 de abril de 2010

Religiões e falsos profetas!



Sabendo bem que em cada cabeça há uma sentença, também é certo que em cada sentença haverá sempre uma lacuna nunca colmatada.
Há momentos que me questiono sobre os mistérios da fé. É que isto de cada um ter a sua fé tem que se lhe diga, apesar de todos terem direito à vida, aliás, à fé.
Nunca como hoje as religiões que por aí proliferam foram uma tão grande mentira. Hoje temos um inumerável rol de religiões, todas elas se julgando donas da verdade.
Não seria bem melhor cada um fazer aquilo que prega, em vez de tentar trazer para junto de si aqueles que porventura professem um outro culto? Será que o tempo dos cruzados e sarracenos que desbarataram quem não era por si, está a voltar?
Se olharmos para a história veremos que a exacerbada fé num qualquer Deus é também o expoente máximo da tirania e do ódio. As famílias afastam-se, os filhos evitam-se, os pais separam-se.
A desculpa é sempre a Bíblia, o Corão, a Tora e seus quejandos.
Afinal todas as igrejas são feitas pelos homens e estes não são mais que comuns mortais pecadores, sendo que uns são especializados em poligamia, outros em pedofilia e muitos outros ainda, em poder e mentira.
Todas as Igrejas foram, são e serão sempre, um antro onde os corações, verdadeiramente puros, não estão em maioria.
Qualquer cidadão do mundo, pode perfeitamente examinar a sua consciência no final de cada dia e tentar fazer melhor no dia seguinte, até à fase superior da perfeição, sem que o seu dorso se curve a todos os ídolos de pés de barro. No entanto é bem mais fácil bater no peito e invocar Aquele que julgamos ser Supremo.
Numa altura em que até os bancos vão à falência, chegou o Banco da Salvação. É lá que se pretende que se façam os próximos depósitos
, de almas e dinheiro, afinal aquilo que até o diabo procura.
Está tudo louco!
Eu pecador me confesso!
.

14 de abril de 2010

Herdade do Esporão - almoço azarado?


Como alguém me lembrou (o meu alentejano amigo XL) há o Alentejo dalguns Roquetes e o Alentejo dos alentejanos. Bem diferentes, um do outro.
Mas no Alentejo dos ricos também há pobrezas.
O meu almoço no restaurante da Herdade do Esporão, previamente encomendado, foi um verdadeiro descalabro. Uma ementa escrita num português meio confuso, dava a impressão de estarmos perante um verdadeiro acepipe. Passo a transcrevê-la.
- À Braz de Farinheira com Saladinha de Rebentos e Ervas, Puré de Tomate.
(veio uma pequenina porção de farinheira e ao lado um noz de ovo, nada mais)

- Açorda de Bacalhau com Ovo Escalfado e Queijo de Cabra
(veio apenas um ovo escalfado com água de coentros, sem queijo e sem bacalhau)

- Presa de Porco Ibérico Assada com Arroz Malandrinho de Amêijoas e Tomate
(veio carne assada com puré, sem arroz e sem amêijoas)

- Sericaia com Gelado de Canela e puré de Ameixas em Calda
(aqui apenas falhou a sericaia, que veio em formato pastel de nata, sem sabor)

Pensava eu numa grande almoçarada alentejana, já que o menu era sujestivo, mas assim não foi! Parecia um almoço afrancesado, servido no Tavares Rico. Nos restaurantes dos ricos serve-se sempre uma desenxabida amostra no prato, sempre enfeitada com uma folha de qualquer legume.
A sericaia mais parecia um bolo feito à pressa para vender na Praia da Cruz Quebrada. Não fora o maravilhoso Defesa 2008, rosé e tinto, e tudo teria sido um fracasso.
Ficou a vontade de lá não voltar e regressar às tasquinhas da minha paixão.
O Alentejo não é isto!

11 de abril de 2010

Alqueva - construiram-me, porra!

A Barragem vista do barco
Nunca a barragem tinha atingido a sua máxima cota

O Alqueva visto de Monsaraz

Quatro anos é o tempo que o vinho fica nestes barris

Zona de engarrafamento e rotulagem


O Alentejo é um espanto!
Escasseiam os espaços nus. A água jorra vida. O verde predomina.
Já foi tempo em que o Alentejo era quase e apenas, a exploração, a miséria e ... a estrada para o Algarve.
Esta descoberta de fim de semana, no desaguar do coração do Alqueva, deu-me a conhecer o novo Alentejo. O maior lago artificial da Europa fez renascer o Alentejo, quiçá Portugal.
Por tudo quanto é sítio o olhar perde-se, entrecortado por vinhas e olivais.
Numa visita à Herdade do Esporão, retive na memória alguns números que aqui relato.
A herdade abrange mil e oitocentos hectares, sendo que:
Centro e trinta hectares estão plantados com olival.
Quatrocentos e cinquenta, com vinhas.
São produzidos nove milhões de litros de vinho, anualmente.
As adegas, parecem abrigos nucleares.
A vindima é feita de duas formas diferentes; uma, mecânica, outra, manual.
A manual, toda a gente conhece, a outra é feita com uma máquina que, apenas numa manhã, apanha vinte toneladas de uva. Fantástico!

Um passeio de barco na barragem e uma visita à lindíssima Monsaraz, foram só o começo e o findar dum dia em que deixou de fazer sentido o canto do Zeca.
- Ó Alentejo queimado, ninguém se lembra de ti!

7 de abril de 2010

Prior de Trancoso

O homem está "chupado das carochas". Por que será?

"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da própria mãe teve dois filhos. Total: duzentos e noventa e nove filhos, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres".
[agora vem o melhor:]

"El-Rei D. João II perdoou-lhe a morte e mandou-o pôr em liberdade aos dezassete dias do mês de Março de 1487, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo, e guardar no Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo".

SENTENÇA PROFERIDA EM 1487 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO·
(Autos arquivados na Torre do Tombo, Armário 5, Maço7)


4 de abril de 2010

Massacre


A revolta tem muitos nomes. A ternura, mais ainda. Uma lágrima por marfim. Uma flor por um gigante

1 de abril de 2010

Os meus amigos Pinto da Costa, Filipe Vieira e Bettencourt

Ontem tive um dia aziago.
Bem tentei que os meus arquiamigos Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira fizessem as pazes. Depois da entrevista à Sic, fui jantar com o Luis Filipe ao Gambrinus, na esperança de lhe conseguir explicar que não é só Deus que perdoa. O homem nem jantou. Confidenciou-me então que a única coisa que lhe apetecia era comer uma francesinha. Lá o acalmei e sugeri-lhe antes uma espetada de pinto ou pito, como dizem no norte. Mas não, ficava-se antes pela francesinha, que sei não conseguiu.
É que não faz sentido que os presidentes de dois grandes clubes portugueses não se falem e até se odeiem. Eu que não era sócio de nenhum clube, fiz-me sócio do Porto, do Benfica e do Sporting, só para lhes mostrar o que é o verdadeiro espírito de equipa. Nem assim o consegui demover.
Mais tarde telefonei ao Jorge Nuno e respondeu-me ainda pior.
- Ó Kim, se és meu amigo não me fales desse tuneleiro! Já não vejo a luz ao fim do túnel!

Julgando poder contar com a ajuda do meu velho amigo sportinguista, Zé Betencourt, para que o abraço mortal destes dois pudesse acontecer, também este se conteve e aos autos disse nada.
Como não gostei da atitude de nenhum deles, não merecem que os seus gastos rostos aqui figurem.
Depois disto, apenas um abraço ao desaparecido PANTAS, que hoje faz anos
Há dias que um homem não pode ter amigos!

28 de março de 2010

Coragem


Trata-se do presidente do Irão e duma anónima, que deixou de o ser.
E a vida fica presa por um fio ... e por horas.
Coragem, é isto!

26 de março de 2010

As escolhas do Seve - O tigre branco

O Tigre Branco é uma publicação de 2008 e é um dos livros mais corajosos e inteligentes da última década. O autor, indiano radicado nos EUA, descreve o percurso de vida de Balram, um jovem indiano, pobre nascido entre os mais pobres. No entanto, Balram desde cedo revela a inteligência e a ambição que o levarão a galgar os degraus do sucesso até se tornar um empresário de sucesso na “nova” Índia.
O livro está escrito em forma de cartas ao primeiro-ministro chinês, reforçando desde o início o paralelismo entre as duas grandes potências emergentes no novo quadro geo-político e económico mundial.
Vale a pena ler a Índia aqui descrita, a mais inacreditável injustiça social e um autêntico reinado de corrupção.

Uma sociedade apodrecida pela ganância que vai acentuando as diferenças entre aquilo que o autor considera serem as “duas Índias”: a da Escuridão, onde os pobre se digladiam por uma sobrevivência precária e a da Luz, onde a ganância domina a vida de uma classe capitalista sem escrúpulos.
As antigas tradições daquela velha Índia, daquele mundo encantador de Deuses que convivem em paz e harmonia com os homens, parecem ter desaparecido. No espírito do autor, todo esse misticismo não passa de folclore para mostrar aos ocidentais.

24 de março de 2010

Sabedoria chinesa


Ser homem é fácil. Ser um homem é difícil.

Podes ser inteligente toda a vida e estúpido num instante

Quem faz de burro não se deve admirar se os outros lhe montarem em cima

A água entornada é difícil de apanhar

É mais fácil desviar um rio que mudar um carácter

Se não quiseres que se saiba, mais vale o não fazer

Um amigo é uma estrada. Um inimigo é um muro

Precisamos de dois anos para aprender a falar e toda a vida para aprender a nos calarmos

Um amigo é um irmão que a natureza nos deu

Saber da nossa ignorância é a melhor parte da nossa sabedoria

Ontem, hoje e amanhã, são os três dias do homem

Os corações mais próximos não são os que se tocam

Quando um homem está louco por uma mulher, só ela o pode curar dessa loucura

Aquele que faz uma pergunta pode ser estúpido cinco minutos. O que não a faz, sê-lo-á toda a vida

A porta mais bem fechada é a que se pode deixar aberta

21 de março de 2010

Os Bravos (?) da Companhia






A lacrimejante manhã augurava um dia difícil. Muitos anos depois duma tropa a sério eis que chegou o dia que reavivou memórias e forças já esquecidas. Para se ter a coragem de fazer, é preciso ter medo. Sem medo não há coragem.
Sabendo que a ração de combate me esperava, banqueteei-me com um divinal pequeno almoço. Sumo de tangerina, ovos, cogumelos, presunto e fruta de Alá, davam-me em força o que não podia faltar em coragem.
À chegada à Base Aérea de S. Jacinto, revivi o espectáculo “dejá vu” dos filmes americanos.

Acabaram de chegar ao inferno. Para lá desta porta, nada mais será como dantes … blá, blá, blá, - lá ia pragejando o Coronel Medina de Sousa.
Toda a manhã foi de preparação com pequenos exercícios físicos e de ordem unida.
Foi giro de ver. Era um grupo coeso, num misto de gente jovem, velhos barrigudos e lindíssimas mulheres de tomates. Adorei a coragem das mulheres, não os tomates.
Julgávamos fazer parte do programa, um salto de pára-quedas. Assim não foi. O mais parecido com isso foi um salto da torre que serve de preparação para o decisivo salto.
Não deixa de ser uma sensação de queda do vazio em que de repente se é estancado da queda, abraçados que estamos em correias e fivelas por tudo quanto é sítio. Depois é só deslizar por ali abaixo, suspensos num cabo por uma roldana.
O médico e os paramédicos presentes asseguravam, como asseguraram, os pequenos acidentes que sempre acontecem nestas coisas.
Rapel, slide, escalada, paliçada e obstáculos, emolduravam o resto do programa.

A chuva e as condições da aventura, impediram melhor suporte visual
Era já noite quando os Bravos da Companhia deixaram para trás, dúvidas e temores.
No dia seguinte, antes do regresso, passeei-me pela Veneza do Norte, na companhia dos meus amigos Estrelinha do Norte e David, que me foram visitar. Uns carapauzinhos fritos com arroz de tomate (estávamos em maré de tomates) regados com Tapada de Coelheiros, colmataram todas as rações de combate.
Às vezes - sonhar é possível!
Às vezes - o sonho acontece!

20 de março de 2010

Parabéns XL

Meu querido XL

Hoje tenho pena de não estar contigo. Mas estarei, em pensamento.
O aniversário dum amigo como tu, de quem tanto gosto, é certamente motivante para eu estar presente. Mas assim não foi. E assim não será para a próxima, que espero haver.
É que, aceitei um desafio para, hoje e amanhã, fazer parte dum grupo de pseudo militares que vão viver um fim de semana diferente, com várias experiências do foro militar.
Assim, hoje, às nove horas da manhã, na Base Aérea de S. Jacinto, em Aveiro, estarei a vestir uma indumentária bem diferente da normal.
Não sei bem o que me espera, apenas que nos céus do moliço estará o meu olhar, vendo a terra lá do alto num gesto que sempre sonhei, saltando de pára-quedas.
Às vezes, tenho a mania que sou um jovem. Outras, que sou um louco. Outras ainda, que adoro desafiar o incerto.
Se eu viver para o contar, irei lembrar este dia, dos teus anos, como a mais fascinante experiência da minha vida.
Aqui fica o abraço que hoje te não posso dar.
Parabéns amigo!

19 de março de 2010

Dia do Pai

Ao meu pai, que na sua inexorável caminhada da decadência vai tropeçando em tudo o que já não entende.
Ao meu pai, que já não conhece a cor da manhã.
Ao meu pai, que já só persegue o lamento.
Ao meu pai, que já não reconheço.
Ao meu pai, que me mostra como serei amanhã.
Um beijo tão grande como se ele me lesse algum dia


P.S.
Júlio Amaro, a tua filha Margarida, pediu-me para, aqui, te mandar um grande beijinho, certa de que as ondas da blogosfera chegarão mais depressa junto de ti

16 de março de 2010

Ilhas Maurício - Notas soltas

Eu e o meu companheiro de viagem, o meu filhote Gonçalo, à volta das belezas naturais da ilha, que eu julgava serem verdes.

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As Ilhas Maurício, foram descobertas pelos portugueses no ano de 1500. Nunca Portugal se interessou por estas ilhas e acabariam por ser, primeiro os holandeses, depois os franceses e mais tarde os ingleses, a colonizá-las.
As Ilhas Maurício, a que costumamos chamar Maurícias, ficam situadas no Oceano Indico, tendo, a Oeste - Madagáscar, a Norte - a Índia, a Este - a Austrália, e a Sul – a Antárctida.
A capital, Port Louis, é uma mescla de linhas arquitectónicas colonialistas e modernas, mas bem simpática, por acaso.
A população é maioritariamente hindu, já que a Índia fica bem perto.
Aqui habitou uma ave quase mitológica. Os portugueses, chamaram-lhe DOIDO. Depois com o passar de várias gerações, o nome foi sendo adulterado e acabou por ficar Dodo. Era uma ave tão lenta e que se aproximava dos homens de tal forma, que era facilmente capturada. Daí até à sua extinção, passou pouco mais duma centena de anos.
Dizem os ornitólogos que o dito Dodo se extinguiu em 1681. É hoje o símbolo da Ilha Maurício.
Na capital, no Jardim Botânico descobri algumas curiosidades.
A árvore Kananga Odorata, dá a flor que fornece a base ao tão famoso perfume Chanel nº 5.
Ao lado encontrei uma outra árvore que dá origem ao Vic Vaporub.
Apanhei uma folha, esfreguei-a na mão, cheirei e confirmei que ali estava o “fármaco” que tantas vezes utilizei em criança.
Estas descobertas, apesar de parecerem insignificantes dão-me imenso gozo conhecer.
As duas únicas fontes de receita da ilha, são a cana do açúcar e o turismo.
A temperatura da água do mar costuma rondar os 28 graus no verão e 22 no inverno.
A esta ilha chegam ciclones, de dez em dez anos, mais ou menos.
Parece que me safei desta!
Já passou a bonança. Já fiz uns filmezitos. Já bebi uns pirolitos. Já descobri a Ilha da Fantasia!

11 de março de 2010

Júlio Amaro - Aniversário

Farias hoje 79 anos. Parabéns amigo!
Aqui transcrevo as tuas recordações.

Transportado à minha meninice quero contar um episódio da minha vida.
Estava este rei exilado em Portugal e vivia num palacete, no seu exílio dourado, que ficava mesmo defronte à casa dos meus pais, num quarto andar, o último dum prédio na Av João Crisóstomo em Lisboa. A casa tinha uma saleta com uma varanda que dava para a rua onde eu passava os meus tempos de miúdo a apanhar sol e a ver passar as pessoas. Em frente, nos jardins do palacete vivia um rei. O Rei Karol da Roménia que apanhava sol como eu e que de repente se começou a meter comigo e a cumprimentar-me. No seu português mascavado começou a trocar saudações comigo e eu trocava saudações com o rei. O meu pai era um republicano convicto e detestava qualquer situação que se aproximasse de qualquer monarca ou de qualquer monarquia.

Como éramos vizinhos, ele espreitava por uma fresta da janela para que o rei não o visse e divertia-se, deliciado com os trocadilhos que fazíamos. Eu, um miúdo a falar com um rei, que apesar de estar no exílio sempre era um rei.
No entanto, a sua alma de republicano convicto fazia com que me aflorassem momentos, não de provocação mas de picardia.
Ele tinha a tentação de se meter com o Rei Karol, então um dia, disse-me assim:
- Ó Júlio, pergunta lá ao rei onde é que ele deixou a coroa!
Eu cá de cima falava com o rei sempre aos berros, pois era a única forma de me ouvir, perguntei-lhe:
- Ó rei, onde é que tens a coroa?
O rei deu uma gargalhada, chamou o mordomo e disse-lhe qualquer coisa. O mordomo saiu, atravessou a rua, bateu à porta de minha casa e diz aos meus pais:
- Sua Majestade o Rei Karol da Roménia, convida o Júlio a ir dar um passeio a ir dar um passeio com ele.
O meu pai ficou embevecido, a minha mãe, ternurenta, disseram logo que sim e passados uns dias o Júlio, pequenote, sete anos de idade, foi com sapatos de verniz, comprados especialmente para a efeméride, uma camisa branca de folhos e calções curtos de veludo preto, passear com o rei.
Ainda hoje, deslumbrado, recordo o maravilhoso passeio num grande carro branco.

Quantos Reis Karóis, de quantas Roménias, passaram pelas vidas das pessoas?
Este é um passeio à minha meninice, ao meu passado.

In Recordações do Júlio Amaro

8 de março de 2010

Cá longe ...


Paris – 9 h da manhã = 3 graus!
Como sou um bocado “baldas” vim logo desde Lisboa “vestido à verão”.
Claro que rapei um bocadito de friagem, mas o que é isso para quem tem o sol à sua espera?
Depois … foram onze horas de vôo e um nunca mais acabar de visitas a países que ficavam 11 mil metros abaixo do meu olhar.
Vinte e quatro horas depois de ter saído de Lisboa, cheguei finalmente. Valeu a pena? Veremos depois!
À chegada esperavam-me 30 graus. À partida espera-me a alegria que sempre tenho, do regresso.
Para já, extingue-se o olhar no horizonte que não vislumbra quaisquer centimetros de ondulação.

Hoje – Dia da mulher
Vou beber um copo:
às mulheres da minha vida
àquelas que não amei
e a todas as mulheres do mundo

Sem mulheres, o mundo não seria o mesmo, os problemas seriam diferentes!

4 de março de 2010

Até já!

Vou procurar a bonan(ç)a
Fazer uns filmezitos


Beber uns pirolitos

Na Ilha da Fantasia

... mas, lá do Índico, não deixarei de dar notícias e publicar fotos.

Ao meu pequeno núcleo de amigos e visitantes, até já!

Às vezes -fim de semana! Às vezes - doze dias!

3 de março de 2010

O médico do Júlio César e da Maria

Também vou mudar para este médico, mas é provável que a agenda dele esteja cheia até 2015!


Dr. Paulo Ubiratan, de Porto Alegre, RS, em entrevista a uma TV local, foi questionado sobre vários conselhos que sempre nos são dados...

Pergunta: Exercícios cardiovasculares prolongam a vida, é verdade?
Resposta: O seu coração foi feito para bater por uma quantidade de vezes e só... não desperdice essas batidas em exercícios. Tudo gasta-se eventualmente. Acelerar seu coração não vai fazer você viver mais: isso é como dizer que você pode prolongar a vida do seu carro dirigindo mais depressa. Quer viver mais? Tire uma soneca !!!

P: Devo cortar a carne vermelha e comer mais frutas e vegetais?
R: Você precisa entender a logística da eficiência... .O que a vaca come? Feno e milho. O que é isso? Vegetal. Então um bife nada mais é do que um mecanismo eficiente de colocar vegetais no seu sistema. Precisa de grãos? Coma frango.

P: Devo reduzir o consumo de álcool?
R: De jeito nenhum. Vinho é feito de fruta. Brandy é um vinho destilado, o que significa que, eles tiram a água da fruta de modo que vc tire maior proveito dela. Cerveja também é feita de grãos. Pode entornar!

P: Quais são as vantagens de um programa regular de exercícios?
R: Minha filosofia é: Se não tem dor...tá bom!

P: Frituras são prejudiciais?
R: VOCÊ NÃO ESTÁ ME ESCUTANDO!!! ... Hoje em dia a comida é frita em óleo vegetal. Na verdade ficam impregnadas de óleo vegetal. Como pode mais vegetal ser prejudicial para você?

P: Flexões ajudam a reduzir a gordura?
R: Absolutamente não! Exercitar um músculo faz apenas com que ele aumente de tamanho.

P: Chocolate faz mal?
R: Tá maluco? !!!! Cacau!!!! Outro vegetal!! É uma comida boa pra se ficar feliz !!!
E lembre-se: A vida não deve ser uma viagem para o túmulo, com a intenção de chegar lá são e salvo, com um corpo atraente e bem preservado. Melhor enfiar o pé na jaca - Cerveja em uma mão - tira gosto na outra - muito sexo e um corpo completamente gasto, totalmente usado, gritando: VALEU !!! QUE VIAGEM!!!

P S.:

SE CAMINHAR FOSSE SAUDÁVEL O CARTEIRO SERIA IMORTAL...!

BALEIA NADA O DIA INTEIRO, SÓ COME PEIXE, SÓ BEBE ÁGUA E É GORDA....!

LEMBRANDO:

COELHO CORRE, PULA E VIVE 15 ANOS, TARTARUGA NÃO CORRE NÃO FAZ NADA E VIVE 450 ANOS


Tô dentro!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

1 de março de 2010

GPS simplificado




Sou um adepto incondicional das novas tecnologias.
Gosto de comprar todas as "porcarias" que aparecem. Às vezes, valeu a pena. Outras, apanho uma "encavadela", como costuma dizer alguém que eu conheço.
Sendo assim, e se não vier a ficar defraudado com a novidade, está-se mesmo a ver qual será a minha próxima aquisição.