30 de julho de 2010

Anedota - para quem sabe o que quer

Marcelina era uma daquelas moças feias.
Tão feia que até doía olhar de frente.
Tão desengonçada que nunca tinha conseguido arranjar um namorado.
Foi pedir auxílio a uma vidente:
- Minha filha! - disse a vidente. Nesta vida você não vai ser muito feliz no amor... Mas na próxima encarnação, você será uma mulher muito cobiçada e todos os homens se arrastarão a seus pés...
Marcelina saiu de lá muito feliz e, ao passar por um viaduto, pensou:
- 'Quanto mais cedo eu morrer, mais cedo começará a minha outra vida! '
E decidiu atirar-se lá de cima do viaduto na mesma hora. Mas, por uma dessas incríveis coincidências, Marcelina não morreu...
Marcelina caiu de costas em cima de um camião carregado de bananas, perdendo então os sentidos...
Assim que se recuperou, ainda atordoada e sem enxergar direito, nem saber onde estava, começou a apalpar à sua volta e sentindo as bananas, murmurou com um sorriso nos lábios...
- 'Senhores, por favor ! Um de cada vez...!!!

27 de julho de 2010

Anedota para ateus

Uma senhora chega ao confessionário e diz ao padre:

- Padre, tenho um problema!

- Diz-me minha filha, o que te apoquenta?

- Tenho dois papagaios fêmea, muito bonitas, mas a única coisa que sabem dizer é "Olá, somos putas. Querem divertir-se um bocado?"

Diz o padre:

- Oh minha filha, isso está muito mal, realmente. Mas acho que tenho a solução para o teu problema. Também eu tenho dois papagaios machos aos quais ensinei a ler a Bíblia e a rezar. Vais trazer os teus animais que juntamos na mesma gaiola com os meus. Aprenderão a rezar, a ler a Bíblia e decerto deixarão de dizer asneiras e disparates.

No dia seguinte a senhora chega com os pássaros e repara que os do padre estão concentradíssimos a rezar o terço. Quando colocam as fêmeas na gaiola estas não esperam e como de costume:

- Olá, somos putas. Querem divertir-se um bocado?"

Um dos papagaios do padre pára de rezar e diz para o outro:

- Irmão, guarda o terço, Deus ouviu as nossas orações! Chegaram as gajas !!!!!!!!

26 de julho de 2010

Benfica - a cor do equipamento

Cedo me habituei a ver, vermelho o vermelho, verde o verde, azul o azul. Tarde percebi que nem sempre assim é.
Entretanto os tempos mudaram e as exigências comerciais deixam de fora todos os sentimentalismos que qualquer paixão clubística possa exigir.
Não conheço os meandros em que são feitos os acordos entre as marcas desportivas e os clubes, apenas sei que me não agradam
Desde sempre até há poucos anos atrás, quando assistia a um jogo do meu Benfica era para ver a minha equipa vestida de “encarnado”. Mas hoje, ela pode aparecer vestida com qualquer outra cor que até nem lembra ao diabo. Que raio de Benfica é este que joga de amarelo e com uma mancha de azul no ombro? Tanto quanto julgo saber, o equipamento alternativo é apenas para usar contra equipas que também utilizem a mesma cor, ou seja o vermelho. Ora não é isto o que tem acontecido. Ainda a época não começou e já vi o Benfica jogar contra equipas que nem uma nódoa de “encarnado” tinham no equipamento e nem por isso utilizaram o equipamento principal.
Não é que eu seja muito conservador nem supersticioso, mas até parece que outra cor que não a original, dá azar.
E também sei que já foi tempo em que só as camisolas já ganhavam os jogos, mas hoje não é isso que espero.
Além disso ainda não vi qualquer mancha vermelha nos equipamentos do Sporting e do Porto, portanto seria de bom tom abolir definitivamente qualquer resquício colorido que possa haver entre clubes.
Também estes eternos rivais têm seguido o mesmo caminho mas aí já me estou marimbando, porque se der azar isso não me incomoda.
Quero o Benfica à Benfica!

22 de julho de 2010

Parabéns mãe!

Mãe!

A ti que gostavas de fazer anos, aqui deixo os segredos que sempre te murmurei.

Mói-me a saudade da tua presença. Corrói-me o tempo que não te dei. Dói-me a ruga enorme que me deixaste no coração.
Sei que fui sempre o teu menino e indulto-te pela preferência que tinhas por mim em detrimento das minhas irmãs. Dizias que amavas os filhos por igual, mas eu sentia-te de modo diferente e só o maior dos cegos o não veria. Os teus pequenos gestos que pareciam não ter relevância eram afinal do tamanho que só o amor de mãe lhes consegue dar. Sem preço, sem condições, sem nada em troca.
Não consigo não falar contigo e ontem, num dos momentos lúcidos do pai, falámos muito de ti e voltei a lembrar a dimensão que tiveste nas nossas vidas. Tinhas razão quando pressagiavas a tua partida breve, sem nada o fazer prever e faltou-me a noite para te dizer adeus.
Ficaste a força que eu preciso, o sonho que eu sonhei!
Ficaste o pó que eu serei um dia, e choro-te porque me alivias a alma.
Mãe - como é bom falar de ti!

20 de julho de 2010

Circular pela direita?

As leis são para cumprir mas ...
Sem querer armar-me em contestatário deparo-me por vezes com algumas dúvidas acerca de coisas de “lana caprina” mas para as quais não encontro explicação.
Já ouvi várias vezes por parte das autoridades de trânsito falar da obrigatoriedade de circular nas auto-estradas pela faixa da direita. Não é que tal facto não me pareça plausível, mas não me parece razoável, enquanto eu não entender.
Também não sou propriamente um Fitipaldi mas nas auto estradas raramente circulo a menos de 120 quilómetros por hora. A minha velocidade preferida situa-se entre os 120 e os 140. Sei bem que ultrapasso um pouco o limite, mas também sei que esta é a tolerância anunciada. Já o mesmo não se passa com alguns automobilistas, que circulam a 90-100, o que eu respeito, por isso são esses que podem circular pela direita.
Gostava que alguém me explicasse o porquê desta lei.
É para que de minuto a minuto mudemos para a faixa do meio para ultrapassar o veículo que circula lentamente à nossa frente? E depois voltamos à faixa da direita? E depois voltamos a ultrapassar? Sinceramente não entendo!
Quando apenas existem duas faixas de rodagem ainda entendo, mas o mesmo já não acontece quando existem três, como é o caso da A1, da A2 e mais algumas.
Então passamos a ter a faixa da direita para os que circulam devagar. Depois a faixa do meio para os que pretendem ultrapassar e depois a faixa da esquerda para ultrapassar os que estão a ultrapassar. Então isto não é perigoso?
Passamos então a ter uma faixa para circular e duas para ultrapassar.
Vai ser um corrupio de ultrapassagens e acidentes!
Pode ser que me esteja a escapar qualquer pormenor mas não entendo.
E quando entender tal quimérica lei, estarei na linha da frente dos cumpridores da mesma.
Entretanto vou ficar numa de prevaricador, até que o bom senso impere e a carteira aguente as multas que vão chegar.
Sinceramente!

17 de julho de 2010

Vai uma cunha?

Empresário: Bom dia Sr. Eng., há quanto tempo ??!!!
Ministro: Olha, olha, está tudo bem?!
Empresário: Eh pá, mais ou menos. Tenho o meu filho desempregado e tu
é que eras homem para me desenrascar o miúdo.
Ministro: E que habilitações tem ele?!
Empresário: Tem o 12.º completo.
Ministro: O que sabe ele fazer?!
Empresário: Nada! Sabe ir para a discoteca e deitar-se às tantas da manhã!
Ministro: Posso arranjar-lhe um lugar como Assessor. Fica a ganhar
cerca de 4000 euros, agrada-te?!
Empresário: Isso é muito dinheiro. Com a cabeça que ele tem, era uma
desgraça. Não arranjas algo com um ordenado mais baixo?!
Ministro: Sim, um lugar de Secretário; já só ganha 3000 euros !...
Empresário: Ainda é muito dinheiro! Não tens nada por volta dos 1200 euros ???
Ministro: Eh pá, isso não. Para esse ordenado tem de ser Licenciado,
falar Inglês , dominar Informática e tem de ir a concurso!!!...

14 de julho de 2010

11 de julho de 2010

DITOS sérios, ditos a brincar!

- De que adianta ser uma GATA quando se ama um CÃO que só quer GALINHAS?....
- Se ainda não encontraste a pessoa certa, diverte-te com a errada!!!
- Melancia grande e mulher muito bonita, ninguém come sózinho.
- O duro não é carregar o peso dos cornos, o duro é sustentar a vaca, ou boi.
- As mulheres são como as moedas: ou são caras ou são coroas.
- As nuvens são como os chefes... quando desaparecem, o dia fica lindo!!!
- Para quê levar a vida a sério, se nós nascemos de um gozo?!!
- Os cornos são como a lotaria, quando menos se espera, somos contemplados.
- O melhor negócio do mundo é abrir um bordel, se falir, ainda se pode comer o stock.
- Não chames honesto a quem nunca teve a oportunidade de roubar.
- Os homens são como os vinhos: a idade azeda os maus e apura os bons.

8 de julho de 2010

Sporting vende fruta

Sporting vendeu 61 kg de maçã com bicho ao FC Porto

Já havia a maçã reineta, a golden, a bravo de esmolfe e a pink lady. Agora temos a maçã Moutinho. Sporting vendeu-a "podre" ao FC Porto por 11 milhões de euros. Genial.
Se houvesse dúvidas sobre a capacidade de gestão do presidente do Sporting, José Eduardo Bettencourt, elas desfizeram-se com a venda de Moutinho ao FC Porto. Só um homem com um profundo conhecimento da economia e do funcionamento dos mercados é que consegue vender uma "maçã podre" por onze milhões de euros.
Isto para não falar no sinal que passa não só ao restante plantel do Sporting como a todos os que seguem o futebol. Porque se o que está podre vale onze milhões imaginem quanto é que não valem os restantes jogadores do clube, ainda verdinhos, sem bichezas e por apanhar. O Sporting tem portanto um dos pomares mais promissores do mundo do futebol.
Neste momento já deve haver uma guerra no balneário do Sporting para saber quem é que é a pêra, o ananás, o melão, o banana e as uvas da equipa. Bettencourt com esta coisa da fruta conseguiu vitaminizar e de que forma o plantel leonino.
Curiosamente, o Sporting consegue valorizar a fruta e vendê-la a um clube que segundo alguns normalmente distribui a fruta, ou seja, não é habitualmente comprador deste tipo de alimento. Apenas consumidor e distribuidor. Este negócio vem desta forma desfazer o mito de que Pinto da Costa é quem tem fruta para dar e vender. Porque a ser verdade este mito o presidente portista jamais iria comprar fruta a Alvalade por onze milhões de euros. Muito menos estando ela com caruncho.
É reconhecida a mestria do presidente do F.C Porto no que toca aos negócios. Pelo que é estranha a facilidade com que foi levado neste negócio de maçã Moutinho. É o que dá comprar sem experimentar. Eu provo sempre uma uvita antes de meter o quilo no cesto das compras. O presidente Jorge Nuno no que toca a fruta também deve estar habituado a provar antes de pagar. Mas desta vez confiou e agora está com 61 kg de fruta estragada no balneário do Dragão.
Bettencourt vai mais longe e já depois de finalizada a venda veio dizer que a fruta estava afinal bichada. Ou seja, ele não só se livrou de um activo que estava com bicho e passível de contaminar todo o pomar e ainda a horta do Miguel Veloso e do Djaló no Facebook, como ainda o vendeu a um dos eternos rivais por onze milhões de euros.
Colocou desta forma em risco o balneário do F.C. Porto, que por esta hora já deve estar a ser devidamente sulfatado para prevenir moléstias na restante fruta. Não deve haver muitos dirigentes no futebol mundial com esta visão agrícola do futebol.
Genial. Bettencourt Forever.
Genial, digo eu!
Tiago Mesquita in ( http://www.expresso.pt/)

6 de julho de 2010

Hawaiianas???



A má qualidade e o calor que se instalou originam este espectáculo!
Os pés são o suporte de todo o corpo, logo ...
Felizmente não são os meus pés e não uso este tipo de chinelo.
Hawaiianas? Pés para que vos quero!!!

2 de julho de 2010

As escolhas do Seve - O homem duplicado

Admito que Saramago não seja um escritor de leitura fácil (tal como era polémico, mas acreditem a polémica é das situações que mais contribuem para o progresso do homem e da humanidade) mas é um escritor soberbo (com ou sem vírgulas…...), ele é um artista das palavras, tal como CR7 é um artista da bola, como o nosso António Silva era um comediante impagável, como o nosso António Villaret era um declamador notável, como o nosso Kim é um artista da amizade, como, afinal o nosso JC é efectivamente um belíssimo actor.
Creio, contudo, que este não será um Saramago difícil, não será talvez o seu melhor livro, mas mesmo assim uma óptima leitura com um final surpreendente, em que as últimas páginas me deixaram acordado até altas horas da madrugada.
Leiam e digam-me depois se as letras portuguesas (e consequentemente a nação) não devem muito a este notável Português.

28 de junho de 2010

Lula da Silva - a desilusão dos brasileiros?

Li recentemente que o filho do Presidente Lula, do Brasil, terá adquirido uma propriedade por 47 milhões de reais (15 milhões de Euros aprox). Antes do seu pai chegar ao poder Fábio Lula da Silva era monitor no Jardim Zoológico. Donde surgiu esta fortuna enorme?
O ser humano não tem limites. No bem e no mal.
Pode nascer-se num berço de oiro, acompanhado dum séquito de mordomias e morrer-se numa estrumeira, abandonado e só. E pode nascer-se num palmo de terra, caído das entranhas mater e morrer-se sufocado em bafio de riqueza e fausto. Pelo meio há os outros, que nascem ricos e ricos morrem e que nascem pobres e pobres morrem.
O ponto de vista de ambas as situações tem a ver com o lado da barricada em que ambos se encontram. Os malquistos carregam consigo o ódio e a inveja dos que a ventura ou esperteza saloia bafejou com a riqueza. Os benquistos anseiam por aumentar as suas fortunas, quase sempre esquecendo os que nada têm.
Tenho sempre enorme admiração por aqueles que em nome do povo ecoam o grito da revolta e dão o corpo às balas. O que não entendo é que quando os mesmos são colocados no pedestal do poder, nada mais é como dantes. Nem me atrevo a pensar quantos presidentes existirão no mundo inteiro que tendo chegado ao poder com uma mão à frente e outra atrás, não tivessem de lá saído vergados ao peso da riqueza. O mesmo acontece com os que por lá se mantêm ad aeternum ou até que outro revolucionário os deponha.
Lula da Silva era um metalo-revoltado defensor dos pobres. O que é hoje? Protector dos oprimidos, admirador do seu umbigo ou acérrimo defensor de armas nucleares? Os piores detentores do poder são os que já foram revolucionários. Os piores ricos são os que já foram pobres. Assim foi com Ceausescu, Bokassa, Sadam Hussein, Idi Amin, Pol Pot e tantos outros. Sendo certo que os tempos mudaram e Lula não parece um tirano não é menos certo que o poder vem acompanhado da corrupção, da indiferença e da riqueza fácil.
Não conheço a realidade do Brasil, sei apenas que, ao que parece, Lula transformou-se num polvo gigante, tal o tamanho dos seus tentáculos.
A rico não devas e a pobre não prometas!

23 de junho de 2010

Júlio Gomes - o toureiro, o amigo!

Andava eu pungido num dia que nunca chegava quando entre “chocas e capotes” ouvi um nome que me era familiar – o Director da Corrida - Júlio Gomes,
Aconteceu na passada semana, no Campo Pequeno. A corrida de touros que ali acontecia era presidida pelo meu amigo Júlio. Perplexo por tão inusitada realidade desviei o olhar, os sentidos e a ânsia, para o aparelho de TV que à minha frente costuma debitar o que se passa no mundo mas do qual só retenho o que as minhas paixões desejam. De resto o “maldito” computador absorve-me uma boa parte do dia, da tarde e da noite, umas vezes porque tal faz parte do quotidiano, outras porque a evasão mental nos leva para mundos bem diferentes.
Mas vem isto a propósito de finalmente haver descoberto onde parava este amigo desaparecido do meio onde vivemos a nossa infância, na Amadora.
Só alguns “rapazes” da minha idade se poderão, eventualmente, lembrar do toureiro Júlio Gomes O Júlio foi um toureiro de renome internacional, sem no entanto ter atingido o seu fastígio em Portugal. Radicou-se na Colômbia e passou a tourear na América Latina, onde após o abandono das lides se dedicou à criação de cavalos.
Passaram entretanto muitos anos e nunca mais ouvimos dele falar.
Bastas vezes tenho comentado com o meu habitual grupo de amigos o quanto desejaria voltar a encontrá-lo e tê-lo no nosso Almoço Anual.
Pode ser que agora que descoberto está, a pesquisa e a cognição farão o resto.
Esta foi a foto possível, tirada directamente ao ecrã e, claro que o Júlio é o galã de cabelos brancos e casaco da mesma cor.
Meu caro Júlio, em breve te faremos um "pega de caras" e de abraços, "porque tudo o mais são tretas".

19 de junho de 2010

José Saramago - meu amigo?

O meu filho Luís telefonou-me e à laia de segredo em primeira mão, diz-me apenas – morreu o teu amigo!
Saramago não era meu amigo, nem me quereria conhecer. Era apenas um grande escritor.
Seria uma falsidade minha vir agora aqui fazer a apologia duma pessoa que ainda há pouco tempo critiquei. É que depois das pessoas morrerem o seu estatuto eleva-se e passam todas a ser sensacionais. Não será o caso de Saramago já que este era mesmo sensacional, apesar dos defeitos que lhe sentia, mas perdoem-me os seus fãs por tal ensaio de cegueira.
Saramago conseguiu surpreender-me com a sua explicação do porquê de não acreditar em Deus, da mesma forma que me surpreendeu com a ironia da calúnia contra O mesmo.
Ora isto não tem nada a ver com a sua inegável qualidade literária nem com o merecer do reconhecimento público da grande figura que foi enquanto escritor, (o maior, depois de Camões, segundo o meu amigo Seve). Pessoalmente até penso que Saramago é mais conhecido no estrangeiro do que Camões e terá certamente contribuido mais para a divulgação da lingua lusa do que este.
Agora o que eu não consigo é dissociar a pessoa em si, do escritor, mas também não quero ter a veleidade de julgar uma pessoa que não conheço, só porque o seu ar sisudo me empurra para outros campos que não os da pessoa lúcida que eu julgo ser, suficientemente capaz de destrinçar onde começa a cultura e onde acaba o cidadão.
Já dele ouvi dizer, que era uma pessoa extremamente afável e simpática, como também já ouvi, em tempos não muito distantes, alguns impropérios e diatribes, que o momento não aconselha a enumerar pelo respeito que a sua memória merece.
Às vezes dou comigo a pensar na máxima que me tem seguido ao longo da vida - "os grandes amores começam pelo ódio." Não que alguma vez tenha odiado José Saramago, pois nunca odiei ninguém, mas que não me caiu no goto, lá isso não, logo, certamente estará no rol dos meus futuros grandes amores.
Maradona também foi o maior jogador do mundo e ficava-se por aí. Apenas isso, o que não é nada.
Nenhuma cultura ou erudição fazem dum homem aquilo que ele não é. Nenhuma sapiência se sobrepõe à grandeza humana, por isso fica-me o resto dos meus dias para descobrir o seu lado cinzento, enquanto homem.
Não posso criticar uma pessoa sobre a qual quase nada sei, que me perdoem os que dele assim não pensam, mas não seria coerente comigo mesmo se agora que a personalidade física desapareceu, viesse engalanar a coluna dos que o vão exaltar.
A este gigante que das intermitências da morte se libertou, deixo um recado.
- Deixa lá Zé! Apenas me vou lembrar da tua grandeza literária e esquecer as coisas mesquinhas com que esta efémera passagem terrena nos vai consumindo.

18 de junho de 2010

Parabéns Gonçalo

Juno, Deusa das mulheres, do parto e do casamento na mitologia romana, deu origem ao nome do mês de Junho, tão fértil em aniversários de gentes próximas de mim.
Pois bem, o meu filhote (para mim será sempre filhote) celebra trinta e um aniversários. Parece que foi ontem que ele, sem ainda saber falar, imitava o roncar da sua motociclista paixão.
Depois, cresceu e continuou um puto muito fixe, de quem toda a gente gosta. Alguém lhe chamou um dia "Bonçalo", de tão bom que era (e ainda é). Fico muito feliz por ele e por mim.
Em Março passado, tendo-me acompanhado numa viagem, tirei-lhe esta foto no quarto do hotel, depois dum banho retemperador. É, dos meus filhos, aquele que mais gosto de fotografar, porque nunca refila nem diz não.
Parabéns filhote! Não te digo palavras de amor porque tu sabes onde elas se escondem!

16 de junho de 2010

Parabéns Júlio!

Avé César! Parabéns Júlio!
Para ti que tens vivido a vida no seu expoente máximo, aqui deixo um abraço meu e daqueles que não estando perto também o gostariam de fazer.
Um aniversário é sempre aquilo que a gente quiser e eu sei que tu queres muitos ... se forem como até então.
A vida é um espectáculo e tu tem-la usufruido com todos os sentidos, mesmo quando a ribalta não é tão iluminada. Admiro-te também por isso.
Um grande abraço e cá te espero para a sardinhada que ambos desejamos!


















13 de junho de 2010

Cabeça do fémur!

Passaram dois anos!
Precisamente no dia 13 de Junho de 2008, dia de Santo António, às 9 h da manhã entrei na sala de operações do Hospital Fernando Fonseca – Amadora.
Uma estúpida queda duma altura de cinco metros, ocorrido no dia 9 de Junho, originou a fractura da cabeça do fémur direito e do pulso esquerdo e ainda várias escoriações na cabeça e tórax.
Há momentos que a gente não esquece nunca e não é por ter sido um mau momento que dele se não deve falar.
Seis meses de recuperação deixam sempre as sequelas próprias do sinistro.
Para quem não está familiarizado com esta operação aqui deixo o registo desta peça que passou a fazer parte de mim.
Tal como disse o poeta; primeiro estranha-se, depois entranha-se.

10 de junho de 2010

Prahlad Jani - uma estória mal contada

Prahlad Jani tem 83 anos e está sob constante vigilância
(24h por dia), há já duas semanas consecutivas. Este Octogenário está a ser um grande desafio para os investigadores que não conseguem perceber como é que o asceta hindu sobrevive sem comer nem beber desde os seus oito anos de idade.

Desde que recebeu a bênção da deusa Amba Mata que diz passar-se de alimento e bebida, vivendo apenas de energia que recolhe do sol. Para os cientistas, a história é incongruente – estima-se que um homem, em geral, pode passar apenas alguns dias sem água (uma dezena no máximo) e, por exemplo, os grevistas de fome raramente conseguem exceder os 40 dias de jejum.

Entretanto, os médicos indianos debruçaram-se sobre o caso de Prahlad Jani, conhecido na Índia como Mataji, sob a égide da Organização de Investigação e de Desenvolvimento do Ministério da Defesa Indiano (DRDO). A equipa de investigação iniciou uma experiência
de 15 dias, em que o asceta foi filmado ininterruptamente durante 24 horas. Nesse período, não comeu, não bebeu, nem urinou ou defecou.

Entretanto, já 30 médicos o estão a seguir, no hospital de Ahmedabad e nenhuma alteração foi registada ao nível do seu metabolismo. Um dos neurologistas afirmou que Mataji possui uma capacidade de sobrevivência inexplicável ao nível fisiológico.

O DRDO espera mais resultados através de scanners, exames sanguíneos, medição da actividade cerebral e cardíaca – alguns elementos dos quais poderão tirar algumas conclusões, dentro de meses. Os médicos tentam perceber como é que se pode sobreviver sem alimento e bebida já que isso poderá ajudar para a resistência de militares e vítimas de catástrofes naturais.

Nota: Eu, que não sou nada céptico, não acredito em tal feito, até porque se isto fosse verídico não teria demorado 75 anos a ser do conhecimento do público e da medicina, mas ...

7 de junho de 2010

Homens - o que são?

Recebi isto vindo duma amiga. Discordo principalmente dos pontos 7, 8 e 9, mas esta é certamente a visão das mulheres e como tal, respeito-a!

1. Os homens são como as férias - não duram o suficiente.
2. Os homens são como as batatas - os novos só descascados e os velhos só a murro.
3. Os homens são como as bananas - quanto mais envelhecem mais moles ficam.
4. Os homens são como o tempo - não podes fazer nada para mudá-lo.
5. Os homens são como o café - os melhores são quentes, fortes e mantém-te acordada durante toda a noite.
6. Os homens são como o computador - difíceis de entender e constantemente sem memória.
7. Os homens são como a publicidade - jamais se pode acreditar numa palavra daquilo que eles dizem.
8. Os homens são como a conta no banco - sem dinheiro não geram interesse.
9. Os homens são como as pipocas - satisfazem, mas só um pouco.
10. Os homens são como um nevão - nunca sabes quando chega, quantos centímetros terá ou quanto tempo durará.
11. Os homens são como as fotocopiadoras - servem para a reprodução.
12. Os homens são como o estacionamento - todos os lugares bons estão ocupados, os outros são deficientes.

4 de junho de 2010

O Padre Zé Fernando

O Zé Fernando é um "gajo do caraças"!
Condenado há cinco anos a uma sentença de apenas mais quatro meses de vida, começou logo aí a lutar contra a doença da moda. É uma espécie de André Moa, com uma vintena de anos a menos.
O Zé Fernando segue à risca o que as medicinas, tradicionais e alternativas, lhe mandam já que a mente as deseja e os sentidos as aceitam.
Lutador de rija têmpera, o Zé Fernando é também um "motard" incorrigível e querido por todos, pois a batina e o cabeção que a sua condição de padre lhe conferem, são para usar noutro templo que não o do cidadão rebelde que desafia os ventos. No último fim de semana fez "Portugal de lés a lés" juntamente com um grupo de seiscentos "motards", sempre circulando por estradas secundárias e sem poder ultrapassar uma média de quarenta quilómetros/hora.

No seu sempre alegre sorriso nunca se denota um esgar de desânimo, um uivo de raiva, um gemido de dor. Bonacheirão e brincalhão, deixa em cada esquina um amigo. O Zé Fernando é o estereótipo do padre moderno, aquele que afinal veste a pele dum homem normal tão cheio de virtudes e defeitos.
De tempos a tempos vem a Portugal, onde o acompanhamento da sua doença se vai fazendo e aproveita para visitar o irmão e sacudir a saudade. É lá que a gente se encontra e devora comuns palmilhados caminhos.
Desde que lhe foi diagnosticada a doença passou a viver em Los Angeles, onde a esperança tem outro nome e onde tem um grupo de amigos que se juntou para ajudar a minorar o seu sofrimento e tentar debelar as metástases espalhadas nos pulmões.
Dizia-me ele há dias: - Como me sinto mais ou menos bem, a cada dia que acordo penso que ainda poderei ter mais quatro meses de vida, o que é muito bom!
Meu caro Zé Fernando, o teu calvário é um rio de esperança que corre para o lado da vida. Nele tentarei navegar ao sabor da brisa que vou enfrentando sabendo que chegará o dia em que estarei do outro lado da barricada e aí lembrar-me-ei de quão enome foi o teu querer, a tua garra, a tua esperança.
Podes calcorrear meio mundo, podes encurtar distâncias, qual luso Estrabão, podes adormecer nas Américas e acordar nas Beiras, mas é a força de que ti emana que eu desejo para mim.
Últimamente a vida tem-me dado exemplos de coragem como que pressagiando a lei natural das coisas. Com elas vou aprendendo e delas me vou finando.
O fastígio e a sublimação dos Deuses são aquilo que o homem quiser. Tu queres! Logo, os Deuses estarão contigo!

31 de maio de 2010

Carta errada


Às vezes ...

Querido!

Estou a escrever esta carta para dizer que te vou deixar para sempre.
Fui uma boa mulher para ti durante sete anos e não tenho nada a provar.
As duas últimas semanas foram um inferno, o teu chefe chamou-me para dizer que te tinhas demitido e isto foi a última gota.
Na semana passada, chegaste a casa e não notaste que eu tinha um novo penteado e tinha ido à manicura. Cozinhei a tua refeição preferida e até usei uma nova lingerie. Chegaste a casa, comeste em dois minutos e foste dormir depois de ver o jogo.
Não me dizes que me amas, nunca mais fizemos sexo.
Ou me estás a enganar ou já não me amas mais, seja qual for o caso, vou-te deixar.
A tua Ex-mulher

P.S - Se me quiseres encontrar, desiste. O teu IRMÃO e eu vamos viajar para as Bahamas e casar!

________________________________________________________
Querida ex-mulher.

Nada me fez mais feliz do que ler a tua carta. É verdade que estivemos casados durante sete anos, mas dizeres que foste uma boa mulher é exagerar.
Vejo futebol para tentar não te ouvir a resmungar a toda a hora.
Assim não valia a pena.
Realmente reparei que tinhas um novo penteado na semana passada, a primeira coisa que me veio à cabeça foi 'Pareces um homem!'. Mas a minha mãe sempre me disse para não dizer nada que não fosse bonito.
Quando cozinhaste a minha refeição preferida, deves ter confundido com a do MEU IRMÃO, porque deixei de comer porco há sete anos.
Fui dormir porque reparei que a lingerie ainda tinha a etiqueta do preço.
Rezei para que fosse uma coincidência o meu irmão ter-me pedido emprestado 50,00 EUR e a lingerie ter custado 49.99 EUR.
Depois de tudo disto, eu ainda te amava e senti que podíamos resolver os nossos problemas.
Assim quando descobri que eu tinha ganho o Euromilhões, deixei o meu emprego e comprei dois bilhetes de avião para a Jamaica. Mas quando cheguei a casa já tinhas ido.
Tudo acontece por alguma razão. Espero que tenhas a vida que sempre sonhaste.
O meu advogado disse-me que devido à carta que escreveste, não vais ter direito a nada. Portanto cuida-te.

Assinado:

Milionário e Solteiro

P.S. - Não sei se eu alguma vez te disse isto mas o Carlos, o meu irmão, nasceu Carla. Espero que isto não seja um problema.

27 de maio de 2010

Isenção do Serviço Militar


Exmº Senhor Ministro da Defesa

Venho deste modo explicar-lhe uma situação que tem vindo a ocorrer de maneira a poder obter um eventual apoio vindo de V. Exª.
Tenho vinte e quatro anos e fui esta semana chamado para ir para a tropa. Sou casado com uma viúva de quarenta e quatros anos, mãe duma jovem de vinte e cinco anos, da qual sou padrasto. O meu pai por sua vez casou-se com esta jovem.
Neste momento o meu pai passou a ser meu genro uma vez que se casou com a minha filha.
Deste modo a minha filha, ou chamemos-lhe enteada, passou a ser minha madrasta uma vez que é casada com o meu pai.
A minha esposa e eu tivémos no mês passado um filho. Este filho tornou-se irmão da mulher do meu pai, portanto o cunhado do meu pai. O que faz com que seja o meu tio, uma vez que é irmão da minha madrasta.
O meu filho é portanto o meu tio!!!
A mulher do meu pai teve no Natal um rapaz, que é ao mesmo tempo o meu irmão, uma vez que ele é filho do meu pai, mas meu neto por ser filho da minha enteada, filha da minha esposa.
Desta maneira, sou o irmão do meu neto!!!
E como o marido da mãe duma pessoa é o pai da mesma, verifiquei que sou pai de minha esposa e irmão do meu filho!!!
Resumindo: sou avô de mim mesmo!!!

Deste modo, Senhor Ministro, peço-lhe pacientemente que estude o meu caso, pois a lei não permite que, pai, filho e neto, sejam chamados à tropa na mesma altura.
Os meus cumprimentos

Assinado - avô, pai e filho

24 de maio de 2010

Gigantes - Nephilins


Algures na Grécia



Estas espectaculares fotos foram conseguidas numa recente descoberta arqueológica na Grécia. A descoberta totalmente inesperada é uma irrefutável prova da existência de Nephilins. Esta estranha palavra significa “os gigantes referidos nos tempos bíblicos” e é a raça à qual pertencia o gigante Golias contra quem David lutou.
Veja-se o incrível tamanho do seu crânio.
Génesis 6.4 – Haviam gigantes na terra naqueles tempo e ainda depois disso, quando os filhos de Deus se juntaram às filhas dos homens e suportaram as crianças.
... e aí vimos os gigantes, filhos de Anak, e nós parecíamos gafanhotos.

21 de maio de 2010

As escolhas do Seve - Mr Vertigo


Mr. Vertigo
Autor: Auster, Paul
Editora: Asa (Edições)
______________________________________
Género: Romance
Páginas: 299

Mr. Vertigo é a história, contada pelo próprio (com vírgulas e tudo……), de um ancião que faz o feed-back de toda a sua vida, desde os tempos em que usava voar até ao momento em que, já idoso, recorda todos os altos e baixos da sua vida, da vida da América.
Walt é o rapaz Prodígio que, conduzido pelo seu Mestre, Yehudi, aprende a voar e mostra que, afinal, isso é até coisa pouca para um ser humano. Após uma experiência dura de aprendizagem, ele torna-se o ídolo da América. Até à queda; e daí ao renascimento; até nova desgraça; e de novo o ressurgimento; até ao fim…Walt sonha e isso fá-lo voar. Mas só após o sofrimento; um imenso sofrimento que mestre Yehudi lhe apresenta como o preço da felicidade.
Walt, um indigente, pobre e renegado, vive e realiza o seu sonho com a ajuda de uma índia velha, um negro e um judeu húngaro (o mestre); os heróis são aqueles que surgem das minorias mais reprimidas, mais espezinhadas sobre quem tombou toda a gloriosa história da América. O desejo de voar é o desejo de redenção por parte dessa América assombrada pela história de violência e injustiça. A chacina dos Índios, a perseguição aos judeus e o ódio aos judeus são as manchas que ensombram a Liberdade. Aliás, é a própria Ku Klux Klan quem dá um dos maiores passos para a desgraça do Prodígio.
Um hino à amizade que Auster nos entoa. Com firmeza e sentimento; com a sua peculiar frieza narrativa mas sempre com aquele toque de humanidade que faz de Auster um dos expoentes máximos da literatura contemporânea.

20 de maio de 2010

Leonel Carvalho - a voz da razão!


Pois é Leonel! Este país outrora tão pacífico está à mercê do deixa andar e da incompetência. Os brandos costumes ainda imperam.
Paga-se o rendimento mínimo (?) a quem nunca trabalhou e rouba-se a quem laborou uma vida inteira.
- Nas prisões são distribuídas gratuitamente seringas por causa do HIV, mas é proibido consumir droga nas prisões.
- Na farmácia uma seringa custa 50 cêntimos. Para um tóxico dependente não custa nada.
Ainda não consegui entender como se fomentam certas questões em detrimento doutras.
Claro que isto é um assunto que daria pano para mangas, mas como alguém disse um dia “vocês sabem do que estou a falar”
Hoje, particularmente hoje, um grande abraço ao meu amigo Leonel!

16 de maio de 2010

Amadora antiga - Tertúlia


A quem possa interessar!
A Câmara Municipal da Amadora traz a lume recordações da Amadora antiga.
Uma mostra de fotos antigas e a realização de vários eventos, esperam-nos no mês de Maio.
A quem quiser participar ou apenas assistir a este corredor de saudade, aqui fica o CONVITE

13 de maio de 2010

Milagre em Portugal


Os impostos aumentaram!
Medidas necessárias … sempre à custa dos mesmos!
A altura é ótima para estas medidas.
O povo anda cego. O Benfica foi campeão e chegou o Papa, logo é a altura ideal para fustigar o povo, de mansinho.
E ainda há quem não acredite em milagres!
Sem palavras!

12 de maio de 2010

Portugal - onde fica?

Como é possível, nos dias de hoje e com tanta informação na Internet, alguém publicar um notícia destas?
Aconteceu no Brasil! Já não bastava sermos conhecidos numa boa parte do mundo, como uma província de ESPANHA!!!
Já não sei onde começa a realidade e acaba a ignorância.

9 de maio de 2010

BENFICA - campeão!


Não sou muito de manifestações efusivas, mas não fico insensível às pequenas alegrias com que alguns acontecimentos mundanos nos vão brindando, mas ...
Apenas para dizer que fiquei imensamente satisfeito com a vitória do meu Benfica, sem esquecer todos os adversários que, da minha parte, serão sempre merecedores do meu respeito e admiração.
Lamento as paixões exacerbadas quando elas ultrapassam os limites do razoável bem como aqueles que andam a mais no mundo de todos os desportos e que não olham a meios para atingir os fins, sejam eles de que equipa forem.
Hoje uns, amanhã outros. Venha quem atire a primeira pedra.
Parabéns Benfica!

7 de maio de 2010

Bilhetes para o Mundial 2010


1. Qual dos estudantes na fotografia parece mais cansado.
2. Onde estão os irmãos gémeos?
3. Onde estão as irmãs gémeas?
4. Quantas mulheres existem na fotografia?
5. Qual das pessoas é o professor?
6.Qual dos alunos está mais contente?
Acho que vou ficar em casa!

4 de maio de 2010

Quarentonas!


Conversa entre 2 quarentonas...


- Conta-me...Como correu o teu encontro na outra noite?
- Horrível! Não sei o que se passou!
- Porquê?... Não te deu nem um beijo?
- Sim!!!...Beijou-me tão forte! E mordeu-me os lábios com tanta força que pensei que me ia saltar o implante de colagénio!... Depois começou a acariciar-me o cabelo e soltaram-se algumas extensões.
- Não me digas que terminou aí?
- Nãooo...!! Depois agarrou-me a cara entre as mãos, até que tive que lhe pedir para parar porque estava a espalhar o botox! Além disso, as minhas pestanas postiças ficaram coladas ao nariz dele.
- E não tentou mais nada?
- Sim...começou a fazer-me festas nas pernas. Tive que o travar porque me lembrei que não tinha tido tempo de fazer a depilação, e ao tentar pará-lo, saltaram-me duas unhas postiças. Depois deu-lhe um ataque de luxúria arrebatador e abraçou-me com tanta força que quase mudou a forma dos meus implantes de silicone.
- E depois o que aconteceu?
- Pôs-se a beber champanhe do meu sapato!
- Ai...que romântico!!!
- Romântico?...quase que morre ali mesmo!
- Porquê?
- Porque engoliu o corrector de joanetes e quase que sufocou!
- E depois, o que aconteceu?
- Acreditas que se foi embora???
- Cá para mim era maricas!...

Felizmente que as quarentonas que eu conheço têm tudo no sítio. Sorte a minha!

30 de abril de 2010

Raul Solnado? Não conheço!

Foram muitas as “estórias” que o Raul me segredou, mas hoje lembrei-me de contar uma, até porque foi a primeira que ele me contou, logo no dia que nos conhecemos.
O meu mundo gira muito em volta das Portas de Benfica e foi aí que ele me deliciou com esta “estória” que era mais ou menos assim:

Há muitos anos, talvez por volta de 1955, ele tinha um Mini e era um artista ainda muito pouco conhecido, apesar de julgar que toda a gente o conhecia (palavras dele). Então era habitual a malta do teatro, depois de terminado o espectáculo, lá por volta da uma da manhã, ir beber um copo ou petiscar qualquer coisa onde os ventos soprassem de feição.
Ora foi numa dessas noites que o Raul, ao volante do seu Mini foi para uma dessas patuscadas acompanhado pelos seus amigos, Humberto Madeira, José Viana e Amália Rodrigues. No banco de trás seguiam estes dois últimos.
Vindos do Parque Mayer, dirigiam-se para os lados de Belas e ao passar pelas Portas de Benfica, foram mandados parar por uma brigada da Polícia de Viação e Trânsito, que ali tinha um posto permanente.
Naquele tempo os agentes da Brigada de Trânsito eram uns verdadeiros algozes a vomitar prepotências. Multavam quando tinham razão e quando não tinham. Felizmente que hoje melhorou um pouco, mas multam na mesma.
Como não conhecesse bem o local, hesitou entre virar à esquerda, à direita ou ir em frente e isso terá despertado a curiosidade do agente que imediatamente o mandou parar. Do alto da sua cátedra o agente insinuou que o Raul teria feito uma manobra perigosa e como tal tinha de o multar. Como principiante que era, identificou-se tentou explicar ao agente que eram todos artistas e tinham acabado de fazer um espectáculo e iam petiscar a Belas, mas não conheciam muito bem o caminho, daí a hesitação e a possivel brusca mudança de direcção.

- Raul Solnado? Nunca ouvi falar!
O agente, impávido e distante, ignorava qualquer teia que o tentasse enlear.
Raul, quase a medo gaguejou que ele próprio era artista e aquela senhora do banco de trás era já a grande Amália.
O agente nem desviou o olhar. Cada vez mais sisudo e prepotente rabiscava a indesejada coima.
Num só golpe arranca a folha que acabara de escrever, entrega-lha e vira-lhe as costas deixando no entanto escapar um desabafo:
- Amália??? Está-me a dar fado mas já não vou em cantigas!!!
E naquela noite o jantar ficou mais caro!

Desculpa lá Raul, mas esta é daquelas que se podem contar!

27 de abril de 2010

SEXO - os seus segredos

“Estávamos loucos um pelo outro, aos beijos às cegas, já nus, quando, de repente, olhei para baixo e… ia morrendo.” Cristina pousa o copo de vinho rosé, esmaga o cigarro Marlboro no cinzeiro e quase se benze. “Ele é tããão giro. Alto, simpático, com pinta… nunca pensei que tivesse aquela pilinha. Olha, passou-me tudo. Até fiquei mal disposta.” Sim, o tamanho importa. Sobretudo quando se afasta vergonhosamente da média nacional, apurada num estudo de 2004 e citado pela sexóloga Marta Crawford no seu livro Sexo sem Tabus: entre os 13 e os 17 centímetros, com o ponto médio no 15, mais ou menos o tamanho de uma esferográfica. Pois aquele, diz a amargurada Cristina, parecia um lápis do IKEA… (daqueles muito pequeninos). Más notícias para o sexo masculino: as mulheres também comentam as suas aventuras sexuais. Um estudo americano, da Universidade da Pensilvânia, garante que elas falam mais sobre sexo do que eles. E conseguem recriar a cena com tanto realismo que a plateia nunca mais olha da mesma forma para os personagens. Eu, por exemplo, rezo todos os dias para não encontrar o dono do lápis do IKEA.

Ao desfazer o mito do nosso abnegado silêncio sobre os atributos e as performances deles, obrigamos não só os sexólogos a alterarem os manuais como os brincalhões a renovarem o stock de anedotas. Até agora, só havia piadas com homens gabarolas. Como aquela da ilha deserta e da Claudia Schiffer. Um barco naufraga numa ilha deserta e só sobrevivem dois passageiros. Um homem e Claudia Schiffer. Ao fim da primeira semana, os dois mal se falam, consumidos que estão pelo desespero e preocupados em arranjar alimentos; quinze dias depois, começam a procurar juntos sementes e frutos e, um mês mais tarde, já dormem juntos. A coisa corre bem durante várias semanas, até que o homem começa a ficar taciturno. Preocupada, a top model pergunta-lhe o que se passa, mas sem sucesso. Insiste e ele lá acaba por confessar que anda aborrecido, que não tem ninguém com quem conversar sobre a vida. Claudia propõe-se ajudá-lo e combinam um jogo. Vão fingir que ela é um velho comparsa com quem ele se cruza, por acaso, na praia. Partem de lados opostos do areal e, a meio do percurso, tropeçam um no outro. Eis o diálogo.

Ela: “Olá, estás bom? Há tanto tempo que não te via.” Ele: “Sim, é verdade. Eu estou bem e tu?”. Ela: “Estou óptimo. E então, o que é que tens feito?” Ele, visivelmente excitado: “É pá, sabes lá, tenho andado a dormir com a Claudia Schiffer…”.

Moral da história: metade do prazer do romance está em poder gabar-se dele. Dizem os psicólogos e os sexólogos que aqui reside a grande diferença entre homens e mulheres: eles contam as suas façanhas com o intuito de se afirmar; elas tendem a fazê-lo como forma de desabafo, para pedir conselhos ou comprovar que não estão sozinhas no barco. Mas quando a história acaba mal, ambos usam a mesma estratégia: a fuga. Semanas depois da noite fatídica, o rapaz do lápis IKEA continua a telefonar a Cristina com o pretexto de passar em sua casa para apanhar uma sweatshirt que lá ficou esquecida. Ela inventa mil e uma desculpas para evitar a visita. E ainda consegue brincar com o assunto. “A camisola é gira, mas não dá para usar. Ao contrário de uma certa coisa, esta é grande de mais para mim.”
Publicado na Revista Máxima 17/04/2010
Perante isto, o que é que um homem pode desejar?
- Apenas não ser um lápis do IKEA! Digo eu!

25 de abril de 2010

25 de Abril - e depois?

Num passado recente, muito se esperou que algum dia acontecesse um 25 de Abril. Poucos fizeram algo para esse dia chegasse, mas essa minoria teve uma força tentacular que se propagou às maiorias e incendiou os oprimidos. Só que …
O 25 de Abril que eu esperava não era aquele em que os ricos fossem menos ricos, mas sim aquele em que os pobres não fossem mais pobres. A história já demonstrou que quando um pobre chega a rico passa a proceder como um rico. Assim, quer queiramos quer não continuarão sempre a existir uns e outros.
O que mudou desde então? Muito pouco!
Chegou a liberdade que todos desejávamos, mas chegaram também a anarquia e a devassa que a própria liberdade permite, com atropelos de toda a espécie.
Que raio de revolução foi esta que oferece benesses e reformas paradisíacas aos próprios representantes do povo, enquanto o mais comum dos cidadãos vê cerceados os mais simples direitos? Onde estão as reformas de Abril? Onde está a justiça social? Onde está o direito à saúde?
Num país com pouco mais duma dezena de cidadãos temos sempre filas com duas dezenas. Nos hospitais, na Segurança Social, em todas as instituições públicas temos sempre à nossa espera um chorrilho de esgares mal dispostos, marimbando-se quase sempre para os problemas de terceiros.

A política cheira-me sempre à lei do mais forte, que é a mesma coisa que dizer, à lei de quem estiver no poder, seja ele qual regime for. É o salve-se quem puder, o compadrio, a corrupção.
Sem ter sido mentor de nada, naquela manhã de Abril eu estive lá quando me arrancaram da cama para documentar e perpetuar os momentos que Abril pariu.
A minha homenagem aos capitães de Abril e a todos os que me proporcionaram, entre outras coisas, poder estar hoje aqui a emitir a minha opinião. Mesmo com todos os defeitos, valeu a pena.
Mas, não é este o meu 25 de Abril!

23 de abril de 2010

As Escolhas do Seve - Prémio Nobel da Literatura

Para mim, depois de O MEMORIAL DO CONVENTO, este é o melhor romance de José Saramago.

O protagonista é Ricardo Reis, um dos heterónimos de Fernando Pessoa, que desembarca em Lisboa em 1936, vindo do Brasil, onde se havia refugiado por motivos políticos. Reis é médico e abre um consultório.
O ano de 1936 é o verdadeiro protagonista do livro, um ano onde ocorrem trágicos acontecimentos, num Portugal salazarista, uma Espanha que começa a ser devastada por uma terrível guerra civil. Somos espectadores e testemunhas destes acontecimentos, através da extraordinária capacidade de efabulação de Saramago, prendendo-nos e transportando-nos ao clima sombrio daquela época.
Esqueçam a televisão, ponham de lado as Play-stations e outro modismos que tornam as nossas gentes cada vez mais iguais a todos os inócuos e tolinhos deste triste mundo global, e leiam, e vejam como é bom viajar por outros mundos, por outras épocas, conhecer outras gentes, outras ideias e outras mentalidades, vale a pena.
Um livro extraordinário, com a soberba assinatura do grande escritor Universal que é José Saramago.

21 de abril de 2010

Mulheres - esse adorável enigma!

Às vezes – há alguém que pensa como eu!

Tratam-nos mal mas querem que as tratemos bem. Apaixonam-se por serial-killers e depois queixam-se de que nem um postalinho. Escrevem que se desunham. Fingem acreditar nas nossas mentiras desde que tenhamos graça a pregá-las. Aceitam-nos e toleram-nos porque se acham superiores. São superiores.
Não têm o gene da violência, embora seja melhor não as provocarmos. Perdoam facilmente mas nunca esquecem. Bebem cicuta ao pequeno almoço e destilam mel ao jantar. Têm uma capacidade de entrega que até dói. São óptimas mães até que os filhos fazem 10 anos, depois perdem o norte. Pelam-se por jogos eróticos, mas com o sexo já depende. Têm dias. Têm noites. Conseguem ser tão calculistas e maldosas como o homem, só que com muito mais nível. São corajosas e quando se lhes mete uma coisa na cabeça levam tudo à frente. Fazem-se de inocentes e (milagre!) por esse acto de vontade tornam-se mesmo inocentes.
Nunca perdem a capacidade de se deslumbrarem. Riem quando estão tristes, choram quando estão felizes. Não compreendem nada. Compreendem tudo. Sabem que o corpo é passageiro. Sabem que na viagem há que tratar bem o passageiro e que o amor é um bom fio condutor. Não são de confiança, mas até a mais infiel das mulheres é mais leal que o mais fiel dos homens. São tramadas. Comem-nos as papas na cabeça, mas depois levam-nos a colher à boca. A única coisa em nós, que é para elas um mistério, é a jantarada de amigos – elas quando jogam é para ganhar. E é tudo. Ah, não, há ainda mais uma coisa. Acreditam no amor com A grande mas, para nossa sorte, contentam-se com pouco.

Rui Zink (professor e escritor)

E eu acrescentava ainda. Detesto-as! Adoro-as!
Kim (estudante da vida)

18 de abril de 2010

Religiões e falsos profetas!



Sabendo bem que em cada cabeça há uma sentença, também é certo que em cada sentença haverá sempre uma lacuna nunca colmatada.
Há momentos que me questiono sobre os mistérios da fé. É que isto de cada um ter a sua fé tem que se lhe diga, apesar de todos terem direito à vida, aliás, à fé.
Nunca como hoje as religiões que por aí proliferam foram uma tão grande mentira. Hoje temos um inumerável rol de religiões, todas elas se julgando donas da verdade.
Não seria bem melhor cada um fazer aquilo que prega, em vez de tentar trazer para junto de si aqueles que porventura professem um outro culto? Será que o tempo dos cruzados e sarracenos que desbarataram quem não era por si, está a voltar?
Se olharmos para a história veremos que a exacerbada fé num qualquer Deus é também o expoente máximo da tirania e do ódio. As famílias afastam-se, os filhos evitam-se, os pais separam-se.
A desculpa é sempre a Bíblia, o Corão, a Tora e seus quejandos.
Afinal todas as igrejas são feitas pelos homens e estes não são mais que comuns mortais pecadores, sendo que uns são especializados em poligamia, outros em pedofilia e muitos outros ainda, em poder e mentira.
Todas as Igrejas foram, são e serão sempre, um antro onde os corações, verdadeiramente puros, não estão em maioria.
Qualquer cidadão do mundo, pode perfeitamente examinar a sua consciência no final de cada dia e tentar fazer melhor no dia seguinte, até à fase superior da perfeição, sem que o seu dorso se curve a todos os ídolos de pés de barro. No entanto é bem mais fácil bater no peito e invocar Aquele que julgamos ser Supremo.
Numa altura em que até os bancos vão à falência, chegou o Banco da Salvação. É lá que se pretende que se façam os próximos depósitos
, de almas e dinheiro, afinal aquilo que até o diabo procura.
Está tudo louco!
Eu pecador me confesso!
.

14 de abril de 2010

Herdade do Esporão - almoço azarado?


Como alguém me lembrou (o meu alentejano amigo XL) há o Alentejo dalguns Roquetes e o Alentejo dos alentejanos. Bem diferentes, um do outro.
Mas no Alentejo dos ricos também há pobrezas.
O meu almoço no restaurante da Herdade do Esporão, previamente encomendado, foi um verdadeiro descalabro. Uma ementa escrita num português meio confuso, dava a impressão de estarmos perante um verdadeiro acepipe. Passo a transcrevê-la.
- À Braz de Farinheira com Saladinha de Rebentos e Ervas, Puré de Tomate.
(veio uma pequenina porção de farinheira e ao lado um noz de ovo, nada mais)

- Açorda de Bacalhau com Ovo Escalfado e Queijo de Cabra
(veio apenas um ovo escalfado com água de coentros, sem queijo e sem bacalhau)

- Presa de Porco Ibérico Assada com Arroz Malandrinho de Amêijoas e Tomate
(veio carne assada com puré, sem arroz e sem amêijoas)

- Sericaia com Gelado de Canela e puré de Ameixas em Calda
(aqui apenas falhou a sericaia, que veio em formato pastel de nata, sem sabor)

Pensava eu numa grande almoçarada alentejana, já que o menu era sujestivo, mas assim não foi! Parecia um almoço afrancesado, servido no Tavares Rico. Nos restaurantes dos ricos serve-se sempre uma desenxabida amostra no prato, sempre enfeitada com uma folha de qualquer legume.
A sericaia mais parecia um bolo feito à pressa para vender na Praia da Cruz Quebrada. Não fora o maravilhoso Defesa 2008, rosé e tinto, e tudo teria sido um fracasso.
Ficou a vontade de lá não voltar e regressar às tasquinhas da minha paixão.
O Alentejo não é isto!

11 de abril de 2010

Alqueva - construiram-me, porra!

A Barragem vista do barco
Nunca a barragem tinha atingido a sua máxima cota

O Alqueva visto de Monsaraz

Quatro anos é o tempo que o vinho fica nestes barris

Zona de engarrafamento e rotulagem


O Alentejo é um espanto!
Escasseiam os espaços nus. A água jorra vida. O verde predomina.
Já foi tempo em que o Alentejo era quase e apenas, a exploração, a miséria e ... a estrada para o Algarve.
Esta descoberta de fim de semana, no desaguar do coração do Alqueva, deu-me a conhecer o novo Alentejo. O maior lago artificial da Europa fez renascer o Alentejo, quiçá Portugal.
Por tudo quanto é sítio o olhar perde-se, entrecortado por vinhas e olivais.
Numa visita à Herdade do Esporão, retive na memória alguns números que aqui relato.
A herdade abrange mil e oitocentos hectares, sendo que:
Centro e trinta hectares estão plantados com olival.
Quatrocentos e cinquenta, com vinhas.
São produzidos nove milhões de litros de vinho, anualmente.
As adegas, parecem abrigos nucleares.
A vindima é feita de duas formas diferentes; uma, mecânica, outra, manual.
A manual, toda a gente conhece, a outra é feita com uma máquina que, apenas numa manhã, apanha vinte toneladas de uva. Fantástico!

Um passeio de barco na barragem e uma visita à lindíssima Monsaraz, foram só o começo e o findar dum dia em que deixou de fazer sentido o canto do Zeca.
- Ó Alentejo queimado, ninguém se lembra de ti!