13 de setembro de 2009

A minha (?) poltrona

A minha paixão por pedras é por demais sabida. E quando nelas não tropeço, tropeçam elas em mim.
E também adoro feiras, com conta, peso e medida. Nada de exageros, mas gosto. Sempre que me cheira que existe um feira por perto, lá estou eu. Há dias, na Feira de S. Mateus, em Viseu, descobri esta preciosidade. Qual peça única a clamar por mim, nela me sentei e ali fiquei uma hora, hesitando se a havia de comprar ou não.

Só eu sei o quão me aguçava o apetite ali me sentar nas horas de lazer, lendo um livro, repousando, blogando, ou simplesmente sentido fluir em mim as energias que as pedras me vão transmitindo.
O seu peso monetário era uma ínfima parte do bruto. Três mil e quinhentos quilos de rocha haviam sido esculpidos por mãos habilidosas e sensíveis, transformando o vazio dum calhau numa confortabilíssima poltrona.
Certamente estaria agora a escrever este artigo, nela sentado, onde talvez um dia um qualquer sarraceno versejou os seus amores ao coração duma moura encantada.
As coisas que as pedras me dizem!!!

22 comentários:

Zé do Cão disse...

Kim. Quando estamos velhotes, temos de nos sentar em poltronas mais macias.
Dá-nos cabo do assento. Mas que é gira é!..
U abraço

Paula Raposo disse...

O poder das pedras além de ser indefinível é infinito!! Fiquei com vontade de ter uma poltrona dessas...beijos.

Teté disse...

Vou ser sincera: não queria um calhau desses cá em casa, nem morta!

Primeiro, porque prefiro sofás e poltronas mais fofos e confortáveis; segundo, porque teria algum receio de que, com esse "peso-pesado", um dia me encontrar na sala do vizinho de baixo (ou pior, uma vez que vivo num 6º andar)!

Enfim, mas gostos são gostos e não se discutem... :)))

Beijocas, Kim!

ps - também gosto de pedras: mais maneirinhas, para ter em casa; maiores, para apreciar a sua beleza natural na paisagem!

Kim disse...

Zé do Cão - Nem fazes ideia como a poltrona era fofinha. Só sentando nela.
PAULA RAPOSO - E ficavas muito bem servida. As pedras inspiram as odes.
TÉTÉ - Isto não é nenhum calhau. Eu diria mesmo que é um acto de amor. Um sofá com três mil e quinhentos quilos não seria para colocar num andar, mas sim num jardim duma vivenda, à beira da tranquilidade das águas.

Parisiense disse...

Oh Kim tu e os calhaus....

Que ela é original sem duvida, mas não achas que é um pouco pesada????

Ainda ias ficar com pesadelos...hihihihi

Bisous mon ange.

carla mar disse...

fica perfeito na sala dos Flintstones :)

Beijo meu

Maria disse...

Kim:

Bonita é. Mas achas que será cómoda? Ouviste bem as histórias que contou? O que viu e ouviu ela?
Quantos amores terá abrigado, quantas lágrimas terá visto correr?
Ai a mania que nós temos das pedras! Como se chamará esta mania, mestre?
Lá está a Maria a fazer perguntas que não têm resposta.
Coitado do meu pai que se fartou de sofrer por causa desta mania que tenho de dar alma, memória e voz a tudo.
Beijinhos e, como diz o Zé, arranja uma poltrona mais macia.

Laura disse...

Ahhh, o zézito tirou-me a spalavras d aboca, ó Kim! sentar na pedra dura, onde algum mouro versejou para a amada? ah, isso é outra história... imagina que além de escrever, ainda se sentaram ali a dar vivas ao amor, amor livre, claro...alma aí, e onde punhas a pedra? cabia no elevador? meu, pedras sim, muitas, mas, mais pequenas, que caibam em casa...além de que, quandos e chaga a casa, morto de calor e de cansaço, sabe melhor uma poltrona macia... Beijinhos.

Laura disse...

Na sala dos Flintstones, ora pois, era o sofá ideal para o marido e pá Vilma dele, enfim, claro que só numa casa que num apartamento, ia tudo abaixo... ahhhhh..jinhos.

Je Vois la Vie en Vert disse...

Faz me lembrar que a expressão "água mole na pedra dura tanta bate até que fura". Um dia hás de ter este sofa na tua sala mas tenho pena de quem terá que o levantar para tirar o pó que estará por baixo.... :D

Beijinhos

Verdinha

P.s. O sofa não está na tua mala para o fim de semana, pois não ? Ouvi dizer que, tal como as madames (palavras da Parisiense no blog do Osvaldo)já está pronta há 15 dias...

Anónimo disse...

KIM!
AGORA TENHO MAIS UMA OPÇÃO PARA TE PRESENTIAR, OBJETOS FEITOS EM PEDRA.

DE PEDRA COMO É TUA AMIZADE.

SPUK

Anónimo disse...

Ainda bem que não compraste este mamarracho
Eu também gosto muito de pedras e em particular de Sopa da Pedra
Também há as que não gosto como a pedra no rim
Mas não há nada como uma boa pedra parideira

FR

“Junto à aldeia da Castanheira (freguesia de Albergaria da Serra- 146 habitantes), no limite sul do concelho, ocorre aquele que é, o mais conhecido fenómeno geológico da Arouca, as pedras parideiras. Trata-se de um pequeno (1000 x 600 m) afloramento de granito com abundantes nódulos discóides e biconvexos de biotite, que se libertam da rocha-mãe por termoclastia, acumulando-se no solo. Os nódulos, de 1 a 12 cm de diâmetro, tem a mesma composição mineralógica do granito, pois embora constituídos exteriormente apenas por biotite, possuem um núcleo de quartzo e feldspato potássico.”

http://geologia.aroucanet.com/index.php?option=com_content&task=view&id=19&Itemid=46

BLOGADOR disse...

Pois eu se tivesse jardim a condizer também gostaria de ter uma poltrona dessas, ou essa. Posso ter fraco gosto "poltronal", mas gostaria de a ter.
Abraço Kim.

antonior disse...

Formidável!...

Meu amigo, acho que tens razão, uma peça daquelas só pode ser confortável. A alma do utilizador encontra-lhe as almofadas necessárias.

Talvez seja a circunstância adequada para ler "Eu hei-de amar uma pedra" do Lobo Antunes. Não sei, não sugiro, porque nunca li. Acho interessante o título, mas aguardo por um banco de pedra, pelo menos, para realizar a satisfação da curiosidade.

Um grande abraço.

mariabesuga disse...

Pois Kim que bem ficaria esse "calhau" aqui no nosso sítio de viver.
É campo e muito espaço onde colocar uma peça dessas que concordo contigo, de calhau nada tem.
Quando à noite nos sentássemos nela a apreciar as estrelas e todo o céu, nas noites em que dá para isso, até a acharíamos fofa como também dizes que é.

A sério agrada-me, afigura-se-me confortável e não me importaria mesmo nada de a ter aqui.

Ah e também gosto muito muito de pedras. Aliás, gostamos nós dois, três que o piqueno também as recolhe por gosto e para guardar.

Beijinho a ti.

(Está quase o encontro em Tabuaço. Dias felizes por lá.)

mariabesuga disse...

Agora é só para deixar notificação de um selo/prémio que tenho para partilhar lá no meu blog e um calhou-te a ti porque o teu blog é viciante de facto. Eu acho.

http://mariabesuga-extras.blogspot.com/2009/09/selo-seu-blog-e-viciante.html

Criei aparte um espaço para estas coisas de selinhos prémios desafios e etc...as e tais. assim ficam aqui muito bem todos juntos e não interferem com a minha ordem das coisas lá no blogue principal.

Espero que aceites. Farás o que entenderes que muitas pessoas preferem não ligar mas está lá e é teu.

Beijinho Kim

Kim disse...

Meus Queridos!
É evidente que respeito todas as opiniões que aqui foram dadas acerca da comodidade ou não desta poltrona.
Apenas quero acrescentar que quase toda a gente pensou neste "sofá" como se ele fizesse parte duma mobilia de sala. Claro que não. É uma peça de jardim maravilhosa.
Estou a lembrar-me das vezes que me sentava numa simples lage de pedra que costuma haver em quase todas as casas beirãs e por ali ficava horas sentado, quer pela fresquidão que dele emanava, quer pela sensação agradável que proporcionava.
Quanto à dureza do mesmo nem se nota. Eu diria mesmo que o artesão terá tido o beneplácito dos Deuses.
Se eu não desejasse a cremação era sob uma destas pedras que eu desejaria repousar.

Laura disse...

Olha que dava jeito este fim de semana para nos sentarmos na Ana e Osvaldo, ahhhhh, acho que nem vamos ter tempo, vai ser sempre a andar..Beijinhos e prepara-te, vai ser um fim de semana e peras...laura

Zabour disse...

Eu também gosto muito de pedras, principalmente preciosas,rsrsrs...
Agora a sério, na Eslovénia fui a umas grutas maravilhosas, havias de gostar, cá fora tinham todo o tipo de pedras e objectos em pedra, coisas maravilhosas...
Eu só trouxe umas pulseiritas, mas houve quem trouxesse verdadeiros tesouros, e depois pagaram uma fortuna como excesso de peso no aeroporto, rsrsr...

beijinhos

Maria disse...

Kim:

Fiquei a imaginar-te em São Martinho, à sombra de um negrilho, com torgas à tua volta, tendo na mão um dos volumes da "Criação do Mundo". Não consegui ver qual era o volume. Já chegaste ao Brasil?
Tanto hei-de bater, que tu lês Torga à força.
Beijinho

paulo costa disse...

obrigado pelos elogios que que faz a obra que eu esculpi fico muito grato caso queira ver outras obras deminha autoria http://www.facebook.com/msn.pt#!/casadaspedras ou esculturcosta no google obrigado

paulo costa disse...

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