4 de novembro de 2008

Dinheiro fácil


Nesta altura em que o conturbado mundo naufraga em revoltosas águas financeiras, eis que os agiotas de dinheiro fácil acenam aos incautos.
É dos compêndios que esta é a melhor altura para atacar.
Os bolsos estão vazios e a necessidade esquece-se do elevado preço a pagar quando entra nestes esquemas. Nem sei como é possível este tipo de exploração autorizada, onde os juros cobrados são apenas a pedra que nos atam aos pés quando já olhamos o abismo.
Como eu gostaria de endireitar o mundo!

12 comentários:

Osvaldo disse...

Olá amigo Kim;
Como te compreendo nesta tua exposição sobre a situação económica actual...
O problema é saber onde começam e acabam os "agiotas". Eles estão por aí, como aves de rapina à espreita dos incautos cidadãos que em momentos de fraqueza e necessidade são mais fáceis de malear.
Infelismente os governos ainda continuam a dar apoio a Bancos com gestões duvidosas e a não defender o povo desses agiotas... que continuam a "encher a mula" nos seus Paraísos Fiscais.
Um abraço, caro amigo

Parisiense disse...

Tambem eu Kim, como eu gostaria que as pessoas deixassem de ser egoistas e fossem mais humanas, deixassem de pensar que o dinheiro é que comanda a vida e quando perdem o amor é que se apercebem do que perderam......

Enfim tambem eu queria contribuir para um mundo melhor....

Bisous.

Anónimo disse...

Kim:
A primeira coisa que, me chamou a atenção, foi a nota de quinhentos. Porquê? Por três razões: 1ª - Alves Reis. 2ª - Um velho espectáculo de Igrejas Caeiro, chamado "Os companheiros da Alegria", cuja cantiga terminava dizendo que: "Uma nota de 500, não se pode deitar fora". 3ª - 500 esc. são 2.50 euros.
Depois destas memórias e, pegando na última, cheguei à conclusão que hoje, uma nota de 500, não chega para nada, enquanto nesse tempo. era o ordenado de muito boa gente.
Quanto ao resto, estou, mais uma vez de acordo contigo. A facilidade com que se dá crédito, às vezes para coisas absulutamente dispensáveis, é assustadora. O hábito de comprar a crédito, tudo e mais alguma coisa, mete medo. As pessoas compram, porque a prestação é pequena, no mês seguinte, vem outra prestação, no próximo a terceira e, quando tomam consciência, reparam que no fim do mês, o ordenado não lhes chega para pagar todas as "pequenas" prestações acumuladas. Para resolver o problema, vão ao banco ou, metem-se numa dessas "beneméritas" instituições que, fazem reclames mais ou menos apelativos. Há uma que me dá volta ao estômago: "Junte todas as suas dívidas numa só. E as prestações? - Baixas, cada vez mais baixas". Isto é só um exemplo. O facilitismo que se criou, para adquirir bens de 1ª ou nenhuma facilidade é vergonhoso. E o pior, é que a maioria das pessoas já se habituou. Há coisas sem as quais eu vivi anos e, hoje são absulutamente indespensáveis.
O remédio? Quem me dera sabê-lo! Mas acho que a doença já se tornou tão grave, que não tem cura.
Maria2

carla mar disse...

" tudo ao molho e fé em Deus!"
vale mesmo tudo.
o pior é que a fé não é em Deus... é nos biliões que se evaporam á mesma velocidade com que chegam.
um dia... ainda, vou ver países serem vendidos em hasta pública :)
... já estou a imaginar, o nosso amigo Joe(Berardo) candidatar-se a uns quantos, para juntar á sua Bacalhoa...

beijo meu ;)

Verdinha disse...

Também eu gostaria de endireitar o mundo !
Também eu gostaria de me revoltar contra os donos dos bancos que enganaram os mais fracos.
Também gostaria de ensinar às pessoas que o consumo não traz felicidade.
Também eu gostaria de dizer muito mais mas não consigo ... porque tenho sempre comida na mesa, carro à porta, uma casa para me abrigar e há quem não tem nada por ter perdido tudo ou por nunca ter tido !

Beijinhos verdinhos

P.S. O teu Pai está bem ?

mariana disse...

Não me foi possível comunicar convosco no dia 1 de Novembro.Venho hoje dizer-vos,que é maravilhoso,alguém "ou seja todos vós"me acarinharem no vosso comentário. Obrigada a todos
Obrigada Kim. Que sempre sabes cuidar.

Cristina disse...

Si tout le monde pouvait partager un petit peu avec ceux qui ont besoin...et le tout sans grand discours...!
Bisous de bonne nuit, amigo.

Anónimo disse...

EU TAMBÉM QUERO CONTRIBUIR PARA ENDIREITAR O MUNDO
NÃO SE ENDIREITA NADA SEM COMPREENDER PORQUE ESTÁ TORTO


O capital actual existe apenas sobre a base de uma gigantesca massa de créditos, que alimentam tanto a compra dos meios de produção como o consumo dos produtos. Sem esses créditos, a produção desmoronar-se-ia de imediato.
O que há agora de novo, é que o nível de produtividade hoje alcançado reduz de tal forma a quantidade de trabalho vivo contido em cada mercadoria que, apesar da maior exploração dos operários ainda empregados, a produção de mais-valia diminui.
Ao mesmo tempo, esta baixa da massa salarial induzida pelo aumento do desemprego e pela pressão exercida pelo capital em crise para reduzir as receitas do trabalho não permite que a diminuição da mais-valia contida em cada mercadoria seja compensada pelo aumento da massa de mercadorias vendidas.
Surgem então as facilidades na concessão de crédito às famílias para tentar colmatar essa baixa. Desta forma, as empresas conseguem vender e fazer face às dívidas – as quais são transferidas para as famílias que compram a crédito. Em Inglaterra, por exemplo, a dívida das famílias tornou-se, a partir de 2005, superior à riqueza produzida (PIB). Este endividamento das famílias, que se generaliza por toda a parte, é evidentemente um expediente provisório, como mostra o crash hipotecário nos EUA ou em Espanha.
Dívidas das famílias, mais dívidas das empresas, mais dívidas dos Estados e administrações – representam no total de 3 a 5 vezes a riqueza produzida nos países desenvolvidos (conforme se tome ou não em conta os fundos para as reformas, que são também dívidas).
O que o capitalismo faz hoje, portanto, é ir sobrevivendo por meio do crescimento dos créditos.



Com base na última obra publicada de Tom Thomas “A crise crónica ou o estádio senil do capitalismo”.

xl

Anónimo disse...

Ou seja XL. A grande riqueza é não ter dívidas porque sempre sobra algum bocadito para ter crédito.
:)
Estou rico!
jc/.
hihihihihihihihihihihihihi abraço.

Verdinha disse...

Olá JC,
Foi giro como consegui imaginar a frase que escreveste dita com o teu ar "malandro" a seguir ao discurso sério do XL.
Sem te conhecer pessoalmente, começo a te desobrir graças às palavras do Kim e aos teus comentários.

Kim,
Força, está bem ?

Beijinhos verdinhos

Anónimo disse...

Perante este panorama entendo que a saída que se nos depara passa essencialmente pela luta das populações na defesa dos seus direitos, livres de cangas “económicas” e patrioteiras, de forma autónoma. Terá de haver uma redescoberta do sentido da abolição salarial e de um caminho que proporcione uma sociedade em que o paradigma do lucro seja substituído por um outro, a satisfação das necessidades das populações, uma sociedade na qual os produtores/consumidores decidam o que produzir e como produzir.
Alicerçados neste novo paradigma poderemos encaminharmo-nos para uma vida harmoniosa, em que prevaleça a entreajuda e na qual as relações com a natureza deixem de se basear no saque e na rapina.

Ernesto

Anónimo disse...

Boa Ernesto!

Lembras-te daquela peça de teatro: "A importância de se chamar Ernesto"?

Seve