23 de junho de 2013

Verdes anos!

Há muito, muito tempo, era eu uma criança ...
Como qualquer criança da minha idade, na primeira classe, comecei por ter um saco para transportar os livros da escola, feito duma espécie de ganga de terceira, parecida com a dos vendedores de jornais.
 Depois, na segunda e terceira classe, passei a ter outra, em cartão, tipo pasta de arquivo com fecho, a que perdi o rasto.


Mais tarde, já na quarta classe, tive direito a esta pasta, que guardo religiosamente, feita de cabedal mais duro que o corno do unicórnio e sem qualquer divisória.  
Nos primeiros tempos, julguei-me um super-homem. Percebi depois, que tudo na vida é efémero.




Esta era a minha felicidade, de tão simples que era!

11 comentários:

Catarina disse...

Tenho uma dessas guardadas com muito carinho. Era do meu pai.
Boa semana, Kim.

ᄊム尺goん disse...

Por viver muitos anos dentro do mato
Moda ave
O menino pegou um olhar de pássaro -
Contraiu visão fontana.
Por forma que ele enxergava as coisas
Por igual
como os pássaros enxergam.
Manoel de Barros

[ contém 1 beijo]

Teté disse...

Também não sei onde para a minha pasta, provavelmente a minha mãe deu-a a alguém. A minha era uma dessas pastas de couro, mais claro, mas tipo mochila de pôr ás costas...

No liceu usei nos últimos anos um saco de fazenda grossa e com uma alça comprida, feita na Grécia e que um tio de ofereceu. Entre um momento e outro cheguei a ter um suporte para livros que então se usava, em que basicamente consistia em prendê-los todos juntos e tinha uma alça. O problema é que sempre que inclinávamos demais o suporte os livros escorregavam e estampavam-se todos no chão. E nos dias de chuva molhavam-se todos... :)

Beijocas, Kim!

Mona Lisa disse...

A do meu irmão era assim!

Foram tempos simples e felizes.

A verdadeira felicidade é SIMPLES!

Beijinhos.

São disse...

De saco nunca tive, mas tive a de cartão e uma pedra de lousa onde escrevia assim com canetas de aparo , que se abriam e partiam rapidamente

O que dirão os nossos netos quando souberem o que os pai usaram?

Bons sonhos

SEVE disse...

E como éramos tão felizes com tão poucas coisas e com coisas tão simples.
Agora os miúdos não ligam aos brinquedos pelo exagero do que lhe é oferecido (é ver quem dá mais), a felicidade deles é apenas desembrulhar...que triste...

SEVE disse...

É que a grande maioria destes novos pais nem nesse aspecto os sabe educar. É vê-los a berrarem nas lojas e os tótós dos pais a falarem com eles (o menino não sabe que não pode ser, o menino assim, o menino assado,...), e o menino alça da mão e bate no pai e na mãe e estes riem-se, é vê-los pelos corredors dos Centro Comerciais...
É assim sem tirar nem pôr!
E agora não me venham com palavras politicamente correctas!

Anónimo disse...

tanta felicidade...
ainda bem que já acabou.

XL

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

É a dedução a que se chega. O tempo passa, o tempo voa...tudo voa...
Beijos, Kim
P.S. tive uma igual, que herdei de meu irmão muito mais velho que eu...

papoila disse...

E ninguém se lembra do cheiro delas?Eu lembro-me do cheiro a pele que eu tanto gosto :))



Zé do cão disse...

Porra, Quim

Também tive uma pasta dessas e igualzinha e esta.
Comprada na rua de S. Paulo e teve i seu fim a servir de mala de farramente dos meus "bioguinhas".
Não és o gajo do barrete, pois não?
Era caso para dizermos, mas que grande barretada.