
Não costumo abordar problemas políticos, mas ultimamente tenho andado saído da casca e tem vindo a talhe de foice um ou outro caso pontual. Umas vezes, porque tenho alguma “estória” para contar. Outras porque se trata dum acontecimento esporádico e que por algum motivo me leva a expressar aqui a minha revolta.
Hoje achei oportuno lembrar a quem eventualmente não saiba o porquê da bomba de Hiroxima e não só.
Pois bem, a 07 de Dezembro de 1941, o Japão ataca de surpresa uma base aérea americana no Hawaii. Estive lá há poucos anos e a brisa sabia a massacre. Senti-me no meio da história e impotente para a alterar. A Baía de Pearl Harbor estava decorada de tragédia. Submarinos e barcos afundados e ainda um memorial aos dois mil e quinhentos soldados mortos, lembravam o que o mundo não devia esquecer.
Este ataque viria a provocar a entrada dos estados Unidos na Segunda Guerra Mundial
Como retaliação e vingança, a América lançou então duas bombas atómicas, uma em Hiroxima outra em Nagasaki, provocando a capitulação do país do sol nascente. E ficou-se por ali porque mais bombas não havia. Pouco tempo depois, a guerra adormeceu..
Não sou de rancores nem adepto da pena de Talião, mas percebi melhor o lançamento das bombas sobre o Japão. Percebi, mas não entendo. Pena é que, os cento e cinquenta mil inocentes mortos, mais os que se lhe seguiram, não tivessem tido tempo de dizer que nada tinham a ver com a contenda.
O homem sonha, o ódio quer, a morte chega!