13 de dezembro de 2007

À séria!


A língua portuguesa está ferida!
Reconheço que ninguém sabe tudo e errar é perfeitamente humano.
Quem erros dá, a mais não é obrigado. Sabe o que sabe. A humildade e a coragem de escrever fazem o resto. Isso, eu admiro, venha donde vier.
O que me fere a sensibilidade, são os neologismos que se criam e alimentam, quando se não brinca com as palavras. Eu, adoro brincar com elas, mas ferem-se-me os sentidos ao ouvir e ler, mesmo na comunicação social, palavras que chegaram com vontade de ficar.
À SÉRIA! O que é isto?
Por todo o lado – à séria.
Andam a pisar a língua e a gente a criar novos vícios.
À SÉRIA! Pronts!

6 comentários:

BLOGADOR disse...

Também se fala muito do "Erário Público". Pelo dicionário da "Porto Editora", "Erário" significa "Tesouro Público". Ora, de cada vez que alguém profere esta conjugação, está a dizer "Terouro Público Público", ou seja (aplicando as leis da matemática) "Tesouro - Público ao quadrado".
A língua portuguesa tem destas coisas, amigo KIM.

BLOGADOR disse...

já agora aproveito para esclarecer que o vocábulo "Terouro" não existe no referido dicionário, tratando-se de uma verdadeira patacoada perpetrada pelo tótó que escreveu o texto.

Kim disse...

Estes erros de simpatia, acontecem todos os dias.
O que mexe comigo nem são os erros que alguém pode dar, pois no melhor pano cai a nódoa. Mas, entristece-me a nova linguagem que está a nascer, com a simplificação que a miúdagem introduziu na informática. É que, a continuidade de uso desses vocábulos, acaba por tornar-se um hábito a confundir todas as mentes.

BLOGADOR disse...

É o progresso.
E já agora a forma correcta é: "Erário Nacional" - Tesouro Público Nacional.
E já agora também, acabei de ouvir no "Primeiro Jornal" da SIC, a apresentadora dizer que os Bombeiros nos EUA salvaram uma criança de um lago, cuja água estava à temperatura de 0º (zero graus) negativos. Fabuloso!

OBicho disse...

Não vem nada a propósito, mas GOSTO SEMPRE DE chamar a atenção para um erro frequente, vulgar, aprendido na Instrução Primária dos meus (nossos) tempos, quando se chamava "ESPINAL MEDULA" à MEDULA ESPINHAL.

O Bicho disse...

Olha, olha, tomem nota desta que (ou)vi mesmo agora no noticiário da TV.
Disse ele, o "jornalista(?)":
- estamos em directo nesta Herdade Alentejana, onde acabou de começar a remoção dos cadáveres de algumas dezenas de porcos encontrados...
Patacoadas de sobra.
1 - ACABA DE ACOMEÇAR, é uma expressão tramada - é o fim no princípio?
2 - O corpo de um porco morto, apesar de ser o animal mais parecido com o homem, nunca é um CADÁVER, é uma CARCASSA.