20 de fevereiro de 2007

Recado a um génio



Meu querido Júlio Amaro.

Ficámos com algumas conversas a meio. Para não turvar o teu raciocínio, não te interrompi. Apenas queria ouvir-te. Naquele momento. Agora. Sempre.
Nunca te perguntei, como sabes o que sabes. Nunca te disse, como te entendia.
Não me ensinaste muita coisa, mas aprendi tanto contigo!
Foste meu pai, sem ter sido teu filho. Irmão de sangue diferente. Filho da sabedoria. Companheiro de estrada, em quimera distante. Cúmplice no painel da vida, proscrito em noites de lua vaga.
Hoje, que o ar teima em fugir-te e o pincel entorpece a desmaiada aguarela do que ficou por fazer, eleva o pensamento para as coisas boas que foram feitas.
Talvez nunca chegues a ler estas palavras, mas o éter, encarregar-se-á de tas levar, onde quer que estejas.
Estes amigos, que estiveram sempre presentes e a vida não desencontrou, são afinal o garante que estaremos contigo.
Até à consumação dos séculos!!!

4 comentários:

Anónimo disse...

gostava de ter amigos assim

Marcelo disse...

AMIGO JOAQUIM RIBEIRO

AO LER ÉSTA MEIA DUZIA DE PALAVRAS
FICO GAGO,SEM PALAVRAS.

RÁPIDAS MELHORAS PARA
O NOSSO GRANDE AMIGO JÚLIO AMARO.

UM ABRAÇÃO
Marcelo

Anónimo disse...

Andam tenebrosos os "nossos tempos".
O Amaro foi nosso Pai e Mãe e Irmão.
E MESTRE.
Muito do nosso carácter de hoje a ele o devemos.
Preparemo-nos então para o que der e vier. Eu sei que a coisa esta feia. Muito feia.
... e já não temos idades para acreditar em "milagres".
Força MALTA!
jc/.

jose romano disse...

Só quem passou,tão grande mensagem,aos,que com ele privaram,entre ,os eleitos,será esclhido,para,sempre estar presente no nosso seio.Que esta tua tela, seja pintada com a suavidade,a qual, nem sempre encontraste na vida. Serás sempre grande entre nós.Até já JULIO AMARO