8 de abril de 2018

Castelo Novo - outro amor!

Não é bem a minha aldeia, mas está de atalaia, para lá virada! 
Neste cordeiro pascal, revisitei Castelo Novo, dona dum velho castelo onde as lendas escorrem das suas ameias e se espalham por ruelas de granito e calçada romana, vera.
Em cada granito há uma esquina, uma janela, uma porta, que fala. E uma página de história.
Situada nas faldas da Gardunha, com ruas que morrem na serra, perdem-se no tempo as origens do seu nome. Talvez um castelo velho obrigasse a um castelo novo. Talvez tanta coisa. 
Ali ao lado, quando era menino, congelei lágrimas de esperança e olhava, à distância e tão perto, para esta aldeia que a madrugada clareava primeiro e eu nunca alcançava. Era o tempo em que nada se visitava e as deslocações apenas se faziam por necessidade, muito longe da componente cultural que hoje, qualquer castelo encerra.
De Castelo Novo já muito se terá dito, mas é certamente uma aldeia tão histórica como a sua ribeira de Alpreada, pré-adam, antes de Adão. 
Nela se ouve o sibilar dos ventos, o murmúrio das águas e adormece-se na doçura das suas gentes.
A linda e simpaticíssima Ana Salvado, da Associação Sócio-Cultural é bem o exemplo deste povo do bem-haja.
À minha querida amiga Teresa Valente, filha desta terra, deixo a supina admiração pelo seu amor a esta.
Descobrir os encantos de Castelo Novo, é um desafio que a diegese encoraja!









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