1 de fevereiro de 2015

Sílvia

Ontem fui à estreia de "Sílvia!"
Sílvia, não é uma peça de teatro. É uma sinfonia de paixão/ódio, tocada a seis mãos e quatro patas. 
Comédia ligeira, mas tão profunda como a quisermos entender, leva-nos a uma dimensão ainda não pensada, provando que há outras formas de amar, nessa fantástica coisa que é a de amar um animal, 
Sílvia, abre a ferida do egoísmo humano, e não abdica do comodismo de quem, todos os dias, não arrisca deixar para trás, tamanho pecado.
Sílvia, prova que até os corações empedernidos saboreiam o antídoto, sem retorno, da paixão canídea.
Mesmo quem nunca teve um cão, deixar-se-á embalar na ternura das falas e dos gestos, de que a peça se recheia.
Excelentes interpretações, cada uma a seu estilo, sendo que, Sílvia, aliás, a cadela, aliás, Gabriela Barros, terá ontem ganho a Comenda do Grande Público, depois de já a ter saboreado em MULHERES (na TVI).
Sílvia, é o deleite que o ser humano precisa.
Dos restantes já consagrados actores, Manuela Couto, Paulo Pires e Heitor Lourenço, fica o perfume de excelentes interpretações, já que douraram a estória que a minha parca imaginação, nunca teria ousado.,
Ao produtor, Almeno Gonçalves e à Manela, o meu obrigado, até mais cão.
Por culpa deles, voltou a apetecer.me ter um cão, ou um gato, ou um cavalo, ou alguém que olhe para mim, com ternura igual.


3 comentários:

Teté disse...

Estou com saudades de voltar a ir ao teatro... Quem sabe? :)

Beijocas

Pedro Coimbra disse...

Olha quem voltou!
Aquele abraço, boa semana

papoila disse...

Ora, bem aparecido!
Não estava ao corrente desta peça.
O tema é muito do meu gosto.
Obrigada.xx