23 de setembro de 2018
7 de setembro de 2018
8 de abril de 2018
13ª Corrida António Leitão!
Mais uma corrida, mais uma viagem!
13ª Corrida António Leitão - SLB!
O meu filhote, Luís, dá-me esta força!
Tenho de aproveitar, enquanto há pernas!
13ª Corrida António Leitão - SLB!
O meu filhote, Luís, dá-me esta força!
Tenho de aproveitar, enquanto há pernas!
Castelo Novo - outro amor!
Não é bem a minha aldeia, mas está de atalaia, para lá virada!
Neste cordeiro pascal, revisitei Castelo Novo, dona dum velho castelo onde as lendas escorrem das suas ameias e se espalham por ruelas de granito e calçada romana, vera.
Em cada granito há uma esquina, uma janela, uma porta, que fala. E uma página de história.
Situada nas faldas da Gardunha, com ruas que morrem na serra, perdem-se no tempo as origens do seu nome. Talvez um castelo velho obrigasse a um castelo novo. Talvez tanta coisa.
Ali ao lado, quando era menino, congelei lágrimas de esperança e olhava, à distância e tão perto, para esta aldeia que a madrugada clareava primeiro e eu nunca alcançava. Era o tempo em que nada se visitava e as deslocações apenas se faziam por necessidade, muito longe da componente cultural que hoje, qualquer castelo encerra.
De Castelo Novo já muito se terá dito, mas é certamente uma aldeia tão histórica como a sua ribeira de Alpreada, pré-adam, antes de Adão.
Nela se ouve o sibilar dos ventos, o murmúrio das águas, o adormecer na doçura das suas gentes.
A linda e simpaticíssima Susana Sequeira Salvado, da Associação Sócio-Cultural é bem o exemplo deste povo do bem-haja.
À minha querida amiga Teresa Valente, filha desta terra, deixo a supina admiração pelo seu amor a esta.
Descobrir os encantos de Castelo Novo, é um desafio que a diegese encoraja!
3 de março de 2018
Parabéns Campeão - Carlos Carneiro!
Não será nunca a rivalidade das nossas cores clubísticas, que separará a amizade que nos une.
A ti, grande campeão e atleta de eleição, deixo um abraço do tamanho do teu preferido recinto desportivo.
Parabéns por mais este aniversário, o trigésimo sexto!
Quase metade da minha vida!
24 de fevereiro de 2018
Júlio Amaro - O génio!
Passam hoje doze anos, sobre a morte dum génio - Júlio Amaro!
Pintor, ilustrador, aguarelista, escritor, encenador e fabuloso contador de histórias!
O Amaro era multifacetado e não precisava de esfregar a lâmpada de Aladino, para das sua mãos sair magia.
Conheci-o em mil novecentos e sessenta e seis e não mais o perdi, até à sua morte.
Dele, ficámos com sapiência e arrojo e nele ficou a nossa memória. Sorria connosco a pintar, chorava connosco a sorrir.
Júlio Amaro era uma enciclopédia ambulante, um nómada das artes, a tampa do Vesúvio.
O seu legado estendeu-se aos quatro cantos do mundo, mesmo sabendo que este é redondo.
Aqui te deixo uma flor, meu amigo!
Pintor, ilustrador, aguarelista, escritor, encenador e fabuloso contador de histórias!
O Amaro era multifacetado e não precisava de esfregar a lâmpada de Aladino, para das sua mãos sair magia.
Conheci-o em mil novecentos e sessenta e seis e não mais o perdi, até à sua morte.
Com ele vivi mil venturas e outras tantas aventuras. Era a tempestade e a bonança, em mente de menino que já nasceu homem!
Era o nosso mestre, o dum restrito grupo de amigos da Amadora. Com ele privámos momentos de glória e desânimo, descemos ao inferno e subimos ao Olimpo.Dele, ficámos com sapiência e arrojo e nele ficou a nossa memória. Sorria connosco a pintar, chorava connosco a sorrir.
Júlio Amaro era uma enciclopédia ambulante, um nómada das artes, a tampa do Vesúvio.
O seu legado estendeu-se aos quatro cantos do mundo, mesmo sabendo que este é redondo.
Aqui te deixo uma flor, meu amigo!
17 de fevereiro de 2018
Parabéns Bruno - The poet!
Ao meu filho Bruno, que hoje aniversaria pela quadragésima quinta vez, deixo um beijo e abraço enormes!
Em dia de lançamento do seu livro "The Book Off All Lovers", na icónica livraria "Book Revue", de Long Island-NY, aquilo que o mar separa, o coração une,
As palavras mais piegas, ficam para a benesse que o éter permite! Adoro-te, meu pintor/poeta!
1 de fevereiro de 2018
12 de dezembro de 2017
Na Amazon - The Book of All Lovers
The book of All Lovers
O Livro de Todos os Amantes, é um poema épico, adaptado para uma audiência moderna, com gostos modernos!
Está à venda na Amazon, no link abaixo.
https://www.amazon.com/Book-All-Lovers-Poem/dp/0692957820/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1512749172&sr=8-1&keywords=the+book+of+all+lovers
8 de dezembro de 2017
The Book of All Lovers
Parabéns, filhão!
Às vezes, o sucesso é já ali!

Um lindo e apaixonado livro de poesia "o livro de todos os amantes" por Bruno A. Ribeiro.
2 de dezembro de 2017
Moscovo - Rússia!
No túmulo de Lenine (gratuito) quase junto à entrada encontra-se uma estátua de Estaline!
Aproveitei para ter uma pequena conversa com os dois, mas não chegámos a conclusão nenhuma!
Fiquei com impressão de que não me quiseram ouvir!
Mausoléu de Lenine
Dentro deste edifício, dois pisos mais abaixo, rodeado de segurança máxima e interdição de fotos.
Foi a única entrada gratuita
O "secundário" Estaline, sem outras mordomias!
A natalícia Praça Vermelha
Novembro - 2017
A fantástica Basílica de S. Basílio
9 de outubro de 2017
Zé do Cão!
O meu amigo Zé Oliveira, (Zé do Cão) tem mais vinte anos que eu, logo, oitenta e seis!
No dia que fazia trinta e oito anos de casamento, fomos para a Festa do Marisco, no Grove-Galiza, qual inuptos viandantes, na busca dalguma loucura perdida.
À sua fabulosa mulher, Suzete, médica de profissão, os meus parabéns pela injeção de jovialidade que lhe vai dando!
Mil e quinhentos quilómetros, foram quantos o Zé conduziu!
Fantástico, este puto!
Adoro-te, Suzete!
E brindo a ti, Zé!
Foi aqui que nos conhecemos!
14 de julho de 2017
Andre Centeno - uma prenda!
Uma prenda! Um amigo!
André Centeno veio oferecer-me a sua camisola do Sporting, por sinal, a que vestiu no último jogo do campeonato contra o meu Benfica e que viria a ditar a perda injusta do campeonato, para o Porto.
A vida tem destas coisas. Umas vezes, perdemos injustamente, outras, injustamente ganhamos.
Cada dia entendo melhor o valor da amizade e essa está acima de qualquer rivalidade.
Obrigado André! Adorei!
André Centeno veio oferecer-me a sua camisola do Sporting, por sinal, a que vestiu no último jogo do campeonato contra o meu Benfica e que viria a ditar a perda injusta do campeonato, para o Porto.
A vida tem destas coisas. Umas vezes, perdemos injustamente, outras, injustamente ganhamos.
Cada dia entendo melhor o valor da amizade e essa está acima de qualquer rivalidade.
Obrigado André! Adorei!
19 de outubro de 2016
Raul Solnado - a vida não se perdeu!
Meu querido Raul!
Farias hoje oitenta e sete anos, numa vida recheada de emoções, aventuras, amores e espectáculos.
No teu palco, cabia a plebe e a nobreza, mas eram proibidas as "estórias" que me contavas.
Faltaste ao último encontro e, entre risos e sorrisos, as sardinhas ainda esperam por ti.
Sei que não gostavas de festejar os aniversários, por isso, à festança não aludo.
Meu querido amigo, a vida não se perdeu!
Faz o favor de ser feliz!
Farias hoje oitenta e sete anos, numa vida recheada de emoções, aventuras, amores e espectáculos.
No teu palco, cabia a plebe e a nobreza, mas eram proibidas as "estórias" que me contavas.
Faltaste ao último encontro e, entre risos e sorrisos, as sardinhas ainda esperam por ti.
Sei que não gostavas de festejar os aniversários, por isso, à festança não aludo.
Meu querido amigo, a vida não se perdeu!
Faz o favor de ser feliz!
8 de setembro de 2016
Um jovem em Nova Iorque!
Há poucos dias, encontrava-me na fila para comprar bilhete para visitar o memorial onde repousa o que resta das torres gémeas, em Nova Iorque, quando à minha frente, uma bonita e elegante senhora, parecendo querer quebrar o quase silêncio de meia hora de espera, mete conversa comigo.
Percebendo que eu não era americano, diz-me que é francesa e que tem setenta e sete anos e o seu marido oitenta e dois.
Passámos então a falar francês.
Respondi-lhe que tinha sessenta e cinco anos e era português.
Trocámos cortesias de circunstância, dizendo-me ela que eu era ainda um jovem.
O seu marido seguia dois metros à nossa frente, e como não falasse francês, nem sequer olhava para nós.
Entrámos juntos no museu e pouco depois ela diz-me:
- Peço-lhe desculpa, mas acho que o meu marido já não está a gostar muito de nos ouvir falar, ao que eu anuí e disse compreender.
A linda senhora, avançou até ao meu ouvido e em jeito de despedida, segreda-me:
- O meu marido é muito ciumento e quando me vê a falar com um jovem, fica cheio de ciúmes .
Sorri comigo mesmo e ... adorei o “jovem”.
4 de julho de 2016
6 de maio de 2016
Alguns amigos - do Sporting!
Onde quer que existam amigos, aí estarei.
Ontem, tive a visita destes cinco amigos/atletas do Sporting!
À minha esquerda, Diego Cavinato, Marcão, e Alex Merlim (futsal) e à minha direita, Luís Viana e Esteban Abalos (Tuco) (Hóquei em Patins).
Com a varinha de condão do Merlim, apeteceu-me aspergir todos os ódios desportivos que vão minando o desporto.
Pela parte que me toca, e como benfiquista eterno, tento, todos os dias, endireitar o mundo!
Ainda não consegui!
Ontem, tive a visita destes cinco amigos/atletas do Sporting!
À minha esquerda, Diego Cavinato, Marcão, e Alex Merlim (futsal) e à minha direita, Luís Viana e Esteban Abalos (Tuco) (Hóquei em Patins).
Com a varinha de condão do Merlim, apeteceu-me aspergir todos os ódios desportivos que vão minando o desporto.
Pela parte que me toca, e como benfiquista eterno, tento, todos os dias, endireitar o mundo!
Ainda não consegui!
30 de março de 2016
As saudades do Fundão!
Cada vez que vou passar uns dias à Beira Baixa, gosto de parar
em todos os recantos que, de uma forma ou de outra, me fazem voltar à infância!
Não acrescento, "onde fui feliz", porque por todos os lados onde
tenho passado, o fui!
Neste último fim de semana, acompanhado do meu compadre Fernando
Braz, apeteceu-me visitar a estação da CP, do Fundão, local onde tantas vezes
desci e apanhei o cavalo-a-vapor, quando ali estudava, no seminário. Lá, era o
limiar da minha liberdade e da minha clausura, consoante a partida ou a chegada, já que só ia a casa, no Natal,
na Páscoa e nas férias grandes.
Todo este preâmbulo, apenas para contar algo que mais parece uma
anedota.
Depois da visita à estação, logo no princípio da avenida quase deserta, reparo na loja da foto, "ECO CAMPO" e por esta vender produtos agrícolas,
resolvi entrar, sendo de imediato abordado por um simpático e afável senhor, que me
perguntou se necessitava de algo.
- Bom dia, posso ajudar?
- Muito obrigado, mas não quero comprar nada! Ando apenas a matar
saudades!
- Saudades? Então, muito prazer meu amigo. O meu nome é Luís! (era o patrão).
- E o meu é Joaquim, retorqui.
Trocávamos algumas impressões sobre as nossa origens, quando
entra pela porta um presumível cliente, com mais aspecto de académico do que de agricultor, e que, meio ofegante, pergunta:
- Por favor, tem remédio para ratos?
O Luís, olha para ele, muito sério e responde:
- Sim, temos remédio para ratos, mas ... de que se queixam eles?
Da cabeça? Do coração? Da vesícula?
O cliente, não entendeu a pergunta e ficou especado a olhar para
nós os três.
Deve ter entendido a blague, porque eu e o Fernando, não
aguentámos e desatámos a rir.
O cliente, completamente obnóxio, voltou a insistir na pergunta, acrescentando que tinha muitos ratos no quintal, ao que o Luís voltou a replicar, dizendo:
- Ah, o que vossemeçê precisa é de veneno para os ratos! Tem lá muitos?
- MUITOS, explode o cliente!
- Então leve esta embalagem! Custa 1,80 €!
- Não, não, dê-me cinco!
Não quis ouvir mais nada. Despedi-me do Luís e fui gargalhar com o silêncio da avenida!
7 de março de 2016
21 de setembro de 2015
Ana Tavares - uma das minhas meninas!
Revista SÁBADO,(17/9/2015) entrevista com a Ana!
Até a minha "neta" Lola, companheira canina das férias, merece destaque!
Não eram estas as perguntas a que a Ana gostaria de ter respondido, mas foi as que lhe questionaram.
Fui conhecer a minha "neta" Lola, e fiquei apaixonado!
13 de julho de 2015
Alberto Vaz da Silva - o fim!
Morreu uma parte de mim.
Alberto Vaz da Silva, o grande, o enorme, o máximo, o inatingível.
Nunca eu tive alguém que tivesse tido tanta influência na minha já longa estrada da vida.
Falávamos de coisas que só nós entendíamos porque elas não eram entendíveis.
Alberto, era a sabedoria, o espaço, o infinito. Era Rá, era Rilke, era Mozart!
Telefonou-me há quinze dias para saber do meu estado de saúde, mas a sua voz já quase adormecia.
Era afinal uma despedida, um adeus, um até já, que eu não entendi. Já me foi só possível acariciar o seu ataúde.
Para trás ficaram cinquenta anos duma amizade que eu não procurei, mas que veio ter comigo.
Alberto, estava ansioso para saber o que iria encontrar do outro lado, sabendo que seria mais uma partícula de essência a orbitar no cosmos que tanto amou.
A sua última entrevista ao Expresso era já a ânsia dessa descoberta!
A cultura ficou mais pobre.
Hoje, Alberto voltou ao pó!
Adieu l’ami!
3 de junho de 2015
Carlos Carneiro - Adeus Benfica. olá Sporting!
Meu querido amigo!
Esta foi a noite em que, estando eu debilitado, me vieste buscar e fomos à Feira Popular, já qual prenúncio dum horizonte verde às riscas, mas o carrossel da vida não pára nunca.
Não serás mais o “eterno” capitão do Benfica, mas todas
as cores condizem com o enorme atleta e extraordinário ser humano que és. E por
cada pesadelo, há montanhas de memórias lindas.
Um
homem trilha o caminho que pode, com ou sem estipêndio, mas não olha para trás e não lamenta nunca quem
amou, ou não o mereceu. Tal como no amor duma mulher, não queiramos jamais conhecer
o seu ódio.
Carregaste o Benfica, durante oito anos, mas sei que a tua garra continuará a carregar qualquer
equipa do mundo, já que o que fica dum homem é sempre aquilo que foi, nunca o que virá a ser.
Carlos, todos
os desportos são um misto de emoções que às vezes nos cegam, mas hoje
apetece-me dizer-te:
- Carrega
Sporting!
1 de fevereiro de 2015
Sílvia
Ontem fui à estreia de "Sílvia!"
Sílvia, não é uma peça de teatro. É uma sinfonia de paixão/ódio, tocada a seis mãos e quatro patas.
Comédia ligeira, mas tão profunda como a quisermos entender, leva-nos a uma dimensão ainda não pensada, provando que há outras formas de amar, nessa fantástica coisa que é a de amar um animal,
Sílvia, abre a ferida do egoísmo humano, e não abdica do comodismo de quem, todos os dias, não arrisca deixar para trás, tamanho pecado.
Sílvia, prova que até os corações empedernidos saboreiam o antídoto, sem retorno, da paixão canídea.
Mesmo quem nunca teve um cão, deixar-se-á embalar na ternura das falas e dos gestos, de que a peça se recheia.
Excelentes interpretações, cada uma a seu estilo, sendo que, Sílvia, aliás, a cadela, aliás, Gabriela Barros, terá ontem ganho a Comenda do Grande Público, depois de já a ter saboreado em MULHERES (na TVI).
Sílvia, é o deleite que o ser humano precisa.
Dos restantes já consagrados actores, Manuela Couto, Paulo Pires e Heitor Lourenço, fica o perfume de excelentes interpretações, já que douraram a estória que a minha parca imaginação, nunca teria ousado.,
Ao produtor, Almeno Gonçalves e à Manela, o meu obrigado, até mais cão.
Por culpa deles, voltou a apetecer.me ter um cão, ou um gato, ou um cavalo, ou alguém que olhe para mim, com ternura igual.
Sílvia, não é uma peça de teatro. É uma sinfonia de paixão/ódio, tocada a seis mãos e quatro patas.
Comédia ligeira, mas tão profunda como a quisermos entender, leva-nos a uma dimensão ainda não pensada, provando que há outras formas de amar, nessa fantástica coisa que é a de amar um animal,
Sílvia, abre a ferida do egoísmo humano, e não abdica do comodismo de quem, todos os dias, não arrisca deixar para trás, tamanho pecado.
Sílvia, prova que até os corações empedernidos saboreiam o antídoto, sem retorno, da paixão canídea.
Mesmo quem nunca teve um cão, deixar-se-á embalar na ternura das falas e dos gestos, de que a peça se recheia.
Excelentes interpretações, cada uma a seu estilo, sendo que, Sílvia, aliás, a cadela, aliás, Gabriela Barros, terá ontem ganho a Comenda do Grande Público, depois de já a ter saboreado em MULHERES (na TVI).
Sílvia, é o deleite que o ser humano precisa.
Dos restantes já consagrados actores, Manuela Couto, Paulo Pires e Heitor Lourenço, fica o perfume de excelentes interpretações, já que douraram a estória que a minha parca imaginação, nunca teria ousado.,
Ao produtor, Almeno Gonçalves e à Manela, o meu obrigado, até mais cão.
Por culpa deles, voltou a apetecer.me ter um cão, ou um gato, ou um cavalo, ou alguém que olhe para mim, com ternura igual.
8 de novembro de 2014
Mercado da ribeira!
"No mercado da ribeira, há um romance de amor, entre a Rita que é peixeira e o Xico que é pescador. Dizem todos que lá vão …"
Foi assim um dia, mas, este mercado, não é mais o mesmo.
Mudaram-se os tempos, mudaram-se os mercados.
Neste espaço, há muitas luas atrás, eu sorvi o cacau, que só os mais velhos beberam, quando para mim morria a noite e para outros nascia o dia,
Agora, ali foi parido um colectivo de restauração, com uma vintena de tasquinhas, onde o olhar se lambe e a paciência se esgota.
Primeiro, é preciso correr os 200 metros barreiras para, por entre uma amálgama de raças e credos, espreitarmos os acepipes escritos nos néons das ardósias de cada tasquinha. Depois duma longa espera e escolhida que foi a iguaria a deglutir, temos pela frente mais uma prova de atletismo, na procura desenfreada dum lugar ao sol, aliás, dum lugar sentado, já que em pé os não há, sendo mais difícil encontrá-los, do que um lugar no céu.
Dos malabirismos que é necessário fazer para se chegar incólume ao desejado assento, com uma bandeja na mão e a bebida a saltar do copo, já nem me atrevo a falar,
- Com licença, com licença, desculpe, desculpe. Salve-se quem puder!
E é ainda com a mente em "brasa", que o Santini me arrefece a dita.
Não fora o maravilhoso pratinho de caril de lulas e um leitão da ribeira e estaria agora a carpir o tempo perdido, na busca incessante que o palato me vai pedindo.
Apesar de tudo, vale quase sempre a pena esta odisseia, que Homero não desdenharia.
Mercado da Ribeira?
- Às vezes, talvez!
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