3 de setembro de 2009

Éfeso - o sonho continua

uma das largas avenidas e anfiteatro para 25.000 pessoas
casas de banho (latrinas) públicas
avenida principal
ouvindo as explicações do guia
Deusa Nike

Esta é a segunda cidade mais bem conservada da antiguidade. Foi tão sublime aqui ter estado que guardarei para sempre a doce visão deste majestoso olhar do passado.
Éfeso é uma cidade bíblica situada na Ásia, no antigo império persa, actualmente Turquia e ficou profundamente ligada ao cristianismo, pois ali pregaram os apóstolos Paulo e João. Nela habitavam, há dois mil anos, duzentas e cinquenta mil pessoas.
É absorvente ouvir as explicações do guia tão bem documentado. Cada frase é uma descoberta.
Ali encontrei uma curiosidade, que desconhecia. O emblema da famosa marca de artigos de desporto NIKE, foi inspirado num dos folhos das vestes da Deusa Nike (conforme assinalo a vermelho)

Mais do que dissertar a história, aqui ficam alguma fotos dum quentíssimo dia de verão.

31 de agosto de 2009

Miguel Torga - A descoberta





Nunca li Miguel Torga!
Sei que pode parecer sacrilégio mas ele perdoar-me-á, já que a sua crença divina era bem duvidosa.
Embalado pela paixão que uns nabantinos alcatruzes por ele nutrem, procurei-o quando a tarde já morria.
Tive curiosidade em descobri-lo e saber mais de si, sem ser aquilo que dele se diz.
Apetecia-me descobrir o homem! Começar por ali!
Na sua casa ninguém entra, advertiu-me um velhote. Apenas Ramalho Eanes e Jorge Sampaio lá terão entrado. A filha vive no Porto e não permite que a memória dele seja devassada.
A placa toponímica que identifica a rua onde vivia, apenas refere a data da sua morte, que está errada, pois aconteceu em 1995 e não em 1996, omitindo a do nascimento. O que também não é normal.
Fiquei a saber que Miguel Torga era uma pessoa muito difícil e chata, mas com um coração tão brilhante quanto a sua capacidade intelectual, pois enquanto médico, consultava gratuitamente todos os desprotegidos que dele precisassem.
Sabia que tinha sido seminarista, como eu, Adolfo Correia da Rocha, médico, escritor e apaixonado pelo Douro e por Cervantes. Nada mais!
Estou perdoado?
Depois de ter cheirado o seu habitat, tentei encontrá-lo no cemitério, o que não consegui, apesar da pequenez do mesmo e da tarde que já morria. É que, a entrada deste cemitério de S. Martinho da Anta é feita pela Igreja, com a qual faz paredes meias e está sempre aberto. Poderá parecer mórbida a minha tentativa, mas perdoa-se em nome da cultura.
Julgo mesmo que ele não terá querido que um qualquer desconhecido, ignorante da sua cátedra, o tenha tentado descobrir. Eu não o lia, ele não gostava de mim, logo, ocultou-se-me!

Farei bem melhor se começar à sua descoberta, queimando as pestanas nas páginas que, apesar de tudo, sei tão bem ter escrito.
Na despedida, sentei-me no banco fronteiro à casa, onde tantas vezes cavaqueou com o povo que era o seu e disse-lhe que alguém lhe gostaria de dar um abraço - a Maria dos Alcatruzes!
Ad aeternum Miguel!

27 de agosto de 2009

Alma até Almeida




Acho que o defeito não é de ninguém, mas ...

Ou as casas são pequenas ou eu sou muito grande.
Sei que não somos oriundos dum povo liliputiano, mas o que terá acontecido para se fazerem casas tão baixinhas?
Isto passa-se em Almeida (vila histórica) onde cinquenta por cento das habitações não estão à minha altura. Claro que me refiro à entrada porque nos restante não ouso questionar a beleza das mesmas.
E cada vez gosto mais das coisas pequenas! Ou não fosse eu ainda uma criança!

23 de agosto de 2009

Férias


Às vezes - um pouco de carinho bem dividido!

Férias! Férias! Férias!

19 de agosto de 2009

Dia Mundial da Fotografia

Algures em Port au Prince, capital do Haiti, foi captada aquela que foi considerada a melhor foto do ano 2008.
Hoje, Dia Mundial da Fotografia, aproveito para aqui a publicar.

Entre o imaculada cândura dum vestido de criança e a pobreza enlameada de desigualdade humana, venham os críticos e elejam o que parece simples mas que não é.

Não me interesso muito por dias especiais, mas não esqueço que eles existem!
Foi este o mais miserável país que já visitei!
Que se mudem os tempos!

17 de agosto de 2009

Bi-mãe!


Há imagens que não precisam de texto.
Que ternura!
Mãe é mãe!
Lindo!

14 de agosto de 2009

Justiça

Apenas para descontrair um pouquinho.

Nem foi preciso advogado!

Um homem foi apresentado perante o juiz e acusado por ter feito sexo com um cadáver feminino.
Disse o juiz:

- Em 20 anos de magistratura, nunca ouvi uma coisa tão nojenta e imoral. Dê-me uma única razão para eu não pô-lo na cadeia!

- Vou lhe dar não uma, mas TRÊS boas razões:

1º) Não é da sua conta;

2º) Ela era minha esposa;

3º) Eu NÃO SABIA que ela estava morta; ela agia sempre assim!


ABSOLVIDO

11 de agosto de 2009

Alberto Vaz da Silva - Entrevista ao I

No espaço de pouco dias aqui me repito em alusões às mesmas pessoas. Primeiro, Raul Solnado, depois, Alberto Vaz da Silva.
Mas as ocasiões são como as cerejas e não podia deixar passar em branco, a entrevista ontem dada ao Jornal I, por esta sumidade por quem me apaixonei.

Às pessoas amigas, ou não, que aqui me vão suportando, deixo a voz e a presença cósmica que Alberto incute em todas as suas palavras.
A entrevista e o vídeo de Alberto Vaz da Silva!


http://www.ionline.pt/conteudo/17424-alberto-vaz-da-silva-era-importante-ensinar-se-astronomia-nas-escolas---video

10 de agosto de 2009

Raul Solnado - Um vazio no tempo

Em cima do ataúde estava esta carta que Raul terá escrito há algum tempo.
Fiquei admirado, porque das vezes que falou comigo sobre Deus, nunca percebi a sua relação com Ele.

Um vazio no tempo

Numa das últimas vezes que estive na Expo de Lisboa, descobri estranhamente uma pequena sala completamente despojada, apenas com meia dúzia de bancos corridos. Nada mais tinha. Não existia qualquer sinal religioso e por essa razão pensei que aquele espaço se tratava dum templo grandioso. Quase como um espanto senti uma sensação que nunca sentira antes e de repente uma enorme vontade de rezar não sei a quê ou a quem. Fechei os olhos, apertei as mãos, entrelacei os dedos e comecei a sentir uma emoção rara, um silêncio absoluto e tudo o que pensava só podia ser trazido por um Deus que ali deveria viver e que me ia envolvendo no meu corpo adormecido. O meu pensamento aquietou-se naquele pasmo deslumbrante, naquela serenidade, naquela paz.
Quando os meus olhos se abriram, aquele meu Deus tinha desaparecido em qualquer canto que só ele conhece, um canto que nunca ninguém conheceu e quando saí daquela porta corri para a beira do Tejo para dar um berro de gratidão com a minha alma e sorri para o Universo.
Aquela vírgula no tempo, foi o mais belo minuto de silêncio que iluminou a minha vida, que me fez reencontrar e que me deu a esperança de que num tempo que seja breve, me volte a acontecer.
Que esse Deus assim queira!

Raul Solnado

Raul, fala deste mundo ao teu Deus!

Cai o pano!

8 de agosto de 2009

Raul Solnado - adeus amigo!

Raul, depois duma troca de impressões para Nova Iorque, com o meu filho Bruno
Raul com um dos seus maiores amigos - Júlio César (não havia sardinhas)

Raul e o meu pai, a caminho de mais uma sardinhada


Hoje, 12,30 H. Júlio César telefona-me e com alguma dificuldade diz-me …:
- Kim, o Raul … morreu!
Fiquei perplexo!
Anteontem tinha estado a jantar com o Júlio e quando nos encontramos, acabamos sempre por falar do Raul. Comentei então com ele, ter achado estranho que há cerca de quinze dias o Raul me tenha telefonado dizendo que tinha saudades de almoçar uma sardinhada comigo. Perguntei-lhe se estava tudo bem e como habitualmente respondeu-me que sim, o que não era verdade. Como ele já não guiava, disse-lhe que o ia buscar a casa, mas ele nunca queria incomodar e respondeu-me que na primeira oportunidade apanharia um táxi e aparecia no meu escritório.
Nos telejornais vejo uma entrevista a Carlos Cruz, dizendo que o Raul lhe telefonara há cerca de 15 dias, quase em jeito de despedida, e vem-me imediatamente à memória o telefonema que o Raul me havia feito. Seria o adeus?
Sinto agora que a morte lhe fez o grande favor de o levar. Não suportava ficar à espera que ela chegasse lentamente, como se da vida se fosse libertando.
Toda a gente sabe quem foi Raul Solnado, logo não é preciso fazer a sua apologia, pois disso se encarregarão os escribas de profissão.
No seu aniversário não gostava que lhe dessem os parabéns. Na morte também não gostaria que lamentassem a sua perda.
Já que gostava do lado lúdico da vida, aqui lhe dedico estas fotos que nunca viu.
Tal como ele, também eu sou um brincalhão, logo vou imaginar que nada aconteceu e um dia, lá estaremos noutra sardinhada, noutra dimensão.
No livro da sua biografia, que eu guardo devidamente autografado e com dedicatória, fica a premonição do título
Raul Solnado – A Vida Que Não Se Perdeu!

7 de agosto de 2009

Alberto Vaz da Silva - Um homem de outro mundo!

Faz hoje setenta e três anos que nasceu, Alberto Mira Mendes Vaz da Silva.
Para quem não conhece esta ilustre figura da cultura portuguesa, apenas lembro que o ora aniversariante é a pessoa mais importante da minha vida extra-familiar.
Conheci-o na minha idade da puberdade. Descobri-o quando comecei a viver. Senti a sua real presença quando o exílio me albergou.
Acompanhou-me pelos corredores da descoberta e deixou em mim marcas que o tempo não apagou nunca.
Eu fui crescendo e Alberto ficando com mais idade, mas nunca envelheceu.
É hoje ainda um sonhador que vê nas estrelas a sua morada de amanhã.
Alberto anseia pelo dia em que ultrapassará a fronteira da matéria e a chegada aos confins duma imaginária galáxia.
Um dia, que espero longe, lá nos encontraremos e diremos o que não dissemos, desde os primórdios do encontro, até à consumação dos séculos.

O Jornal I, talvez o melhor diário da actualidade, está a publicar aos fins de semana uma extensa entrevista com 25 grandes personalidades portuguesas. Alberto é uma desses entrevistados. Quem estiver atento, até on-line, poderá consultar o jornal e descobrir uma pessoa fantástica de outro mundo.
Alberto Vaz da Silva - é obrigatório falar-se dele!
Parabéns amigo, mentor dos meus olhares!

5 de agosto de 2009

Rui Patricio - herói hoje, amanhã talvez!

Toda a gente sabe que eu sou benfiquista. Nos bons e maus momentos. No entanto há coisas que não se explicam. Acontecem.
É que sendo eu encarnado, fazia todo o sentido que desejasse a derrota dos verdes, azuis, amarelos, pretos, sei lá. Mas nem sempre assim é.
Não é por patriotismo nem por falsa modéstia, mas dou comigo a torcer sempre por equipas, primeiro portuguesas, depois onde joguem amigos meus, desde que não estejam em campo contra o meu Benfica, como é óbvio.
Pois bem, não esperava nada hoje, elogiar o meu amigo Rui. Não só porque o Sporting não esteve à altura daquilo que é habitual jogar, mas também porque durante o jogo não mostrou as suas garras. Acontece com todas as equipas, terem dias menos felizes, mas hoje …
O Rui, picado por qualquer bichinho, nos segundos finais do jogo de hoje contra os holandeses, arrancou em direcção à baliza contrária e, na marcação dum canto, cabeceou para o fundo da baliza. A bola ainda tocou num adversário mas o obreiro do golo foi efectivamente ele. Foi a salvação do Sporting, logo terá direito a uma ou outra fífia em jogos futuros.
Julgo que terá sido o primeiro golo dele, enquanto guarda-redes.
Achei lamentável a atitude dos comentadores que não precisavam de passar o jogo todo a lamuriarem a noite menos boa dos verdes, mas já vamos estando habituados a este tipo de atitude, também com o Benfica.
Mas hoje, o que eu quero é dar um grande abraço ao Rui. Pela atitude. Pelo inconformismo e sobretudo pelo encaixe de adjectivos com que um guarda redes é presenteado, quando as coisas correm menos bem.
Rui, amanhã pagas tu o pequeno almoço! A seguir paga o Júlio (também leão)!


Parabéns a todos os verdes meus amigos! Parabéns Sporting! Parabéns Rui!

3 de agosto de 2009

Tony Teixeira - o meu rico amigo!

Tony Teixeira e o grande campeão brasileiro Felipe Massa


Hoje, ao passar os olhos por uma revista, li uma pequena notícia sobre um amigo que não vejo há tempos. Daí até trazê-lo para aqui foi apenas um clicar de teclas.

Tony era um puto muito simpático que eu costumava provocar, pois ele era um reguila nato.
Eu era já um homem e Tony uma criança, pois dez anos nos separavam. Sempre tive a mania de fazer uns truques ou habilidades aos putos, pois são eles os homens de amanhã e ele não fugiu à regra.
Pois bem, este puto de que vos falo, é hoje um multimilionário, falado em todo o mundo pela sua ligação à Fórmula 1.

Nascido na Amadora, filho de transmontanos, emigrou com seus pais para a África do Sul. Tinha então 15 anos.
Bem cedo se iniciou nos negócios tendo começado por fundar uma empresa de transporte de mercadorias terrestres. Dois anos depois era já o maior transportador do país. Tem negócios em 75 países e emprega 16.000 trabalhadores.
Actualmente é Presidente de várias empresas e da A1 Grande Prémio.
Prepara-se para construir em Portugal uma fábrica de automóveis monótipo e pondera adquirir uma equipa de Fórmula 1.
A última vez que estive com o Tony, poderia ter alterado o rumo de muita coisa. Ele pediu-me para eu tentar adquirir-lhe um enorme terreno no Algarve. Assim fiz. Meti-me a caminho, mas dada a complexidade da burocracia que envolvia o referido terreno, o projecto não teve pernas para andar.
E como em todas os contos de fadas, há sempre um lado lúgubre da “estória”.
É que este multimilionário sofreu, há dez anos, um rude golpe quando um tio seu se suicidou por ter dificuldades financeiras.
Tony nunca soube das dificuldades do tio que até então tinha tido uma vida desafogada. Sei bem que Tony lhe teria resolvido o problema, pois além dum grande coração tinha também por ele um apego enorme.
Esse tio, o meu grande amigo Xico Teixeira, irmão de seu pai, suicidou-se, porque … não tinha dinheiro.
Numa fase complicada da sua vida, o Xico escolheu o caminho mais fácil ou … mais difícil(?)

Que pena Tony, não adivinhares o que se passava a seis mil quilómetros de distância e o orgulho que ele tinha de ti!
Gostei de te lembrar, puto reguila!

31 de julho de 2009

Leonard Cohen - Tiro-te o meu chapéu!








A noite passada, no Pavilhão Atlântico, Leonard Cohen cantou, encantou, arrebatou.
Predominava uma geração cinquentenária, salpicada aqui e acolá, por outra de gente acabada de chegar à idade adulta. A meu lado um jovem só, anelado na orelha por uma meia lua de prata, parecia sentir-se fora do contexto
O Pavilhão rebentava de ânsia e de espaço.
“Dance me to the end of love” foi apenas o começo. Depois foi um chorrilho de canções de amor e de incentivos à paz.
O seu rosto cheio de esgares de raiva, escondido pela penumbra dum alcapónico chapéu, reflectia afinal ternas palavras de amor. Foram três horas de cumplicidade com o público do seu tempo
Na segunda parte, o bilingue Cohen não parou de fazer parecer que ia acabar o espectáculo. Cada canção era uma despedida e um hino ao bruá da multidão.
Duma postura irrepreensível, Cohen teve a coragem de dar espaço aos seus músicos, já que, individualmente todos tiveram direito a uns minutos de glória. E que músicos! Acima de tudo era um senhor de se lhe tirar o chapéu que estava à minha frente.
Le Partizan, Aleluia, Suzanne e Dance me to the end of love, tocaram-me particularmente, pois, a primeira vem ainda dos meus tempos de vivência em Paris, há quatro décadas, e as outras das minhas fases românticas que se lhe seguiram
A sua quente e doce voz murmurou no adeus:
- Tento deixar-vos , mas …
So long Marian! I’m your man!
Leonard – tiro-te o meu chapéu!

29 de julho de 2009

Adoro galinhas




No prato, na canja, no churrasco, na capoeira, na empada e até na secretária e na cama. Que gostos esquisitos eu tenho!
E vá-se lá perceber por que razão eu gosto tanto de galinhas!
Fazendo uma introspecção começo a pensar que o único momento em que eu não gosto mesmo das ditas, é quando todas cacarejam em uníssono sem que o galaró meta a colherada. Não que tenha algo contra as galináceas, antes pelo contrário, como atrás já confessei. O cacarejar é que fere um pouco os meus já gastos ouvidos. De resto, adoro a melodia.
E assim, a modos que, como diria o diácono Cícero, cai-me na canja uma rechonchudíssima pernambucana galinácea.
Está agora em cima da minha secretária, onde faz as delícias de todos os galos que nem sempre conseguem descer do seu altaneiro campanário. Às vezes – eu incluído!
Obrigado Spuk, por esta prendinha vinda lá dos “Brasis”. É que a Spuk, cada vez que vem a Portugal traz sempre na bagagem uma recordação para mim e outra para o JC.
Pela parte que toca aos dois, o nosso obrigado pelos presentinhos.
JC – tens uns CDs e DVDs à tua espera!

27 de julho de 2009

Não interromper!


O Joãozinho achou tão excitante o que tinha visto que não se conteve e correu para casa contar à mãe, o que tinha visto ... .
- Mãe, mãe, eu estava no pátio da escola, quando vi o carro do pai ir para o bosque com a tia Lídia. Fui atrás para ver e o pai estava a dar um grande beijo na tia Lídia ... depois ele ajudou-a a tirar a blusa, depois a tia Lídia ajudou o pai a tirar as calças e depois a tia Lídia...
Nesse ponto, a Mãe interrompeu-o e disse :
- Joãozinho, essa é uma história tão interessante, que vais guardá-la para contar à hora do jantar!.... Quero ver a cara do pai, quando lhe contares tudo isso à noite.
Ao jantar, a mãe pediu ao Joãozinho para contar a história.
- Eu estava a brincar no pátio da escola quando vi o carro do pai ir para o bosque com a tia Lídia. Corri para ver. Ele estava a dar um grande beijo à tia Lídia. Ajudou-a a tirar a blusa e a tia Lidia ajudou o pai a tirar as calças e depois a tia Lídia e o pai começaram a fazer as mesmas coisas que a mãe e o tio Jacinto faziam, quando o Pai estava na tropa!
A Mãe desmaiou!
Moral da história : Às vezes - é preciso ouvir toda a história, antes de a interrompermos...
... e às vezes - também eu tenho a mania de interromper!

25 de julho de 2009

Medalha Osvaldina


Começaram a ser distribuídas as primeiras "medalhas osvaldinas" comemorativas do Encontro de Tabuaço.
Trata-se duma medalha em prata com uma emissão limitada a quinhentos exemplares, em versão proof.
O desfolhar de Setembro encarregar-se-á de ser o arauto do evento.
Até lá!

C'est en Septembre ...

22 de julho de 2009

Mãe - Deixa-me chorar-te!

Farias hoje mais um aniversário.
Pegar-te-ia ao colo para te elevar tantas as vezes como tu o fizeste comigo.
Beijar-te-ia com a ternura que te não deram.
Abraçar-te-ia mesmo que braços eu não tivesse.
Choraria por ti quando te secassem as lágrimas e …


Lembro-me cada vez mais dos teus conselhos e do que recordávamos da tua juventude. Das coisas que me contavas quando atravessavas a vida. Dos Invernos gelados em que me aquecias as noites. Do anoitecer quente de Agosto em que aninhava a cabeça no teu regaço, sentados na granítica laje da entrada da casa da avó. Da tua mão a afagar-me os cabelos até ao adormecer. Dos figos que a frescura da manhã nos oferecia quando despertava um dia mais. Da melancia que devorávamos aos molhos, qual harmónica bem soprada. Da pequena sesta a que a canícula nos obrigava. Das férias na Beira ao findar do dia, descalços, regando o milho e sentindo a frescura da água do poço nos beijar os pés.
E depois … da saudade em que a minha ausência, no meio do mundo, te afundou. Da distância madrasta que proibia os nossos beijos. Da esperança mútua do meu regresso um dia.
Dos teus olhos azuis, rivais dos céus. Da manhã malvada que te roubou o riso e apagou a alma.
Julgava ver-te envelhecer. Pensava seres eterna e por ti eternamente me repetirei.
E sei que me espreitas por detrás dum véu que um dia cobrirá os dois!
Parabéns Ana! Parabéns mãe, mas ...
Queria tanto ter-te aqui!

20 de julho de 2009

Dubrovnik - A Pérola do Adriático

A fortificada cidade
Primeira fonte, estátua no feminino, conhecida em tal pose.

Rua Principal
Parece Alfama
Dubrovnik - a Pérola do Adriático, como Lord Byron a apelidou um dia, é uma lindíssima cidade da Croácia e fica localizada no sul da Dalmácia.
Parece uma cidade de bonecas e as suas estreitas ruelas deixam adivinhar a razão pela qual tantos foram os países invasores.
Fundada quinhentos anos antes de Portugal, a Croácia já esteve sob o domínio do Império Bizantino, da República de Veneza, da Hungria, da França, da Itália, da Alemanha e da Jugoslávia.
Em 1991 foi bombardeada pelo exército jugoslavo e logo reconstruída pela Unesco.
Nem fazia ideia que esta apetecível estância balnear fosse tão desejada e martirizada.
Pelo que representa para a história é considerada património da humanidade, pela Unesco.
Lá voltarei um dia!

18 de julho de 2009

Santorini - Gosto mais de Thera






Há quem diga que Santorini é a ilha grega mais espectacular que existe.
Penhascos impressionantes, encimados por um enorme branco casario nascido duma caldeira inundada pelo mar, arrastam-nos o olhar. Esta caldeira foi criada há quase 4 mil anos por uma das mais poderosas erupções vulcânicas da história da humanidade. O tsunami resultante desta erupção destruiu a cultura minóica e alguns arqueólogos sugerem que o evento inspirou a criação da lenda do continente perdido da Atlântida.
Das várias ilhas gregas que conheço, julgo que é muito subjectivo dizer que é a mais espectacular pois cada uma tem os seu recantos e encantos. É certamente a mais alta.
A mística da ilha convida à sua visita. Onassis e Jackeline eram visitantes assíduos.
Para quem chega de barco tem à sua espera uma escadaria de quinhentos e noventa e cinco degraus. É só ter coragem para começar e quarenta e cinco minutos depois está lá em cima.
Quem o não quiser fazer (foi o meu caso) desembolsa quatro euros e sobe no teleférico. Tem ainda a alternativa de montar uma pileca (burro-mula) e rezar aos Deuses, ali tão perto, para que estas não escorreguem nos seus próprios dejectos e transformem um sonho em agonia.
Pela enorme escadaria acima, entre encontrões de burros e paragens para respirar, um mar de gente escorre o olhar até à calmaria das águas do mar Egeu.
No pequeno museu local, voltei a falar com as minhas amigas – as pedras!
Santorini, outrora Thera, ficou-me agora enraizada na memória que teima em amar calhaus.

17 de julho de 2009

Carla Mar - Parabéns

Enigmática, possessiva, aberta.
Atrevidota como diz a Laura. Muito à frente como diz o Ergela e mais coisas que outros dirão e a gente não sabe.
Por mim, julgo que ela é uma onda dum mar revolto onde as palavras saem aos soluços e a paixão flui como a brisa dum vento muitas vezes soprado.
Ela faz hoje anos e está autorizada a ver fotos para maiores de trinta anos.
Um beijinho Carla!


esboço de Hugo Araújo

15 de julho de 2009

Granito - meu amor!

Às vezes apetece-me entrar por aqui e descrever as maravilhas que já descobri nos quatro continentes que até então pisei.
Rebolo-me então nesses pequenos luxos e descubro que a felicidade não está onde um paquiderme alado me leva nem na ponta dum meridiano.
Como qualquer mortal gosto de correr mundo e desejo imenso partir para ter a suprema alegria do regresso.
Mas … quanto mais mundos conheço mais gosto deste pequenino e bem enjorcado rectângulo.
Afinal sou filho dum granítico amanhecer onde um naco de broa, uma mão cheia de azeitonas e um colestrolado toucinho faziam o reino dos céus dos que acreditavam que os mares não eram um sonho.
Em homenagem àquilo que sou, àquilo que fui, às viagens que fiz e ao regresso que pude ter, aqui me sento na pedra que não fala mas tudo de mim sabe. O granito!.
Foi assim algures, entre a saudade das origens e o sonho da descoberta que me senti pequeno e com vontade de não crescer.
Há coisas que não se explicam. Entre o que ontem vivi e o que antes senti, optei pelo segundo.
Quero mais, para acreditar que já fui menino e também sonhei!
Volta Kim, que as pedras esperam por ti!

12 de julho de 2009

Templo de Ártemis

Nem sempre rejubilo com uma viagem. No entanto viajar é viver, aprender, descobrir.
Acontece-me frequentemente encher os olhos de história e desta vez a regra voltou a acontecer.
E como em tudo na vida há coisas que nos extasiam e outras que nos decepcionam. Assim foi num dos pontos por onde agora passei. A decepção aconteceu!
Algures na Ásia Menor existiu em tempos uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo – O Templo de Ártemis. Pois bem, sem querer fazer uma resenha de tal Templo, apenas refiro que a decepção foi bem maior que a grandiosidade do monumento. É que dele apenas resta esta coluna abandonada, circundada de ervas daninhas e encimada por um ninho de cegonhas, agora esquecida dos Deuses.
Que nada é eterno já eu sabia, só não contava com uma Maravilha do Mundo ali destronada do epíteto que a tornou famosa.

Com 90 metros de altura - como a estátua da Liberdade, em Nova York - e 45 de largura, o templo era decorado com magníficas obras de arte. Protectora da cidade e deusa dos bosques e animais, Ártemis (Diana, para os romanos) foi esculpida em ébano, ouro, prata e pedra preta. Tinha as pernas e quadris cobertos por uma saia comprida decorada com relevos de animais. Da cintura para cima, três fileiras de seios se sobrepunham. Um ornamento em forma de pilar lhe adornava a cabeça.
Foi construído oitocentos anos de Cristo e a sua construção demorou duzentos anos..
Saqueado, destruído e reconstruído, teve vida efémera este templo, já que no ano 262 D.C. foi totalmente arrasada pelos godos (povo germânico). Restou esta abandonada coluna.

Às vezes – os Deuses não são eternos!

6 de julho de 2009

Alexandra Solnado - Consequências?

Ainda a propósito da Alexandra Solnado, lembrei-me da seguinte “estória” que por sinal não é “estória”.
Há poucos dias a belíssima e talentosa actriz Joana Solnado, filha da Alexandra, telefonou-me.
Depois de falarmos e rirmos sobre várias coisas contei-lhe uma coisa que de certa forma lhe está ligada.
Era verão de 2002. O tio da Joana, José Renato, irmão da Alexandra, tinha-me pedido qualquer coisa que já não lembro. Disse-lhe então que ia de férias de 15 a 31 de Agosto e que quando regressasse lhe explicaria o que pretendia. Na porta do meu escritório deixei um pequeno cartaz dizendo que estava fechado para férias de 15 a 31.
Fui para o Minho e regressei a Lisboa dia 25. Lembrei-me então de passar pelo escritório para ver o correio. Qual não é o meu espanto, quando lá chego vejo o bom do Zé junto à porta, debaixo dum sol abrasador, à minha espera.
Espantado, pensei que o “gajo” não estava bom da cabeça e atirei-lhe com esta:
- Então Zé, tu tás parvo ou sofres de insolação? Não vês o que está escrito na porta?
Calmo e sereno respondeu:
- Sim já vi o que está na porta e também já me tinhas dito que estavas de férias até ao fim do mês!
- Então o que é que te deu para apareceres aqui, sabendo que eu não estava?
Voltou a responder na maior das calmas:
- Eu vim porque sabia que te ia encontrar!
Mudo, abri a porta e calado a fechei! Quem o avisou? Divinal!
A Joana adorou a “estória” e prometeu guardá-la no rol das já muitas que a família Solnado nos tem vindo a legar.

3 de julho de 2009

Alexandra Solnado - O céu responde

Algumas pessoas saberão que Alexandra Solnado, diz, falar com Jesus Cristo.
Sei bem que é um tema polémico, logo susceptível das opiniões mais diversas.
Chamem-lhe os nomes que quiserem e sejam quais forem as razões que nos levam a acreditar ou não, eu abstenho-me de dar opinião pelas seguintes razões:
1º Quando nos acontece algo de estranho e inexplicável e não temos testemunhas para o certificar, pensamos logo que ninguém nos vai acreditar.
2º Não preciso de ver para crer.
3º Dou sempre o benefício de dúvida a toda a gente.
4º Não sou ateu mas respeito muito quem o é.
Alexandra Solnado, diz que viu Jesus Cristo pela primeira vez em 28 de Março de 2002. A partir daí começou a escrever as mensagens que Ele lhe passou a ditar. Desde então a sua vida transformou-se e a espiritualidade instalou-se na sua existência.

Raul, seu pai, disse-me um dia acreditar piamente na versão da filha, já que ele próprio, numa debilitada fase de saúde, se sentiu inundado por uma força estranha que o terá feito reerguer e voltar à vida. Não interessa se foi por muito ou pouco tempo, mas a verdade é que ele despertou da letargia que o já consumia.
Acreditem ou não, porque há coisas do diabo.

Alexandra, vai intercedendo cá pelo rapaz que começa já a sentir o peso que o Outono da vida nos aporta!

1 de julho de 2009

O Mártir


A arte é uma coisa muito subjectiva. Muitos de nós só sabemos se gostamos ou não. Agora, se é boa ou má, venham os entendidos e abram-se as milionárias bolsas.
Não sou conhecedor profundo, apenas curioso. E quando a curiosidade me leva a olhar pinceladas do meu sangue, fico embevecido e com vontade de mostrar esta tela que vi nascer. Ambos os intervenientes são meus filhos.
O modelo é o Gonçalo e o pintor é o Bruno. Ao mártir e ao artista, a alegria de me sentir melhor.
Aqui fica então o último quadro do Bruno, a perpetuar os laços que a distância não consegue separar.

Parabéns Bruno! Gosto muito!