20 de maio de 2009

Às vezes - muitas vezes


Às vezes - o nascer dum novo dia traz-nos a calmaria que o corpo reclama e a mente anseia.
Às vezes - no horizonte está a esperança, o alívio e o repouso.
Às vezes - corro atrás do arco-íris em busca do pote da juventude.
Às vezes - sonho a vida como se eterno fosse
Às vezes - quero ter milhões de amigos.
Às vezes - preciso de mim e não me encontro.
Às vezes - nem sei de mim.
Às vezes - muitas vezes, sou menino.
Às vezes - tantas vezes, sou feliz.

18 de maio de 2009

Castelo de Mértola - pedras para que vos quero!



Há coisas neste país que me deixam K.O.
Vejam bem que no século XXI ainda se cometem atrocidades deste quilate.
Como é possivel, a autarquia da Vila de Mértola, mandar emoldurar o seu altaneiro castelo mesclando degraus de pedra ancestral com modernos blocos de mármore que talvez nem de Borba sejam.
Se D. Dinis, que reconstruiu este castelo cá voltasse, perante tal desaforo poria as mãos aos céus e clamaria por novo Milagre das Rosas.
Sabendo que todas as Câmaras são peritas em implicar, às vezes, apenas com uma torta parede do casebre dum qualquer pobre cidadão, muito me admira que este atentado esteja a ser cometido à frente do nosso olhar.
Subir degraus de mámore, talhados em pedra dura, convertem ao catolicismo qualquer hesitante sarraceno.
Pai, perdoai-lhes que não sabem o que fazem!

15 de maio de 2009

Boby - leitura da sentença!

Finalmente chegou ao fim o caso do "Julgamento do Cão Boby"
Da "estória" que aqui postei em 5 de Dezembro de 2008, a juíza decidiu e leu a sentença:

- Noventa dias de prisão, remíveis a cinco euros por dia
- Dois anos de pena suspensa
- Pagar mil e quinhentos euros ao ofendido
- Pagamento das custas do processo

Pena muito leve, para quem merecia muito mais!
Quando não funciona a justiça dos cães, funciona a dos homens - às vezes!

13 de maio de 2009

Futebol Clube do Porto - Dragão Kom(m)odo

Bem gostaria de vestir este post de vermelho, mas quando o céu é azul e os Deuses sopram mais a Norte, só há que dobrar o orgulho e laurear os já veteranos vencedores da prova mais cobiçada do futebol português.
Às vezes - como qualquer mortal, dou por mim a desejar a derrota dos meus adversários e seria hipócrita se o não dissesse. É que, quando se tem a certeza do nosso valor e organização, não há que temer nem desejar a derrota dos outros, pois a nossa vitória, só por si, já chega. Mas não é isso que tem acontecido. Agora só tenho de reconhecer o bom futebol que o FCP exibiu ao longo de todo o campeonato, aquém e além fronteiras e a raça com que o fez.
Pessoalmente não gosto de Pinto da Costa, quer pela sua arrogância quer pelo ódio que tem sabido gerar entre os clubes rivais Já como PRESIDENTE, admiro-o imenso!
De igual modo não morro de amores por Filipe Vieira, que lhe segue as pisadas, qual semeador de tempestades.
Neste momento o único presidente com classe é Soares Franco, mas já se viu que não basta ter classe, é preciso muito mais que isso.
Fica bem assim a classificação. O Benfica não mereceu mais que isto.
Não me interessa aqui carpir os erros dos árbitros e seus quejandos, porque isso acontece, umas vezes para um lado, outras para outro.
Às vezes – a diferença não está nos jogadores nem nos treinadores, mas sim nos dirigentes.
Parabéns ao Futebol Clube do Porto!
Como benfiquista, vou pedir desculpa a mim mesmo e ao meu filhote Luís por este elogio a um dos nossos rivais e repisar numa frase já tão gasta:
- Pró ano é que é!

12 de maio de 2009

José Carlos - Parabéns velho leão

José Carlos, juntamente com seu irmão Tito, treina actualmente as camadas jovens do velhinho Atlético Clube de Portugal
Nasceu em Lisboa, a 12 de Maio de 1968

Parabéns Zé por mais uma ano que passa.
És ainda um jovem e tens muito para dar à vida.
O José Carlos é um homem de sorte! Foi jogador profissional de futebol e no seu tempo (recente) o Estrela da Amadora, lá ia pagando os ordenados. Com atraso, mas pagava.
Infelizmente os conturbados caminhos do futebol levam a becos sem saída, quem quer dar um passo maior que a perna. Vive-se acima das possibilidades. Paga-se o que se não pode. Depois, é o que todos sabemos.
Ai Zé, meu eterno rival, filho da velha glória sportinguista, Marinho, gosto de falar de bola contigo.
Parabéns pelo teu segundo lugar deste ano. Ficas a dever-me uma sardinhada.
O José Carlos, jogou no meu rival Sporting durante sete anos (1980-1987). Depois mais sete no Estoril e mais sete no Estrela da Amadora.
O destino tem destas coisas - o meu último jogo de futebol aconteceu há um ano no relvado secundário do Estádio Nacional e nesse jogo marquei dois golos, sendo que um deles foi a passe do Zé e outro a passe do meu filho Luis, que pela primeira vez jogou a meu lado. Foi o meu adeus ao futebol. Não te vou esquecer!
Na foto, em recente entrevista ao Jornal A Bola.
JOSÉ CARLOS Santos Mateus
Defesa Direito/Médio
1980/87 - Sporting
1987/95 - Estoril
1995/02 - Estrela da Amadora
2002/04 - Torreense

10 de maio de 2009

Joaquim Agostinho - Um fenómeno


Desapareceu há um quarto de século o maior ciclista português de todos os tempos.
Atleta duma pujança invulgar, começou a correr já tarde, aos vinte e cinco anos e fê-lo até aos quarenta e um, data da sua morte, quando um cão se meteu à frente da sua bicicleta provocando-lhe a queda que o viria a fazer sucumbir.
Ao homem e ao sportinguista, meu homónimo Joaquim, a homenagem dum admirador convicto, que sempre ignorou as rivalidades clubistas em prol de tão grande atleta.
Grande Joaquim! Grande campeão! Do mundo!

7 de maio de 2009

Chegou o Bruno

Chegou!
E torna-se mais difícil dizer o que quer que seja.
Os abraços acontecem e desbravam-se os dias sem mim.
As pinturas ficaram em repouso e trocam-se então os pincéis pela sofreguidão dos petiscos que já quase esquecemos.
Hoje o mundo está mais perto e lá como cá, tudo existe, mas cerejas em Dezembro e sardinhas em Janeiro, só alimentam a fúria do desejo.
E quando os oceanos nos separam, os abraços ficam preenchidos para as três semanas que se vão seguir.
Aqui, nesta ocidental praia lusitana até o vento cheira a saudade!
É bem mais fácil dizer:
- Chegou um dos meus filhotes e eu fico mais menino!

5 de maio de 2009

Mario Quintana - Deficiências

Este fabuloso e humilde poeta brasileiro, lembrou-me estes simples mas verdadeiros pensamentos

DEFICIENTE - é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

LOUCO - é quem não procura ser feliz com o que possui.

CEGO - é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

SURDO - é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

MUDO - é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

PARALÍTICO - é quem não consegue andar na direcção daqueles que precisam de sua ajuda.

DIABÉTICO - é quem não consegue ser doce.

ANÃO - é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois - A amizade é um amor que nunca morre

3 de maio de 2009

Não chorem meninas!


Às vezes perco-me por aí e descubro o que já sabia existir!

Às vezes os nossos passos não esbarram em preconceitos nem em escalas hierárquicas!

Às vezes acontece ir contente e vir feliz!

Às vezes as lágrimas secam-se com a brisa do mar!

À Dolce Laura, tão "sui generis" e à Lisa B, o flash duma tarde a transbordar de calores!

30 de abril de 2009

Da janela do meu quarto

Portas de Benfica

Santa Cruz de Benfica e Monsanto

Bº das Pedralvas - Benfica

Vejo a luz ... das Portas de Benfica, de Santa Cruz de Benfica, de Monsanto e daquele ror de obras que giram à minha volta.
A CRIL está em franco desenvolvimento e a cada dia que passa a obra avança.
Nota-se! Sente-se! Vê-se!
A poeira assentou, o barulho das máquinas acalmou e a zona pedonal desapareceu.
Mais do que o que se possa dizer, as imagens falam por si!
Da janela do meu quarto ... vejo a luz do quarto delas!

29 de abril de 2009

Reencontro em Beja




Era dia 25 de Abril de 2009.
O sonho de ver a homenagem ao meu amigo Júlio Amaro havia-se gorado.
Senti então saudade dalguém, por sinal com nome parecido (José Amaro) há muito a morar no cemitério de Beja e para lá rumei.
A última lembrança que dele tinha era a de um quase alvo ataúde, onde uma pequena janela de vidro deixava ver-lhe o rosto já despido do seu tão quente e enigmático sorriso.
Haviam passado vinte e cinco anos que ali me despedira do meu amigo, deixando-o ladeado por esguios ciprestes, abandonado no frio mármore da tumba.
E nunca mais voltei!

Como que por magia os meus passos dirigiram-se directamente para onde o instinto me levava.
E ali estava o meu amigo Martin, como eu lhe chamava, e Zeca, como outros o conheciam. Um frémito de emoção abanou meio século de vida.
Por momentos recuei aos nossos tempos em Paris, onde ele já vivia quando ali cheguei no final da década de sessenta.
Irmão que não tive e cúmplice do desenrasca era o que estava ali à minha frente. Não mais nos fizemos passar por irmãos nem mais partilhámos divididos corações de lindas donzelas. Alain e Martin eram uno!
Martin partiu cedo, aos trinta e três anos. Um tumor cerebral interrompeu-lhe os sonhos e empurrou para a loucura os pais dum filho só.

Mário e Isilda, seus pais, abandonaram Paris e compraram um pequeno apartamento quase em frente ao cemitério de Beja e nunca mais viveram.
Entrelaçada entre o ferro e o vidro do jazigo, deixei a saudade dum rosa com espinhos.
Voltarei!
À bientôt mon ami!

26 de abril de 2009

Homenagem adiada


Era um dia de homenagem a Júlio Amaro.

A edilidade de Portimão não conseguiu terminar a tempo o monumento desenhado por Júlio Amaro.
Ficou também por inaugurar a rua com o seu nome. Não fazia sentido inaugurar uma coisa sem a outra.
Era a homenagem da cidade àquele que, no último terço da sua vida, tanto elevou o seu nome.
Era, mas não foi!
Em data a marcar, encontrar-se-á novo dia para a justa homenagem.

Deixa lá Júlio - já estavas habituado!

24 de abril de 2009

Há coisas do catano



Como dizia o meu avô - há coisas do catano!

Tenho andado para aqui a falar de riqueza e do Homem mais rico da Babilónia e afinal ontem já fui rico. Até parece que os posts anteriores chamaram a riqueza, mas logo a seguir vem a realidade.

Pois bem, como se pode verificar pelo extrato anexo, o meu banco movimentou na minha conta a quantia de mais de SETE MILHÕES DE EUROS. Claro que se tratou dum "pequenito" engano, mas fiquei a pensar que às vezes há coincidências do catano. É que sete milhões e trezentos mil euros, são exactamente 10% do fabuloso prémio do Euromilhões desta semana.
Se a vida não fosse feita de sonhos estaria agora a matutar o cerebelo, por via da tal dízima que deviamos poupar.
Afinal o autor do Homem mais rico da Babilónia tinha razão!
Os 10% já eu cá tinha. Só faltava o resto!
Que pena o Banco ter-se enganado!

23 de abril de 2009

Carta Aberta ao XL

A propósito dos comentários ao HOMEM MAIS RICO DA BABILÓNIA

Meu querido XL!

Este é um tema que podemos debater um dia destes.
Sabes bem que sou apolítico e não pretendo endireitar o mundo, mas também sabes que sou uma tentativa de Salomão com salpicos de sonhador.
Gosto de falar contigo sobre estas coisas. Dás luta e não te chateias.
E desses milhões de pobres que falas, quantos deles gastam dinheiro em inutilidades e vícios, faltando depois para os bens essenciais?
Queres exemplos?
Dar-tos-ei quando a tua presença pairar neste reino pouco babilónico.
Também eu não sou lírico, nem acredito em livros que ensinam a fazer fortuna.
O que acredito é que se fossemos suficientemente capazes de guardar um dízimo de tudo o que ganhamos, talvez déssemos razão ao autor do livro.
E não me perguntes pelos que vivem abaixo do limiar da pobreza, porque desses não fala o autor. Ele fala apenas dos pobres como tu e eu que ainda vamos tendo o suficiente para ziguezaguear a vida, passando por ela sem saber o que é efectivamente a pobreza.
Fazê-lo é uma questão. Ignorá-lo é outra!
Meu querido XL!
Gosto de ti, porque gosto! E porque não és pobre … de espírito!

22 de abril de 2009

O homem mais rico da Babilónia

Quem quer ser bilionário?

Não era minha intenção intitular esta crónica com semelhante néon cinematográfico, mas quase sem querer a minha pena deslizou para tal título.
Passamos uma vida a ignorar as coisas simples e preocupamo-nos com coisas de somenos importância. Depois constatamos, já tarde, que o enriquecimento material podia ter-se projectado num reflexo espelhado daquilo que cada um tem no seu interior.
O Homem mais rico da Babilónia é um livro bem actual que toca o sentido despesista daqueles que julgam não haver amanhã.
Vale a pena lê-lo.
Lê-se numa tarde! É barato e dá milhões!

Às vezes - sinto-me o homem mais rico da Babilónia!

19 de abril de 2009

Parabéns - Maria das Caldas




Três gerações (A Maria - o seu pai e a sua neta cantando os parabéns)


E Viva a Maria das Caldas!

Pois é meus amigos. Esta Maria (há mais Marias na terra) foi uma das primeiras comentadoras deste espaço. Vezes houve que se confundiam as Marias.
Problemas de saúde e paciência tê-la-ão empurrado para a pintura, sua grande paixão, já que no horizonte não se lhe conhecem outros vícios.
Almoçámos um dia em Lisboa, com um grupo de bloguistas e mais tarde fui visitá-la às Caldas da Rainha, aquando duma exposição de pintura colectiva.
A sua ausência é hoje aqui colmatada com um abraço e um beijinho de parabéns por mais um aniversário.

Ainda um dia reúno este pessoal e fazemos uma pintura colectiva!
Parabéns Maria! Pinta muito!

18 de abril de 2009

A crise - o outro lado!


Um homem vivia à beira duma estrada e vendia cachorros quentes.
Ele não tinha rádio, televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia bons cachorros quentes. Preocupava-se com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava.
As vendas foram aumentando e, cada vez mais, ele comprava o melhor pão e as melhores salsichas. Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender uma grande quantidade de fregueses, e o negócio prosperava. Os seus cachorros quentes eram os melhores em toda a região!
Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola ao filho.
O menino cresceu e foi estudar economia numa das melhores faculdades do país. Finalmente, o filho já formado, voltou para casa, notou que o pai continuava com a vidinha de sempre e teve uma séria conversa com ele:
- Pai, então você não ouve rádio? Você não vê televisão e não lê os jornais? Há uma grande crise no mundo. A situação do nosso país é crítica. Está tudo ruim. O mundo vai ter grandes problemas.
Depois de ouvir as considerações do filho doutor, o pai pensou: Bem, se meu filho que estudou economia, lê jornais, vê televisão, acha isto, então só pode estar com a razão. Com medo da crise, o pai procurou um fornecedor de pão mais barato (e claro, pior) e começou a comprar salsichas mais baratas (que eram também as piores). Para economizar, parou de fazer cartazes de propaganda na estrada.
Abatido pela notícia da crise já não oferecia o seu produto em voz alta. Tomadas essas providências, as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo e chegaram a níveis insuportáveis e o negócio de cachorros quentes do velho, que antes gerava recursos até para fazer o filho estudar economia na melhor escola, faliu.
O pai, triste, então falou para o filho:
- Tinhas razão, meu filho, nós estamos no meio de uma grande crise.
E comentou com os amigos, orgulhoso:
- Bendita a hora em que eu mandei o meu filho estudar economia, ele avisou-me da crise…!!!

Cada um tire as suas próprias conclusões!

15 de abril de 2009

Dady - operado ao fémur

Com a camisola do Dady, até pareço um jogador de futebol

Como eu entendo esta lesão!
O meu amigo Dady, actualmente a jogar na Primeira Divisão da Liga Espanhola foi operado a um aneurismático quisto ósseo benigno no fémur.
Para além da época ter terminado para ele, tem agora pela frente uma recuperação de três meses.
O Dady é um jovem em extinção, homem de bom coração, profissional irrepreensível.
Iniciou-se nos escalões de formação do Futebol Benfica, passando depois para o Sporting, depois Estoril, Belenenses e agora Osasuna
Claro que o primeiro pensamento que tive quando soube da notícia, foi o facto de associar imediatamente esta operação àquela que eu fiz no verão passado, sendo que o meu osso foi substituído e o dele não. Sei bem o que penei e o que custou voltar a aprender a andar.
Depois, lembrei-me que joguei o meu último jogo de futebol, com a camisola que ele me tinha oferecido uns dias antes.
Depois, continuei a lembrar-me doutras coisas e percebi que eu era um homem feliz porque podia voltar a caminhar.
Depois, lembrei-me ainda dos que, não o podendo fazer, continuam a sonhar com a quimera de poder voltar a andar um dia.
Depois, acordei e … vi que era tudo verdade!

Dady disse-me isto há bem pouco tempo:

- O Sr Ribeiro vai comigo passar férias a Cabo Verde e não precisa de levar carteira.
Cabo Verde, um país que eu já conheço e ele faz questão de mostrar o que eu não vi.
Um gesto simples dum homem simples!
Fazem falta atletas como tu! Os relvados esperam-te Dady!

13 de abril de 2009

A Histérica


Éramos quatro conhecidos.
Falávamos daquelas parvoíces que às vezes os homens falam e …
… às tantas diz assim um deles, o Fernando:
- É pá, pouco tempo depois de me casar ia tendo um grande problema porque uma prima da minha mulher não me largava a “labita”. Andava sempre atrás de mim e fazia-me olhinhos à descarada. Devia ser uma boa “deita” até porque a gaja era uma histérica do caraças. Mas como ela tinha dois filhos e eu tinha acabado de casar, lá me aguentei à bronca e fiz de conta que não percebia.
Meio boquiaberto e com ar de quem queria descobrir a pólvora, pergunta o Artur ao Fernando:
- Oh Senhor Fernando! Então explique-me lá, se ela era histérica como é que tinha dois filhos?
Éramos quatro conhecidos e estéril fiquei. De sorrisos!

10 de abril de 2009

Parabéns David


Santa Maria da Feira veio a Lisboa!

O Rei David faz hoje 43 anos e ...
Saiu de casa com a mulher para ir beber uma bica e só parou em Lisboa.
Apenas um romântico faria uma coisa destas.
Bem, sendo assim, lá vamos nós amanhã matar saudades com uma sardinhada pela frente e ouvir os desabafos da minha querida Estrelinha (Isabel).
Ai David David, como brilha a tua Estrela!
Parabéns meu velho!

9 de abril de 2009

Vous entrez en France


Um dia, a exemplos de outros dias, fui dar uma voltinha com uns amigos, por esses países fora.
Foi uma volta um pouco diferente das outras, porque estes amigos não eram de infância e também porque não havia a confiança e a proximidade que as amizades da puberdade sempre encerram. Mas lá que éramos amigos, isso éramos.
Durante a viagem, falámos de inumeráveis coisas que não era normal falar e numa delas eu explicava-lhes que a língua francesa era como todas as outras. Escrevia-se duma maneira e lia-se doutra. Dei-lhes alguns exemplos e um deles era o de que o Ó e U quando estão juntos, lê-se U, não OU.
Então, muitos quilómetros depois, já não sei a que propósito e já perto de terras de França, um dos meus compagnons de route resolve fazer alarde das suas capacidades de viajante e sai-se com esta:
- Quando eu era mais novo fui a França!
Sabendo que isso era mentira, provoquei-o dizendo-lhe:
- Então sabes algumas palavras francesas?
- Sim, sei algumas coisas de francês! Respondeu ele um pouco hesitante.
Palavras não eram ditas quando no chão e numa placa da estrada aparece escrita a seguinte frase – VOUS ENTREZ EN FRANCE.
Resta acrescentar que este amigo é natural dum zona do país (desculpem-me os que de lá são – allô Laurinha) onde é normal trocar o V pelo B.
Então perguntei-lhe se ele sabia o que queria dizer aquela placa. Lembrando-se do exemplo que eu lhe dera, começa a franzir o sobrolho e deve ter pensado assim. - Se nesta palavra, VOUS, o Ò e o U, se lê U, então VOUS lê-se VUS.
Balbuciando começa então com monossilábicas:
- VUS … VUS … VUS …
- Então o que quer dizer a placa? Insisti eu.
- Bem! VUS, VUS, quer dizer que aquela faixa é para os autocarros (BUS).
Subitamente deu-me uma BONTADE enorme de gargalhar!

6 de abril de 2009

Questão de vírgulas


Alguém me perguntou onde colocaria eu a vírgula, na seguinte frase


SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE GATAS À SUA PROCURA.

Se colocou a vírgula depois de MULHER, é tendencialmente uma mulher. Se colocou a vírgula depois de TEM, é tendencialmente um homem.

Eu juro que coloquei a vírgula depois de MULHER

A vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere. Não espere.
Ela pode fazer desaparecer o seu dinheiro.23,4 . 2,34
Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado. Aceito obrigado.
Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve. Isso só ele resolve.
E vilões.
Esse, juiz, é corrupto. Esse juiz é corrupto.
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião!
Não queremos saber. Não, queremos saber.

Uma vírgula muda tudo.


4 de abril de 2009

Júlio Amaro - ele ia gostar ...


… de saber que a Câmara Municipal de Portimão decidiu atribuir o nome de “Júlio Amaro” (pintor) a uma rua da cidade.
… de saber que a mesma Câmara, vai inaugurar um monumento que ele desenhou.
… de saber que está no horizonte, uma estátua em sua memória
… de saber que estes eventos vão acontecer no próximo dia 25 de Abril.
… de saber que os amigos (neste caso J.C.) retocam as suas fotos, com sabor a aguarela.
… de saber que nesse dia lá estaremos, na primeira fila!
Vais gostar de nos sentir!
Até já, Júlio Amaro!

2 de abril de 2009

Lingua Portuguesa - a fértil


Este texto é dos melhores registos de língua portuguesa que eu tenho lido sobre a nossa digníssima 'língua de Camões', a tal que tem fama de ser pérfida, infiel ou traiçoeira.

Um político que estava em plena campanha chegou a uma pequena cidade, subiu para o palanque e começou o discurso:

- Compatriotas, companheiros, amigos! Encontramo-nos aqui, convocados, reunidos ou juntos para debater, tratar ou discutir um tópico, tema ou assunto, o qual me parece transcendente, importante ou de vida ou morte. O tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou junta é a minha postulação, aspiração ou candidatura a Presidente da Câmara deste Município.

De repente, uma pessoa do público pergunta:

- Oiça lá, porque é que o senhor utiliza sempre três palavras, para dizer a mesma coisa? O candidato respondeu:
- Pois veja, meu senhor: a primeira palavra é para pessoas com nível cultural muito alto, como intelectuais em geral; a segunda é para pessoas com um nível cultural médio, como o senhor e a maioria dos que estão aqui; A terceira palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele alcoólico, ali deitado na esquina.
De imediato, o alcoólico levanta-se a cambalear e 'atira':
- Senhor postulante, aspirante ou candidato: (hic) o facto, circunstância ou razão pela qual me encontro num estado etílico, alcoolizado ou mamado (hic), não implica, significa, ou quer dizer que o meu nível (hic) cultural seja ínfimo, baixo ou mesmo rasca (hic). E com todo a reverência, estima ou respeito que o senhor me merece (hic)pode ir agrupando, reunindo ou juntando (hic) os seus haveres, coisas ou bagulhos (hic) e encaminhar-se, dirigir-se ou ir direitinho (hic) à leviana da sua progenitora, à mundana da sua mãe biológica ou à puta que o pariu!!

31 de março de 2009

Magia em Paris

Ele, era um já vivido quarentão. Eu, um miúdo acabado de entrar na vintena de anos.
Júlio Amaro era o homem feito. Kim, o homem por fazer.
As multifacetadas virtudes do Amaro permitiam-lhe, à vez, saltar duma pincelada de aguarela para o voo rasante do insólito. Amaro era mestre na arte da pintura, sábio no que reclamava da vida e mago aspirante a Houdini.
Atendendo a estes predicados, aqui vos deixo uma pequena “estória”.

Amaro tinha sido desafiado para trabalhar nas Editions Vaillant, em Paris, para desenhar aquelas “estórias aos quadradinhos” que fazem o deleite da criançada e não só.
Como eu conhecia razoavelmente bem Paris, acompanhei-o nessa aventura, de modo a minimizar os efeitos da língua e costumes, nos seus primeiros tempos na cidade luz.
Assim, um dia chegámos ao hotel algo cansados e enquanto Amaro ficou a esfumaçar no vaivém da largura do quarto, eu espojei-me ao comprido na cama que tinha mais à mão e depressa adormeci.
Amaro ficou a sorver cigarro após cigarro, rodopiando para trás e para a frente mergulhado em pensamentos mil. De repente, a luz do tecto apagou-se. Olhou para cima e cofiando a barba de dias ali fica especado a tentar entender o sucedido. Afasta-se um pouco e a luz acende-se. Estica a mão para o interruptor e a luz apaga-se. Amaro estava atónito. Não entendia. Ali ficou vários minutos gesticulando passes de mágica que ora iluminavam o quarto ora o escureciam.
Querendo partilhar tal bruxaria comigo, acorda-me e diz-me:
- Kim, vê bem este meu número de magia que nunca te fiz!
E esticando o braço para a lâmpada profere a palavra mágica: - Acende-te! E a luz acendeu-se. - Apaga-te! E a luz apagou-se. Repetiu, uma, duas, três, milhentas vezes.
Eu comecei a ficar aterrado com tamanhos truques do Demo e implorei-lhe:
- Amaro, não faças isso! Com essas coisas não se brinca! Estás a meter-me medo!
Ele sorria e continuava na dança do acende e apaga e quanto mais medo eu tinha mais ele se deleitava e vangloriava seus tamanhos poderes.
Assim ficámos algum tempo, até que … eu não podia mais.
Comecei a rir, rir, rir e rebolando na cama caí na carpete. Levantei o braço e mostrei-lhe o interruptor que segurava na mão. Era eu que apagava e acendia a luz, julgando ele que eu estava a dormir.

Meu Deus, acabara de humilhar o grande mágico.

Olhou-me com olhos de quem não existe, acendeu novo cigarro, vestiu o sobretudo coçado, levantou-lhe a gola e saiu murmurando guturais sons inatingíveis.
Lá fora, não chovia, não ventava!
Perdoa-me amigo!

29 de março de 2009

Sexo - o que é!


Segundo os médicos

é uma doença, porque acaba sempre na cama.

Para os advogados

é uma injustiça, porque há sempre um que fica por baixo.

Segundo os alentejanos

é uma máquina perfeita, porque é a única em que se trabalha deitado.

Segundo os arquitectos

é um erro de projecto, porque a área de lazer fica muito próxima da área de saneamento.

Segundo os políticos

é um acto de democracia perfeito, porque todos gozam independentemente da posição.

Segundo os economistas

é um efeito perverso, porque entra mais do que sai. Às vezes, nem se sabe bem o que é activo, passivo, ou se há valor acrescentado.

Segundo os contabilistas

é um exercício perfeito: entra o bruto, faz-se o balanço, tira-se o bruto e fica o líquido. Em alguns casos, pode ainda gerar dividendos.

Segundo os matemáticos

é uma equação perfeita. A mulher coloca a unidade entre parênteses, eleva o membro à potência máxima e extrai-lhe o produto, reduzindo-o à sua mínima expressão.

Segundo os psicólogos

é fodido de explicar. (e não fui eu que disse)

27 de março de 2009

A paixão do futebol

Todos os que me conhecem sabem que eu sou um apaixonado incorrigível.
Apaixonado pela vida, amigos, família, numismática, desportos, montanha, viagens, música, história, etc., para não enumerar mais gostos que se subentendem.
Estou agora a dar-me conta que afinal gosto de quase tudo, menos as tais favas que são já tão conhecidas como o surfista da Laurinha.
Mas a minha grande paixão, nos momentos de lazer, era fazer uma boa jogatana de futebol. Mas, depois do meu acidente no verão passado, isso não é mais possível.
Foram mais de quarenta anos a arrastar a minha azelhice por tudo onde cheirasse a pontapés na bola.

Resta-me agora acompanhar as tristes figuras que vou vendo pela televisão e os maus exemplos daqueles que, não sabendo perder, nunca saberão ganhar. Sejam eles pretos ou cinzentos.

Hoje foi-me oferecido pelo meu amigo José Romano, aqui JRom, esta tão simples mas muito significativa lembrança, no sentido de me mitigar as mágoas duma paixão que morre, mas continuará a existir nos meus etéreos caminhos do impossível.
Vou olhá-la como se fosse o primeiro troféu conquistado.
Aquele que dá alento aos vencidos e lágrimas incontidas aos vencedores.

25 de março de 2009

Ma France - Viaduc Millau



De tempos a tempos não resisto e tenho de me virar para um dos países “onde já fui muito feliz” parafraseando um conhecido apresentador televisivo – Ma France!
Pois bem hoje quis dar a conhecer, a quem disso não sabe, que em França existe a mais alta ponte do mundo. É conhecida pelo nome de Viaduc de Millau, dada a proximidade desta localidade, que por sinal não conheço.
O viaduto tem cerca de dois mil e quinhentos metros de comprimento e está a cerca de 350 metros do solo, no seu ponto mais alto.
Antes da sua construção, o tráfego de veículos tinha de descer até o vale do rio Tarn, causando pesados congestionamentos, principalmente na época das férias de verão. A ponte, inaugurada em 2004, atravessa o vale pelo ponto mais alto, formando a última ligação entre Clermont-Ferrand
, a região do Languedoc e a Espanha, reduzindo consideravelmente o custo de transitar por esta rota. Muitos turistas indo para o sul da França e/ou Espanha seguem esta rota por ser directa e sem portagem, excepto o da própria ponte. Três anos foi o tempo estipulado para a sua construção, acabando por atrasar um pouco devido às más condições climatéricas. Nada mau para aquilo que por cá, estamos habituados.
De derrapagem financeira, não ouvi falar.
La France! A ponte entre mim e o mundo!

22 de março de 2009

Texto sem a letra "a"




Este é o blogue onde digo o que penso e é nele que recebo todos os que me querem bem. Veremos onde estou. No Estoril! No Minho! No Porto! Em Genéve! No Recife!
Sem nenhum tropeço posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo isso permitindo mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível.Pode-se dizer tudo, com sentido completo, mesmo sendo como se isto fosse um mero ovo de Colombo.
Desde que se tente sem se por inibido pode muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento. Trechos difíceis resolvem-se com sinónimos.

Observe-se bem: é certo que, em se querendo esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo.
Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo desporto do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o "I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo sem o "P", "R" ou "F", o que quiser escolher, podemos, em corrente estilo, repetir um som sempre ou mesmo escrever sem verbos.

Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir. Porém mesmo sem o uso persistente dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objecto escolhido, sem impedimentos.
Deploro sempre ver homens deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem o nosso português, hoje culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês. Porquê?
Cultivemos nosso polifónico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores.

Honremos o que é nosso, ó homens estudiosos, escritores e professores.
Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, pleno de heróis e de nobres descobridores de novos mundos.
Por hoje é tudo o que me lembro!

20 de março de 2009

Parabéns XL - este é o teu fado

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Francisco Luis Rosa – XL! Parabéns amigo!
Não és tu que envelheces, são os anos que te amadurecem.
Hoje dia do teu aniversário, aqui te deixo o outro tu que és, quando estás com os amigos.
Desculpa amigo, mas preciso de te mostrar ao mundo.

Para quem o não conhece, registo aqui que este vídeo foi feito num jantar de amigos, sem qualquer preparação e não propositadamente para o efeito.
Parabéns meu velho jovem, a léguas da decrepitude! Este é o teu fado!
Feliz aniversário!

18 de março de 2009

Vox Maris - concerto adiado

J'ai posé le lapin!

Andava eu meio atrapalhado com os meus parcos momentos de disponibilidade familiar semanal, quando decidi ir até ao concerto de música sacra da minha amiga Verdinha, Jevoislavieenvert (vejo a vida a verde), que é como diz a Laura, essa palavra tão esquisita e difícil de pronunciar para quem não gosta da língua francesa. Esta belga verdinha é-o desde pequenina como agora se diz, já que o seu marido foi atleta de elite do Sporting, daí o seu cognome.
Era sábado, dia 14 e desafiei o meu filhote Luís para me acompanhar, sabendo ele que não se tratava dum espectáculo da Rihanna. É que a Verdinha é soprano no Grupo Coral Vox Maris e eu sou um amante de música sacro-clássica. Ora, entre um fá sustenido e um si bemol, meti rodas a caminho e plantei-me à porta da Igreja do Sagrado Coração de Jesus em Lisboa. Dei uma volta, duas voltas e à terceira perguntei a alguém que me pareceu aspirante de diácono, a que horas começava o concerto. Perplexo, este encolheu os ombros e acalmou-me: - Oh senhor, esse concerto não é hoje é amanhã!
Estava no local certo à hora errada. Aproveitei, pedi perdão a Deus que estava ali ao lado e conformei-me com a minha lunática cabeça.Olhei pró meu filhote e julguei ler-lhe no olhar: - Deixa lá pai, são os desígnios de Deus! Olha do que Ele me safou!




16 de março de 2009

O meu primeiro amor

Sou um rapaz do meu tempo que passa às vezes pelas ruas da memória. Nelas encontro rostos angelicais que o olhar perdeu um dia e lembro um primeiro amor. Qual foi? Quem foi?
Depois penso, volto a pensar e numa viela dessa memória que perdura ainda, rebusco aquele que terá sido o meu primeiro amor.
Fecharam-se-me os olhos e ... apaixonei-me outra vez, sonhando como sempre sonhei.
Deixa lá ver, rapaz do meu tempo! O primeiro amor de quase todos nós não passa dum amor platónico, despojado de corpos e desejos. Apenas olhares. Então, quem foi o meu primeiro amor? Gisela? Isabel? Inês?

Quem foi? Qual foi?
- Sei lá coração vagabundo!

Apenas sei que um outro meu primeiro amor, cantou um dia

Anjo lindo que eu vi
E não voltas talvez
O que é feito de ti?
Quero ver-te outra vez!

Solitário fiquei
Porque sonhei demais
Mas eu não encontrei
Como tu ninguém mais

14 de março de 2009

Garagem do futuro


A minha vida está condicionada.
A falta de estacionamento consome-me. Sair de casa para longe, à noite, é o mesmo que ir ao purgatório e regressar ao inferno.
È normal andar uma hora à procura dum lugarzinho e depois ficar parado num canto qualquer à espera que alguém saia e deixe vago uma dúzia de metros quadrados.
Eu que adoro andar a pé, agora condicionado a fazê-lo em distâncias mais curtas, estou francamente apostado em abrir um negócio que resolva tal carência, mas por enquanto fico-me pelo pensar. É que, faltam duas coisas importantes. Dinheiro e imaginação. Afinal parece que falta tudo.
Porca miséria. Pode ser que alguém me inspire.
Parece que estou a ver um lurgarzito. Vou estacionar e volto breve!

12 de março de 2009

Frangos no Jacuzi


Destinos diferentes tiveram as nossas equipas na Europa.
Em terra de hunos, aos leões ontem mansos, tudo correu mal e quando assim acontece há que olhar em frente e aprender com os erros cometidos. Faz-me muita confusão ver adeptos de pés de barro, que tão depressa colocam os seus ídolos no pedestal como logo a seguir os brindam com apupos de terceira divisão.
Perdeu-se uma batalha, não a guerra! Dommage les verts! A vossa tristeza é igual à minha quando o meu Benfica desilude aqueles que dele gostam.
Por cá jogou-se bem melhor. O Futebol Clube do Porto mereceu a passagem à fase seguinte e foi superior ao seu adversário. Parabéns Estrelinha, David, Carla e quem mais?
Não escreveria hoje nada sobre futebol, se não tivesse ficado triste com a atitude dos adeptos leoninos.
Quem nunca tiver falhado que atire a primeira pedra.

Hoje, VIVA O BRAGA!
Eu vou ali até ao jacuzi fazer companhia aos frangos meus amigos!

10 de março de 2009

Brasil - aqui ao lado


O Brasil é um mistério! Uma floresta! Um rio! Uma montanha! Uma praia! Um deserto! Um paraíso! Uma mulher! Um sonho!
Claro que em todos os substantivos há os antónimos que queremos ver e dos quais não é agradável falar, mas não é disso que falo hoje.
O motivo é que nunca expliquei a mim mesmo a razão de lá nunca ter ido. Já corri Seca e Meca e porque não o Brasil? Não sei! Julgo que o facto de estar aqui ao lado, imaginando que Pangeia existe ainda, ter-me-á levado a adiamentos constantes na visita a terras de Vera Cruz, acabando por fazer a agulha para outros destinos.
Se por um lado a imensidão do país é tal que nem saberia por onde começar, por outro a velha Europa, culturalmente riquíssima, absorve-me os espaços vagos da sabedoria. Daí que cheirar o Brasil foi ficando para segundo plano.
A Spuk constantemente me convida a ir ver o maior teatro ao ar livre do mundo, mas eu ainda não me convenci e ... a crise é grande.
Fica agendado amiga, sem no entanto saber quando. E se não for para ver o maior teatro do mundo, será para acrescentar um fotograma ao filme da minha vida.
Até lá!

8 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher


Falar de mulheres é como devorar cerejas. Sabe-se quando começa, não se sabe quando acaba.
Às mulheres que me amaram, às que me amam ainda(?), às que me odeiam(?), obrigado pela importância que tiveram e terão sempre na minha vida,
Àquelas que gostam de mim, àquelas de quem eu gosto, mil beijos todos os dias.
Parabéns, mulheres do mundo!

7 de março de 2009

A minha cor

Já foi tarde que reparei no comentário dum anónimo no post do Carlos Carneiro, atleta do Benfica, publicado há poucos dias (3 de Março) e que a certa altura, dizia isto:

Será que se fosse um atleta do Sporting dizia as mesmas frases bonitas??????? Acho que é um bom atleta mas você tem uma tendência clubística que se nota ao longe.

O ABC, o Sporting e até o Belenenses têm jogadores que não lhe ficam atrás.

Anónimo, ou devo dizer Senhor Hádias Assim?
Podia perfeitamente ter utilizado um nome qualquer em vez dum anonimato que normalmente não merece resposta mas não quis deixar de lhe responder.
È claro que as pessoas não têm de estar de acordo comigo e eu respeito isso, mas o Senhor Hádias Assim não me conhece minimamente, caso contrário não acharia que eu só vejo vermelho.
Sou adepto do Benfica sim senhor, como V.Exª será do Sporting, do Porto, do Leixões ou doutro qualquer, mas acho que sou um gajo porreiro e não confundo amizade com paixões clubísticas facciosas. Aquilo que penso dalguém não tem nada a ver com a sua cor.
O Senhor Hádias Assim deve ter chegado aqui há pouco.
No meu post de 27 de Novembro de 2007, tenho um post parecido com o do Carlos Carneiro e no entanto o jogador a que me refiro é o meu amigo Rui Patrício, guarda redes do Sporting.
Alguns amigos que aqui comentam, JRom, J.C. Osvaldo, Seve, Verdinha, etc, são sportinguistas fervorosos e nem por isso bulo com eles. Antes pelo contrário.
Decididamente amigo, enganou-se a meu respeito mas eu desculpo-o e nem devia ter ligado a isto mas ficava entupido se não explicasse às pessoas que todas as cores me merecem respeito, apesar de haver maus adeptos em todos os clubes.
Não há problema amigo. Há dias assim!

5 de março de 2009

Francesinhas, Pastéis e o Imperador


Os amigos não param de me surpreender.
Hoje a meio da manhã estava eu muito atarefado, sem tempo para comer, quando surge uma alma caridosa a presentear-me com uma caixa de pastéis de nata.
Era o J.C., qual D.Sebastião vindo da Sacolinha de Cascais ou de Belém dos lados da aurora.
Os presentes julgaram tratar-se duma cena para os Apanhados ou para uma telenovela
Todos tiveram direito a pastel, até os clientes. Faltou apenas um copinho de Aldeia Velha.
Rimos, comemos dois pastelinhos cada um e fomos almoçar uma dobrada com feijão branco.
Durante o almoço, J.C. lastimava-se: - a feijoada não está má, mas preferia uma francesinha … do Porto.
Só então me lembrei que há trinta anos que eu não comia nenhuma… de Paris!
A César o que é de César. Ao Porto o que é do Porto!
Tenho de provar um dia!

3 de março de 2009

Carlos Carneiro - o meu capitão


Nasceu em Guimarães, faz hoje vinte e sete anos!
É um “puto” do Norte, muito leal e humilde, doutra forma não seria meu amigo.
Emocionou-me, quando há dois meses atrás, na véspera de Natal, foi ao meu escritório, para me oferecer a sua camisola de campeão. Um pequeno gesto dum grande homem.
Sei bem que a modalidade desportiva que tão eximiamente pratica não é a mais querida dos portugueses, no entanto não deixa de ser uma estrela no firmamento desportivo, tão distante da minha única condição de simples cidadão.
Só isso, já merecia o meu apreço. Obrigado Carlos!
Carlos Carneiro – é capitão da Selecção Nacional de Andebol. É jogador do Benfica. É o melhor marcador e o melhor andebolista português da actualidade e foi ainda jogador do ano.
Carlos – Sei que tens um amigo em cada esquina, mas eu estarei em todas elas sempre que de mim precisares!
Parabéns amigo!

1 de março de 2009

Porque e Por Que

KIMriusidades



PORQUE e POR QUE

POR QUE motivo ou razão
Este POR QUE se mistura
Com a simples conjunção
Se tem outra contextura ?!

Quando à frente vem um nome
Pelo QUE solicitado,
Esse QUE é um pronome
E o POR QUE vem separado.

POR QUE caminhos andais (?)
POR QUE vias ides vós(?)
POR QUE razão vos cansais (?)
POR QUE motivo andaisK sós (?)

Como em tais frases notais
Lá vem sempre antes de um nome,
Sempre a valer qual ou quais,
No seu papel de pronome.

Em PORQUE VENS ASSIM ALTIVO (?)
PORQUE TENS ESSE RENOME (?)
O QUE não é relativo
Por não ter à frente um nome.

No caso agora citado
Verás, com toda a razão
QUE o PORQUE surge ligado
Como na tal conjunção.