12 de agosto de 2008

Há mar


Há mar e ...

Há ir e ... voltar!

9 de agosto de 2008

Porquê Hiroxima?


Não costumo abordar problemas políticos, mas ultimamente tenho andado saído da casca e tem vindo a talhe de foice um ou outro caso pontual. Umas vezes, porque tenho alguma “estória” para contar. Outras porque se trata dum acontecimento esporádico e que por algum motivo me leva a expressar aqui a minha revolta.
Hoje achei oportuno lembrar a quem eventualmente não saiba o porquê da bomba de Hiroxima e não só.
Pois bem, a 07 de Dezembro de 1941, o Japão ataca de surpresa uma base aérea americana no Hawaii. Estive lá há poucos anos e a brisa sabia a massacre. Senti-me no meio da história e impotente para a alterar. A Baía de Pearl Harbor estava decorada de tragédia. Submarinos e barcos afundados e ainda um memorial aos dois mil e quinhentos soldados mortos, lembravam o que o mundo não devia esquecer.
Este ataque viria a provocar a entrada dos estados Unidos na Segunda Guerra Mundial
Como retaliação e vingança, a América lançou então duas bombas atómicas, uma em Hiroxima outra em Nagasaki, provocando a capitulação do país do sol nascente. E ficou-se por ali porque mais bombas não havia. Pouco tempo depois, a guerra adormeceu..
Não sou de rancores nem adepto da pena de Talião, mas percebi melhor o lançamento das bombas sobre o Japão. Percebi, mas não entendo. Pena é que, os cento e cinquenta mil inocentes mortos, mais os que se lhe seguiram, não tivessem tido tempo de dizer que nada tinham a ver com a contenda.
O homem sonha, o ódio quer, a morte chega!

6 de agosto de 2008

Hiroxima - nunca mais


Este foi a única estrutura metálica, hoje simbolo da paz, que resistiu à bomba de Hiroxima



A semente desta pequena àrvore conseguiu sobreviver à bomba de Nagasaki e encontra-se hoje, na Quinta da Bacalhoa em Azeitão.
Vi ali o renascer da vida!

4 de agosto de 2008

Delfos - A coroa de louros


Era um dia de glória.
Estava no sopé do Monte Parnaso, algures na Grécia.
Reza a lenda que o deus Apolo terá largado duas águias em sentido contrário e estas, ao voltarem a encontrar-se, terão deixado cair uma pedra, com sinais estranhos, no Monte Parnaso, no lugar de Delfos.
Concluíram então, ser ali o umbigo do mundo.
Na curiosidade de mexer na história, acariciei extasiado tal pedra, onde as águias terão pousado.
Ali perto, numa cova funda, das profundezas saíam gases que faziam a pitonisa entrar em transe e dizer coisas imperceptíveis, mas que os homens julgavam entender. Ouvia-se o oráculo e entendia-se como se queria ou convinha, já que este acertava sempre.
Ali jazia a antiga cidade de Delfos. Dela, restam apenas ruínas de templos, com Apolo na primeira fila e a pista onde se realizaram os primeiros jogos olímpicos da Grécia Antiga, por sinal a mais bem conservada.
Depois, corri nela, equipado como outrora outros o não fizeram (corriam nus) e ganhei a visão duns olhos que às vezes não querem ver.
No anfiteatro, palco de artes e literatura dos Jogos Píticos, descansei numa escaldante e polida bancada de pedra e revi-me no teatro da vida.
Cinquenta e um graus à torreira do sol, não me impediram de trilhar os caminhos que me estavam a levar ao Olimpo.
Ao longe, a montanha recortada nos céus, revelava a silhueta adormecida de Agamémnon, esperando por mim, nos picos do Peloponeso.
Os Deuses eram muitos e havia preces para todos.

1 de agosto de 2008

China - O despertar do gigante


Mil e trezentos milhões de habitantes é um número com muitos zeros. Tantos quanto eu gostaria de ver na minha conta bancária, mas isso é um sonho burguês.
Este post seria apresentado doutra maneira se eu não me quisesse dirigir em especial a alguém que está (e muito bem) preocupado com a exploração do homem pelo homem - o meu amigo Seve.
Pois bem, estas formigas chinocas são afinal o sumo duma sociedade cheia de parcimónias, num laborar de sol a sol presenteado com meia dúzia de chávenas de arroz.
Não costumo olhar para estas coisas com olhar de déspota reaccionário pois se há coisas que me incomodam no mundo, uma delas é exactamente a desigualdade entre dois seres. Pois bem, vem isto a propósito dum artigo sobre os Jogos Olímpicos de 2008 a iniciar dentro de dias na República Popular da China, que li na revista do expresso de 26 de Julho passado. Dela realço apenas alguns parágrafos que passo a transcrever.
A China tornou-se na sociedade mais dinâmica do mundo.
O que leva duzentos anos a urbanizar na Europa, leva vinte anos na China.
Nada tão rápido foi feito noutro país. Só uma ditadura com os recursos humanos e industriais da China conseguiria isto.
Nas livrarias ainda há quem folhei Mao, mas o que se vende são mapas turísticos.
A maioria trabalha mais de dez horas por dia, sem contrato nem seguro de saúde.
Os salários são pagos com atraso e as horas extraordinárias nem são pagas.
Alguns do trabalhadores não chegam a ganhar dois euros por dia, muito abaixo do salário mínimo nacional (setenta e três euros)
Em toda a China o número de trabalhadores migrantes é de duzentos milhões.
Cinquenta e cinco por cento dos trabalhadores não tem mais de dois dias de folga por mês.
A nova prioridade do Partido comunista adoptada em 2006 é a construção duma sociedade harmoniosa.
Pensávamos que o socialismo resolveria as contradições básicas do capitalismo, mas não só as eliminou como também gerou outras. Entre o partido e o povo, há contradições e as diferenças sociais agudizaram-se.
E … Pequim é a terceira cidade da China com melhor nível de vida.
Talvez seja esta a mesma escravatura que ergueu as babilónicas torres do Dubai, e que não agradaram ao Seve.
Explorados de todo o mundo – não se iludam com os falsos profetas do socialismo ou capitalismo, pois a diferença não é nenhuma. É que, Pequim é hoje uma estufa de cogumelos burgueses absorvendo os pecados do ocidente, deixando para trás a lembrança duma ex-aldeia recheada de pagodes.
Ou Mao falhou ou a verdadeira revolução está em marcha.

Calculo o tamanho da fila para comprar um gelado.

31 de julho de 2008

O Sol brilhará


A consulta estava marcada para as 08:44 h (hora esquisita).
A segurança Social convocou-me para uma Junta Médica, no sentido de confirmarem que as minhas mazelas eram verdadeiras. Nem os comprovativos enviados pelo hospital serviram. As fraudes são muitas e paga o justo pelo pecador. Sempre assim foi.
Quarenta anos a fazer descontos e apenas com uma baixa de três meses, por fractura dum pé, não abonaram a meu favor para passar incólume por tal suspeição.
Eram 09:20 h e os médicos ainda não tinham chegado. Apresentei o meu protesto. Tinha também uma consulta às 10:30 h no Hospital da Amadora e tinha de ser atendido.
Quando os médicos viram a minha figura e as radiografias que o computador exibia sobre o meu processo, logo se desculparam dizendo que aquele edifício não estava preparado para receber doentes incapacitados fisicamente, mas já que ali estava o exame foi feito.
Depois, em plena Avenida dos Estados Unidos da América, esperei mais de meia hora por um táxi.
Finalmente cheguei ao Hospital da Amadora. Na senha que tirei marcava 10:31 h.
Duas horas depois fui chamado. Não havia ninguém para a consulta de fisioterapia, apenas eu. Pediram-me desculpa. Tinham-se esquecido de mim.
Apenas sorri, porque finalmente vou começar amanhã a terapia do corpo. A da alma já começou.
E ainda há quem julgue que não há manhãs cinzentas!

29 de julho de 2008

Às vezes ...


Às vezes as manhãs não são tão claras e a noite é mais escura.
Citando Agostinho da Silva “... neste momento não estou preocupado com os projectos que tenho para a vida, estou só preocupado com os projectos que a vida tem para mim…”
Quando a gente pensa que tem tudo, vem a vida e diz-nos que nada temos.

28 de julho de 2008

O (des)acordo ortográfico


Sei que tenho uma larga costela de conservador, mas sei também que não sou tão bota de elástico que não me sinta ferido pelas bicadas que se estão a preparar para dar na língua portuguesa.
É que acordar ortograficamente não é a mesma coisa que assassinar a vernaculidade dum povo. Não consigo entender e ninguém o explicou ainda, quais as vantagens deste acordo. Mas há mais. Sabendo que a língua portuguesa assenta essencialmente em Portugal, Brasil, Angola, Moçambique e Cabo Verde, porquê imiscuírem-se outros povos onde já ninguém fala a língua lusa?
Quanto a mim, seria bem mais lógico deixar cada povo criar os seus próprios neologismos com as naturais aberrações linguísticas que vão surgindo fruto dos estrangeirismos, do que obrigar todos os povos a reaprender um velho idioma. Quase preferia aprender esperanto, do que me sujeitar a essa nova lei que os iluminados sempre vão brotando.
Num espaço multicultural fragmentado por povos que nem sequer português falam, é de bradar aos céus.
Na recente cimeira de Lisboa, Angola não esteve presente – as eleições são mais importantes.
Moçambique, também não - comemora o aniversário da revolução.
Os altos dignitários da Guiné Equatorial nunca falaram em português e acompanharam a cimeira, munidos de tradutores electrónicos. Então?
Deixem os portugueses escrever português!
À excepção dos brasileiros que arredondaram e musicaram a nossa língua, o que até prazer me dá, vejo todos os outros a enveredarem por dialectos mais próprios do costume rácico de cada povo.
Que o Brasil fale brasileiro e Portugal português!
Não te voltes na tumba Luís de Camões, quando chegar o que está para vir.

25 de julho de 2008

Hasta siempre Cuba


Reinava ainda Fidel.
Da janela do meu quarto, no Hotel Tryp Habana Libre, em Havana, vislumbrava um largo circundado por um maciço arbóreo, repleto de gente.
Curioso em saber o que ali se passava, desafiei o Bruno a dar uma olhada naquilo.
Descemos! Cá fora, à porta do hotel, um corrupio de jovens, sedentos de pequenos mimos capitalistas, abordava tudo o que era turista. Como de costume, tínhamos algo para lhes oferecer já que de Lisboa havíamos levado um pecúlio de coisas simples para nós, luxuosas para eles.
Perguntei então a um deles a que se devia aquele ajuntamento. Era apenas a loja mais famosa de gelados de Havana. E para comer um gelado daqueles não importava que fossem necessárias algumas horas para o saborear. Afinal não havia muito para fazer e comprar um gelado era já um ritual obrigatório.
Completamente abananados com o que víamos, decidimos ir até junto do balcão para ver o aspecto dos gelados, já que não tínhamos a menor intenção de os comprar, pois tínhamos à nossa frente aquela tão grande quantidade de povo. Ficaria para outro dia, pensámos. Mas não. Surgido, não sei de onde, um jovem (militar?) aconselhou-nos a avançar e a ser servidos à frente de toda a gente. Era mesmo assim. O turista tinha prioridade e preço diferentes.
O cubano pagava pelo gelado, três pesos (vinte cêntimos) enquanto o turista pagava pelo mesmo gelado, três dólares, ou seja, quinze vezes mais. Achei bem. Não pela prioridade, mas pelo modo de vida dum povo onde o sol abunda, mas não para todos.
Até o grito da revolta ecoa diferente.
A título de curiosidade este hotel serviu de quartel-general aquando da revolução que levaria Fidel ao poder, era eu uma criança.
Que povo maravilhoso este, que vive e morre com um sorriso nos lábios!

24 de julho de 2008

Parabéns Zé Romano

O meu amigo Zé Maria, identificado no universo bloguista por JRoma, que é como quem diz José Maria Romano é hoje um aniversariante com motivos duplos para festejar.
Primeiro, porque a vida de reformado que iniciou há quase três anos lhe permitiu continuar a estudar. Depois, porque esta nova faceta veio revelar que debaixo da pele dum ex-chefe das oficinas da BMW, altamente competente e carregado de louvores, está apenas um dos melhores alunos do seu curso, senão o melhor.
Pois bem, o Zé está a concluir o 12º ano e brevemente vai entrar na Universidade. Uma atitude destas aos 62 anos, é obra.
O Zé é um daqueles amigos que está sempre disponivel, quer em esforço, quer numa palavra amiga.
Quando éramos rapazolas, os cinco anos de diferença que nos separam, colocavam-nos em mundos diferentes. Depois eu cresci e o Zé não ficou mais velho. Hoje estamos equiparados e se pensarmos que o Zé é ainda um exímio praticante de rock and roll, ciclista, futebolista e sei lá que mais, apetece-me dar meia volta e dar banho ao cavalo.
Zé, já estou a treinar jogar à bola de muletas. Espero que a tua muleta demore a chegar.
Espera-me às portas da nova vida.
Parabéns meu amigo!

22 de julho de 2008

Parabéns Mãe


Era hoje, mãe! Era hoje!
Lembro-me cada vez mais dos teus conselhos e do que recordávamos da tua juventude. Das coisas que me contavas quando atravessavas a vida. Dos gélidos invernos em que me aquecias as noites.
Do anoitecer quente de Agosto em que aninhava a cabeça no teu regaço, quando te sentavas na granítica laje da entrada da casa da avó. Da tua mão a afagar-me os cabelos até adormecer. Dos figos que a frescura da manhã nos oferecia, quando despertava um dia mais. Da melancia que devorávamos aos molhos, qual harmónica bem soprada. Da pequena sesta a que a canícula nos obrigava. Das férias na Beira ao findar do dia, descalços regando o milho e sentido a frescura da água do poço beijar-nos os pés.
E depois …
Da saudade em que a minha ausência, no meio do mundo, te afundou. Da distância madrasta que proibia os nossos beijos. Da esperança mútua, do meu regresso um dia. E depois ainda …
Dos teus olhos azuis, rivais dos céus.
Da manhã malvada que te roubou o riso e apagou a alma.
Julgava ver-te envelhecer. Pensava seres eterna.
Por cá, o pai te vai carpindo. As minhas irmãs, julgo que também.
Parabéns Ana, minha mãe, mas…
Queria tanto ter-te aqui!

20 de julho de 2008

Mentira piedosa


Todas as noites nos reuníamos na esquina da rua onde morava a maioria de nós.
Eu era já nessa altura um brincalhão nato, desde que tivesse os ossos inteirinhos, como é óbvio.
Um dia, apareci junto deles com um walkie-talk, objecto então desconhecido por todos. Fi-los então pensar tratar-se dum simples rádio transístor. Era o tempo de “Quando o telefone toca”, programa que Matos Maia apresentava na Rádio Renascença. Ter um transístor para ouvir esse programa, quase tocava as raias dum luxo e eu tinha a sorte de ter ambos.
Tinha combinado previamente com o Camacho, ele esconder-se com um segundo walkie-talk na entrada dum prédio em frente, de modo a que conseguisse visualizar-me e bem assim acompanhar melhor a brincadeira.
A ideia era encostar o transístor ao walkie-talk fazendo parecer que do outro lado, o meu, os sons emitidos fossem efectivamente os dum transístor.
Com a malta toda à minha roda, liguei o walkie-talk e este começa a debitar música, sendo que se tratava da emitida pelo transístor em posse do Camacho.
Disse-lhes então que tinha de ir a casa e afastei-me. Fui ter com o Camacho e disse-lhe que fosse ter com eles, trocando nós de posições.
“Oh malta, encontrei agora o Kim e vejam só este rádio que o gajo me emprestou!”
“Liga lá essa gaita, que está a dar “Quando o telefone toca”!
Camacho liga o rádio e para gáudio de todos, Roberto Carlos encantava.
Duas ou três músicas depois … “atenção senhores ouvintes! Interrompemos o programa para informar que foi assaltada uma ourivesaria na Amadora. A Policia Judiciária está já no encalço do presumível assaltante, conhecido pelo nome de Zé da Viola. Logo que tenhamos novos elementos interromperemos de novo a emissão.
Zé da Viola impulsionado por forças nervosas rodopia duas ou três voltas sobre si mesmo e dispara incertezas. “O quê? O que é disseram? Falaram no meu nome? Assaltei uma ourivesaria? Não acredito!
Em frente, escondido no prédio, eu gozava o panorama. Encostei o walkie-talk à boca e … “mais uma vez informamos que a P.J. procura o assaltante duma ourivesaria na Amadora, conhecido por Zé da Viola. A todo o momento se espera a detenção do perigoso assaltante” .
Zé da Viola solta um chorrilho de impropérios e … “oh malta, eu juro que não fiz nada”. Eu ouvia tudo, porque o Camacho carregava no botão para eu poder ouvir o que diziam. Passaram-se largos minutos de medo e todos os amigos que ali estavam iam tecendo considerações tentando acalmar o revoltado Zé.
Uns minutos depois … “voltamos à noticia do assalto na Amadora, temos indicações que um segundo assaltante, de seu nome Kim, também está implicado no assalto. A P.J, procura agora os dois facínoras. “ E continuava a música.
Eu estava esgotado de tanta emoção. Saí do meu buraco e dirigi-me à malta. Uma vez ali chegado, Zé corre para mim e com ar paternalista diz-me : “Kim! Tens de ser forte para ouvir o que tenho para te dizer.” Com ar de assustado, perguntei o que se passava.
“Olha, somos procurados pela Polícia. A rádio está farta de falar no nosso nome e diz que assaltámos uma ourivesaria. Vamos entregar-nos”!
Durante alguns minutos alimentei-lhe a cumplicidade da inocência, mas depois …
O Zé estava tão nervoso e nem acreditava que tinha sido uma brincadeira minha.
Passava já da meia noite e quando o tema central da conversa era ainda a cena do assalto, num televisor atrás de nós onde passava um programa de fados, ouviu-se o seguinte: “… e agora, à guitarra, Carlos Paredes e à viola …”
“O quê? Viola? Falaram de mim? Está a dar o assalto na televisão?
Zé da Viola demorou a recompor-se!

17 de julho de 2008

Zé da Viola - O campeão!

Éramos um grupo de amigos no auge da adolescência. Não teríamos mais de dezasseis anos.Zé da Viola, era talvez o mais atrevidote. Frequentava já alguns antros menos aconselháveis. A alcunha ficara-lhe por trazer sempre consigo uma viola, apesar de mal dedilhar uns roufenhos acordes.
Ambicionava tornar-se boxeur, nada compatível com a faceta de cantor romântico, na qual também julgava poder fazer uma perninha.
Os outros, digamos que eram o trivial. Tudo bons rapazes!
Era assim que começava a “estória” duma brincadeira que ia hoje contar sobre este amigo, de seu verdadeiro nome – José Luís, mas fica para muito breve.

Olhando para a foto deste atleta, quero dá-lo a recordar àqueles que o conheceram de perto e com ele privaram nos melhores anos da juventude.
Zé Luís era pára-quedista e vimo-lo na RTP, quando cumpria serviço militar, em cima dum tanque, chorando por ter sido enganado no assalto reaccionário ao RALIS - tropas aliadas ao Movimento das Forças Armadas do 25 de Abril (isto dava outro filme).
Zé Luís era também um precoce campeão de boxe, desporto que praticou durante alguns anos, defendendo as cores do Estrela da Amadora.
Depois, aos vinte e nove anos, o campeão fartou-se das agruras da noite e num momento de loucura, despediu-se desta, como se não houvesse amanhã.
Desculpa-me as brincadeiras que te fiz! Que pena teres vencido a vida!
Até ao próximo combate Zé!
Ao Dinis, seu irmão, o meu obrigado pela foto.

15 de julho de 2008

Jogos Olímpicos de Pequim - a comidinha





Agora que estamos às portas dos Jogos Olímpicos de Pequim ficamos a conhecer alguns dos pitéus que a Cidade Olímpica já serve.
Não faz o meu género este tipo de comida. Gosto mais de sardinhas assadas e bacalhau à Brás.
Sei muito bem que já comi coisas proibidas, mas lixei-me. Ainda hoje ando a digerir algumas delas.
Já comi cobras e lagartos e não gostei. Resta-me agora trincar um destes petiscos. Se não me tivesse lesionado numa escalada maluca, talvez a esta hora estivesse a caminho de Pequim à procura duma medalha.
Já que assim não foi, há males que ...

13 de julho de 2008

Spuk em Portugal


Veio de férias. Foram dez dias a calcorrear os caminhos de Portugal. Visitou os locais mais sonoros e turísticos do nosso país.
Dois mil e cem quilómetros, em dez dias, foi o pecúlio de conhecimento luso adquirido por esta amiguinha nordestina brasileira – a Spuk, que aqui regularmente comenta os meus posts.
Era já noite! A Spuk apanhou um táxi e veio a minha casa. Pois foi, a Spuk quis conhecer-me e duma só cajadada, visitou o meu lado enfermo e o meu outro lado, o do bloguista Kim, que adora a vida e os amigos.
Carregada de lembranças que aqui deixou, emanou simpatia por todos os poros.
A Sandra, ou Spuk, como quiserem, é uma reputada advogada brasileira, a quem espero nunca recorrer para resolver os meus eventuais problemas de jagunço, como prenuncia o chapéu que trouxe e com o qual me deixei fotografar.
Obrigado amiga! Gostei de te conhecer!
Até ao Recife!

11 de julho de 2008

Sorvete - uma miragem


- Bom dia minha senhora, posso tirar-lhe uma foto?
- Oh, o meu tempo já passou! Há por aí tantas raparigas bonitas, porque é que quer tirar-me um retrato?.
- É que há muito tempo que não via uma pessoa da sua idade comer um gelado fora duma esplanada e sentada no chão e ainda por cima por cima, com um calor destes, vem preparada para a chuva.
- Olhe senhor, todas as segundas feiras costumo vir a esta feira (Fundão) com o meu homem, mas hoje ele estava aflito com os bicos de papagaio e então ficou em casa. É que, vir à feira é melhor coisa que me podem dar. E sabe uma coisa? Quando era cachopa, aquilo que eu mais gostava era dum sorvete, mas isso era coisa de ricos. Hoje isto já está um bocadito melhor e então como ninguém estava a ver, não me aguentei.
E olhando o horizonte do céu, como se procurasse O divino perdão, penitenciou-se baixinho – “mas … que o meu homem não saiba de nada”.

9 de julho de 2008

Os homens são todos iguais




As mulheres costumam dizer que os homens são todos iguais. Se calhar até são.

Agora o que eu não sabia é que as crianças são iguais aos homens. Vá-se lá saber porquê!

Mulher - esse ser maravilhoso que também eu adoro descobrir (ou destapar, para não dizer, despir). Não estou a ser ordinário, pois não?

São gostos!



7 de julho de 2008

A vida continua


Após um mês de cabos e tormentas, atravessei hoje o deserto.

Finalmente voltei ao escritório, ainda que por apenas algumas horas. Mais do que esperava, menos do que desejava.
Pois é, passado todo este tempo de ausência atrevi-me a ir ao escritório e por lá me mantive cerca de quatro horas.
Acho que vou continuar.
Claro que, o gesso, a muleta e a canadiana, continuam cá, mas em vez de estar em casa à espera de nada, vou enfrentando o boi pelos cornos.
Trabalhar, dá-me uma nova alma e lembra-me que se o faço é porque estou na posse das minhas faculdades (mínimas)

Já arregacei as mangas!

4 de julho de 2008

SPORT CLUBE ESTRIBEIRO - e a terra de mim




Situa-se algures nas faldas da Serra de Montejunto.
É um misto de pequena aldeia longe do mundo, com um pequeno refúgio nos arrabaldes da cidade.
Ali, extravasa-se o acumulado dos dias apressados. Ali, vive-se do silêncio que buscamos toda a vida e da gandaia que os verdes campos nos presenteiam.
Terra onde os amigos nunca morrem, apenas partem, é uma pasmaceira para os locais, mas um paraíso para os forasteiros. Mas todos lhe têm amor. Deseja-se voltar, mesmo antes de partir.
Almoçaradas, jogatanas de futebol e alegres convívios foram-se perdendo, para os da minha idade, ou porque o rolo da massa assim o exigia ou porque outros interesses se sobrepunham. Por mim não ficava assim. Serei menino até morrer!
Abrigada, fica ao lado, meio-ódio, meio-amor, olhando de soslaio as terreolas circundantes.
Ota, é um ponto de referência quando se quer indicar o caminho.
Alenquer será sempre o centro cosmopolita mais à mão.
À minha gente e aos filhos da gente minha, a omnipresença do meu entardecer.
Até um dia amigo António!

3 de julho de 2008

Sirvam-se à vontade


A vida não está fácil.

O dinheiro não abunda e quem o tem chama-lhe seu.

O poder de compra diminuiu.

Faltam clientes e como tal ... vai uma soneca.

Foi na Nazaré, mas podia ter sido na marina de Cascais

E eu, que adoro frutos secos!!!

2 de julho de 2008

Esperto

Já não é nova, mas está bem esgalhada.


Um casal de jovens chega ao consultório de um médico terapeuta sexual. O médico pergunta:
- O que posso fazer por vocês?
O rapaz responde: - Poderia ver-nos a fazer sexo?
O médico olha espantado, mas concorda. Quando termina, o médico diz:
- Não há nada de mal na maneira como fazem sexo.
E cobra 70,00 euros pela consulta, o que se repete por várias semanas. O casal marca um horário, faz sexo sem nenhum problema, paga ao médico e deixa o consultório. Finalmente o médico resolve perguntar:
- Afinal, o que estão a tentar descobrir?
E o rapaz responde:
- Nada. O problema é que ela é casada e não posso ir a casa dela. Também sou casado e ela não pode ir a minha casa. No Hotel Tivoli, um quarto custa 120 euros, no Holliday Inn custa 100 euros e aqui fazemos sexo por 70 euros, temos acompanhamento médico, é passado um atestado, sou reembolsado em 42 euros pela Multicare e ainda consigo uma restituição do IRS de 19,25 euros.

1 de julho de 2008

Pregos na alma


"Os amigos são aqueles que nos obrigam a pensar."

Era uma vez um rapazinho que tinha um temperamento muito explosivo.
Um dia, o pai deu-lhe um saco cheio de pregos e uma tábua de madeira. Disse-lhe que martelasse um prego na tábua cada vez que perdesse a paciência com alguém. No primeiro dia o rapaz pregou 37 pregos na tábua.
Já nos dias seguintes, enquanto ia aprendendo a controlar a ira, o número de pregos martelados por dia foram diminuindo gradualmente.
Ele foi descobrindo que dava menos trabalho controlar a ira do que ter que ir todos os dias pregar vários pregos na tábua.
Finalmente chegou o dia em que não perdeu a paciência uma vez que fosse. Falou com o pai sobre seu sucesso e sobre como se sentia melhor por não explodir com os outros. O pai sugeriu-lhe que retirasse todos os pregos da tábua e que lha trouxesse. O rapaz trouxe então a tábua, já sem os pregos, e entregou-a ao pai. Este disse-lhe:
- Estás de parabéns, filho! Mas repara nos buracos que os pregos deixaram na tábua. Nunca mais ela será como antes. Quando falas enquanto estás com raiva, as tuas palavras deixam marcas como esta. Podes enfiar uma faca em alguém e depois retirá-la, mas não importa quantas vezes peças desculpas, a cicatriz ainda continuará lá. Uma agressão verbal é tão violenta como uma agressão física.
Amigos são jóias raras, cada vez mais raras. Eles fazem-te sorrir e encorajam-te a alcançar o sucesso. Eles emprestam-te o ombro, compartilham os teus momentos de alegria, e têm o coração sempre aberto.

Desculpem-me aqueles a quem já deixei alguma marca na sua tábua!

30 de junho de 2008

Há pior


Quando pensamos que o nosso problema é o maior, basta olhar para o vizinho do lado e logo mudamos de opinião.

Em quarenta anos a praticar desporto (principalmente futebol) parti um dedo em cada mão e um pé. Não foi mau!

Agora mandaram-me fazer bicicleta, mas ... fiquei a cogitar!

Que mais me irá acontecer?

28 de junho de 2008

Finalmente


Meus queridos

Poderá parecer que a esfíngica figura e a postura em palco do então imberbe cantor Christophe, apresentado no post anterior, me tenham assustado e levado a um retiro obrigatório, mas tal assim não foi.
Aconteceu apenas que houve necessidade de rectificar o punho, que estava a solidificar fora do sítio e isso foi feito a sangue frio o que me deixou KO durante quase dois dias. O fémur está também já a adaptar-se à sua nova casa.
Tudo está a recompôr-se e os primeiros passos são já uma realidade.
Já abandonei o hospital e estou agora mais liberto de espírito e incertezas.
Na despedida , aqui fica uma recordação dos companheiros de infortúnio, Sidónio e Nicolay, que comigo partilharam o quarto e a quem devo algumas ajudas pontuais, mas muito oportunas.
Mais uma vez, a todos os que me visitaram, telefonaram, aqui deixaram mensagens ou pensaram em mim, o meu muito obrigado pela amizade e cumplicidade.

Apetecia-me dar uns toques numa bola e comer sardinhas à mão. Já que o não posso fazer deixo no ar essa maravilhosa sensação.

25 de junho de 2008

Aline


Para desanuviar!
Aos mais velhos vai recordar momentos bonitos. Aos mais novos, vai passar ao lado. Fica a recordação dum canção simples que embalou muitos abraços, beijos e carícias tantas.
Aqui - alone - lembrei-me de Aline!

24 de junho de 2008

Sintaxe


Afinal há diferenças entre os homens.

O meu companheiro da cama aqui ao lado tem quase a mesma coisa que eu (um pouco menos, mas tá bem) e está em URTOPEDIA e eu que fiquei todo escavacado, estou em ORTOPEDIA.

Não sou nada a favor destas desigualdades, mas tenho de me conformar.

Apetece-me voltar a brincar!

23 de junho de 2008

Ó pra ele!



Foi aqui! Uns metros mais atrás e dez minutos depois.
Algures nas Minas da Panasqueira-Fundão, embrenhado na paisagem, filmava o local onde vivi até aos meus dez anos e esqueci-me que havia uma rua, cinco metros mais abaixo.
O alcatrão era duro e não teve pena de mim.

Hoje dei os primeiros passos com uma canadiana e uma muleta e recomecei a escrever coisas que me lembro e outras que me pediram para relembrar.
A maioria, não vou poder publicar, pois faz parte de segredos infindáveis.
A vida continua e há que vê-la por outra prisma, bem mais delicioso.

22 de junho de 2008

Começar de novo


OAT

Começar de novo, vai valer a pena ...

A condição humana é uma amálgama de coisas inexplicáveis e de difícil compreensão. No entanto, parece-me que se quisermos podemos tornar menos difícil tudo o que não é entendível e aceitável.
Hoje, ser coxo, cego, maneta ou paraplégico, não é mais do que um estado de espírito para o passo seguinte.
O nosso problema é sempre o maior, daí que há dois caminhos a percorrer. Ou se encara a nova fase como um facto consumado e é só reaprender a sobreviver, ou se entregam as pontas e é o princípio do fim.
Foi neste contexto que me alberguei e arranjei força para superar aquilo que me parecia uma tragédia grega.
Já comecei a recuperação e amanhã, na sessão de fisioterapia, entenderei melhor até onde já foi a minha teimosia, na pressa de regressar às lides.
Obrigado a todos pelo apoio telefónico, virtual e presencial, nesta caminhada do deserto.

20 de junho de 2008

Os cavaleiros do após colapso


Foi sensibilizante!

Duma assentada e sem prévias combinações, eis que um mar de amizade me inunda o quarto e uma montanha de abraços me massaja a alma.
Plenos de força em palavras que o vento não leva e o apocalipse rejeita, em uníssono interiorizámos que - a união faz a força!
JC - Marcelo - Bicho e XL, gosto da foto, para mais tarde recordar.
A manhã começa a clarear.

Obrigado amigos!

19 de junho de 2008

Duas rodas - um sonho


Sem querer ser um profeta da desgraça, venho agora relançar um olhar sobre este maravilhoso meio de transporte que adoro - a moto!

Pensando bem, não vou dizer nada. É que fiz uma sondagem por todos os meus colegas de enfermaria e descobri que todos eles foram vítimas de acidentes com motos.

Francamente, estou a destoar!

18 de junho de 2008

Parabéns Gonçalo


Estava eu, na cadeira de rodas, a desfrutar a paisagem da IC 19 e olhando o formigueiro de viaturas que ainda podem pagar o combustivel, quando o meu filhote Gonçalo aparece sorridente e bem disposto para uma visista diferente das outras.

Vinha comemorar comigo os seus 29 anos.

Passeou-me pelos corredores, ajudou-me a fazer a barba e deixou-me o PC a postos para mais este desabafo.

Depois, apertaram-se os corpos e um beijo selou os parabéns e as melhoras.

Parabéns filho!

17 de junho de 2008

Um girassol para uma flor



O David e a Isabel fazem hoje 18 anos da casados.
Já começa a ser invulgar tantos anos duma vida a dois. Com os filhotes Xana e David júnior, passou a uma vida a quatro.
É uma equipa maravilhosa e de quem muito gosto.
Na passagem deste dia, um grande beijinho para a Estrelinha do Norte e um abraço enorme para o David.
O que custa mais, são os primeiros cinquenta anos, depois ... é fácil!

Ao fim de nove dias, sentei-me hoje numa cadeira de rodas.

Estou completamente tonto, a aprender a guiar e a andar.

Bjs



16 de junho de 2008

Parabéns JC




Parabéns Júlio!


É mais a um anito a roçar mato. Nem parece que os anos passam por ti.
Estou a ficar preocupado com as tuas filmagens. Estou a lembrar-me dum artista que anda para aí a filmar a torto e a direito e depois escavaca-se todo.
Já tive oportunidade de te dar hoje os parabéns,, quando me visitaste no hospital. Agora, reforço o desejo, para que conste.
Esta foto foi tirada para mostrar à Spuk, as prendass que teve a amabilidade de enviar do Brasil, para mim e para o Júlio.
Os braços partidos dos Cristos, seriam uma premonição do que estava para me acontecer?

A senhora, é uma cliente que ocasionalmente não quis perder a oportunidade de tirar uma foto no meio dos artistas, Pedro Górgia e Júlio César.



15 de junho de 2008

Bom Dia Turminha!

Afinal parece que Stº António esteve comigo ao colo. Apesar de, um pouquito pesado, o popular Santo esteve a meu lado.
Operação no dia 13 e na cama nº 13.
Não ligo muito a estas coisas de superstições, mas não deixo de lhe dar a importância que as pequenas coisas devem ter.
Resumindo, a operação correu bem. Apenas foi operado o fémur com subsituição de prótese total e não apenas da cabeça, como se previa. Estava uma desgraça.
O punho está a aguardar substituição de gesso e não deve ser preciso operar.
Não tem sido fácil suportar tantos dias, tantas horas, tantas dores, sempre na mesma posição. Já não sei para que lado me desejaria voltar.
Este tipo de situação tem também uma vertente positiva, pois nestes dias, que pareceram anos, aprendi a dar mais importância a outras coisas.
Isto não passou afinal duma brincadeira se tomarmos em conta que atravessei uma fase difícil na expectativa de dentro dalgum tempo fazer uma vida normal. Então e aqueles que estão numa cama, não à espera de se curarem, mas sim à espera de morrerem?
Para esses, vai a minha verdadeira admiração!
Para vós, o meu beijo-abraço, pelas coisas ditas.

12 de junho de 2008

Está quase!

Olá pessoal amigo!
Trouxeram-me ese bicho viciante para matar saudades. Se tudo correr bem julgo que a partir de segunda feira vou tentar trabalhar aqui no PC, a partir do hospital e depois faço uma perninha com o pessoal.
Um beijinho e um abraço para toda a imensa quantidade de amigos, pelos telefonemas de encorajamento e também pelas mensagens aqui deixadas.
Amanhã, às 10 h da manhã vão finalmente acontecer as operações que me devolverâo a mobilidade.
Obrigado a todos!

10 de junho de 2008

Ás Vezes

Ás vezes - Não acontece só aos outros...

Uma queda inadequada, um pulso partido, uma fractura do colo do fémur e mais umas coisitas atiraram-me para uma cama de hospital.

Até breve amigos!

9 de junho de 2008

Parabéns Marcelo

Oi amigão!

Chegou a tua vez. Todos ficamos mais velhotes, mas o que conta é o resto, né?
Um grande abraço de parabéns

(depois coloco aqui uma foto daquelas proibidas, pode ser?)

6 de junho de 2008

Miguel Moura - o mini cavaleiro





Já aqui afirmei que não sou muito amante de touradas, mas ontem à noite a corrida de comemoração dos 30 anos de alternativa do cavaleiro João Moura, realizada na praça de toiros do Campo Pequeno, resultou num triunfo memorável, com os artistas a saírem em ombros pela porta grande.
Com praça quase cheia, o cartaz era constituído pelos cavaleiros João Moura e os seus filhos João Moura Júnior e Miguel Moura.
Se não sou amante de touradas, porquê estar aqui a enaltecer o que ontem se viu? Pois bem, João Moura foi envolvido numa grande onda de estima e carinho por parte do público, onda essa que ele próprio soube ampliar tanto nas escolhas para brindar a lide dos toiros, como no empenho que demonstrou durante as respectivas lides.
Era já uma hora da madrugada, quando um puto de 11 anos de idade e que já devia estar a dormir rompeu os cânones da tauromaquia ao estrear-se no Campo Pequeno, demonstrando um à vontade e sentido de lide incomuns para a sua idade.
Parabéns ao menino cavaleiro Miguel Moura, por quem o público, várias vezes se levantou das bancadas para o aplaudir em autêntico delírio.

5 de junho de 2008

Espinhos no caminho


Couves na estrada e espinhos no caminho

Chover no molhado!
Pregar no deserto!
Malhar em ferro frio!
Ver Braga por um canudo!
Com vinagre não se apanham moscas!
Em casa de ferreiro, espeto de pau!
São os ossos do ofício!

Bem prega Frei Tomás …

4 de junho de 2008

Tianamen - precisa-se



Foi há 17 anos.
A 4 de Junho de 1991, milhares de estudantes manifestavam-se em Pequin contra o regime comunista quando militares cercaram a Praça Tianamen.
Dois mil estudantes foram massacrados com tanques e baionetas.
A CNN transmitiu em directo, da varanda dum hotel, esta carnificina.
Não valeu a pena porque apenas mudou o regime económico, não o político.
O arrojado "pegador de tanques" nunca mais foi visto.
Fica à imaginação de cada um, o que lhe terá acontecido.

3 de junho de 2008

Hollyood em chamas



Ontem, os Estúdios da Universal Filmes, em Los Angeles, foram parcialmente consumidos pelo fogo.
A fábrica de sonhos de Hollyood parou a produção e deixou de mostrar ao mundo o irreal da vida.
Faz já uma década que lá estive e como qualquer visitante ávido de glória breve, visitei a meca do cinema. Toquei então, tudo o que os meus sonhos de menino mais quiseram.
Numa cidade onde existem trinta e três auto-estradas e a sua maior avenida tem duzentos quilómetros de comprimento, ficou-me a recordação, da mudança que sofreu a minha silhueta e também a do Bruno, meu companheiro de estrada, nas sete partidas do mundo.


2 de junho de 2008

Às vezes


Às vezes - acreditamos em tudo
Às vezes - pedimos o impossível
Às vezes - desejamos o que se não pode
Às vezes - queremos e não nos dão
Às vezes - damos tudo
Às vezes - recebemos coisa nenhuma
Às vezes - pensamos e não existimos
Às vezes - choramos a sorrir
Às vezes - olhamos e não vemos

…. Às vezes – partimos à descoberta