23 de março de 2008

Fixe - meu! Salut - Grand Jacques!


Páscoa, é tempo de paixão … e de tudo o que quisermos!
Neste período de descanso e reflexão, lembrei-me algumas vezes do meu amigo Jacques. Vá-se lá saber porquê!
Julgo que, um homem bom, nascido há dois mil anos, ter-me-á influenciado a lembrar-me doutros bons homens, salvo as devidas proporções. Aí, tombei no Jacques.
Jacques, meu velho missionário da alegria. O sol já brilha chez nous, e as douradas saltitam-te no olhar.
Jacques – um homem fabuloso, que fala com sorrisos e um brilhozinho nos olhos.
Meus amigos, este é o Jacques – marido da belga mais portuguesa que já conheci. A Cristina!
Brel diria - Salut Grand Jacques!

20 de março de 2008

Parabéns Xico

(foto alterada e pigmentada pelo J.C.)

Há pessoas de quem toda a gente gosta. Quer queiramos, quer não, também há amigos de quem gostamos mais.
Tu és um eleito, de quem todos gostamos.
À tua maneira, tens ultrapassado os profetas da desgraça. Faltam ainda os Velhos do Restelo. Desses encarregar-se-á, a tua costela da revolta.
Meu querido Xico, sabes que tenho um carinho muito especial por ti e nenhuma corrente quebrará as divergências dos comuns mortais que somos.
Tenho sentido a tua ausência. Os almoços continuam a ser no mesmo sítio.
Parabéns Xico. Temos ainda muitas primaveras para festejar.
Volta depressa!

19 de março de 2008

Feliz Dia Do Pai




Pai…desculpa a invasão mas hoje quem "fala" também sou eu.

Neste dia do Pai quero-te agradecer…

Obrigado por encolheres até ao meu tamanho quando comigo brincavas, por cresceres até grandes alturas quando eu precisava de abrigo e protecção.
Agora que sou da tua altura, os nossos passatempos concentram-se nas grandes conversas de futebol (e um joguito de vez em quando) e de cultura geral.
Tentas assim orientar o meu caminho, feito de lutas e incertezas, mas também de muita esperança e sonhos.
Paizão és grande contador de histórias, trazes no teu coração tantas memórias…
Obrigado Pai por me convenceres que sou especial.
Obrigado Pai por ser teu filho.
Amo-te.
Luis

Dia do meu pai


Hoje é o dia do meu pai! Do teu! Talvez do dele!
Hoje, é o dia do pai que sabe que tem filhos que o amam.
Mas, é também o dia do pai abandonado, desprezado, vilipendiado, esquecido.
Àqueles a quem um afago falta, aqui deixo o prolongamento do meu braço.
Ao meu pai, nada deixo, porque todos os dias lhe dou, o calor que ainda emano.

18 de março de 2008

Mulheraça = Mulher de Aço


Talvez por sentir culpas no cartório, não resisto a publicar este post http://jevoislavieenvert2.blogspot.com/ copiado duma recente amiga verde.
Verde, nos olhos e no clube.
Eu não gostava de ser mulheraça e os homens não vão ter tempo para ler isto.
Parabéns às mulheraças!!!

Peçam a um homem para descrever uma mulheraça.
Imediatamente vai falar no tamanho dos seios, na medida da cintura, no volume dos lábios, nas pernas e na cor dos olhos... Ou vai dizer que mulheraça tem que ser loira, 1.70 m, siliconada e com um lindo sorriso.
Mulheraças, dentro desse conceito, não existem muitas: Cameron Dias, Anna Kournikova,Gisela Bundchen, Adriana Karembeu, Marylin Monroe.
Agora, perguntem a uma mulher o que ela considera uma mulheraça. Aí vão descobrir que há uma em cada esquina...


Mulheraça é aquela que apanha dois autocarros para ir para o trabalho e mais dois para voltar e, quando chega a casa, encontra um tanque cheio de roupa e uma família cheia de fome.

Mulheraça é aquela que vai de madrugada para a fila garantir a matrícula na escola, e aquela aposentada que passa horas de pé na fila do banco para buscar uma pensão de € 300,00.
Mulheraça é a empresária que administra dezenas de funcionários de segunda a sexta e uma família todos os dias da semana.
Mulheraça é quem volta do supermercado a segurar vários sacos depois de ter procurado os preços mais baixos e ter feito malabarismo com o orçamento.
Mulheraça é aquela que se depila, que usa cremes, que se maquilha, que faz dietas, que faz malha, que usa salto alto, ajeita o cabelo e se perfuma, mesmo sem nenhum convite para ser capa de revista.
Mulheraça é aquela que leva e vai buscar os filhos à escola, leva e vai buscar os filhos à natação, leva os filhos para a cama, conta histórias, dá um beijo e apaga a luz.
Mulheraça é aquela mãe de adolescente que não dorme enquanto ele não chega. É quem,de manhã bem cedo, já está a pé, a aquecer o pequeno almoço para a família.
Mulheraça é quem lecciona em troca de um salário mínimo, é quem faz serviços voluntários, é quem colhe as uvas, é quem opera pacientes, é quem lava roupa para fora, é quem põe a mesa, prepara a comida e, trabalha atrás de um balcão.
Mulheraça é quem cria os filhos sozinha, quem trabalha 8 horas por dia e enfrenta a menstruação e a menopausa.
Mulheraça é quem arruma os armários, coloca flores nas jarras, fecha as cortinas para o sol não desbotar os móveis, mantém o frigorífico cheio, os cinzeiros vazios e deixa a casa num brilho.

16 de março de 2008

E pluribus unum?


Cartas na mesa


Decididamente este é o desporto a que o Benfica se vai dedicar.
O que me entristece não é o perder ou ganhar, apesar de preferir o ganhar. O que me dá "ganas" é ver a passividade com que alguns jogadores se passeiam pelo rectângulo.
A falta de raça e vontade, estão na mesma proporção.
Na economia - basta fazer como os espanhóis.
No futebol - basta fazer como o Porto.
É fácil, é barato e dá milhões!

14 de março de 2008

Amigos



Vinicius dixit!

13 de março de 2008

Formas de dizer adeus


Estás perdoado, Zacarias!

12 de março de 2008

Paixões


Esta foi uma das minhas inatingíveis paixões. Até um dia, como tudo.
Comprar um colar de pinhões era uma hercúlea tarefa.
Primeiro, era preciso arranjar “a massa” e não era nada barato. Depois, dava um prazer do “caraças” descascar e comer os pinhões, um a um.
Eu era um puto de sorte. Raramente havia uma feira onde não sacasse um colar destes aos “velhotes”.
Desde miúdo que sou um mar de paixões. Pudera!
Uma Laranjina C, um chocolate Regina com creme de ananás e uns rebuçados de eucalipto, faziam de mim o puto mais feliz da terra.
Um dia, apareceram as coisas fáceis e perdi o encanto.
Depois, fartei-me delas e desejei voltar às preces de menino!

11 de março de 2008

O comboio da descoberta


Às vezes - parto por aí e embarco no comboio da descoberta.
Outras – embrenho-me na saudade e descubro a importância do presente.
Depois, sento-me no passado e pressagio o futuro.
Nos anos sessenta, anichei-me nestes bancos, como se dum trono se tratasse
Paf-paf, pouca-terra, muita-terra e montanhas de amigos que me engalanam o ego!

9 de março de 2008

As Rainhas das Caldas





E foi assim …
Um fim de semana recheado de descobertas.
Nas Caldas da Rainha, a Maria desafiou-me para assistir a uma demonstração de técnicas de pintura e desenho, com ela própria, interessada em aprender.
Muita gente acorreu à baixa da cidade e pode contactar com os artistas plásticos.
Paula Clemente, Maria São Simão, Herberto Gomes, Minela Reis e Alexandrina, tiveram a paciência e o charme de me mostrar, qual a melhor forma de sujar os pincéis.
Foi lindo ver a obra nascer, sem ter problemas de perguntar e pensar que em qualquer das pinturas poderia sentir um olhar de musa ou um cheirinho a maresia.
Doravante, os símbolos fálicos e as cavacas, passarão para segundo plano quando pensar nas Rainhas das Caldas que me aturaram durante horas.
Adorei!

8 de março de 2008

Dia da Mulher


Não sou muito destas coisas, de me lembrar do Dia Mundial ou do que quer que seja.
Soube agora, que hoje é o Dia da Mulher.
Então …
Pela adrenalina que já me provocaram. Por aquilo que me ensinaram. Por tudo o que me ajudaram. Pela protecção do seu abraço. Pela amizade que me dedicaram. Pelo amor que me entregaram.
E ainda, àquelas a quem desiludi, a omnipresença no meu reino!
Mulher - a minha flor! Com espinhos!

5 de março de 2008

O Maio em que eu nasci

No dia em que eu nasci, a meio do mês de Maio


Nasceu o escritor Balzac e o pintor Botticelli
Francisco José lançou “Teus olhos castanhos”
Amália estava no top com “Fado da saudade” e Nat King Cole com “Too young”
A Renault fazia sucesso
O Sporting sagrou-se campeão. O Porto ficou em terceiro. O Benfica ficou em segundo e ganhou a Taça de Portugal
Em S.Francisco, 49 países assinaram um Tratado de Paz
Os Estados Unidos, iniciaram a emissão a cores de televisão
Foi inaugurada a Barragem de Castelo do Bode

… daí que …

Talvez, o meu lado romântico
A curiosidade pela pintura
O eterno saudosista, brando como Nat
Pouco apaixonado pelos carros
O grande amor pelo futebol e pelo Benfica
O amante da paz
Metade de mim na América
O Hobby do cinema e televisão
A serenidade de águas calmas.

Gosto do dia em que nasci.
No Outono da vida, a meio da primavera!

Dady - Casa Nova




Uma casa é sempre o refúgio onde nos acobertamos do cansaço e do lufa-lufa do quotidiano.
Uma casa é o repouso do guerreiro, o confessionário das tristezas e alegrias.
Uma casa nova é o prémio a que todos deveriam ter facilidade de acesso.
Tu tiveste esse prémio e não vais ficar por aqui.
Que a sorte te continue a dar a sorte que tens procurado.
Não será uma bola no poste que o vai impedir.
Aquele abraço Dady!

4 de março de 2008

Caracas - nunca mais!


Venezuela – Caracas – Praça Simon Bolívar

Este país que Hugo Chaves pretende endireitar era assim

Preparava-me para sair deste país. Nos bolsos, moedas e notas várias de outros países atrapalhavam qualquer pagamento. Era preciso mirar e remirar cada uma para ver se correspondiam à moeda local – o bolívar. Havia que gastar os últimos trocos, coisa que não foi difícil, em garrafas de Rum e Sambuca.
No Aeroporto Internacional de Maiquetia, os agentes da policia alfandegária, não tinham aspecto de bons amigos. Mesmo assim, o caminho era só um. Havia que por eles passar.
Ao mostrar o passaporte para verificação questiona-me o agente:
- Está tudo em ordem, só falta comprar um bilhete para o Baile Anual da Policia.
- Um bilhete para o baile? – respondi.
- Sim, são só 50 bolivares!
- Mas eu já não tenho bolívares, gastei tudo!
- Não tem? Então não passa!
Por momentos pensei que brincava, mas o olhar ameaçador, confirmava a obrigatoriedade de adquirir tal ingresso. Outros que passavam, iam pagando. Era com se de uma taxa se tratasse.
Pensei duas vezes. A medo entreguei-lhe dez dólares. Sem nada dizer, guardou-os e sinalizou-me com o indicador qual o caminho a seguir.
Parti!
Em Caracas - 36 graus!
No corpo - um frio de arrepiar!

2 de março de 2008

Sporting - Benfica


Apesar de tudo … o F.C. Porto, continua a mostrar que é o melhor.
E quando assim é … parabéns!
Tempos houve em que os métodos não foram os mais honestos, mas agora … com amor tudo se resolve.
Esta foto representa a paixão que eu sinto pelo futebol e a posição dos jogadores - cada qual escolhe a que mais gosta.
Quanto ao meu Benfica, também acho que no deby de hoje e apesar do empate, o Sporting foi superior ao Benfica.
Às vezes – é bom que se faça justiça!

29 de fevereiro de 2008

Pintar a manta


Fazer um filho, plantar uma árvore, escrever um livro e agora ... pintar um quadro!

É só comprar uma pequena tela, um pincel ou espátula e três ou quatro tubos de tinta.
Depois, a arte, a imaginação e o engenho farão o resto.
É uma sensação estranha, mas agradável demais.
Nunca sei como começar!
Nunca sei se já acabei!

28 de fevereiro de 2008

Cobras e ... lagartos?


Há quem deteste baratas, aranhas, minhocas, ratos e sei lá quanta bicharada mais.
Cá por mim, apenas odeio este réptil horripilante.
Ia dizer mais umas coisas acerca dos gostos das cobras, mas ...
Fico por aqui, já que a imaginação é fértil!

27 de fevereiro de 2008

A comer é que a gente se entende

Às vezes - é assim!

Vindos de longe
Vindos de perto
Aí estão os amigos meus
À hora do meio dia
Todos falando de Zeus
Sai uma sardinhada, cozido, feijoada
Carapauzinhos fritos ou iscas com elas
Vão-se os prazeres da carne
Chegam os prazeres da mesa
E é assim, com regularidade
Que me visitam os velhotes.
Venham mais cinco!

25 de fevereiro de 2008

A Xana


Oh gentes!
Despertai! Acordai!
Fixai este rosto.
Esta pequena grande miúda, canta, dança, representa. e … é boa aluna.
É um espectáculo de vivacidade que o palco atrai.
É, 13 anos de gente, já meio mulher andada
Atenção J.C – tens aqui uma colega, com quem vai ser empolgante trabalhar.
Outros já vi, começar por menos.
É linda a miúda!
Oh Isabel – cuida-te!

Cama


Essa cadeira do poder!
Onde se domina a mente e adormece a alma.
Onde se ganham negócios e se perde a razão. Onde se compram segredos e vendem acções.
Ali, descansam sentidos e repousam gestos.
Ali, se descobrem os milímetros dum corpo e os minutos dum tempo.
Ali, se move o mundo e nasce o sonho.
Nela se resolvem as zangas, tormentos e traições. Se renova a vida e o adormecer eterno. Se choram as tardes e abraçam as manhãs. Se sofre e se geme, esperando a bênção do fim.
Nela se dorme e sonha … uma vida de ilusão!

24 de fevereiro de 2008

Júlio Amaro - A saudade


E depois do silêncio,…
Continuamos a falar contigo. E de ti.
Também sabemos que, lá onde estás, nos vais olhando com aquele olhar esbugalhado, tão conhecido de nós.
Não lamentamos nada, porque a separação é temporal.
Apenas queríamos, mais tempo de ti.
Passou um ano.
Temos saudades!

21 de fevereiro de 2008

Amsterdam - Estórias mil (b)


Aquela visão, logo me fizera não mais pensar, quem seria Lyn e como obtivera a chave do quarto.
- Sou uma amiga de Jasmyn – respondeu, como que adivinhando a minha dúvida.
O seu sorriso, dissipara-me receios infundados.
Apesar de Jasmyn nunca me ter falado de Lyn, já que esta tinha a chave, julguei serem companheiras de quarto.
Lyn, tinha tanto de morena como de linda. Olhos já vividos e corpo desbravado
O “meu” inglês não bastava para uma conversa formal.
Olhava-a, desejando tudo e esperando nada.
A exiguidade do espaço, foi pretexto para sentar-se na beira da cama. Trocaram-se confidências e descobertas, em olhares matreiros.
Aos poucos me enfeitiça e desliza no meu leito. Vai tomando conta de mim. Sinto-lhe as hormonas em ebulição.
Quase me limito a olhar, lutando contra mim.
A linha que separava a provocação, do desejo, era ténue demais para não ser entendida.
A sua linguagem corporal, agressiva e sedenta, continuava a povoar-me os sentidos.
Por instantes pensei em Jasmyn, com quem não tinha qualquer espécie de compromisso, nem na vida, nem no leito. Aliás, tive sempre a impressão que lhe amenizava a entrada na meia idade, fazendo-a recordar o muito que tinha ainda para dar.
Apenas por instantes, pois logo, num recíproco impulso felino, se devoraram as bocas e esmagaram os corpos. O meu, extremamente maleável, sucumbia àquele apetite insaciável, saído dum conto de odaliscas.
Depois, passaram as horas e esquecemos que o tempo tem tempo.
Era já tarde, quando adormecidos num abraço, despertámos com o abrir da porta.
Era Jasmyn. Chegara, menos cansada que nós. Olhou-nos com um sorriso de ódio. Alguns longos emudecidos segundos, separaram os olhares, entre a porta e a cama.
Jasmyn, conformada, deixou escapar:
- Olá Lyn!
- Olá mãe!
O que mais se disse é passado. O que ficou por dizer não importa.

19 de fevereiro de 2008

Amsterdam - Estórias mil (a)


A neve continuava a cair, em pequenos flocos, para lá da vidraça
A janela enfeitada por uma cortina vermelho-sol, saída da rota da seda, clareava o minúsculo quarto onde tudo acontecia.
Doze metros quadrados de intimidade, no máximo, eram o mundo de Jasmyn. O nome europeizado pela sonoridade, era vietnamita, pelo berço e holandês, pela ambição.
Ali era, cozinha, sala, quarto, casa de banho
Não era a primeira vez, mas seria a última, que ali ficava refastelado no quentinho daquela poli-cama, enquanto Jasmyn ia trabalhar.
A cozinha dum restaurante asiático, provavelmente vietnamita, era a fonte do seu sustento.
Despediu-se de mim, com um beijo na testa e uma carícia no rosto. Partiu. Quarenta anos de mulher, duas vezes de mim, deixavam para trás um desejo saciado e a esperança de outro, no regresso.
Lá fora, o frio convidava o guerreiro do amor a repousar mais um tempo. Depois, era só puxar as orelhas aos lençóis e estender a tolha de mesa sobre o colchão sempre impregnado de odores perenes.
Deitado, olhando aquele liliputiano mundo que conhecia já de sobejo, ia pensando em como ocupar o resto do dia.
Na escada do prédio, o cadenciado barulho de passos, fez-me convergir o olhar para a porta do quarto. Um tornear de chave e maçaneta fizeram-me gelar. Especada à porta do quarto, uma jovem asiática, aparentando os meus vinte anos, franze o sobrolho de espanto. A visão dum desconhecido naquela cama, não menos espantado que ela, fá-la hesitar.
Fecha a porta, sem tirar de mim o olhar. Quem és tu, quem sou eu? Alain e Lyn, apresentam-se.
- A Jasmyn não está? Demora? – questiona Lyn.
- Não! Foi trabalhar e só volta à tarde!
- Hummm!!!
Eu, tronco nu, meio recostado na cama, olhava aquele rosto lindo adornado por um alvíssimo longo casaco peludo. Nada denunciava o escultural corpo que este cobria.Despiu-o e lentamente depositou-o num minúsculo canapé de bambu, decidida a não sair tão cedo.

18 de fevereiro de 2008

A vida ao contrário

Eu quero viver a minha próxima vida ao contrário:

Começo morto e livro-me disso. Depois acordo num lar para a terceira idade, sentindo-me melhor cada dia que passa.
A seguir sou expulso, por estar demasiadamente saudável. Gozo a minha reforma e recebo a minha pensão de velhice.
Então, quando começo a trabalhar, recebo um relógio em ouro como presente logo no primeiro dia. Trabalho 40 anos, até ser demasiadamente novo para trabalhar.
Vou para o liceu e bebo álcool, vou a festas e sou promíscuo. Depois vou para a escola primária, brinco e não tenho responsabilidades.
Transformo-me então num bébé e passo os últimos 9 meses a flutuar pacifica e luxuosamente, em condições equivalentes a um spa, com ar condicionado, serviço de quartos entregue por cabo e depois...

Acabo num grande orgasmo!

17 de fevereiro de 2008

Parabéns Bruno





Parabéns Bruno!

Já bastas vezes, te exaltei.
Noutras, não disfarcei a tua falta.
Agora, vou guardar-me para em breve te abraçar.

Trinta e cinco anos, passaram sem dar por isso!
Por hoje, parabéns filho
!












Manuela Couto

Uma menina que é uma ternura e uma actriz maravilhosa.
Um grande beijinho Manela! Parabéns!

14 de fevereiro de 2008

Dia de São Valentim


À Carla Mar, - a eterna apaixonada, aqui sempre presente!

Pensei seriamente não escrever nada sobre o Dia dos Namorados, sob pena de correr o risco das minhas amigas não me perdoarem a falta de romantismo, já que sou um alimentador e devorador de sonhos., mas …
Não acho piada nenhuma a este dia, pois não passa de mais um pretexto consumista, para as pessoas que, num dia se amam e o proclamam publicamente, e nos restantes usam e abusam de violência física e verbal.
Aos namorados eternos, que felizmente ainda existem, sem fantochadas, a minha admiração.

A origem deste dia, remonta à Roma antiga.
O dia 14 de Fevereiro, foi até 1969, ano em que cheguei a Paris e me apaixonei, apenas o Dia de S.Valentim. Nunca tinha havido dia dos namoradps. Depois disso, os interesses comerciais fizeram o resto.
Há varias versões sobre os vários Valentins que a história comporta. Terei de perguntar ao Prof Hermano Saraiva, a sua opinião.
Uma, diz que, neste dia se celebrava uma festa em homenagem a Juno, deusa da fertilidade e do casamento, onde os rapazes tiravam à sorte duma caixa, o nome da rapariga que viria a ser a sua companheira durante a duração das festividades, normalmente um mês.
Isto aconteceu apenas até ao dia em que o Papa Gelásio I decidiu instituir o dia 14 como o dia de S.Valentim, para que a a celebração cristã absorvesse o paganismo da data.

Outra versão, diz que o imperador romano Claudio II proibiu os casamentos com o argumento de que os rapazes solteiros e sem laços familiares, eram melhores soldados. Valentim terá ignorado as ordens e continuado a fazer casamentos em segredo a jovens que o procuravam. Então, Valentim foi preso e executado no dia 14 de Fevereiro,

Uma outra lenda diz que, o padre católico Valentim, se recusou a converter à religião de Claudio II, e este mandou prendê-lo. Na prisão, Valentim apaixonou-se pela filha do carcereiro que o visitava regularmente, a quem terá deixado um bilhete assinando: “Do teu Valentim” antes da sua execução,

No seminário aprendi que, Valentim era um dos ministros do senado e padre e que, contra a vontade do imperador, que queria homens para a guerra, decidiu realizar casamentos em segredo.
Um dia, o pior aconteceu. Os guardas apareceram e, apesar do casal ter conseguido fugir, São Valentim foi apanhado e condenado à morte.
Na prisão, recebeu várias visitas de jovens que lhe deixavam flores e cartas dizendo que acreditavam no Amor.

Desde esse dia, todos os anos, os namorados, enamorados, amantes e casados trocam mensagens de Amor.
É O DIA DE SÃO VALENTIM. -. HOJE, DIA DOS NAMORADOS

13 de fevereiro de 2008

Horizontes da Memória

Foi advogado, professor, diplomata, conservador, ministro.
Arauto duma civilização esquecida, José Hermano Saraiva é um homem que acredita em doutrinas que professa, com a convicção duma criança a despontar.
Conheço-lhe alguns inimigos e detractores, mas nem por isso deixa de ser o meu herói.
Dizem que inventa lendas e deturpa histórias, mas eu gostaria de ouvir então, as verdadeiras versões dos eruditos maldizentes.
José Hermano Saraiva é um contador da história, ou fazedor de ficção, como não há muitos. Outros comunicadores me apaixonaram, desde, António Vitorino de Almeida a Agostinho da Silva. Outras sumidades houve, como Vitorino Nemésio, Natália Correia e mais algumas, mas a riqueza da sua linguagem, obscurecia a simplicidade das palavras entendíveis que era preciso dizer.
A plebe entende-o e alegram-se as audiências deste amado/odiado, ex-testa de ferro dum ministério salazarista.
J.H. Saraiva, o professor com mais alunos em Portugal, contador de estórias da história é a alma e a gente e a alma da gente.
Por ele, emudeço à minha gente, para lhe ouvir o som da alma!

12 de fevereiro de 2008

1º dia - segundo ano



Foi muito bom saber que:

Usaste bem o teu tempo
É bom ler-te
As memórias alimentam o nosso futuro
Gosto de ler as tuas aventuras
Um blog é um abraço escrito
Ler-te é muito bom
Blogar é um vicio tramado .
Valeu, estes meses de blog, de confidencias e tudo que todos te disseram.
E depois … abraços e parabéns

Há palavras que dão choque!
E força para continuar!

11 de fevereiro de 2008

Um ano - às vezes fim de semana


Não há nada para comemorar, mas algumas coisas para pensar.

O que será que leva um homem a perder tempo, a pensar e a escrever, um misto de desabafos e coisas simples, com atoardas e bacoradas que ninguém lê?
Pois bem, umas vezes é porque o blog é um diário sem chave.
Outras, porque é uma troca de impressões entre amigos.
Outras ainda, porque se pode dizer o que se quiser, a coberto do manto do anonimato.
Assim sendo, eis-me aqui entre a primeira e a segunda, sem pretensões de mais nada.
Para mim, terá sempre o condão de ter sido aqui, que relembrei o meu eu.
Aqui desenterrei memórias e me alimentei de amigos.
Foi – às vezes. Foi - fim de semana.
Deixará de ser, quando chegar o momento!
Um ano depois, cumprimento todos os que por aqui já passaram!

10 de fevereiro de 2008

Cão - esse fabuloso amigo!


Muito se poderia dizer sobre esta foto, mas - às vezes - é bom sorrir um pouco.

Um rapaz algarvio foi estudar para a UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro), e cometeu a estupidez de gastar o dinheiro todo que o pai lhe tinha dado no primeiro mês do primeiro período.
Desesperado e teso, magicou uma maneira de rapar uns cobres ao velhote, e então telefonou-lhe:

- Olá pai, tudo bem? Olha, aqui a faculdade de veterinária engendrou uma maneira de ensinar os animais a falar e, se quiseres, eles aceitam o Boby no curso.

- Ai sim !!!??? Mas isso é fantástico. Dava muito jeito ter cá em casa alguém com quem falar quando estás para fora... mas o que é que temos que fazer!!!???

- É fácil, basta mandares para cá o Boby e 1000 euros!

O pai mandou o cão e o dinheiro, mas passado um mês já não restava nenhum e o rapaz voltou a telefonar ao pai:

- Então, filho, como estão as aulas do Boby !!!???

- Nem queiras saber pai ,as coisas estão a correr tão bem que agora os meus professores querem pô-lo num curso de leitura !!!

- Ena, pá, isso é que era bom, porque assim já tínhamos alguém para ler as cartas quando não estás cá !!! Como é que se faz para o inscrever nisso!!!???

- É fácil, manda para cá 2500 euros que eu trato de tudo !!!

Entretanto acabou o primeiro período e o rapaz voltou para casa (teso!) para as férias do Natal e como não havia maneira de escapar às perguntas do pai, decidiu matar o cão.

Quando chegou a casa, o pai perguntou logo pelo cão-prodígio, e o filho explicou:

- Hoje de manhã, quando nos estávamos a preparar para vir para casa, o Boby estava sentado na poltrona a ler o jornal e olhou pra mim por cima dos óculos e perguntou:

- Olha lá Pedro, o teu pai ainda se anda a esfregar na filha do padeiro!!!???'

- Oh Pedro, dá-me um tiro na merda do cão antes que ele conte isso à tua mãe!!!

- Já dei, pai!!!

- Boa! Lindo menino!

8 de fevereiro de 2008

Os veteranos do futebol



Quase dois anos depois, voltei a dar uns pontapés na bola.
Aceitei um convite para jogar com os veteranos do Estrela da Amadora, porque a saudade era já muita.
O palco – o relvado secundário do Estádio Nacional estava inclinado para o meu lado.
O meu amigo José Carlos, melhor jogador em campo, ex-glória do Sporting, Estoril e Estrela da Amadora, onde arrumou as botas há dois anos, fez um passe milimétrico para o meu primeiro golo, Depois, o nosso querido José Romano, como de costume, correu que nem um louco, mas uma distensão muscular arrebatou-lhe a glória que se esperava.
Para o seu lugar, entrou o meu filhote Luís que num ziguezaguear franzino entre tubarões, consegue fazer um passe de morte, que daria no meu segundo golo. Estou predestinado a não jogar sem filhos. Assim foi com o Bruno e agora com o Luís. São o meu abono de família.
Ainda me hão-de ver a jogar com filhos, netos e de bengala
José Carlos marcaria o terceiro golo, num remate revelador de grande classe.
Resultado 3-3.
Dois anos depois, voltei a passear a minha “nabice” e a marcar golos.

Nota triste

No mesmo campo, no jogo anterior, entre os veteranos do Belenense e uma selecção do Japão, um dos jogadores japoneses caiu inanimado no relvado. A morte chegara ao campo. Ali mesmo, tão perto de nós.
Lembrei-me logo dos conselhos do Júlio César – é pá, olha que o desporto não dá saúde a ninguém! Um gajo até se cansa!

7 de fevereiro de 2008

Isabel Ramos - Parabéns - Estrela do Norte




Diariamente aqui vens deixar uma palavra amiga, um sopro, um sussurro, um afago.
Entraste, ao primeiro texto. Ficaste mais perto, ao primeiro som. Instalaste-te, no primeiro encontro.
És a menina bravia, qual estrela do norte, envolta em águas calmas do Douro, que juntos subimos.
Aos poucos, pela manhã dentro, foste olhando os socalcos das vinhas, amparada neste arcobotante meio gasto. As palavras não tiveram fim e a descoberta aconteceu.
Ao lado, outra estrela, a de David, o rei seu marido, apadrinhava a cumplicidade acabada de nascer.
Falando e ouvindo elevaste-te nas eclusas que domavam as águas tingidas dum precioso néctar, saboreando-o, ora branco, ora tinto.
Já noite, o regresso no cavalo de ferro, culminou na invasão da zona ribeirinha, com tamanha beleza estendida no olhar, antevendo já o prenúncio da despedida.
Depois, foi um - até já!
Desde então, a norte e a sul, o mundo abriu as fronteiras que me impediam de parar no Porto, sempre que por ali passava.
Agora, ficam muitos aniversários para festejar!
A minha mão vai continuar no teu ombro!
Isabel Ramos - a amizade é afinal, outra espécie de amor!
Parabéns, Estrela do Norte!

5 de fevereiro de 2008

Manuel Fernandes e Cristiano Ronaldo




Um grande jogador e o melhor jogador do mundo.

Parabéns aos dois, nascidos no mesmo dia, há 22 e 23 anos, respectivamente.

Parabéns Manel! Parabéns Puto Maravilha!

4 de fevereiro de 2008

Carnaval - CARNE NADA VALE

A minha amiga Spuk - num esplendor mais veneziano que brasileiro.


Remonta à antiguidade esta festa pagã, mais tarde recuperada pelos cristãos.
Começava a seguir ao Dia de Reis e acabava na Quarta-Feira de Cinzas.
O período do Carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou "carne nada vale" dando origem ao termo "Carnaval".

Nestes dias havia uma grande concentração de festejos populares, onde os cristãos tinham a necessidade de acabar com todos os produtos que não podiam consumir durante esse período, não somente carne, mas também leite, ovos, etc.
Poucos saberão, mas, o maior carnaval do mundo – o do Brasil – é apenas um tetraneto dos verdadeiros carnavais, da Porcalhota, Paris e Veneza.
Mais tarde o sentido de carnaval, degenerou, convertendo-se num pretexto para se organizarem grandes festanças e praticarem actos dos quais se exaltavam os prazeres da carne, de que depois se arrependeriam, na Quaresma.
Não sendo agora um período meu agrado, regozijo-me pelo tempo em que já o foi.
Basta lembrar-me, que a CARNE NADA VALE!

3 de fevereiro de 2008

O Benfica - O Camarote


O ambiente prometia. O mar era vermelho. O adversário, insular.
Não havia rivais à vista.
O camarote parecia uma suite de hotel. A mesa ricamente recheada, convidava a debicar aqui e ali. Queijos, salgados e enchidos, eram o principio do deleite. Depois, o bacalhau à lagareiro e as ervilhas com carne assada, fumegavam o apetite. Refrigerantes, cerveja e Vila Régia tinto, ajudavam na formação do bolo alimentar, não a bola elementar, aquela que rolava, tristemente maltratada, à minha frente.Uma privativa cara bonita respondia às necessidades duma dezena de convidados. Augurava-se uma noite em cheio. Plenilúnio total, pensei.
Nozes, amêndoas, e bagos de uva, enfeitavam um chorrilho de variegadas frutas, ladeadas por uma travessa de arroz doce e outra de mousse de manga. Um velho conhaque, ajudava a não engolir em seco os pontapés no ar e os passes mal medidos. A mediocridade faria o resto. Fiquei sem saber se assistia a um jogo de futebol ou a um repasto dos Deuses.
Como difícil é, digerir refeições mal deglutidas!

No Carnaval da Luz, a Caixa Geral de Depósitos fez-me sonhar por momentos, coisa que o Benfica não conseguiu, mascarando-se de equipa vulgar.
Ao António Manuel, vinte valores, na qualidade de anfitrião.
Do resultado, nem me lembro! Julgo não ter sido a meu gosto!

2 de fevereiro de 2008

O Bruno vem aí!


Há pessoas, que vivem em surdina, as suas emoções. Sentem-nas, desejam-nas, provocam-nas, mas não as proclamam ao vento.
Há outras, que são a antítese deste mutismo. Como eu!
Sabendo que extravaso sentimentos, tento comedir-me quando as emoções afloram. Nem sempre é fácil.
Corrompo-me, vou por trilhos sinuosos e só digo metade, mas digo.
É que, cá o rapaz está cheio de saudades do primogénito que chegará no dealbar da Primavera.
Nova Iorque vai ficar em repouso.
Até lá … nunca mais desabrocham as flores!!!

1 de fevereiro de 2008

Fala Júlio!


Hoje, sexta feira das 23:00 às 24:00 h – Rádio Club Português - frequência 104.3

Júlio César fala das músicas da sua vida, dos amigos, das estórias, daquilo que – às vezes – não se conta.
Já ontem assim foi.
Estamos em sintonia.
Fala Júlio! Ele ouve!