29 de setembro de 2013

William Robertson Coe - um sonho!

Nunca fui amante de castelos, nem que nas suas ameias me esperasse alguma princesa, triste e só. Mas adoro visitá-los.
A maravilhosa residência, foi construída por este senhor, e sendo uma casa lindíssima e de muito bom gosto, era obrigatório visitá-la.
O celebérrimo e meu herói de infância, Coronel Cody (Bufalo Bill), era visita assídua desta casa e companheiro de caça de Coe. 
Algures, no estado de Nova Iorque, Long Island-Oyster Bay.
Adoro este tipo de KIMriosidades. 



 William Robertson Coe (1869-1955)


vista da frente

 Aqui foi recebido um telefonema, dando conta do naufrágio do Titanic. Dizem as crónicas que William Coe, ficou impávido e sereno com o prejuízo que isso lhe causaria, apenas lamentou a morte e o sofrimento de tanta gente. Coe, começara a sua actividade laboral, como moço de recados e era agora o presidente da companhia que segurava o Titanic. O seguro encontrava-se feito por um valor muito baixo, pois os seus proprietários acharam desnecessário gastar dinheiro para segurar um navio inafundável. 


Vitrais vindos de residências de aristocratas falidos, na Europa





Coe, era um amante de plantas e árvores raras.



Bruno, atento aos detalhes


uma das vária salas de estar

 primeiro andar

Quarto do casal

21 de setembro de 2013

SOLNADO - para sempre!

(Raúl, tás a ver eu a proteger a tua menina?)

Parabéns, minha querida Joana!

Completar três décadas não é coisa para esquecer! É um aniversário que fica na retina, logo depois dos vinte.
És uma menina e uma menina pareces. Herdaste a rebeldia e independência, apenas ao alcance dos vencedores. 
Precisaste de visitar o mundo e partiste à procura de nada, esperando tudo. Voltaste mais rica e cheia de bolsos vazios, como é timbre de quem aprende. 
Agora, com uma FLOR LINDA no teu caminho e com os holofotes da ribalta virados novamente para ti, dá azo às premonições do teu avô. Sê aquilo que ele via em ti! Vence!
Não conseguirei nunca descrever-te a paixão e o enlevo com que ele me falava de ti. A sua menina era já uma dama de palco.
Depois, tens tudo o que a gente gosta. Talento, beleza, simpatia e um sorriso lindo!
Carregas um nome pesado e Solnado é também quando o sol nasce. Lá longe, no etéreo firmamento, a sua estrela iluminará o teu caminho. Belmonte e a TVI, farão o resto.
E ... faz o favor de ser feliz!

Joana Solnado - a menina do Raúl!
Parabéns minha querida Joaninha! 
Espero-te breve, na colina da saudade, e ... tens de trazer a FLOR!

16 de setembro de 2013

Parabéns Anita!

Às vezes - o futuro, é uma bandeira às riscas!


Que seja assim por toda a vida!


Adoro-te Anita


Te adoro Anita


Adoro-te Anita


O futuro está à tua frente
Grande beijinho!
Parabéns!

9 de setembro de 2013

Ovo de avestruz

KIMriosidades
1 ovo de avestruz = 20 ovos de galinha!
1 ovo 40 dólares = 32 Euros


Bom apetite e ... cuidado com o fígado!


1 de setembro de 2013

Tico ou Teco?


Quando se está mais perto da natureza e nos conseguimos alhear da louca correria da urbe, temos tempo para todas estes momentos. E como eu adoro saboreá-los!






Este simpático esquilo era o meu amigo de todas as tardes e manhãs e por isso eu presenteava-o com um punhado de amêndoas e nozes e ficava a vê-lo encher as bochechas e ir à toca descarregar o recheio. Depois voltava a repetir-se a cena num vaivém constante enquanto eu o fosse municiando.
Como são bonitas as coisas simples!

27 de agosto de 2013

Bem vindo - vizinho!

Não sei se é habitual, mas parece que sim!
Nos Estados Unidos, esse pais tão controverso no bom e no mau, acontece de tudo. 
Desta vez, tocou-me a atitude do vizinho do Bruno que, provavelmente, desejando ter ali à mão um amigo, lhe deixa na caixa do correio uma garrafa de champagne Remy Martin, com uma cartinha desejando-lhe as boas vindas, já que o Bruno só há dois meses mora no local.
Adorei a atitude!
Eu, que gosto de me dar bem com todo o mundo, vou começar agora a comprar garrafas de champagne e a distribui-las pelos meus vizinhos dos blogues e do facebook.


24 de agosto de 2013

Toupeiras no jardim


Satisfeita que foi a curiosidade de ver o bichinho de perto, que não pára de revolver o jardim do Bruno, eis que ...  adeus toupeirinha e VIVA A LIBERDADE!


Quem diria que uma coisa tão pequena faz tanto estrago? 
Todos merecem viver!

19 de agosto de 2013

Adeus amigo!



Meu querido amigo - já tenho tantas saudades tuas!


No dia 15 de Abril de 2008, dia do seu aniversário, escrevi-lhe isto:

Meu querido amigo.

Mais um ano passou.
Mais sabedoria absorveste.Mais caminhos desbravaste.
Tens sabido lidar com todos, porque de ti, todos gostam.
O que eu gosto de ti, digo-to em cada gesto, a cada momento. Como amigo. Como homem.
E já lá vão trinta anos.
Que sorte a minha! Como fui eu ter amigos assim?

O meu amigo Joaquim Cachaço, tem algumas parecenças comigo.
Também é Quim. Tem uma paciência de santo. Dá-se bem com toda a gente. E … adora jogar à bola.
Aqui, temos uma pequena diferença – ele é bom jogador e eu não. Apesar de não me passar a bola, perdoo-lhe porque ele diz que um avançado está lá para marcar golos, não para passar bolas.
Jogou alguns anos no Estrela da Amadora e nessa altura eu chamava-lhe, Marlon Brandão, porque era parecido com um avançado do Sporting, com uma farta cabeleira, como a sua.
Fizemos grandes jogatanas e sofremos com algumas derrotas, mas isso já lá vai!
Profissionalmente, o Cachaço é docente, e todos os seus alunos, nele encontram um amigo.
É duma educação inusual.
É um amigo, a quem há muito agradeço ser meu amigo.
O Cachaço semeou um filho – O André - com quem troco dissertações sociais e humanas. A Filosofia, controla-lhe os dias.
Meu velho amigo, sportinguista ferrenho, precisava de te dizer, o quanto gosto de ti!

Viveu como grande homem, morreu o meu amigo!


Hoje estou de rastos. Nem sabia que se podia rastejar no paraíso.
Morreu um amigo de tantos anos, fiel como poucos, justo como menos ainda.

E foi isto o que eu lhe disse, porque no dia a dia eu o venerava.
Quis o destino que ele partisse, num dia em que eu não poderia estar junto dele, pois os milhares de quilómetros que nos separam, não mo permitem.

Vou sentir a falta das tuas constantes visitas e das nossas conversas, sobre tudo e sobre nada.
Tive a sorte de te dizer em vida tudo quanto agora repito!


Estás para mim, como Jojo estava para Brel

Descansa em paz meu amigo

18 de agosto de 2013

No paraíso!



O paraíso existe!
Não aquele dos querubins e serafins, antes sim o terreal, o de Steinbeck, a leste!
Perde-se um gajo por uns dias de repouso e reflexão, quando à frente dos nossos olhos, no outro lado do nosso mar, está tudo o que se quer, mesmo que já se tenha tido, de tudo um pouco na vida.
O paraíso é afinal, a natureza e a simplicidade das coisas, não os arranha céus e o consumo exacerbado.
Quando já se vive um dia de cada vez, nada mais resta do que viver com a certeza de que já não há certeza de nada. 
Apenas duma!

Ao meu filho Bruno e à sua maravilhosa Ana, a felicidade de estar entre eles.

29 de junho de 2013

César Paulo - O imperador do SLB

O brasileiro, camisola 13, não renova com o Benfica, após seis anos de fantásticas exibições
O Jantar que tínhamos combinado, ficou adiado enquanto repousa a emoção.
Tinha ficado entre os três melhores atletas de alta competição.

César Paulo, abandona o Benfica!
Natural de Brasília, venceu todos os títulos que havia para vencer, ao serviço do Benfica.


Recebi este murro no estômago como se fora o ribombar dum trovão que me atordoa a mente, mas ...

Meu querido amigo,contrariamente ao que a foto possa sugerir, isto não é um passo atrás na tua vida. É apenas o alerta de que, às vezes é preciso dar uma passo atrás para poder dar dois em frente.
Hoje é certamente o fecho dum ciclo maravilhoso na tua vida.
Por isso não há que lamentar o que também não vai acontecer. O teu caminho está traçado há muito, logo não vejas este tropeção como uma praga que chegou a ti.
Tens uma família maravilhosa e essa é única coisa que interessa na vida. Na glória, como no sofrimento, terás sempre o apoio de quem te ama.
O mundo é feito destas injustiças e tu não merecias terminar neste clube, da forma como o fizeram.
És uma pessoa extraordinária, que eu gostaria de ter defrontado, mesmo sabendo que eras um adversário temível.
Não jogues agora por terra todos os momentos bons que tiveste e também o ombro amigo de todos os que te acompanharam nestes seis anos portugueses. Foste e serás sempre um ídolo, mas até os imperadores sucumbem um dia, pois a glória é também efémera.
Não desanimes amigo!
Triste, muito triste, seria não teres saúde para poderes desfrutar dos que te querem. Isto é apenas um pequeno contratempo da tua existência, nada mais. Eles te esperam com a mesma ansiedade com que jorras as tuas preces em qualquer santuário. Continua sempre a acreditar que a alegria não acaba já aqui.
És um homem feliz e não é um pequeno percalço que te vai fazer dobrar. Um "pivôt vai a todas," e vence-as.
Acredita no amanhã, e pensa só nas coisas boas que tens.
Quando eu era jovem e teimava em desafiar os Adamastores, nunca saía derrotado, pois acreditava sempre que a minha vida não acabava ali. Eu era maior que todos os imponderáveis e isso fazia de mim o imperador de mim mesmo. Faz o mesmo, pois estás ainda a tempo de descobrir para que lado corre o rio da vida.
Tens a teu favor a juventude que já me fugiu, aproveita-a e agarra-a com todo o corpo, não apenas com as mãos.
Um dia irás lembrar-te destas palavras e perceberás então quão ínfímos eram os teus temores, sabendo aqueles com que a vida nos costuma brindar.
Vai em frente meu amigo. Olha sempre o horizonte e terás a certeza que as novas manhãs que se adivinham, terão um raiar diferente na certeza das tuas dúvidas.
Acredita em ti, amigo.
Eu estarei no dobrar de cada esquina, onde me poderás encontrar.
Governa o reino que mereces, porque será de César o que é de César!

23 de junho de 2013

Verdes anos!

Há muito, muito tempo, era eu uma criança ...
Como qualquer criança da minha idade, na primeira classe, comecei por ter um saco para transportar os livros da escola, feito duma espécie de ganga de terceira, parecida com a dos vendedores de jornais.
 Depois, na segunda e terceira classe, passei a ter outra, em cartão, tipo pasta de arquivo com fecho, a que perdi o rasto.


Mais tarde, já na quarta classe, tive direito a esta pasta, que guardo religiosamente, feita de cabedal mais duro que o corno do unicórnio e sem qualquer divisória.  
Nos primeiros tempos, julguei-me um super-homem. Percebi depois, que tudo na vida é efémero.




Esta era a minha felicidade, de tão simples que era!

19 de junho de 2013

Ainda o Acordo Ortográfico

Revejo-me inteiramente na revolta do Acordo Ortográfico.
Sendo adepto da mudança, sou-o também da moderação.
Assim ...



"O juiz Rui Teixeira, que conduziu a instrução do processo 'Casa Pia' e que agora está colocado no Tribunal de Torres Vedras, não quer os pareceres técnicos sociais com o novo Acordo Ortográfico", revela o Correio da Manhã na edição de hoje.

O magistrado enviou uma nota à Direcção Geral de Reinserção Social (DGRS) em Abril onde se podia ler, que esta "'fica advertida que deverá apresentar as peças em Língua Portuguesa e sem erros ortográficos decorrentes da aplicação da Resolução do Conselho de Ministros 8/2011 (...) a qual apenas vincula o Governo e não os tribunais'".

Ainda segundo o Correio da Manhã, a DGRS pediu um esclarecimento ao juiz, tendo este respondido que a "'Língua Portuguesa não é resultante de um tal «acordo ortográfico» que o Governo quis impor aos seus serviços', diz o juiz, acrescentando que 'nos tribunais, pelo menos neste, os factos não são fatos, as actas não são uma forma do verbo atar, os cágados continuam a ser animais e não algo malcheiroso e a Língua Portuguesa permanece inalterada até ordem em contrário'", escreve o Correio da Manhã.

16 de junho de 2013

Parabéns J.C.


O quê?


Muitos parabéns, amigo


Continua a ser feliz, em todos os palcos da vida!

2 de junho de 2013

Táxi para o Colombo!

Há poucos dias apanhei um táxi nas Portas de Benfica.
Entrei no dito e informei o motorista que pretendia que me levasse ao Colégio Militar, para não dizer Centro Comercial Colombo. Pretendia eu comer uma bifana na praça que habitualmente ali nasce em dias de futebol, o que era o caso.
O motorista falava pelo telemóvel com alguém aparentemente muito chegado, pareceu-me a mulher.
Lá continuou a viagem com se eu não existisse, sempre falando, ora num tom lamuriante, ora num tom desesperante.
Aos poucos comecei a questionar-me sobre o motivo pelo qual me estaria a levar em sentido bem diferente. Passou a estação de Benfica e dirigia-se já para Monsanto, quando lhe toquei no ombro e voltei a lembrá-lo que eu queria ir para o Colégio Militar. Surpreso e humilde, desligou finalmente o telemóvel e fazendo inversão de marcha, desculpou-se em todas as direcções. 
Começou então a desfiar o rosário do seu calvário.  
O filho tinha abandonado o país e a família, sem sequer se preocupar com a responsabilidade que o seu velho pai tinha às costas, por ter sido seu fiador na compra da casa.
Penhoraram-lhe uma boa parte da pequena reforma e estava agora obrigado a fazer umas horas ao volante dum táxi de alguém conhecido. De seu, já nada tinha. 
Já não lhe bastava carpir as maleitas que a terceira idade é pródiga em fazer chegar, como também agora tinha de pagar pelo incumprimento dum filho que abandonou o barco. sem dele não mais se conhecer o poiso.
Era disto que falava ao telefone e o que o fez perceber Pupilos do Exército em vez de Colégio Militar, foi exactamente a intranquilidade que a sua cabeça já carregava.
Estava perdoado o pobre homem, aquele que por momentos quase me irritou, não só pela corrida mais cara que acabei por pagar (porque quis) mas também por quase me ter ignorado enquanto passageiro.
Às vezes - esqueço-me de ver o que existe para lá de outros olhares, de outras vidas, de outras gentes.
Penitencio-me então!

26 de maio de 2013

Sardinhada na Lota de Cascais



Ontem, na Lota de Cascais


Um grupo de pescadores amigos, convidou alguns amigos para uma almoçarada.


Sardinhas capturadas às seis da manhã e devoradas oito horas mais tarde.


Este ano ainda não tinha comido sardinhas tão boas, por isso só comi vinte e uma. Fantásticas!


Numa mesa improvisada, abundaram vinhos de alto gabarito, 


Depois, o café da ordem (para quem gosta, o que não é o meu caso).
Bebi alguns Martin's 20 anos (não confundir com Martinis) e tive dificuldade em acabar o dia.
Obrigado a este grupo de pescadores amigos.

21 de maio de 2013

Mais um!

E mais um ano se passou!
Eu que sempre gostei de jogar com o número 9, vejo-me agora relegado para o 62.
Nem tinha percebido que afinal o número era a minha idade. 
Para além da amizade e de mais uma visita para outra almoçarada, aqui fica o registo da oferta que os futsalistas do Benfica me fizeram, neste dia em que eu nem sequer tinha pensado algo postar.
Aos vários amigos que apareceram e aos que virtualmente me felicitaram, o meu forte abraço!


Marcão, Joel Queirós, Diece, Kim, César Paulo e Diego Sol.


Três sportinguistas entre um grupo onde até as bebidas eram vermelhas.
Democracia e bom senso - é o que o desporto também precisa!

17 de maio de 2013

Trufas, Alegrias e Criadilhas

Algures, entre Castelo Branco e Fundão, mais concretamente nas Zebras, deleite-me por momentos na busca deste tubérculo, tão raro, tão saboroso, tão nutritivo, de tão elevado preço.


Em França e em Itália, o seu preço de venda varia entre 250 e 2000 € o quilo.


Percebi que não tenho muita apetência para detectar criadilhas, aqui a serem apanhadas por estes familiares.


Há quem lhe chame paixão e também quem lhe chame vício.

A TRUFA é conhecida por CRIADILHA e também por ALEGRIA


Depois de limpa e descascada como uma batata, é frita com ovos, e ... é este o aspecto final.


Delicioso!

11 de maio de 2013

Alyne - talvez Aline!



Conheci a minha querida e lindíssima amiga Alyne, natural de Brasilia, acidentalmente em Portugal por ser esposa dum dos melhores jogadores de futsal do Benfica, o imperador César Paulo, clube tão amado por uns e tão odiado por outros, como tudo na vida, ódios que eu tanto abomino.

das fotos que te tirei, esta é talvez a que eu mais gosto

Quando conheci Alyne, perguntei-lhe se ela fazia ideia donde poderia ter vindo a origem do seu nome. Respondeu-me que não. Provavelmente nunca terá perguntado aos seus pais, que não andarão longe da minha geração. 
Talvez eles se tenham apaixonado, dançando ao som desta melodia, fabulosa para a época.
Ora acontece que em 1965, o cantor francês Christophe, com a canção Aline, embalou milhões de corações por todo o mundo e daí muitas paixões se cruzaram ao som de tão célebre canção, que ela nunca ouviu.
Prometi-lhe que um dia a homenagearia com a sua homónima e agora que Alyne, grávida de sete meses, regressou ao Brasil onde irá dar à luz o seu terceiro rebento masculino, aqui estou a cumprir o prometido.
Alyne, aí do outro lado do Atlântico, recebe o meu carinho e um beijo meu.
Abraço para ti, amigo César!

para ouvir a música, clicar na seta e depois em ASSISTA NO YOUTUBE
Christophe - canta, Aline

5 de maio de 2013

Mãezinha!










Mãe, nunca te chamei mãezinha, nem mamã, que isso era coisa de ricos. 
Não é que os tempos não tivessem mudado e eu também me tivesse esquecido que era pobre, mas o certo é que nunca te chamei qualquer diminutivo ou "petit nom", porque assim não fui iniciado.
Chamei-te apenas Ana, nome tão lindo como mãe, a minha!
Sei que o sentimento que nutro por ti é comum ao amor que a maior parte dos filhos, infelizmente não todos, têm pelas suas mães, mas é em ti que colo as palavras que muitos filhos não podem hoje dizer às suas mães. Ou porque a voz se embarga, ou porque na pena se esgota a tinta.
Ser mãe é algo que um filho nunca conseguirá descrever, sabendo apenas que nada a substitui. 
Ser mãe é apenas amar incondicionalmente com três letras.
Hoje, vim às serranias da Beira onde saltitámos de granito em granito e vendo as giestas que tanto gostavas, lembrei-me de tas ofertar, quer para adornar a mais simples jarra, quer para com ela varreres a poeira do tempo, que estivemos juntos. 
Minha querida Ana, mãe, amiga, onde quer que estejas sabes que sempre os meus braços te cingirão o torso e o meu olhar te vidrará a alma.
Mãe - estarás comigo até à consumação dos séculos.

1 de maio de 2013

Balotelli - o rei vai nu!


Li há dias uma declaração dum jogador de futebol, desses que a fortuna se encarregou de catapultar  para a ribalta da asneira, em declarações ao jornal espanhol "A Marca" que autorizaria que a sua namorada dormisse com todos os jogadores do Real Madrid, se estes viessem a ganhar  a meia final da Liga dos Campeões, contra o Borussia de Dortmund. 
Esse ser, que nem ouso adjectivar, deve considerar ser dono da sua namorada, amante, amiga, ou outra coisa qualquer que as modernices se encarregarão de explicar, talvez um dia.
Ora acontece que o Real Madrid não ganhou e ficou assim alforriada a donzela em questão, ficando eu sem saber se ela própria também estaria ou não interessada em bombásticas notícias, por se tratar dum adónis do pontapé na bola.
Que mulher é esta que aguenta tal afronta? 
Das duas uma. Ou já lhe colocou um par de patins para que ele possa deslizar pelas ruas da desonra e assim conhecer os seus meandros, ou então até acha piada ao assunto e ao crescendo da sua própria popularidade. É que este tipo de homens está normalmente rodeado por mulheres de semelhante igualha. Mas poderá não ser o caso.
Mário Balotelli é o jogador - Fanny Neguesha, é a modelo-dançarina-namorada.
Devo confessar que nunca nutri qualquer admiração por este craque de futebol. De origem ganesa, nasceu em Itália, teve uma infância infeliz, tendo sido abandonado pelos pais aos dois anos e foi criado por um casal de brancos que o tratou como um filho, já que filho deles ficou.
Não há desculpa para este repto lançado nos "media", há sim a certeza de que este revoltodependente é apenas o fruto das fortunas inimagináveis que se pagam a quem sabe dar dois pontapés na bola. Quase sempre, um para a frente e dois para trás.
Questionei-me, antes disto escrever, quem sou eu para julgar a irreverência deste irascível personagem e que motivos terão levado um ser humano a dizer tal imbecilidade, mas cheguei à conclusão que me basta o desabafo de tal desaforo. 
Fica-me também na mente a possibilidade de defesa que toda gente merece, ao ser crucificada por algo que não disse, o que eu já tudo admito. Mas conhecendo as barbaridades que o jogador em causa tem dito e feito em todos os clubes por onde passou, tenho as minhas dúvidas que não o tenho dito. 

Dois dias depois de tão polémicas declarações - terminou o noivado! 
À insultada dama, a minha chapelada, por fazer parte das que não dizem amén.
Se foi verdade - grande mulher!

27 de abril de 2013

PAI - uma saudade tão diferente!

                                                   (no serviço militar - aos 21 anos)

Não pai, tu não completarias hoje noventa e dois anos, mas sim uma vida inteira - a minha. Tu apenas atingiste um estado mais adiantado da vida.
A que nem sei se viveste. A que te passou ao lado como se mais nada houvera. A que te fez temer o futuro, que é hoje o meu presente. A que foi tua afinal.
Fico a pensar nos mimos que te diria, se não tivesses hoje olhos de quem não existe. E escolho recordar-te na fogosidade da vida, já que na outra te remeto para os momentos cinzentos da mesma. Sim, que pai meu não é homem de pantominices e o filho não lhe segue as pisadas.

Tu, que não gostavas das cores poéticas do ser humano, pelo pragmatismo que colocavas  em tudo, deixa-me contrariar-te e dizer-te que afinal também foste o meu poema. Desculpa lá!
Como eu gostaria de ter sido um pai como tu! Tão presente! Tão amigo! Tão quase sem defeitos!

Pai, perfeito escopo da decência, obrigado por teres feito de mim um homem feliz!

Tarde se descobre como faz falta um pai!