21 de setembro de 2013

SOLNADO - para sempre!

(Raúl, tás a ver eu a proteger a tua menina?)

Parabéns, minha querida Joana!

Completar três décadas não é coisa para esquecer! É um aniversário que fica na retina, logo depois dos vinte.
És uma menina e uma menina pareces. Herdaste a rebeldia e independência, apenas ao alcance dos vencedores. 
Precisaste de visitar o mundo e partiste à procura de nada, esperando tudo. Voltaste mais rica e cheia de bolsos vazios, como é timbre de quem aprende. 
Agora, com uma FLOR LINDA no teu caminho e com os holofotes da ribalta virados novamente para ti, dá azo às premonições do teu avô. Sê aquilo que ele via em ti! Vence!
Não conseguirei nunca descrever-te a paixão e o enlevo com que ele me falava de ti. A sua menina era já uma dama de palco.
Depois, tens tudo o que a gente gosta. Talento, beleza, simpatia e um sorriso lindo!
Carregas um nome pesado e Solnado é também quando o sol nasce. Lá longe, no etéreo firmamento, a sua estrela iluminará o teu caminho. Belmonte e a TVI, farão o resto.
E ... faz o favor de ser feliz!

Joana Solnado - a menina do Raúl!
Parabéns minha querida Joaninha! 
Espero-te breve, na colina da saudade, e ... tens de trazer a FLOR!

16 de setembro de 2013

Parabéns Anita!

Às vezes - o futuro, é uma bandeira às riscas!


Que seja assim por toda a vida!


Adoro-te Anita


Te adoro Anita


Adoro-te Anita


O futuro está à tua frente
Grande beijinho!
Parabéns!

9 de setembro de 2013

Ovo de avestruz

KIMriosidades
1 ovo de avestruz = 20 ovos de galinha!
1 ovo 40 dólares = 32 Euros


Bom apetite e ... cuidado com o fígado!


1 de setembro de 2013

Tico ou Teco?


Quando se está mais perto da natureza e nos conseguimos alhear da louca correria da urbe, temos tempo para todas estes momentos. E como eu adoro saboreá-los!






Este simpático esquilo era o meu amigo de todas as tardes e manhãs e por isso eu presenteava-o com um punhado de amêndoas e nozes e ficava a vê-lo encher as bochechas e ir à toca descarregar o recheio. Depois voltava a repetir-se a cena num vaivém constante enquanto eu o fosse municiando.
Como são bonitas as coisas simples!

27 de agosto de 2013

Bem vindo - vizinho!

Não sei se é habitual, mas parece que sim!
Nos Estados Unidos, esse pais tão controverso no bom e no mau, acontece de tudo. 
Desta vez, tocou-me a atitude do vizinho do Bruno que, provavelmente, desejando ter ali à mão um amigo, lhe deixa na caixa do correio uma garrafa de champagne Remy Martin, com uma cartinha desejando-lhe as boas vindas, já que o Bruno só há dois meses mora no local.
Adorei a atitude!
Eu, que gosto de me dar bem com todo o mundo, vou começar agora a comprar garrafas de champagne e a distribui-las pelos meus vizinhos dos blogues e do facebook.


24 de agosto de 2013

Toupeiras no jardim


Satisfeita que foi a curiosidade de ver o bichinho de perto, que não pára de revolver o jardim do Bruno, eis que ...  adeus toupeirinha e VIVA A LIBERDADE!


Quem diria que uma coisa tão pequena faz tanto estrago? 
Todos merecem viver!

19 de agosto de 2013

Adeus amigo!



Meu querido amigo - já tenho tantas saudades tuas!


No dia 15 de Abril de 2008, dia do seu aniversário, escrevi-lhe isto:

Meu querido amigo.

Mais um ano passou.
Mais sabedoria absorveste.Mais caminhos desbravaste.
Tens sabido lidar com todos, porque de ti, todos gostam.
O que eu gosto de ti, digo-to em cada gesto, a cada momento. Como amigo. Como homem.
E já lá vão trinta anos.
Que sorte a minha! Como fui eu ter amigos assim?

O meu amigo Joaquim Cachaço, tem algumas parecenças comigo.
Também é Quim. Tem uma paciência de santo. Dá-se bem com toda a gente. E … adora jogar à bola.
Aqui, temos uma pequena diferença – ele é bom jogador e eu não. Apesar de não me passar a bola, perdoo-lhe porque ele diz que um avançado está lá para marcar golos, não para passar bolas.
Jogou alguns anos no Estrela da Amadora e nessa altura eu chamava-lhe, Marlon Brandão, porque era parecido com um avançado do Sporting, com uma farta cabeleira, como a sua.
Fizemos grandes jogatanas e sofremos com algumas derrotas, mas isso já lá vai!
Profissionalmente, o Cachaço é docente, e todos os seus alunos, nele encontram um amigo.
É duma educação inusual.
É um amigo, a quem há muito agradeço ser meu amigo.
O Cachaço semeou um filho – O André - com quem troco dissertações sociais e humanas. A Filosofia, controla-lhe os dias.
Meu velho amigo, sportinguista ferrenho, precisava de te dizer, o quanto gosto de ti!

Viveu como grande homem, morreu o meu amigo!


Hoje estou de rastos. Nem sabia que se podia rastejar no paraíso.
Morreu um amigo de tantos anos, fiel como poucos, justo como menos ainda.

E foi isto o que eu lhe disse, porque no dia a dia eu o venerava.
Quis o destino que ele partisse, num dia em que eu não poderia estar junto dele, pois os milhares de quilómetros que nos separam, não mo permitem.

Vou sentir a falta das tuas constantes visitas e das nossas conversas, sobre tudo e sobre nada.
Tive a sorte de te dizer em vida tudo quanto agora repito!


Estás para mim, como Jojo estava para Brel

Descansa em paz meu amigo

18 de agosto de 2013

No paraíso!



O paraíso existe!
Não aquele dos querubins e serafins, antes sim o terreal, o de Steinbeck, a leste!
Perde-se um gajo por uns dias de repouso e reflexão, quando à frente dos nossos olhos, no outro lado do nosso mar, está tudo o que se quer, mesmo que já se tenha tido, de tudo um pouco na vida.
O paraíso é afinal, a natureza e a simplicidade das coisas, não os arranha céus e o consumo exacerbado.
Quando já se vive um dia de cada vez, nada mais resta do que viver com a certeza de que já não há certeza de nada. 
Apenas duma!

Ao meu filho Bruno e à sua maravilhosa Ana, a felicidade de estar entre eles.

29 de junho de 2013

César Paulo - O imperador do SLB

O brasileiro, camisola 13, não renova com o Benfica, após seis anos de fantásticas exibições
O Jantar que tínhamos combinado, ficou adiado enquanto repousa a emoção.
Tinha ficado entre os três melhores atletas de alta competição.

César Paulo, abandona o Benfica!
Natural de Brasília, venceu todos os títulos que havia para vencer, ao serviço do Benfica.


Recebi este murro no estômago como se fora o ribombar dum trovão que me atordoa a mente, mas ...

Meu querido amigo,contrariamente ao que a foto possa sugerir, isto não é um passo atrás na tua vida. É apenas o alerta de que, às vezes é preciso dar uma passo atrás para poder dar dois em frente.
Hoje é certamente o fecho dum ciclo maravilhoso na tua vida.
Por isso não há que lamentar o que também não vai acontecer. O teu caminho está traçado há muito, logo não vejas este tropeção como uma praga que chegou a ti.
Tens uma família maravilhosa e essa é única coisa que interessa na vida. Na glória, como no sofrimento, terás sempre o apoio de quem te ama.
O mundo é feito destas injustiças e tu não merecias terminar neste clube, da forma como o fizeram.
És uma pessoa extraordinária, que eu gostaria de ter defrontado, mesmo sabendo que eras um adversário temível.
Não jogues agora por terra todos os momentos bons que tiveste e também o ombro amigo de todos os que te acompanharam nestes seis anos portugueses. Foste e serás sempre um ídolo, mas até os imperadores sucumbem um dia, pois a glória é também efémera.
Não desanimes amigo!
Triste, muito triste, seria não teres saúde para poderes desfrutar dos que te querem. Isto é apenas um pequeno contratempo da tua existência, nada mais. Eles te esperam com a mesma ansiedade com que jorras as tuas preces em qualquer santuário. Continua sempre a acreditar que a alegria não acaba já aqui.
És um homem feliz e não é um pequeno percalço que te vai fazer dobrar. Um "pivôt vai a todas," e vence-as.
Acredita no amanhã, e pensa só nas coisas boas que tens.
Quando eu era jovem e teimava em desafiar os Adamastores, nunca saía derrotado, pois acreditava sempre que a minha vida não acabava ali. Eu era maior que todos os imponderáveis e isso fazia de mim o imperador de mim mesmo. Faz o mesmo, pois estás ainda a tempo de descobrir para que lado corre o rio da vida.
Tens a teu favor a juventude que já me fugiu, aproveita-a e agarra-a com todo o corpo, não apenas com as mãos.
Um dia irás lembrar-te destas palavras e perceberás então quão ínfímos eram os teus temores, sabendo aqueles com que a vida nos costuma brindar.
Vai em frente meu amigo. Olha sempre o horizonte e terás a certeza que as novas manhãs que se adivinham, terão um raiar diferente na certeza das tuas dúvidas.
Acredita em ti, amigo.
Eu estarei no dobrar de cada esquina, onde me poderás encontrar.
Governa o reino que mereces, porque será de César o que é de César!

23 de junho de 2013

Verdes anos!

Há muito, muito tempo, era eu uma criança ...
Como qualquer criança da minha idade, na primeira classe, comecei por ter um saco para transportar os livros da escola, feito duma espécie de ganga de terceira, parecida com a dos vendedores de jornais.
 Depois, na segunda e terceira classe, passei a ter outra, em cartão, tipo pasta de arquivo com fecho, a que perdi o rasto.


Mais tarde, já na quarta classe, tive direito a esta pasta, que guardo religiosamente, feita de cabedal mais duro que o corno do unicórnio e sem qualquer divisória.  
Nos primeiros tempos, julguei-me um super-homem. Percebi depois, que tudo na vida é efémero.




Esta era a minha felicidade, de tão simples que era!

19 de junho de 2013

Ainda o Acordo Ortográfico

Revejo-me inteiramente na revolta do Acordo Ortográfico.
Sendo adepto da mudança, sou-o também da moderação.
Assim ...



"O juiz Rui Teixeira, que conduziu a instrução do processo 'Casa Pia' e que agora está colocado no Tribunal de Torres Vedras, não quer os pareceres técnicos sociais com o novo Acordo Ortográfico", revela o Correio da Manhã na edição de hoje.

O magistrado enviou uma nota à Direcção Geral de Reinserção Social (DGRS) em Abril onde se podia ler, que esta "'fica advertida que deverá apresentar as peças em Língua Portuguesa e sem erros ortográficos decorrentes da aplicação da Resolução do Conselho de Ministros 8/2011 (...) a qual apenas vincula o Governo e não os tribunais'".

Ainda segundo o Correio da Manhã, a DGRS pediu um esclarecimento ao juiz, tendo este respondido que a "'Língua Portuguesa não é resultante de um tal «acordo ortográfico» que o Governo quis impor aos seus serviços', diz o juiz, acrescentando que 'nos tribunais, pelo menos neste, os factos não são fatos, as actas não são uma forma do verbo atar, os cágados continuam a ser animais e não algo malcheiroso e a Língua Portuguesa permanece inalterada até ordem em contrário'", escreve o Correio da Manhã.

16 de junho de 2013

Parabéns J.C.


O quê?


Muitos parabéns, amigo


Continua a ser feliz, em todos os palcos da vida!

2 de junho de 2013

Táxi para o Colombo!

Há poucos dias apanhei um táxi nas Portas de Benfica.
Entrei no dito e informei o motorista que pretendia que me levasse ao Colégio Militar, para não dizer Centro Comercial Colombo. Pretendia eu comer uma bifana na praça que habitualmente ali nasce em dias de futebol, o que era o caso.
O motorista falava pelo telemóvel com alguém aparentemente muito chegado, pareceu-me a mulher.
Lá continuou a viagem com se eu não existisse, sempre falando, ora num tom lamuriante, ora num tom desesperante.
Aos poucos comecei a questionar-me sobre o motivo pelo qual me estaria a levar em sentido bem diferente. Passou a estação de Benfica e dirigia-se já para Monsanto, quando lhe toquei no ombro e voltei a lembrá-lo que eu queria ir para o Colégio Militar. Surpreso e humilde, desligou finalmente o telemóvel e fazendo inversão de marcha, desculpou-se em todas as direcções. 
Começou então a desfiar o rosário do seu calvário.  
O filho tinha abandonado o país e a família, sem sequer se preocupar com a responsabilidade que o seu velho pai tinha às costas, por ter sido seu fiador na compra da casa.
Penhoraram-lhe uma boa parte da pequena reforma e estava agora obrigado a fazer umas horas ao volante dum táxi de alguém conhecido. De seu, já nada tinha. 
Já não lhe bastava carpir as maleitas que a terceira idade é pródiga em fazer chegar, como também agora tinha de pagar pelo incumprimento dum filho que abandonou o barco. sem dele não mais se conhecer o poiso.
Era disto que falava ao telefone e o que o fez perceber Pupilos do Exército em vez de Colégio Militar, foi exactamente a intranquilidade que a sua cabeça já carregava.
Estava perdoado o pobre homem, aquele que por momentos quase me irritou, não só pela corrida mais cara que acabei por pagar (porque quis) mas também por quase me ter ignorado enquanto passageiro.
Às vezes - esqueço-me de ver o que existe para lá de outros olhares, de outras vidas, de outras gentes.
Penitencio-me então!

26 de maio de 2013

Sardinhada na Lota de Cascais



Ontem, na Lota de Cascais


Um grupo de pescadores amigos, convidou alguns amigos para uma almoçarada.


Sardinhas capturadas às seis da manhã e devoradas oito horas mais tarde.


Este ano ainda não tinha comido sardinhas tão boas, por isso só comi vinte e uma. Fantásticas!


Numa mesa improvisada, abundaram vinhos de alto gabarito, 


Depois, o café da ordem (para quem gosta, o que não é o meu caso).
Bebi alguns Martin's 20 anos (não confundir com Martinis) e tive dificuldade em acabar o dia.
Obrigado a este grupo de pescadores amigos.

21 de maio de 2013

Mais um!

E mais um ano se passou!
Eu que sempre gostei de jogar com o número 9, vejo-me agora relegado para o 62.
Nem tinha percebido que afinal o número era a minha idade. 
Para além da amizade e de mais uma visita para outra almoçarada, aqui fica o registo da oferta que os futsalistas do Benfica me fizeram, neste dia em que eu nem sequer tinha pensado algo postar.
Aos vários amigos que apareceram e aos que virtualmente me felicitaram, o meu forte abraço!


Marcão, Joel Queirós, Diece, Kim, César Paulo e Diego Sol.


Três sportinguistas entre um grupo onde até as bebidas eram vermelhas.
Democracia e bom senso - é o que o desporto também precisa!

17 de maio de 2013

Trufas, Alegrias e Criadilhas

Algures, entre Castelo Branco e Fundão, mais concretamente nas Zebras, deleite-me por momentos na busca deste tubérculo, tão raro, tão saboroso, tão nutritivo, de tão elevado preço.


Em França e em Itália, o seu preço de venda varia entre 250 e 2000 € o quilo.


Percebi que não tenho muita apetência para detectar criadilhas, aqui a serem apanhadas por estes familiares.


Há quem lhe chame paixão e também quem lhe chame vício.

A TRUFA é conhecida por CRIADILHA e também por ALEGRIA


Depois de limpa e descascada como uma batata, é frita com ovos, e ... é este o aspecto final.


Delicioso!

11 de maio de 2013

Alyne - talvez Aline!



Conheci a minha querida e lindíssima amiga Alyne, natural de Brasilia, acidentalmente em Portugal por ser esposa dum dos melhores jogadores de futsal do Benfica, o imperador César Paulo, clube tão amado por uns e tão odiado por outros, como tudo na vida, ódios que eu tanto abomino.

das fotos que te tirei, esta é talvez a que eu mais gosto

Quando conheci Alyne, perguntei-lhe se ela fazia ideia donde poderia ter vindo a origem do seu nome. Respondeu-me que não. Provavelmente nunca terá perguntado aos seus pais, que não andarão longe da minha geração. 
Talvez eles se tenham apaixonado, dançando ao som desta melodia, fabulosa para a época.
Ora acontece que em 1965, o cantor francês Christophe, com a canção Aline, embalou milhões de corações por todo o mundo e daí muitas paixões se cruzaram ao som de tão célebre canção, que ela nunca ouviu.
Prometi-lhe que um dia a homenagearia com a sua homónima e agora que Alyne, grávida de sete meses, regressou ao Brasil onde irá dar à luz o seu terceiro rebento masculino, aqui estou a cumprir o prometido.
Alyne, aí do outro lado do Atlântico, recebe o meu carinho e um beijo meu.
Abraço para ti, amigo César!

para ouvir a música, clicar na seta e depois em ASSISTA NO YOUTUBE
Christophe - canta, Aline

5 de maio de 2013

Mãezinha!










Mãe, nunca te chamei mãezinha, nem mamã, que isso era coisa de ricos. 
Não é que os tempos não tivessem mudado e eu também me tivesse esquecido que era pobre, mas o certo é que nunca te chamei qualquer diminutivo ou "petit nom", porque assim não fui iniciado.
Chamei-te apenas Ana, nome tão lindo como mãe, a minha!
Sei que o sentimento que nutro por ti é comum ao amor que a maior parte dos filhos, infelizmente não todos, têm pelas suas mães, mas é em ti que colo as palavras que muitos filhos não podem hoje dizer às suas mães. Ou porque a voz se embarga, ou porque na pena se esgota a tinta.
Ser mãe é algo que um filho nunca conseguirá descrever, sabendo apenas que nada a substitui. 
Ser mãe é apenas amar incondicionalmente com três letras.
Hoje, vim às serranias da Beira onde saltitámos de granito em granito e vendo as giestas que tanto gostavas, lembrei-me de tas ofertar, quer para adornar a mais simples jarra, quer para com ela varreres a poeira do tempo, que estivemos juntos. 
Minha querida Ana, mãe, amiga, onde quer que estejas sabes que sempre os meus braços te cingirão o torso e o meu olhar te vidrará a alma.
Mãe - estarás comigo até à consumação dos séculos.

1 de maio de 2013

Balotelli - o rei vai nu!


Li há dias uma declaração dum jogador de futebol, desses que a fortuna se encarregou de catapultar  para a ribalta da asneira, em declarações ao jornal espanhol "A Marca" que autorizaria que a sua namorada dormisse com todos os jogadores do Real Madrid, se estes viessem a ganhar  a meia final da Liga dos Campeões, contra o Borussia de Dortmund. 
Esse ser, que nem ouso adjectivar, deve considerar ser dono da sua namorada, amante, amiga, ou outra coisa qualquer que as modernices se encarregarão de explicar, talvez um dia.
Ora acontece que o Real Madrid não ganhou e ficou assim alforriada a donzela em questão, ficando eu sem saber se ela própria também estaria ou não interessada em bombásticas notícias, por se tratar dum adónis do pontapé na bola.
Que mulher é esta que aguenta tal afronta? 
Das duas uma. Ou já lhe colocou um par de patins para que ele possa deslizar pelas ruas da desonra e assim conhecer os seus meandros, ou então até acha piada ao assunto e ao crescendo da sua própria popularidade. É que este tipo de homens está normalmente rodeado por mulheres de semelhante igualha. Mas poderá não ser o caso.
Mário Balotelli é o jogador - Fanny Neguesha, é a modelo-dançarina-namorada.
Devo confessar que nunca nutri qualquer admiração por este craque de futebol. De origem ganesa, nasceu em Itália, teve uma infância infeliz, tendo sido abandonado pelos pais aos dois anos e foi criado por um casal de brancos que o tratou como um filho, já que filho deles ficou.
Não há desculpa para este repto lançado nos "media", há sim a certeza de que este revoltodependente é apenas o fruto das fortunas inimagináveis que se pagam a quem sabe dar dois pontapés na bola. Quase sempre, um para a frente e dois para trás.
Questionei-me, antes disto escrever, quem sou eu para julgar a irreverência deste irascível personagem e que motivos terão levado um ser humano a dizer tal imbecilidade, mas cheguei à conclusão que me basta o desabafo de tal desaforo. 
Fica-me também na mente a possibilidade de defesa que toda gente merece, ao ser crucificada por algo que não disse, o que eu já tudo admito. Mas conhecendo as barbaridades que o jogador em causa tem dito e feito em todos os clubes por onde passou, tenho as minhas dúvidas que não o tenho dito. 

Dois dias depois de tão polémicas declarações - terminou o noivado! 
À insultada dama, a minha chapelada, por fazer parte das que não dizem amén.
Se foi verdade - grande mulher!

27 de abril de 2013

PAI - uma saudade tão diferente!

                                                   (no serviço militar - aos 21 anos)

Não pai, tu não completarias hoje noventa e dois anos, mas sim uma vida inteira - a minha. Tu apenas atingiste um estado mais adiantado da vida.
A que nem sei se viveste. A que te passou ao lado como se mais nada houvera. A que te fez temer o futuro, que é hoje o meu presente. A que foi tua afinal.
Fico a pensar nos mimos que te diria, se não tivesses hoje olhos de quem não existe. E escolho recordar-te na fogosidade da vida, já que na outra te remeto para os momentos cinzentos da mesma. Sim, que pai meu não é homem de pantominices e o filho não lhe segue as pisadas.

Tu, que não gostavas das cores poéticas do ser humano, pelo pragmatismo que colocavas  em tudo, deixa-me contrariar-te e dizer-te que afinal também foste o meu poema. Desculpa lá!
Como eu gostaria de ter sido um pai como tu! Tão presente! Tão amigo! Tão quase sem defeitos!

Pai, perfeito escopo da decência, obrigado por teres feito de mim um homem feliz!

Tarde se descobre como faz falta um pai!

22 de abril de 2013

Velhice - talvez nunca!


A ilusão, do outro lado da vida! Não se conhecem, mas ambos falam com o espelho!

Ser velho é um bem necessário.
Chegar a velho é sinal que se viveu muito, logo, valeu a pena. Mas, terá valido a pena?
É que, o estado de velhice implica estar preparado para ser maltratado, abandonado, esquecido, vilipendiado.
Hoje, ser velho é um risco. Às vezes, até mata.
Os velhos morrem porque são velhos, porque os deixam morrer e porque eles próprio não querem mais viver.
Abandonados pelos filhos, quando os há. Dificuldades económicas, doença, morte do cônjuge e finalmente, envelopados em dormitórios de terceira idade. Eis as causas. Tantas, meu Deus!
Sem qualquer objectivo de vida, para quê penar mais?
Felizmente que muitos velhos são bem mais novos que os novos. Podem ser velhos e ter vinte anos e podem ter vinte anos e serem velhos. Os primeiros, vivem um dia de cada vez e esquecem que são velhos. Os segundos, já nasceram mortos.
Há velhos que morrem velhos, já que foram sempre velhos!
Há velhos que nunca morrem, já que são sempre novos!
Aqui fico eu, um semi-velho, à espera de velho ser, tentando nunca deixar de ser novo!

14 de abril de 2013

Place Jacques Brel



Esta é agora a MINHA PRAÇA! A MINHA RUA! A MINHA AVENIDA! O MEU BECO (com saída)!
Aqui redescubro os amigos, visito os familiares, revolvo o mundo, leio, viajo, sonho, oiço música, escrevo.
Aqui me ausento do mundo virtual e aqui a ele regresso com a mesma curiosidade com que o deixei.
Aqui, absorto, navego no mar da vida.
Aqui, é o meu mundo!
Aqui, todas as paredes se cobrirão de fotos e recordações.
Ao fundo do corredor, à direita!





9 de abril de 2013

Cajú e malte - um pecado!


Não sou muito de "copos", mas ... quem resiste?
Este é um dos meus pecados! Dos muitos!
Confesso que adoro cajú cru. Não salgado, nem torrado.
Do "malt", já nem falo.
A simbiose perfeita!
O "scotch", foi apenas uma prenda do Dia do Pai, enviada do outro lado do Atlântico.
Obrigado Bruno!

4 de abril de 2013

Bebé na bolsa!


Às vezes - o milagre da vida encerra outro milagre!


1 de abril de 2013

A história e os ovos da Páscoa!



Há 5.000 anos, quando os persas queriam desejar felicidade a alguém, ofereciam ovos de galinha, símbolo de fecundidade e renovação. 
O costume veio para a Europa e começou a ser praticado na Páscoa, época em que se comemora a ressurreição de Jesus Cristo. 
O Domingo Pascal marca o fim da quaresma, período de jejum dos fiéis que, entre outros alimentos, não podiam comer ovos. Assim, no dia do renascimento de Jesus, os católicos comiam a produção de ovos acumulada durante o período.
Segundo se sabe, a substituição dos ovos naturais pelos de chocolate deu-se no século XIX, altura que marca o início do desenvolvimento desta indústria.

E é por isto que eu devoro chocolate, há quase duzentos anos!
tout court - De Gosto.doc

27 de março de 2013

Padre Motard Zé Fernando - adeus!


Padre Zé Fernando, mais conhecido por Padre Motard, faleceu hoje dia 26 de Março de 2013
 
Há três anos atrás, mandei este recado ao Zé!
Depois disto falámos muitas vezes e brincávamos com a sua doença, já que esta era a fórmula com que ele melhor lidava com a morte.
Em tempos diferentes andámos no mesmo seminário, mas não foi no claustro que os nossos caminhos se cuzaram.
Questionado, um dia, sobre as motos de alta cilindrada que conduzia, disse:
- Até 100 Deus protege-nos! A mais de 100 Deus acolhe-nos!
Grande homem! Enorme Padre, como há poucos! Foste o padre que eu teria sido.
Descansa em paz, meu amigo!
E REPOUSA LÁ NO CÉU ETERNAMENTE!

Zé Fernando é um "gajo do caraças"!
Condenado há cinco anos a uma sentença de apenas mais quatro meses de vida, começou logo aí a lutar contra a doença da moda. É uma espécie de André Moa, com uma vintena de anos a menos.
O Zé Fernando segue à risca o que as medicinas tradicionais e alternativas lhe mandam, pois a mente as deseja e os sentidos as aceitam.
Lutador de rija têmpera, o Zé Fernando é também um "motard" incorrigível e querido por todos, pois a batina e o cabeção que a sua condição de padre lhe conferem, são para usar noutro templo que não o do cidadão rebelde que desafia os ventos. No último fim de semana fez "Portugal de lés a lés" juntamente com um grupo de seiscentos "motards", sempre circulando por estradas secundárias e sem poder ultrapassar uma média de quarenta quilómetros/hora.

No seu sempre alegre sorriso nunca se denota um esgar de desânimo, um uivo de raiva, um gemido de dor. Bonacheirão e brincalhão, deixa em cada esquina um amigo. O Zé Fernando é o estereótipo do padre moderno, aquele que afinal veste a pele dum homem normal tão cheio de virtudes e defeitos.
De tempos a tempos vem a Portugal, onde o acompanhamento da sua doença se vai fazendo e aproveita para visitar o irmão e sacudir a saudade. É lá que a gente se encontra e devora comuns palmilhados caminhos.
Desde que lhe foi diagnosticada a doença passou a viver em Los Angeles, em casa de amigos, onde a esperança tem outro nome e onde tem um grupo de gente boa, que se juntou para ajudar a minorar o seu sofrimento e tentar debelar as metástases espalhadas nos pulmões.
Dizia-me ele há dias: 

Como me sinto mais ou menos bem, a cada dia que acordo penso que ainda poderei ter mais quatro meses de vida, o que é muito bom!Meu caro Zé Fernando, o teu calvário é um rio de esperança que corre para o lado da vida. Nele tentarei navegar ao sabor da brisa que vou enfrentando sabendo que chegará o dia em que estarei do outro lado da barricada e aí lembrar-me-ei de quão enome foi o teu querer, a tua garra, a tua esperança.
Podes calcorrear meio mundo, podes encurtar distâncias, qual luso Estrabão, podes adormecer nas Américas e acordar nas Beiras, mas é a força que de ti emanas que eu desejo para mim.
Últimamente a vida tem-me dado exemplos de coragem como que pressagiando a lei natural das coisas. Com elas vou aprendendo e delas me vou finando.
O fastígio e a sublimação dos Deuses são aquilo que o homem quiser. Tu queres! Logo, os Deuses estarão contigo!

24 de março de 2013

As aventuras de Kim-Kim



Passamos a vida a fazer asneiras, julgando tudo saber e ao chegar onde cheguei, sei nada saber.
Pior ainda, é aos 18 anos julgarmos ser donos do mundo. 



Do meu etéreo livro "Les aventures de Kim-Kim", rebusco os dias que fizeram de mim um homem que um dia partiu, cheio de tudo, à procura de nada.

... Não eram ainda decorridos trinta dias, que eu chegara a Paris. O meu saudoso amigo Martin andava entusiasmadíssimo em mostrar-me “la nuit parisienne”.
Desejoso de descobrir o que estava para lá da noite, levou-me à discoteca que habitualmente frequentava.
Le Touquet, ficava ao fundo dos Campos Elíseos, junto à Concórdia, e viria a tornar-se na minha segunda casa. Eu morava relativamente perto, 15 minutos a pé - 22 bis Rue Jouffroy d'Abbans.

Logo que tinha uns trocos era no Touquet que os aplicava. Sempre com o pensamento em fazer novas conquistas que me permitissem dar poiso às noites de miséria e lua vaga.
Entrámos e vi a noite a fervilhar de corpos entrelaçados na média luz. O desejo imaginava já as mais estereotipadas situações que ali poderiam ocorrer. 
O tipo de música, ora mexida ora lenta, mudava de trinta em trinta minutos. Quando alguém dançava com alguém, já sabia que em princípio teria o mesmo par durante meia hora, o equivalente a mais ou menos meia dúzia de melodias, bastante esticadas.
Fiquei algum tempo a observar os ditames de tal ritual e a perceber qual era ali o meu papel, no sentido de nele me integrar.
O Martin, que lá vivia desde os treze anos, tinha-me prevenido que quando uma miúda aceitasse dançar comigo, isso era meio caminho andado para acabar a noite no seu leito. Para isso era fundamental que a beijasse no segundo ou terceiro “slow”, sob pena de não o fazendo, ser abandonado na pista.
Não conseguindo tirar isso da minha cabeça, já que em Lisboa as coisas não funcionavam bem assim, fui olhando à minha volta e todo
s os rostos me pareciam lindos, com corpos a chamar por mim.
Demonstrando estar à vontade na matéria, mas aflito como quem sobe ao cadafalso, avancei para uns olhos que me aceitavam. E aceitaram. Um aceno de cabeça resolveu a minha incerteza e caminhámos para a pista. Encostou a cabeça no meu ombro e perdemo-nos no meio da “foule”, com a imaginação a saltitar para esbórnias "à la Gardére".
Aznavour cantava “Que c’est triste Venise”. Eu pensava em "Laisse-moi t'aimer"!
Inebriado por aquele momento, fui-me empurrando para a decisão de a beijar, tal era o ritual preciso.
Tem de ser agora, pensei. Estávamos na terceira música e eu tinha de beijá-la. As minhas mãos timidamente evitavam as partes proibidas do seu corpo, já que o respeito vinha antes do desejo. Acariciei-lhe os cabelos, fiz os dedos escorregar no seu rosto, e ... os seus lábios não fugiram dos meus.
Dentro de mim ribombou o supremo trovão da glória. O mundo era meu. 

Pobre Kim que se contentava com tão pouco!
Num beijo depois de outro e outro ainda, assim continuámos até parar aquela roda de embalar.
Sentámo-nos, mão na mão, e descobrimo-nos como quem encontrar-se quer. O paraíso estava tão próximo como o outono que acabara de chegar. C'est en Septembre! 

As horas foram entrando pela manhã e divagado o que havia para divagar, chegou a hora da despedida.
Não sabendo bem como descalçar a bota e precisando de alimentar diálogo, perguntei-lhe em surdina: 

Sylvie, amanhã podemos voltar a encontrar-nos? 
Olhou para mim e meio atónita, riposta de seguida: 
- Amanhã? Mas … não vais dormir comigo esta noite? 
Qual principiante atrapalhado, balbuciei: 
- Claro que sim, mas … sabes, é que … humm!!! Pois claro que vou!!!

Estava dado o passo que me fez correr uma noite num segundo!
Se por ali houvesse um buraco, nele me teria metido. Não fora a média luz do recinto, e a minha ruborizada face teria denunciado o quão imberbe me senti.
Tentando demonstrar o à vontade que não tinha, avancei então para o seu vale de lençóis, qual garanhão que não era.
O dono do mundo que eu pensara ser, não passava afinal dum inóxio menino, com muitos corpos por desbravar.
Merci, Sylvie!

20 de março de 2013

Francisco Rosa - um Homem!


(É isto que eu gosto de te dizer quando se repete mais um aniversário!)

Meu querido amigo! Parabéns!

Lembras-te Xico?
Eras tu um homem e eu para lá caminhava, quando os nossos passos tropeçaram numa qualquer análise mundana que a memória não reteve.
Não foi amor à primeira vista, porque as idades assim o ditavam, nem empatia forçada, porque a tua adiantada geração trilhava por outras veredas.

Ora à esquerda, ora à direita, íamos entrecortando as tardes de bailaricos, com as noites de pecado, que o desejo exigia. Ambos não éramos bailarinos e velhacos julgo que não, também.
Os anos que se seguiram foram olhados com a ideologia que a amizade aceitava. No fundo, os ideais eram os mesmos. Os nomes, bem diferentes.
Há pessoas que entram nas nossas vidas, como a brisa nos verdes prados. Entram ao de leve e deixam para trás um rasto de perfume que nunca mais se esquece. Foi assim que entraste na minha.
As vicissitudes da vida e um Tejo de largas margens, que nos separava, interromperam os diálogos mudos que algumas vezes havíamos tido.
És o talento enorme que as grandes plateias não puderam aplaudir.
A tua portentosa voz e aquele rasgar de gestos mais díspares, que a minha mente havia retido, navegaram no nevoeiro da memória, até ao retomar contínuo do teu convívio.
Contrariamente a todos os outros, foste um amigo em suspensão. Como uma vaga rebelde, a adversidade te levava, a recordação te trazia.
Hoje, que a poeira assentou e os ventos amainaram, tento aproveitar o estado de espírito que a tua presença me transmite e o coração devora.
Meu querido Xico, és o gigantopiteco que a amizade não extingue e ufana-se-me a alma com amigos como tu. 
Como eu gosto de ti!!! Grande actor, grande homem!!!
Francisco Luís Rosa! Xico Luís! Xico! XL!
Villaret, não desdenharia chamar-se assim.