Há poucos dias apanhei um táxi nas Portas de Benfica.
Entrei no dito e informei o motorista que pretendia que me levasse ao Colégio Militar, para não dizer Centro Comercial Colombo. Pretendia eu comer uma bifana na praça que habitualmente ali nasce em dias de futebol, o que era o caso.
O motorista falava pelo telemóvel com alguém aparentemente muito chegado, pareceu-me a mulher.
Lá continuou a viagem com se eu não existisse, sempre falando, ora num tom lamuriante, ora num tom desesperante.
Aos poucos comecei a questionar-me sobre o motivo pelo qual me estaria a levar em sentido bem diferente. Passou a estação de Benfica e dirigia-se já para Monsanto, quando lhe toquei no ombro e voltei a lembrá-lo que eu queria ir para o Colégio Militar. Surpreso e humilde, desligou finalmente o telemóvel e fazendo inversão de marcha, desculpou-se em todas as direcções.
Começou então a desfiar o rosário do seu calvário.
O filho tinha abandonado o país e a família, sem sequer se preocupar com a responsabilidade que o seu velho pai tinha às costas, por ter sido seu fiador na compra da casa.
Penhoraram-lhe uma boa parte da pequena reforma e estava agora obrigado a fazer umas horas ao volante dum táxi de alguém conhecido. De seu, já nada tinha.
Já não lhe bastava carpir as maleitas que a terceira idade é pródiga em fazer chegar, como também agora tinha de pagar pelo incumprimento dum filho que abandonou o barco. sem dele não mais se conhecer o poiso.
Era disto que falava ao telefone e o que o fez perceber Pupilos do Exército em vez de Colégio Militar, foi exactamente a intranquilidade que a sua cabeça já carregava.
Estava perdoado o pobre homem, aquele que por momentos quase me irritou, não só pela corrida mais cara que acabei por pagar (porque quis) mas também por quase me ter ignorado enquanto passageiro.
Às vezes - esqueço-me de ver o que existe para lá de outros olhares, de outras vidas, de outras gentes.
Penitencio-me então!
2 de junho de 2013
26 de maio de 2013
Sardinhada na Lota de Cascais
Ontem, na Lota de Cascais
Um grupo de pescadores amigos, convidou alguns amigos para uma almoçarada.
Sardinhas capturadas às seis da manhã e devoradas oito horas mais tarde.
Este ano ainda não tinha comido sardinhas tão boas, por isso só comi vinte e uma. Fantásticas!
Numa mesa improvisada, abundaram vinhos de alto gabarito,
Depois, o café da ordem (para quem gosta, o que não é o meu caso).
Bebi alguns Martin's 20 anos (não confundir com Martinis) e tive dificuldade em acabar o dia.
Obrigado a este grupo de pescadores amigos.
21 de maio de 2013
Mais um!
E mais um ano se passou!
Eu que sempre gostei de jogar com o número 9, vejo-me agora relegado para o 62.
Nem tinha percebido que afinal o número era a minha idade.
Para além da amizade e de mais uma visita para outra almoçarada, aqui fica o registo da oferta que os futsalistas do Benfica me fizeram, neste dia em que eu nem sequer tinha pensado algo postar.
Aos vários amigos que apareceram e aos que virtualmente me felicitaram, o meu forte abraço!
Marcão, Joel Queirós, Diece, Kim, César Paulo e Diego Sol.
Três sportinguistas entre um grupo onde até as bebidas eram vermelhas.
Democracia e bom senso - é o que o desporto também precisa!
17 de maio de 2013
Trufas, Alegrias e Criadilhas
Algures, entre Castelo Branco e Fundão, mais concretamente nas Zebras, deleite-me por momentos na busca deste tubérculo, tão raro, tão saboroso, tão nutritivo, de tão elevado preço.
Em França e em Itália, o seu preço de venda varia entre 250 e 2000 € o quilo.
Percebi que não tenho muita apetência para detectar criadilhas, aqui a serem apanhadas por estes familiares.
A TRUFA é conhecida por CRIADILHA e também por ALEGRIA
Depois de limpa e descascada como uma batata, é frita com ovos, e ... é este o aspecto final.
Delicioso!
11 de maio de 2013
Alyne - talvez Aline!
Conheci a minha querida e lindíssima amiga Alyne, natural de Brasilia, acidentalmente em Portugal por ser esposa dum dos melhores jogadores de futsal do Benfica, o imperador César Paulo, clube tão amado por uns e tão odiado por outros, como tudo na vida, ódios que eu tanto abomino.
das fotos que te tirei, esta é talvez a que eu mais gosto
Quando conheci Alyne, perguntei-lhe se ela fazia ideia donde poderia ter vindo a origem do seu nome. Respondeu-me que não. Provavelmente nunca terá perguntado aos seus pais, que não andarão longe da minha geração.
Talvez eles se tenham apaixonado, dançando ao som desta melodia, fabulosa para a época.
Ora acontece que em 1965, o cantor francês Christophe, com a canção Aline, embalou milhões de corações por todo o mundo e daí muitas paixões se cruzaram ao som de tão célebre canção, que ela nunca ouviu.
Prometi-lhe que um dia a homenagearia com a sua homónima e agora que Alyne, grávida de sete meses, regressou ao Brasil onde irá dar à luz o seu terceiro rebento masculino, aqui estou a cumprir o prometido.
Alyne, aí do outro lado do Atlântico, recebe o meu carinho e um beijo meu.
Abraço para ti, amigo César!
para ouvir a música, clicar na seta e depois em ASSISTA NO YOUTUBE
Christophe - canta, Aline
5 de maio de 2013
Mãezinha!
Mãe, nunca te chamei mãezinha, nem mamã, que isso era coisa de ricos.
Não é que os tempos não tivessem mudado e eu também me tivesse esquecido que era pobre, mas o certo é que nunca te chamei qualquer diminutivo ou "petit nom", porque assim não fui iniciado.
Chamei-te apenas Ana, nome tão lindo como mãe, a minha!
Sei que o sentimento que nutro por ti é comum ao amor que a maior parte dos filhos, infelizmente não todos, têm pelas suas mães, mas é em ti que colo as palavras que muitos filhos não podem hoje dizer às suas mães. Ou porque a voz se embarga, ou porque na pena se esgota a tinta.
Ser mãe é algo que um filho nunca conseguirá descrever, sabendo apenas que nada a substitui.
Ser mãe é apenas amar incondicionalmente com três letras.
Hoje, vim às serranias da Beira onde saltitámos de granito em granito e vendo as giestas que tanto gostavas, lembrei-me de tas ofertar, quer para adornar a mais simples jarra, quer para com ela varreres a poeira do tempo, que estivemos juntos.
Minha querida Ana, mãe, amiga, onde quer que estejas sabes que sempre os meus braços te cingirão o torso e o meu olhar te vidrará a alma.
Mãe - estarás comigo até à consumação dos séculos.
1 de maio de 2013
Balotelli - o rei vai nu!
Li há dias uma declaração dum jogador de futebol, desses que a fortuna se encarregou de catapultar para a ribalta da asneira, em declarações ao jornal espanhol "A Marca" que autorizaria que a sua namorada dormisse com todos os jogadores do Real Madrid, se estes viessem a ganhar a meia final da Liga dos Campeões, contra o Borussia de Dortmund.
Esse ser, que nem ouso adjectivar, deve considerar ser dono da sua namorada, amante, amiga, ou outra coisa qualquer que as modernices se encarregarão de explicar, talvez um dia.
Ora acontece que o Real Madrid não ganhou e ficou assim alforriada a donzela em questão, ficando eu sem saber se ela própria também estaria ou não interessada em bombásticas notícias, por se tratar dum adónis do pontapé na bola.
Que mulher é esta que aguenta tal afronta?
Das duas uma. Ou já lhe colocou um par de patins para que ele possa deslizar pelas ruas da desonra e assim conhecer os seus meandros, ou então até acha piada ao assunto e ao crescendo da sua própria popularidade. É que este tipo de homens está normalmente rodeado por mulheres de semelhante igualha. Mas poderá não ser o caso.
Mário Balotelli é o jogador - Fanny Neguesha, é a modelo-dançarina-namorada.
Devo confessar que nunca nutri qualquer admiração por este craque de futebol. De origem ganesa, nasceu em Itália, teve uma infância infeliz, tendo sido abandonado pelos pais aos dois anos e foi criado por um casal de brancos que o tratou como um filho, já que filho deles ficou.
Não há desculpa para este repto lançado nos "media", há sim a certeza de que este revoltodependente é apenas o fruto das fortunas inimagináveis que se pagam a quem sabe dar dois pontapés na bola. Quase sempre, um para a frente e dois para trás.
Questionei-me, antes disto escrever, quem sou eu para julgar a irreverência deste irascível personagem e que motivos terão levado um ser humano a dizer tal imbecilidade, mas cheguei à conclusão que me basta o desabafo de tal desaforo.
Fica-me também na mente a possibilidade de defesa que toda gente merece, ao ser crucificada por algo que não disse, o que eu já tudo admito. Mas conhecendo as barbaridades que o jogador em causa tem dito e feito em todos os clubes por onde passou, tenho as minhas dúvidas que não o tenho dito.
Dois dias depois de tão polémicas declarações - terminou o noivado!
À insultada dama, a minha chapelada, por fazer parte das que não dizem amén.
Se foi verdade - grande mulher!
27 de abril de 2013
PAI - uma saudade tão diferente!
(no serviço militar - aos 21 anos)
Não pai, tu não completarias hoje noventa e dois anos, mas sim uma vida inteira - a minha. Tu apenas atingiste um estado mais adiantado da vida.
A que nem sei se viveste. A que te passou ao lado como se mais nada houvera. A que te fez temer o futuro, que é hoje o meu presente. A que foi tua afinal.
Fico a pensar nos mimos que te diria, se não tivesses hoje olhos de quem não existe. E escolho recordar-te na fogosidade da vida, já que na outra te remeto para os momentos cinzentos da mesma. Sim, que pai meu não é homem de pantominices e o filho não lhe segue as pisadas.
Tu, que não gostavas das cores poéticas do ser humano, pelo pragmatismo que colocavas em tudo, deixa-me contrariar-te e dizer-te que afinal também foste o meu poema. Desculpa lá!
Como eu gostaria de ter sido um pai como tu! Tão presente! Tão amigo! Tão quase sem defeitos!
Pai, perfeito escopo da decência, obrigado por teres feito de mim um homem feliz!
Tarde se descobre como faz falta um pai!
Não pai, tu não completarias hoje noventa e dois anos, mas sim uma vida inteira - a minha. Tu apenas atingiste um estado mais adiantado da vida.
A que nem sei se viveste. A que te passou ao lado como se mais nada houvera. A que te fez temer o futuro, que é hoje o meu presente. A que foi tua afinal.
Fico a pensar nos mimos que te diria, se não tivesses hoje olhos de quem não existe. E escolho recordar-te na fogosidade da vida, já que na outra te remeto para os momentos cinzentos da mesma. Sim, que pai meu não é homem de pantominices e o filho não lhe segue as pisadas.
Tu, que não gostavas das cores poéticas do ser humano, pelo pragmatismo que colocavas em tudo, deixa-me contrariar-te e dizer-te que afinal também foste o meu poema. Desculpa lá!
Como eu gostaria de ter sido um pai como tu! Tão presente! Tão amigo! Tão quase sem defeitos!
Pai, perfeito escopo da decência, obrigado por teres feito de mim um homem feliz!
Tarde se descobre como faz falta um pai!
22 de abril de 2013
Velhice - talvez nunca!
A ilusão, do outro lado da vida! Não se conhecem, mas ambos falam com o espelho!
Ser velho é um bem necessário.
Chegar a velho é sinal que se viveu muito, logo, valeu a pena. Mas, terá valido a pena?
É que, o estado de velhice implica estar preparado para ser maltratado, abandonado, esquecido, vilipendiado.
Hoje, ser velho é um risco. Às vezes, até mata.
Os velhos morrem porque são velhos, porque os deixam morrer e porque eles próprio não querem mais viver.
Abandonados pelos filhos, quando os há. Dificuldades económicas, doença, morte do cônjuge e finalmente, envelopados em dormitórios de terceira idade. Eis as causas. Tantas, meu Deus!
Sem qualquer objectivo de vida, para quê penar mais?
Felizmente que muitos velhos são bem mais novos que os novos. Podem ser velhos e ter vinte anos e podem ter vinte anos e serem velhos. Os primeiros, vivem um dia de cada vez e esquecem que são velhos. Os segundos, já nasceram mortos.
Há velhos que morrem velhos, já que foram sempre velhos!
Há velhos que nunca morrem, já que são sempre novos!
Aqui fico eu, um semi-velho, à espera de velho ser, tentando nunca deixar de ser novo!
Aqui fico eu, um semi-velho, à espera de velho ser, tentando nunca deixar de ser novo!
14 de abril de 2013
Place Jacques Brel
Esta é agora a MINHA PRAÇA! A MINHA RUA! A MINHA AVENIDA! O MEU BECO (com saída)!
Aqui redescubro os amigos, visito os familiares, revolvo o mundo, leio, viajo, sonho, oiço música, escrevo.
Aqui me ausento do mundo virtual e aqui a ele regresso com a mesma curiosidade com que o deixei.
Aqui, absorto, navego no mar da vida.
Aqui, é o meu mundo!
Aqui, todas as paredes se cobrirão de fotos e recordações.
Ao fundo do corredor, à direita!
9 de abril de 2013
Cajú e malte - um pecado!
Não sou muito de "copos", mas ... quem resiste?
Este é um dos meus pecados! Dos muitos!
Confesso que adoro cajú cru. Não salgado, nem torrado.
Do "malt", já nem falo.
A simbiose perfeita!
O "scotch", foi apenas uma prenda do Dia do Pai, enviada do outro lado do Atlântico.
Obrigado Bruno!
4 de abril de 2013
1 de abril de 2013
A história e os ovos da Páscoa!
Há 5.000 anos, quando os persas queriam desejar felicidade a alguém, ofereciam ovos de galinha, símbolo de fecundidade e renovação.
O costume veio para a Europa e começou a ser praticado na Páscoa, época em que se comemora a ressurreição de Jesus Cristo.
O Domingo Pascal marca o fim da quaresma, período de jejum dos fiéis que, entre outros alimentos, não podiam comer ovos. Assim, no dia do renascimento de Jesus, os católicos comiam a produção de ovos acumulada durante o período.
Segundo se sabe, a substituição dos ovos naturais pelos de chocolate deu-se no século XIX, altura que marca o início do desenvolvimento desta indústria.
E é por isto que eu devoro chocolate, há quase duzentos anos!
tout court - De Gosto.doc
E é por isto que eu devoro chocolate, há quase duzentos anos!
tout court - De Gosto.doc
27 de março de 2013
Padre Motard Zé Fernando - adeus!
Padre Zé Fernando, mais conhecido por Padre Motard, faleceu hoje dia 26 de Março de 2013
Há três anos atrás, mandei este recado ao Zé!
Depois disto falámos muitas vezes e brincávamos com a sua doença, já que esta era a fórmula com que ele melhor lidava com a morte.
Em tempos diferentes andámos no mesmo seminário, mas não foi no claustro que os nossos caminhos se cuzaram.
Questionado, um dia, sobre as motos de alta cilindrada que conduzia, disse:
- Até 100 Deus protege-nos! A mais de 100 Deus acolhe-nos!
Grande homem! Enorme Padre, como há poucos! Foste o padre que eu teria sido.
Questionado, um dia, sobre as motos de alta cilindrada que conduzia, disse:
- Até 100 Deus protege-nos! A mais de 100 Deus acolhe-nos!
Grande homem! Enorme Padre, como há poucos! Foste o padre que eu teria sido.
Descansa em paz, meu amigo!
E REPOUSA LÁ NO CÉU ETERNAMENTE!
Zé Fernando é um "gajo do caraças"!
Condenado há cinco anos a uma sentença de apenas mais quatro meses de vida, começou logo aí a lutar contra a doença da moda. É uma espécie de André Moa, com uma vintena de anos a menos.
O Zé Fernando segue à risca o que as medicinas tradicionais e alternativas lhe mandam, pois a mente as deseja e os sentidos as aceitam.
Lutador de rija têmpera, o Zé Fernando é também um "motard" incorrigível e querido por todos, pois a batina e o cabeção que a sua condição de padre lhe conferem, são para usar noutro templo que não o do cidadão rebelde que desafia os ventos. No último fim de semana fez "Portugal de lés a lés" juntamente com um grupo de seiscentos "motards", sempre circulando por estradas secundárias e sem poder ultrapassar uma média de quarenta quilómetros/hora.
No seu sempre alegre sorriso nunca se denota um esgar de desânimo, um uivo de raiva, um gemido de dor. Bonacheirão e brincalhão, deixa em cada esquina um amigo. O Zé Fernando é o estereótipo do padre moderno, aquele que afinal veste a pele dum homem normal tão cheio de virtudes e defeitos.
De tempos a tempos vem a Portugal, onde o acompanhamento da sua doença se vai fazendo e aproveita para visitar o irmão e sacudir a saudade. É lá que a gente se encontra e devora comuns palmilhados caminhos.
Desde que lhe foi diagnosticada a doença passou a viver em Los Angeles, em casa de amigos, onde a esperança tem outro nome e onde tem um grupo de gente boa, que se juntou para ajudar a minorar o seu sofrimento e tentar debelar as metástases espalhadas nos pulmões.
Dizia-me ele há dias:
- Como me sinto mais ou menos bem, a cada dia que acordo penso que ainda poderei ter mais quatro meses de vida, o que é muito bom!Meu caro Zé Fernando, o teu calvário é um rio de esperança que corre para o lado da vida. Nele tentarei navegar ao sabor da brisa que vou enfrentando sabendo que chegará o dia em que estarei do outro lado da barricada e aí lembrar-me-ei de quão enome foi o teu querer, a tua garra, a tua esperança.
Podes calcorrear meio mundo, podes encurtar distâncias, qual luso Estrabão, podes adormecer nas Américas e acordar nas Beiras, mas é a força que de ti emanas que eu desejo para mim.
Últimamente a vida tem-me dado exemplos de coragem como que pressagiando a lei natural das coisas. Com elas vou aprendendo e delas me vou finando.
O fastígio e a sublimação dos Deuses são aquilo que o homem quiser. Tu queres! Logo, os Deuses estarão contigo!
24 de março de 2013
As aventuras de Kim-Kim
Passamos a vida a fazer asneiras, julgando tudo saber e ao chegar onde cheguei, sei nada saber.
Pior ainda, é aos 18 anos julgarmos ser donos do mundo.
Do meu etéreo livro "Les aventures de Kim-Kim", rebusco os dias que fizeram de mim um homem que um dia partiu, cheio de tudo, à procura de nada.
... Não eram ainda decorridos trinta dias, que eu chegara a Paris. O meu saudoso amigo Martin andava entusiasmadíssimo em mostrar-me “la nuit parisienne”.
Desejoso de descobrir o que estava para lá da noite, levou-me à discoteca que habitualmente frequentava.
Le Touquet, ficava ao fundo dos Campos Elíseos, junto à Concórdia, e viria a tornar-se na minha segunda casa. Eu morava relativamente perto, 15 minutos a pé - 22 bis Rue Jouffroy d'Abbans.
Logo que tinha uns trocos era no Touquet que os aplicava. Sempre com o pensamento em fazer novas conquistas que me permitissem dar poiso às noites de miséria e lua vaga.
Entrámos e vi a noite a fervilhar de corpos entrelaçados na média luz. O desejo imaginava já as mais estereotipadas situações que ali poderiam ocorrer.
O tipo de música, ora mexida ora lenta, mudava de trinta em trinta minutos. Quando alguém dançava com alguém, já sabia que em princípio teria o mesmo par durante meia hora, o equivalente a mais ou menos meia dúzia de melodias, bastante esticadas.
Fiquei algum tempo a observar os ditames de tal ritual e a perceber qual era ali o meu papel, no sentido de nele me integrar.
O Martin, que lá vivia desde os treze anos, tinha-me prevenido que quando uma miúda aceitasse dançar comigo, isso era meio caminho andado para acabar a noite no seu leito. Para isso era fundamental que a beijasse no segundo ou terceiro “slow”, sob pena de não o fazendo, ser abandonado na pista.
Não conseguindo tirar isso da minha cabeça, já que em Lisboa as coisas não funcionavam bem assim, fui olhando à minha volta e todos os rostos me pareciam lindos, com corpos a chamar por mim.
O Martin, que lá vivia desde os treze anos, tinha-me prevenido que quando uma miúda aceitasse dançar comigo, isso era meio caminho andado para acabar a noite no seu leito. Para isso era fundamental que a beijasse no segundo ou terceiro “slow”, sob pena de não o fazendo, ser abandonado na pista.
Não conseguindo tirar isso da minha cabeça, já que em Lisboa as coisas não funcionavam bem assim, fui olhando à minha volta e todos os rostos me pareciam lindos, com corpos a chamar por mim.
Demonstrando estar à vontade na matéria, mas aflito como quem sobe ao cadafalso, avancei para uns olhos que me aceitavam. E aceitaram. Um aceno de cabeça resolveu a minha incerteza e caminhámos para a pista. Encostou a cabeça no meu ombro e perdemo-nos no meio da “foule”, com a imaginação a saltitar para esbórnias "à la Gardére".
Aznavour cantava “Que c’est triste Venise”. Eu pensava em "Laisse-moi t'aimer"!
Inebriado por aquele momento, fui-me empurrando para a decisão de a beijar, tal era o ritual preciso.
Tem de ser agora, pensei. Estávamos na terceira música e eu tinha de beijá-la. As minhas mãos timidamente evitavam as partes proibidas do seu corpo, já que o respeito vinha antes do desejo. Acariciei-lhe os cabelos, fiz os dedos escorregar no seu rosto, e ... os seus lábios não fugiram dos meus.
Dentro de mim ribombou o supremo trovão da glória. O mundo era meu.
Pobre Kim que se contentava com tão pouco!
Num beijo depois de outro e outro ainda, assim continuámos até parar aquela roda de embalar.
Sentámo-nos, mão na mão, e descobrimo-nos como quem encontrar-se quer. O paraíso estava tão próximo como o outono que acabara de chegar. C'est en Septembre!
As horas foram entrando pela manhã e divagado o que havia para divagar, chegou a hora da despedida.
Não sabendo bem como descalçar a bota e precisando de alimentar diálogo, perguntei-lhe em surdina:
- Sylvie, amanhã podemos voltar a encontrar-nos?
Olhou para mim e meio atónita, riposta de seguida:
- Amanhã? Mas … não vais dormir comigo esta noite?
Qual principiante atrapalhado, balbuciei:
- Claro que sim, mas … sabes, é que … humm!!! Pois claro que vou!!!
Estava dado o passo que me fez correr uma noite num segundo!
Inebriado por aquele momento, fui-me empurrando para a decisão de a beijar, tal era o ritual preciso.
Tem de ser agora, pensei. Estávamos na terceira música e eu tinha de beijá-la. As minhas mãos timidamente evitavam as partes proibidas do seu corpo, já que o respeito vinha antes do desejo. Acariciei-lhe os cabelos, fiz os dedos escorregar no seu rosto, e ... os seus lábios não fugiram dos meus.
Dentro de mim ribombou o supremo trovão da glória. O mundo era meu.
Pobre Kim que se contentava com tão pouco!
Num beijo depois de outro e outro ainda, assim continuámos até parar aquela roda de embalar.
Sentámo-nos, mão na mão, e descobrimo-nos como quem encontrar-se quer. O paraíso estava tão próximo como o outono que acabara de chegar. C'est en Septembre!
As horas foram entrando pela manhã e divagado o que havia para divagar, chegou a hora da despedida.
Não sabendo bem como descalçar a bota e precisando de alimentar diálogo, perguntei-lhe em surdina:
- Sylvie, amanhã podemos voltar a encontrar-nos?
Olhou para mim e meio atónita, riposta de seguida:
- Amanhã? Mas … não vais dormir comigo esta noite?
Qual principiante atrapalhado, balbuciei:
- Claro que sim, mas … sabes, é que … humm!!! Pois claro que vou!!!
Estava dado o passo que me fez correr uma noite num segundo!
Se por ali houvesse um buraco, nele me teria metido. Não fora a média luz do recinto, e a minha ruborizada face teria denunciado o quão imberbe me senti.
Tentando demonstrar o à vontade que não tinha, avancei então para o seu vale de lençóis, qual garanhão que não era.O dono do mundo que eu pensara ser, não passava afinal dum inóxio menino, com muitos corpos por desbravar.
Merci, Sylvie!
20 de março de 2013
Francisco Rosa - um Homem!
(É isto que eu gosto de te dizer quando se repete mais um aniversário!)
Lembras-te Xico?
Eras tu um homem e eu para lá caminhava, quando os nossos passos tropeçaram numa qualquer análise mundana que a memória não reteve.
Não foi amor à primeira vista, porque as idades assim o ditavam, nem empatia forçada, porque a tua adiantada geração trilhava por outras veredas.
Ora à esquerda, ora à direita, íamos entrecortando as tardes de bailaricos, com as noites de pecado, que o desejo exigia. Ambos não éramos bailarinos e velhacos julgo que não, também.
Os anos que se seguiram foram olhados com a ideologia que a amizade aceitava. No fundo, os ideais eram os mesmos. Os nomes, bem diferentes.Há pessoas que entram nas nossas vidas, como a brisa nos verdes prados. Entram ao de leve e deixam para trás um rasto de perfume que nunca mais se esquece. Foi assim que entraste na minha.
As vicissitudes da vida e um Tejo de largas margens, que nos separava, interromperam os diálogos mudos que algumas vezes havíamos tido.
És o talento enorme que as grandes plateias não puderam aplaudir.
A tua portentosa voz e aquele rasgar de gestos mais díspares, que a minha mente havia retido, navegaram no nevoeiro da memória, até ao retomar contínuo do teu convívio.
Contrariamente a todos os outros, foste um amigo em suspensão. Como uma vaga rebelde, a adversidade te levava, a recordação te trazia.
Hoje, que a poeira assentou e os ventos amainaram, tento aproveitar o estado de espírito que a tua presença me transmite e o coração devora.
Meu querido Xico, és o gigantopiteco que a amizade não extingue e ufana-se-me a alma com amigos como tu.
Como eu gosto de ti!!! Grande actor, grande homem!!!
Francisco Luís Rosa! Xico Luís! Xico! XL!
Villaret, não desdenharia chamar-se assim.
19 de março de 2013
Tenho saudades - Pai!
A mágoa de te ter visto partir é demasiado recente para imaginar que já não estás perto de mim.
Foi curto o tempo que te tomei e muito o que me deste. Ficou a faltar, aquilo que o egoísmo nos permite desejar - a eternidade!
Vou dizer-te sempre isto.
Como tenho saudades tuas - pai!
15 de março de 2013
Júlio Amaro- Magia em Paris!
Ele, era um já vivido quarentão. Eu, um miúdo acabado de entrar na vintena de anos.
Júlio Amaro era um homem feito. Kim, um homem por fazer.
As multifacetadas virtudes do Amaro permitiam-lhe saltar duma pincelada de aguarela ou óleo, para o voo rasante do insólito.
Amaro era mestre na arte da pintura, sábio no que reclamava da vida e mago aspirante a Houdini.
Atendendo a estes predicados, aqui deixo uma pequena “estória”, já evocada há alguns anos, mas que reescrevo, por ser umas das minhas preferidas.
Júlio Amaro (faleceu há seis anos) contava sempre esta "maldade" que o puto KIM lhe teria feito!
Assim, um dia já em Paris, regressámos ao nosso hotel, muito rasca e mais velho que Job, algo cansados e gastos por um malvado dia de chuva e frio.
Enquanto Amaro ficou a esfumaçar no vaivém da largura do quarto, eu espojei-me ao comprido na cama que tinha mais à mão e depressa adormeci.
Amaro, absorto no sonho duma vida melhor, ficou a sorver cigarro após cigarro, rodopiando para trás e para a frente, mergulhado em pensamentos mil, olhando o inerte Kim que parecia dormir o sono dos justos.
Subitamente a luz do tecto apagou-se. Olhou para cima e cofiando a barba de dias, fica especado a tentar entender o sucedido. Afasta-se um pouco e a luz acende-se. Estica a mão para o interruptor e a luz apaga-se. Amaro estava atónito. Não entendia. Ali ficou vários minutos gesticulando passes mágicos que ora iluminavam o quarto ora o escureciam.
Querendo partilhar tal descoberta comigo, digno duma qualquer bruxa de Salém, acorda-me e diz-me:
- Kim, vê bem este meu número de magia que nunca te fiz!
E esticando apenas o braço para a lâmpada, profere a palavra mágica:
- Acende-te! E a luz acendeu-se.
- Apaga-te! E a luz apagou-se.
Repetiu, uma, duas, três, milhentas vezes.
Eu comecei a ficar aterrado com tamanhos truques do Demo e implorei-lhe:
- Amaro, não faças isso! Com essas coisas não se brinca! Estás a meter-me medo!Querendo levar ao limite a descoberta ia dizendo:
- Kim! Sou um mágico do caraças! Ninguém conhece este truque (nem ele).
E voltava a repetir aquele passe de magia, de estica e encolhe o braço.
Amaro sorria e continuava na dança do acende e apaga. E quanto mais medo eu tinha mais ele se deleitava e vangloriava com seus tamanhos poderes.
Assim ficámos algum tempo até que … eu não podia mais.
Comecei a rir, rir, rir e rebolando na cama caí na carpete. Levantei o braço e mostrei-lhe a pêra (interruptor) que segurava na mão. Era eu que apagava e acendia a luz, julgando ele que eu estava a dormir.
Meu Deus, acabara de humilhar o grande mágico.
Sorriu primeiro, vociferou depois. Olhou-me com olhos de quem não existe, acendeu novo cigarro, vestiu o sobretudo coçado, levantou-lhe a gola e saiu murmurando guturais sons inatingíveis.
Lá fora, não chovia nem ventava!
Amaro, onde quer que estejas, estala os dedos e faz a magia de voltar para nós.
Perdoa-me amigo!
Júlio Amaro era um homem feito. Kim, um homem por fazer.
As multifacetadas virtudes do Amaro permitiam-lhe saltar duma pincelada de aguarela ou óleo, para o voo rasante do insólito.
Amaro era mestre na arte da pintura, sábio no que reclamava da vida e mago aspirante a Houdini.
Atendendo a estes predicados, aqui deixo uma pequena “estória”, já evocada há alguns anos, mas que reescrevo, por ser umas das minhas preferidas.
Júlio Amaro (faleceu há seis anos) contava sempre esta "maldade" que o puto KIM lhe teria feito!
(Amaro, no meu escritório, três meses antes de morrer)
Como eu conhecia razoavelmente bem Paris e ele não falava francês, acompanhei-o nessa aventura, de modo a minimizar os efeitos da língua e costumes, nos seus primeiros tempos na cidade luz.
Amaro tinha sido desafiado para trabalhar nas Editions Vaillant, em Paris, para desenhar aquelas “estórias aos quadradinhos” que fazem o deleite da criançada.
Assim, um dia já em Paris, regressámos ao nosso hotel, muito rasca e mais velho que Job, algo cansados e gastos por um malvado dia de chuva e frio.
Enquanto Amaro ficou a esfumaçar no vaivém da largura do quarto, eu espojei-me ao comprido na cama que tinha mais à mão e depressa adormeci.
Amaro, absorto no sonho duma vida melhor, ficou a sorver cigarro após cigarro, rodopiando para trás e para a frente, mergulhado em pensamentos mil, olhando o inerte Kim que parecia dormir o sono dos justos.
Subitamente a luz do tecto apagou-se. Olhou para cima e cofiando a barba de dias, fica especado a tentar entender o sucedido. Afasta-se um pouco e a luz acende-se. Estica a mão para o interruptor e a luz apaga-se. Amaro estava atónito. Não entendia. Ali ficou vários minutos gesticulando passes mágicos que ora iluminavam o quarto ora o escureciam.
Querendo partilhar tal descoberta comigo, digno duma qualquer bruxa de Salém, acorda-me e diz-me:
- Kim, vê bem este meu número de magia que nunca te fiz!
E esticando apenas o braço para a lâmpada, profere a palavra mágica:
- Acende-te! E a luz acendeu-se.
- Apaga-te! E a luz apagou-se.
Repetiu, uma, duas, três, milhentas vezes.
Eu comecei a ficar aterrado com tamanhos truques do Demo e implorei-lhe:
- Amaro, não faças isso! Com essas coisas não se brinca! Estás a meter-me medo!Querendo levar ao limite a descoberta ia dizendo:
- Kim! Sou um mágico do caraças! Ninguém conhece este truque (nem ele).
E voltava a repetir aquele passe de magia, de estica e encolhe o braço.
Amaro sorria e continuava na dança do acende e apaga. E quanto mais medo eu tinha mais ele se deleitava e vangloriava com seus tamanhos poderes.
Assim ficámos algum tempo até que … eu não podia mais.
Comecei a rir, rir, rir e rebolando na cama caí na carpete. Levantei o braço e mostrei-lhe a pêra (interruptor) que segurava na mão. Era eu que apagava e acendia a luz, julgando ele que eu estava a dormir.
Meu Deus, acabara de humilhar o grande mágico.
Sorriu primeiro, vociferou depois. Olhou-me com olhos de quem não existe, acendeu novo cigarro, vestiu o sobretudo coçado, levantou-lhe a gola e saiu murmurando guturais sons inatingíveis.
Lá fora, não chovia nem ventava!
Amaro, onde quer que estejas, estala os dedos e faz a magia de voltar para nós.
Perdoa-me amigo!
8 de março de 2013
Às mulheres de todos os dias!
Tal como a mulher, esta é uma das minhas muitas paixões e também um dos mais lindos poemas de amor.
A minha homenagem a todas as mulheres.
Hoje bebo, às mulheres que amo, às que amei, às que me amaram.
E ... às que gostam de mim!
Reviens Serge!
6 de março de 2013
3 de março de 2013
Parabéns - Carlos Carneiro
Meu querido amigo!
A vida é demasiado curta para não se celebrar o momento que assinala mais um ano da mesma.
Vive-o e aproveita a glória efémera, já que chega cedo o dia em que mais ninguém nos conhece.
Tira daí as ilações que, às vezes, as vedetas não querem entender e esquecem que são simples mortais.
Tens sabido lidar com esse vedetismo e mereces o melhor do mundo, pois isso é o que merece, há vários anos, o melhor jogador do andebol português.
Estarei sempre a teu lado, mesmo quando se finar a ribalta do efémero.
Parabéns amigo! Parabéns capitão!
24 de fevereiro de 2013
Dady - 达迪 - 祝你好运
A humildade é uma das virtudes que admiro no ser humano
Sei que não é fácil, quando se atinge um determinado patamar na vida, mesmo que se não esteja ao nível do number one de qualquer actividade.
Quase não teve tempo para a família, mas sobrou um pouco para mim.
É o caso deste meu amigo que ontem, depois de ter chegado do Chipre no dia anterior, fez questão de me convidar para almoçar antes de mais uma despedida, desta vez para a China, onde vai integrar a equipa onde jogou até agora, esse monstro do futebol mundial, Didier Drogba, e onde jogou o francês Anelka, também eles avançados como Dady.
Dady, não sendo um jogador de futebol profissional de primeira linha, tem sabido gerir a sua carreira, não só a nível profissional mas também a nível financeiro, o que nem sempre acontece, quando o dinheiro entra pelos olhos adentro, quase em se perceber como tal aconteceu.
A humildade que mantém, vem-lhe dos tempos difíceis do bairro da lata da periferia da cidade, onde a lei do desenrasca assume proporções que os bafejados pela sorte desconhecem.
A sua viatura, habitualmente grande para duas pessoas, serviu para quatro, sendo que três mediam mais dum metro e oitenta. Depois, o resultado é este - o meu braço de apoio são as pernas da bela donzela Vânia, sua irmã, perante o espanto do Luís, meu filhote caçula.
Estes pequenos gestos são afinal o que fica da amizade que não nascendo no mesmo berço, tem em comum as humildes origens de ambos.
Alguns atletas passam pela minha vida. Ficam os que merecem.
Um grande abraço amigo - é por isso que gosto de ti
达迪 - 祝你好运
17 de fevereiro de 2013
Parabéns filhão!
Chegaste ao meio dia da vida!
Vais percorrer agora o caminho da sabedoria, aquela que foste absorvendo com as coisas más.
Por ti passaram quarenta anos, filho, e parece que te tenho aqui.
Tento não olhar para trás, porque o amanhã é já ali e o inexorável passar dos dias corre contra mim. Mas não consigo esquecer as nossas futeboladas e as viagens que fizemos pelos quatro cantos do mundo, num mundo que não tem cantos.
Lembro a primeira vez que foste comigo a NY, sem imaginares que esse viria a ser o teu reino, o teu deslumbre, a descoberta,
a glória e também o enfado da solidão.
Às vezes, não é por acaso que mesmo ao nosso lado, no nosso leito, na nossa mesa e até na nossa ausência, está uma mulher que completa aquilo que nem sempre um homem tem - a cumplicidade!
Nasceste quando morreu Picasso.
Nasce um génio, quando morre um génio.
És um eleito. Profite-le!
E, do que aprendi contigo, tento agora pautar-me pelo descaso das coisas fúteis.
Às vezes - sou egoísta, porque que me fazes falta!
Parabéns Bruno
algures no Camboja - Angkor Wat
16 de fevereiro de 2013
11 de fevereiro de 2013
D. Afonso Henriques - qual deles?
Há dias li algures, qualquer coisa alusiva ao facto de Egas Moniz ter tido aquele gesto de coragem que ficou conhecido na história, de corda ao pescoço.
Na altura, comentei a quem fez o post e prometi a mim mesmo falar aqui sobre isso apesar de ser eu apenas um curioso e não um estudioso desta "ditosa pátria minha".
Diz a história que o rei Afonso VII de Castela terá cercado o castelo de Guimarães e que o futuro rei de Portugal teria preferido morrer a render-se. É então que o seu aio Egas Moniz, decidido a negociar a paz, vai ter com o rei de Castela e promete-lhe vassalagem de Afonso Henriques. Este, quando soube, não esteve pelos ajustes e resolveu invadir a Galiza.
Egas Moniz resolve apresentar-se na corte do rei a que fizera a promessa de vassalagem de Afonso, com toda a sua família, de corda ao pescoço. O rei de Castela, impressionado com tamanha coragem e humildade, perdoou-lhe e ainda o presenteou com favores.
Ora, é aqui que entra a parte da história, em que eu aceito que possa ter acontecido um dos maiores embustes da dita.
Acredito piamente que a história foi outra e não aquela que se conhece, pois não foi só pelos factos apontados que Egas Moniz fez essa promessa ao rei de Castela. Foi principalmente porque D. Afonso Henriques era filho de Egas Moniz e não de D. Henrique e D. Teresa.
O verdadeiro Afonso Henriques nasceu raquítico e débil, pelo que os seus pais desde logo combinaram fazer uma troca com um dos filhos de Egas Moniz, este bem anafado e saudável, que também terá nascido na mesma altura.
A dedicação do aio Egas Moniz e o perigo de poder vir a haver um rei com esses defeitos, impossíveis para o monarca que se pretendia, para rei de Portugal, provocaram tal troca de bebés. Na prática e aos olhos de toda a gente, isso não fazia grande diferença porque ambas viviam no mesmo castelo e rodeados dos mesmos mimos, das mesmas pessoas e até dos mesmos pais.
A história não quer, nem disso lhe interessa falar, mas parece que esta é a verdadeira versão dos factos.
Terá sido assim?
7 de fevereiro de 2013
Saddam Hussein - tesouros roubados
Jóias assírias e babilónicas (4.000 anos AC) encontradas em escavações noIraque e que estavam guardadas no cofre de Saddam Hussein, ao invés de estarem em museus.
Aqui se vê como abriram o cofre de Saddam Hussein. Foi convocada uma Comissão de iraquianos cultos e representativos para acompanhar a abertura do cofre particular do ditador.
Nem o tirano contemplava os tesouros roubados, armazenados em caixotes.
Saddam tinha 170 palácios, espalhados por todo o Iraque. Um déspota "O Ladrão de Bagdad".
Sem palavras
Em 2003, após a queda de Saddam, do museu de Bagdad foi também roubada uma enormidade de jóias, que talvez nunca mais venham a ser vistas.
Das cerca de 15.000 peças roubadas, apenas 4.000 foram recuperadas.
Adeus Babilónia, a Mesopotâmia chora por ti!
Nem me atrevo a falar desse nojo chamado Saddam, a quem nem Maomé terá perdoado os crimes praticados sobre a humanidade.
Das cerca de 15.000 peças roubadas, apenas 4.000 foram recuperadas.
Adeus Babilónia, a Mesopotâmia chora por ti!
Nem me atrevo a falar desse nojo chamado Saddam, a quem nem Maomé terá perdoado os crimes praticados sobre a humanidade.
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