15 de dezembro de 2012

Crimes sexuais!


Tem sido objecto de paragonas, em tudo o que é comunicação social, o crime dum individuo que está a ser julgado por 165.000 crimes sexuais. Claro que isto dá pano para mangas, já que não há explicação possível para tais actos, quer quanto à perigosidade dos mesmos, quer quanto a quantidade.
Sabendo que o mundo está cada vez mais exposto a este tipo de crime, com a agravante de se tratar de pedofilia, apraz-me registar o controle cada vez mais apertado que vem sendo feito a tal ignomínia.
Fica-me no entanto, a perplexidade de imaginar tal enormidade de crimes. Se o predador tivesse começado a sua carreira aos vinte anos, pois actualmente tem cinquenta e três, terá cometido treze crimes por dia, durante trinta e três anos. 
Claro que estas contas não são feitas assim, mas não resisto às probabilidades matemáticas.
É doença! É tara!
Vem isto a propósito de alguém me ter dito, um dia, que eu era tarado, só porque olhei para um rabo de saias que passou a meu lado. Se esse rabo fazia saltar as pedras da calçada e não são culpa minha, as feromonas que carrego, como é que eu não havia de aproveitar o movimento rotativo que o pescoço me permite?  
Sei bem que os rabos de saias sempre foram uma das minhas perdições, mas tal anatómica parte feminina não é exactamente a minha predilecta, pois essa fica situada bem mais no meio do seu corpo, o coração.
Fica-me assim a certeza que a minha tara não é um crime sexual e é, ou foi, apenas um desejo insaciável de venerar esse maravilhoso ser - a mulher. 

9 de dezembro de 2012

O fim do mundo - um dia!



Muito se tem dito sobre o fim do mundo, em 21 de Dezembro de 2012, e para tal certeza,  em cada cabeça se encontra uma sentença.
Mas, futuros apocalípticos não são o mais desejável neste conturbado momento que o mundo atravessa, já que para alguns, o mundo parece estar mesmo a acabar.
Sim, julgo que o mundo acabará um dia, fruto de muitas coisas possíveis, seja a colisão dum asteróide, seja a atracção e choque deste com outro planeta, ou uma qualquer praga ou peste. Estas, as três coisas mais susceptíveis que me parecem poder acontecer para extinguir a raça humana, ou o próprio planeta. 
Tudo o resto que possa acontecer, poderá dizimar a grande maioria da população mundial, sem no entanto acontecer o fim do mundo. Incapaz de futurar, já nem falo da fúria divina, uma possibilidade a considerar. 
Por probabilidades científicas, julgo ser passível de extinção a raça humana, mas nunca por calendarização ou presságio de quem quer que seja.  
Acabar o mundo num dia certo, não passa dum vislumbre de mentes comprimidas, que apenas teimam em não atravessar a fronteira do medo. Não, não vou por aí, e de mim continuarei a afastar os velhos do Restelo, tal como Jasão em busca incessante do veio.  E descarto mesmo, o fim dum ciclo e o começo de outro.
Há quem diga que só há duas espécies de pessoas no mundo; as que estão preparadas e as que não estão, o que é uma perfeita verdade lapalissiana. No entanto, apenas me preocupa sentir-me bem comigo mesmo, no final de cada dia, pelos actos que pratiquei. 
Nos meus clericais estudos, habituei-me a fazer, já no leito, meditação sobre a forma como tinha sido o meu comportamento nesse dia. Por cada falha que tivesse cometido, apenas havia que colmatá-la no sentido de melhorar as minhas fraquezas nos dias seguintes. Ainda hoje assim faço, e é também assim que consigo estar sempre em paz com o céu e a terra.
A profecia é apenas o fim dum ciclo da civilização maia, onde se fundem a imaginação e a realidade e é apenas no seu calendário que está escrito o fim do mundo acontecer nesta data. 
Dos maias, desaparecidos há quinhentos anos, e cujos restos da sua civilização visitei no Iucatão, ficou-me a certeza dum povo muito inteligente, mas também muito recheada de anacrónicas crenças pagãs.  a raiar os primórdios do bestialismo.
Apesar de saber que o mundo não acaba já, duma coisa estou convicto - tudo tem um princípio e um fim, logo, o mundo vai acabar um dia. Sejamos nós ou não a sua causa!
O único receio que tenho agora é o sofrimento antes da morte, não uma hecatombe repentina!

30 de novembro de 2012

Oliver Röhrich - um génio à solta!

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Há pessoas que passam pelas "minhas vidas" e, mesmo ausentes depois, acabam por ficar  nas minhas memórias.
É o caso de Oliver Röhrich, que foi meu professor no ISCTE - INDEG, um homem espantoso, alemão, residente há oito anos no nosso país, que veio soprar uma brisa de sapiência no marasmo do ensino empresarial, em Portugal. Um dia apaixonou-se por Lisboa, quando ao sobrevoar a cidade pela primeira vez se sentiu bem vindo, como se os braços abertos do Cristo-Rei o estivessem a acolher. 
Desde então, Oliver é uma descoberta que nunca mais finda! Oliver é a pedrada no charco empresarial, e não só, que faltava atirar àqueles que já tudo julgam saber.

Esta semana, no Fórum Fnac-Colombo, completamente lotado, ocorreu o lançamento do seu último livro "Os 11 elementos da motivação".
Não se trata dum livro para letrados nem tão pouco para mentes exigentes, antes para quem quer aprender aquilo que está mesmo à frente dos olhos e se não consegue ver.
Oliver, fala uma linguagem simples, cativante, entendível e cristalina, que não apetece nunca parar de ouvir.
Não me lembro de alguma vez ter falado assim dum professor, até porque Oliver é apenas o melhor que se cruzou no meu caminho. 
Oliver fala com os olhos, com gestos, com movimentos, com sorrisos, com humildade, afinal aquilo que ele é ... humilde!
Meu querido Oliver - lembrar-me-ei de ti sempre que julgar que o desespero é o princípio do fim, e aí, quando a vontade férrea de atingir o fastígio me tocar, arranjarei forças para abrir a janela das radiosas manhãs, que sempre anseio.
Ao professor, ao doutor, ao escritor, ao amigo, o meu bem haja!


Os 11 elementos da motivação - um livro que aconselho vivamente a adquirir

Nós dois, no momento que me autografava o livro.
Foto enviada pelo Oliver, provavelmente "sacada" ao fotógrafo do evento.

27 de novembro de 2012

Parabéns filho!


Tu cresces! Tu sonhas! Tu vencerás!
É uma constatação e um desejo.
Para ti, que em mim revejo, anseio que o futuro seja aquilo que mereces.
Dezanove anos, é uma idade linda!
Parabéns meu filho! Parabéns Luís!


Este é o lado brincalhão do Luís, que não perde uma, aqui apadrinhando um caloiro na faculdade (ISCTE).

24 de novembro de 2012

Ah Paris, Paris!



Não, não foi no outono da vida, antes sim na primavera desta, quando os verões eram verões e os invernos, invernos.
Para trás tinha ficado o tempo das candeias e despontava agora a descoberta da vida e dos dias cinzentos.

Ah, se Paris soubesse que outrora me acolheu, qual vagabundo errante, menino com olhos de quem não existia!
Ah, se Paris soubesse que este "métèque pas juif", teve momentos que odiou a cidade luz!
Ah, se Paris tivesse margens do Sena por descobrir e ali não tivesse enterrado as mais belas recordações, para mim tão sem segredos!
Ah, Paris do século XXI, acolhe agora a minha filhota, tão desprovida de esperanças lusas!
Ah, Paris, que agora voltaste a ficar mais perto, espera-me, que estou a chegar!

Ah, se não houvesse Lisboa, a lembrar-me que Paris é a minha cidade!
Ah, Paris! Serei sempre o trovador do teu poema!

... Avec mon âme qui n'a plus
La moindre chance de salut
Pour éviter le purgatoire ...

16 de novembro de 2012

Quem sou eu?




Nesta altura da vida já não sei mais quem sou ...

Vê só que dilema !!!

Na ficha de qualquer loja sou CLIENTE
No restaurante FREGUÊS
Quando alugo uma casa sou INQUILINO
Nos transportes públicos e em viatura particular sou PASSAGEIRO
Nos correios REMETENTE
No supermercado (e lojas também) sou CONSUMIDOR 
Nos serviços sociais sou UTENTE
Para o estado sou CONTRIBUINTE
Se vendo algo importado sou CONTRABANDISTA 
Se revendo algo, sou VIGARISTA
Se não pago impostos sou SONEGADOR
Se descubro uma maneira de pagar um pouco menos, sou CORRUPTO 
Para votar sou ELEITOR
Para os sindicatos sou MASSA SALARIAL
Em viagens TURISTA
Na rua, caminhando, PEDESTRE
Se passeio, sou TRANSEUNTE
Se sou atropelado ACIDENTADO, no hospital PACIENTE 
Nos jornais viro VÍTIMA
Se leio um livro sou LEITOR
Se ouço rádio OUVINTE 
A ver um espectáculo sou ESPECTADOR
A ver televisão sou TELESPECTADOR
No campo de futebol sou ADEPTO. 
Na Igreja católica, sou IRMÃO. 
E, quando morrer... uns dirão que sou... FINADO, outros... DEFUNTO, para outros... EXTINTO, para o povão... MAIS UM QUE DEIXOU DE FUMAR... 
Em certos círculos espiritualistas serei... DESENCARNADO
Os evangélicos dirão que fui... ARREBATADO...
E o pior de tudo é que, para os governantes sou apenas um IMBECIL !!! 
E pensar que um dia quis ser EU. 
SIMPLESMENTE.

Eu acrescentaria -

No futebol, sou TORCEDOR
Nos seguros, SEGURADO
Na discussão, sou TEIMOSO
E ... no amor, APAIXONADO



Alguém se deu ao trabalho de compilar o que ora se diz e eu acrescentei mais quatro linhas

10 de novembro de 2012

O fim do arco íris! Ei-lo!

Da minha janela ...
Há poucos dias encontrei o fim do arco íris. 
Sendo este um dos mistérios da minha infância, nunca imaginei que um dia captaria estas fotos, com o arco íris a terminar ali à minha frente, num arco perfeitamente completo.
Não me dei ao trabalho de verificar se ali encontraria um pote cheio de moedas de ouro, como diz a lenda. 
Teria valido a pena?



















7 de novembro de 2012

Enxoval da Noviça


É por esta e por outras que eu ... não fui padre! 
Era pobre e ... não havia noviças por perto!



Para ser freira não bastava ter vocação. Também era preciso ter ... o vil metal!
in, minhas memórias de Arouca 2012

3 de novembro de 2012

Ninguém é velho!

Notícia publicada no jornal desportivo RECORD em 31 de Outubro de 2012


Às vezes - tenho a mania de dizer que estou velho, mas é só às vezes, porque eu sou uma criança.
Também eu pensava jogar à bola, até andar de bengala. 
Quedei-me aos cinquenta e cinco anos.



31 de outubro de 2012

Adeus Manel!


Ah Manel, Manel!
Tudo começa a ter menos sentido, sem ti!
(foram as únicas palavras que o seu primo/irmão Júlio César, conseguiu escrever)


Meu querido Manel
Vai ficar-me de ti, o coração dum homem bom a quem tive o prazer de dizer isso um dia.
O Alentejo não será mais o mesmo e a Chança ficou mais pobre, para lamento do imperador.
Amanhã aí estarei, antes da sombra eterna cair!
Tantas são já as vezes, que aqui venho dizer ADEUS!
Kim
1941-2012

29 de outubro de 2012

Lenda de Santa Mafalda!




Tendo visitado Arouca, há pouco tempo, em viagem de peregrinação GT, tomei notas dalgumas coisas que gosto sempre de partilhar.
Sou um apaixonado de lendas de mouras encantadas, mais de mouras que de lendas, mas não sendo Mafalda uma virtuosa sarracena não deixa de surpreender a sua sorte(???).

25 de outubro de 2012

Adeus Nuno!



A vida vale por aquilo que ela nos deu, não pela forma como nos deixou.
Já que a vida é um instante, até breve amigo!

21 de outubro de 2012

Subsídios? Sim - para os deputados!



É tudo igual ao litro!
Já não acredito em ninguém, sejam eles de direita, do centro, de esquerda ou de lado nenhum.
Eu não seria tão radical como o autor deste "desabafo" que circula na Net, mas não deixa de ser uma vergonha se vier a haver subsídio de férias e natal para os deputados. Para já, saber que todos eles votaram a favor dos seus interesses, é um vómito!





19 de outubro de 2012

Islândia - Um exemplo



RTP1 – HOJE – SEXTA – 21H




Chamam-lhe o milagre islandês. Confrontada com o maior colapso financeiro de sempre, a Islândia sentou o primeiro-ministro no banco dos réus e revolucionou o sistema político. 4 anos depois já tem a economia do país a crescer. Há ou não alternativa a esta receita a esta austeridade? Viajámos até Reikjavic para lhe mostrar como foi possível dar a volta a uma crise que tinha o mesmo potencial de arrasar um país.

Estou curioso, pois também acredito que há sempre uma solução para tudo, menos para a ...!



12 de outubro de 2012

Impostos - a facilidade

A interface gráfica dos ecrãs no Multibanco mudou e, a partir de hoje, o layout passa a ser o da imagem anexa e há muitas mais hipóteses de escolha.

Não podem negar que facilita a escolha das opções.


8 de outubro de 2012

ARI TOLEDO - A idade do éce!


Ari Toledo - humorista brasileiro

A idade do Éce

Quando o homem atinge 70 anos

O homem padece
Porque ele envelhece
O cabelo embranquece
A surdez comparece
De tudo ele esquece
A memória enfraquece
A vista escurece
O reumatismo aparece
A barriga cresce
A bunda amolece
O saco desce
A piroca falece
E quando isso acontece
O coitado enlouquece
Até reza uma prece
Para ver se endurece
O pau não obedece
E quando anoitece
É que ele entristece
A mulher oferece
E ele só agradece
Porque não carece


E pensar que, se lá chegar, dentro de nove anos estarei na idade do éce!!!

1 de outubro de 2012

História do corneteiro




Nos primeiros tempos da fundação da nacionalidade - tempo do nosso rei D. Afonso Henriques - no fim de uma batalha o exército vencedor tinha direito ao saque sobre os vencidos.
(Saque - s. m. : acto de saquear. Roubo público legitimado).


Pois bem, após uma dessas batalhas, ganha pelo 1º Rei de Portugal, o seu corneteiro lá tocou para dar "início ao saque" a que as tropas tinham direito e que só terminaria quando o mesmo corneteiro desse o toque para pôr “fim ao saque”.

Mas, fruto de alguma maleita ou ferimento, o dito corneteiro finou-se, antes de conseguir tocar o "fim ao saque".

E, até hoje, ninguém voltou a tocar, anunciando o fim do saque.
Afinal a culpa é mesmo do corneteiro!...
Não haverá por aí alguém que conheça o toque ?

Nunca vi tanto saque, do 25 de Abril para cá. Até lá, só Alves dos Reis!
Agora ... é fartar vilanagem!

25 de setembro de 2012

Louseira de Canelas - Um museu ... de amor!

Fruto da carolice dum jovem casal, Manuel Valério e Lígia Figueiredo, nasceu há poucos anos, em Canelas, perto de Arouca, um pequeno museu, com a particularidade de nele se encontrarem expostos os maiores fósseis de trilobites conhecidas do homem. Em nenhuma outra parte do mundo se encontram fósseis desta espécie, com tais dimensões, sendo que o tamanho normal duma trilobite é de dois a dez centímetros e os ali expostos são bem maiores, indo até aos oitenta centímetros.



Algures em Portugal, na Serra da Freita.


Uma visita a não perder



A trilobite é um animal marinho, que viveu há quinhentos milhões de anos. Naquela época, Canelas e consequentemente o que é hoje Portugal, situava-se no Polo Sul. 
O choque das massas continentais, elevando-se aos céus, fez com que aquilo que já foi o fundo do mar, seja hoje o cume duma montanha, qual pináculo de catedral, tão sobejamente já conhecido de todos os que sabem como se formaram os fósseis.


À esquerda, o proprietário Manuel Valério e à direita, os simpáticos amigos, Vitor e Maria José, que, a mim e a um grupo de amigos comuns, serviram de anfitriões e cicerones, em terras da Rainha Santa Mafalda.

16 de setembro de 2012

Parfois - Às vezes!

Parfois - a vida reserva-nos esta surpresa!
Parfois - o mundo esquece-se de nós!
Parfois - é o abrigo de quem sabe que o futuro não é já ali.
Parfois - (às vezes) é o nome deste blogue que se revê na miséria humana.


7 de setembro de 2012

Contagiante


Há muitos anos escutei uma "estória" mais ou menos assim:

- Um dia um homem ia a passar junto a um precipício e reparou que um outro homem se preparava para se atirar para o abismo. Com todo o cuidado começou a falar com ele até que se lhe conseguiu aproximar. Quando já estava junto a ele, começou a implorar-lhe para não cometer tal acto, porque nenhuma razão do mundo era suficientemente grave para se suicidar. O potencial suicida, olhou-o nos olhos e disse-lhe:
- Em dois minutos vou-lhe dizer o motivo pelo qual me vou atirar no abismo!
Passados dois minutos, ambos deram a mão e saltaram juntos.

A par da alegria, o desespero é contagiante!

Aprendi um dia que serei sempre um homem de sorte, enquanto houver alguém pior do que eu, pois ainda pertenço ao lote dos que acham que, neste mundo, vale sempre a pena acreditar, mas ...
às vezes - também é preciso fazer por isso.
A minha solidariedade para todos os já contagiados pelo desespero.  

Nem a foto nem o texto, devem induzir alguém em erro, quanto ao meu estado de espírito, que felizmente e como sempre, continua ainda ... bem!



4 de setembro de 2012

Hulk - milhões

O Zenit não tem capacidade nem gente no futebol, capaz de nos levar o Hulk! Ou "batem" 100 milhões ou não há negócio!

Palavras de Pinto da Costa, dois dias antes de vender o jogador... ao Zenit.

Foram sessenta milhões, que afinal são quarenta milhões.
Todos nós temos dias menos felizes em frases proferidas, mas os lucros e prejuízos exorbitantes deste negócio que é o futebol, tudo permitem.
O que é menos elegante não é o facto do preço ter baixado, mas sim a forma como se referiu ao clube russo.


Às vezes - o peixe morre pela boca!
São todos iguais!

31 de agosto de 2012

Rever os Zés


Estava eu a pensar com quem iria almoçar hoje, já que não gosto de o fazer sozinho e eis que o Zé Romano aceita o meu convite.
Enquanto o esperava passei um fugaz olhar pela net e fico a saber que o fantástico Zé do Cão se despediu hoje dos blogues.
Posto isto, o almoço que deveria ser a dois, tinha todas as condições para passar a três e após um apitadela para o Zezito ei-lo a dizer PRESENTE.
Assim sendo, nada como uma sardinhada para rever velhos amigos


Zé do Cão e Zé Romano, acompanhado pelo seu inseparável neto Gonçalo 


Até breve amigos


E só sobrou isto, já para não falar no vinho cujo nome (vinha dos velhos) condiz com os convivas.

25 de agosto de 2012

Signo - Joaquim



Eu não acredito muito em bruxas(???) mas - às vezes até acertam!

17 de agosto de 2012

Às vezes - férias!



Daqui, onde o olhar se espraia até terras de Espanha, fervilham os sentidos no refúgio duma sesta escondida dos calores que brotam duma terra ardente.  A vista é igual, quer à esquerda quer à direita. 
Devo confessar que não sou muito apreciador destes espaços tão despidos de tudo, mas o chamamento às origens está enraizado em mim, desde tempos imemoriais. 


Bem sei que  os colestróis não se compadecem destes prazeres terrenos, mas nenhum mortal resiste a tal sorte.
Dos queijos já não falo nem os mostro, sob pena dos seus odores incomodarem os que não saberão nunca apreciar uma dádiva da natureza. Basta-me devorá-los sem preocupar com a sua origem. 
Algures na Beira Baixa, com zebras e orcas de atalaia.

8 de agosto de 2012

Raul Solnado - três anos depois!



Nem me dei conta que já passaram três anos.
Sem as tuas "estórias"! Sem os nossos almoços! Sem as nossas sardinhas!
Passaram três anos, mas não te esqueci, porque tu és inesquecivel. Aliás, ninguém te esquece.
Os que tiveram a felicidade de privar contigo, sabem que assim é! Os que não a tiveram, também o sabem.
Hoje lamento não termos aprofundado as tuas crenças, as tuas visões, as tuas dúvidas, mas lá onde estiveres, tê-las-ás já dissipado, sabendo que essa é uma das lacunas de qualquer mortal.
- Está lá? É da guerra?
Sim Raul, é da guerra! A minha! Não mais a tua, que essa já findou!
Dorme em paz, amigo! 

28 de julho de 2012

Acordo ortográfico - o "meu" mal amado!




Às vezes – o mundo entra em convulsão, mas eu também.
Agora que abri o último terço da vida não tenho mais paciência para acordos ortográficos e quejandos. Bem sei que a escrita, desde a cuneiforme até à dos dias de hoje, tem sofrido alterações constantes, o que é perfeitamente aceitável, atendendo aos ajustamentos que os tempos sempre implicam.
No entanto, se atendermos a que não há explicações para um ror de palavras mutantes e ainda para aquelas que perderam o hífen e as que o mantêm, para aquelas que perderam o C e deixaram de fazer sentido, confundindo-se com outras expressões e até lhe alterando o significado, já para não falar da baralhação que tal provoca aos meus sentidos e ainda da malta nova, que escreve tudo abreviado e com “kapas”.   Estou também a lembrar-me de alguém, do Norte, que um dia me disse: - já nem te “bêijo” - e eu ficava sem saber se já não me beijava ou se já não me via. É que, de fato, eu já não me vejo, de facto.
 Prefiro continuar na ignorância do acordo e ter  certeza que, esporadicamente, poderei dar uma calinada quando menos espero,  do que viver nesta incerteza de palavras que não se enquadram nos vocábulos aprendidos na escola primária e sucedâneas. Se me dedicasse agora à alteração e compreensão dos novos ditos, tê-los-ia minimamente aprendido, quando já estivesse com os pés para a cova, o que me daria a sensação de haver andado a desperdiçar o tempo que me faltava, em aprendizagens que não desejei e me senti obrigado.  Maldito acordo, logo agora que meu deu um ataque de voragem literária.
Sei bem que a inovação é precisa mas, francamente quando  penso que Egipto perdeu o P e até já se dizia Egito, e agora não encontro explicação para o nome a aplicar a um natural do Egipto, fico completamente obnóxio e balançam-me os neurónios entre EGÍCIO ou EGIPCIO. Não me estou a imaginar rotular a minha querida Nefertiti, de egícia em vez de egípcia.
Posso parecer etrusco, antiquado, ou lá o quiserem, mas ... sei que não vou por aí
Mudam-se os tempos, mas podem não mudar-se as vontades. 
É apenas a minha opinião, nada mais que isso!
Lol, lol, lol ???

22 de julho de 2012

Sem ti - MÃE!

No já distante ano de 1952, um ano depois de eu nascer, eras assim. Lembras-te?

A terra vã que te acolhe no seu regaço, dorme já sobre a mágoa que não pensei. Os anos correm mais rápido e os dias escorrem-me das mãos, em direcção a ti. Percorro as ruas da memória com a mesma alegria que me incutiste e reergo o canóculo da saudade, focando o distante nascente das nossas vidas. Perco-me na rua das palavras que te disse, nas horas que te não vi, nos beijos que desejei. Povoam-me, o imaginário que me legaste, a rebatinha dos dias férteis, as velhas de roupa preta, os putos esmoncados, o gajato no fundo da escada, o enlevo da mãe-madrinha, os serões da aldeia, quiçá da montanha. Depois vinha o regato do pinhal, os girinos cabeçudos, único peixe vivo que conhecia, e lá no fundo ouvia sempre o teu chamamento, qual lancinante grito que projectavas para os ares, em busca de mim. 
Hoje, sou eu quem te chama e te não encontra, no entorpecimento mental que este dia me costuma trazer. 
Fica-me o quamanho orgulho de te ter tido por matriarca, qual confidente dos meus pecados, das minhas paixões, das minhas loucuras, dos meus desaires, das minhas vitórias.
Espera-me um dia, no alvo fastígio do inimaginável, sabendo que te reencontrarei e te voltarei a cobrir de ósculos e abraços, que nem o infinito desenlaçará.
Perdoa-me o apóstata que às vezes sou! Deixa-me dizer-te o que um homem já não diz! Deixa-me sonhar e imaginar-te aqui!
Hoje dir-te-ia que, oitenta e oito anos era uma idade linda!
Dir-te-ia, mas não posso!
Parabéns, mãe!




14 de julho de 2012

Carta



Um pai entrou no quarto da sua filha e encontrou uma carta sobre a cama que dizia o seguinte:


Queridos pais:

Com muita pena vos digo que fugi com o meu noivo, encontrei o amor da minha vida. 
Estou absolutamente fascinada com os seus piercings, cicatrizes e tatuagens.
Mas não é só, estou grávida de gémeos. Aprendi também que a marijuana e a cocaína não fazem mal a ninguém.
Só rezo para que a ciência encontre a cura da sida, o Joaquim merece.
Não se preocupem com o dinheiro, o Joaquim conseguiu que eu entrasse em filmes com outros amigos, posso ganhar 50,00 € hora, se for com mais de três homens são 200,00 € e se entrar o pastor alemão do Joaquim são 300,00 €.
Não te preocupes mãe. Já tenho 15 anos e sei cuidar de mim mesma.
Com muito carinho, a vossa querida filha.

P.S: Pai, é uma brincadeira, estou a ver televisão na casa da vizinha, só queria mostra-te que há coisas piores na vida que as minhas notas.






Resposta do pai:


Querida filha,

Dei a carta a ler à tua mãe, teve um AVC e foi internada de urgência, está entre a vida e a morte.
Por causa disso e a conselho dos advogados foste retirada do testamento.
Todas as coisas do teu quarto foram doadas e também mudámos a fechadura da nossa casa.
Não tentes fazer pagamentos por Multibanco, porque a conta foi cancelada.
Demos baixa do teu telemóvel e demos também a tua colecção de CDs ao anormal do 5º andar.
Podes começar a pensar em trabalhar, com a tua idade e com esse corpinho estou certo que trabalho não vai faltar, apesar da concorrência.
Enfim, espero que sejas muito feliz na tua nova vida.

Do teu pai


P.S: Filha querida, claro que é tudo uma brincadeira, a tua mãe está aqui a ver a novela.
Só queríamos mostrar-te que há coisas bem piores que passares as próximas 3 semanas sem sair de casa, sem ir à Internet e sem ver televisão por causa das tuas notas, e da tua brincadeira de merda.