16 de junho de 2011

Júlio César - uma vida de sucesso!

Parabéns amigo!
Os aniversários são para comemorar com os amigos e um dia é um dia, um ano é um ano.
Aqui quase poderia colocar a tua biografia, mas deixo um perfume no ar.
Parabéns Júlio!


11 de junho de 2011

Arriverdeci!



Adoro a montanha, mas uma prainha de tempos a tempos também não calha nada mal.


Atendendo a isso e ao menino velho que sou, aqui deixo uma recordação de duas coisas que gosto imenso - areia e ... mar!

De lá, das entranhas do Etna e das areias vulcânicas, mandarei notícias.

Arriverdeci!!!

6 de junho de 2011

Mulher - um enigma!

Mulher - esse enigma, que admiro mas não entendo!


30 de maio de 2011

Só por amor!

Sei bem que estava na fase madura da minha vida e não sendo ainda condor também não era propriamente ave de rapina, mas ...


Talvez tocado por Afrodite, trilhei sempre caminhos plenos de paixão, ora a dar, ora a receber. E se bem que os meus olhos apenas vissem o paraíso onde reinava essa coisa maravilhosa chamada mulher, não conseguia evitar que algumas pessoas (homens e mulheres) se fossem atravessando, tentando a sua sorte.

Foi neste contexto que certo dia, um rapazola que diariamente se debruçava á janela do primeiro andar onde morava e quase diariamente tentava acertar-me com o fulminante do seu olhar sem nunca me atingir nem sequer de raspão.

Habituado que estou, desde sempre, a tudo fazer para colmatar as necessidades de não importa quem, eis que um dia este jovem (ele teria vinte e poucos anos e eu quase quarenta) entra no meu escritório e delicadamente pediu-me se eu não me importava de lhe preencher, à maquina ou em computador, um envelope que ele pretendia enviar para uma Sexshop na Holanda.

Meio embaraçado com semelhante pedido, acedi.

Fui ao computador, escrevi o remetente e o endereço, mandei imprimir e eis que o envelope fica prontinho. Entreguei-lho e verifico que ele fica a olhar para o envelope sem nada dizer. Pergunto-lhe se está tudo bem e finalmente arranja coragem para me dizer:

- É mesmo isto que eu quero, mas se não se importa preencha-me outro e escreva o endereço um pouco mais à direita.

Perplexo com o pedido e sorrindo para dentro, fui ao computador, empurrei o texto mais para a direita e imprimi outro envelope, que lhe voltei a entregar.

Olha para o envelope, fica a olhar para mim e com gestos e linguagem próprio de quem prefere os homens em detrimento das mulheres, quase implora.

- Ai meu senhor, está óptimo mas se não o incomodasse muito pedia-lhe para puxar o endereço mais para cima.

Perante isto e a transbordar de apetência evangelista, fiquei danadinho para ver até onde é que iriam os seus pedidos. Lá fui preenchendo envelope atrás de envelope, já que havia sempre algo que não estava a seu contento, até que ao sétimo dia, aliás envelope, o seu sorriso se abriu.

- Que maravilha! Agora está excelente! Por favor, diga-me quanto lhe devo?

Com alguma pena por não poder testar até onde iria a minha paciência, respondi-lhe:

- Não deve absolutamente nada!

Surpreso com a minha benevolência, insiste:

- O senhor teve um trabalhão e não me leva nada porquê!

Quase sem pensar, a minha veia diplomática iluminou-me e respondi:

- Porque há coisas que eu só faço ... por amor!


Ainda hoje o vejo regularmente mas julgo já não estar por mim apaixonado!



27 de maio de 2011

Adieu - mon vieux Jacques

Havia algo de semelhante nas nossas vidas. Havia ainda muitos repastos para saborear e muitas estórias para contar. Havia um amigo, que já não há.
Adeus amigo! Adieu mon vieux Jacques!

À bientôt!

23 de maio de 2011

Às vezes - obrigado amigo(a)s!

Na passagem do meu sexagésimo aniversário recebi centenas de manifestações de carinho, sob todas as formas de contacto, que desde já agradeço.
A todo(a)s o meu obrigado e podem contar sempre com a minha amizade.

Dessas manifestações não posso deixar de realçar a prenda que me foi oferecida por estas minhas quatro lindas amigas.
Copiaram do meu blog desde o seu início em Fevereiro de 2007, setecentos e vinte posts e transformaram-no neste caderno/livro.
Muito mais que uma simples prenda, é acima de tudo algo que eu já tinha imaginado, sem no entanto ter arranjado coragem para tal.
À Antonia, à Alice, à Beta e à Carla o meu sentido agradecimento.

Passo a transcrever a mensagem que escreveram na capa do caderno


Na passagem das horas, dos dias, dos anos …
No virar das páginas da vida
Trazes dentro do coração
Os lugares onde estiveste e viveste
As janelas que abriste e miraste
Os cheiros e as sonoridades

Os rostos, os sorrisos e as lágrimas
Os gestos, os sentimentos, as sensações
Tudo isso e tanto

E no entanto tão pouco para descrever a pessoa …
Haverá sempre mais um minuto, mais uma experiência
Mas o mesmo Kim de sempre
Mais experiente, mais calejado, com mais tempo para dar …
Mas sempre a mesma face sorridente e modo afável
Criativo e atento ao mundo
E sempre de braços abertos para os seus amigos

Das meninas, Antónia, Carla, Alice e Beta, para o melhor Boss do mundo
Com muita amizade - Parabéns!

20 de maio de 2011

Às vezes - volto a nascer!

Foi há muito!
... e hoje é o primeiro dia do resto da minha vida!
Nem sei como se pode agradecer a quem me colocou neste mundo mas devo-lhe o sorriso que os meus olhos sempre tiveram.
Tem sido uma vida díficil e nem sei se tenho culpa de ter vivido, pecado, amado ... perdidamente!
Serge Regianni cantou um dia:
- Bebo às mulheres que não amei, aos filhos que não tive e a ti que me quiseste bem!
A quem amei, a quem amo, aos meus filhos, aos meus amigos, deixo o grito dum homem feliz. Muito!
Às vezes - sinto-me diferente! Nas virtudes e ... nos defeitos!



Sabendo da minha tristeza por um um ano desportivo menos bem conseguido e não ignorando que não há mal que sempre dure, dois amigos (jogadores internacionais do meu Benfica - Futsal e da Seleção do Brasil) visitaram-me para me dizer que o amanhã é já a seguir e uma nova vida renasce todos os dias.

César Paulo, Diego Sol e uma prenda antecipada para mim - a camisola do jogo que o sagrou campeão europeu ao serviço do Benfica.



Obrigado César pelo peso que tem esta "camiseta" com tu dizes. Não é todos os dias que se é campeão europeu nem todos os dias se oferece a recordação que esse dia deixou.
O meu filhote Luís, agradece.


Faltam-me apenas amigos no des(Porto), para me dar bem com ... Deus e o Diabo!

17 de maio de 2011

Vota - apesar dos filhos ...!



Alguém teve a brilhante ideia de dizer o que muitos pensam e ... fazem!

11 de maio de 2011

A Feira do Livro - e eu!

Findara o dia. Igual ao de ontem, do mês passado, de há muitos anos.
O 746 levava-me directamente ao Parque Eduardo VII e não hesitei um segundo em nele entrar e ir até à Feira do Livro.
Às vezes, sabe-me bem deixar de lado as mordomias e o conforto burguês a que nos vamos habituando, usando a nossa carripana para tudo e para nada. Quando a isso não sou obrigado, é-me grato entrar num qualquer autocarro e sair onde me apetecer. Assim fiz desta vez, só que havia a diferença dum destino traçado.
No autocarro entretive-me a ler os
rostos dos velhos que iam entrando. À esquerda, à direita e quase colados no meu olhar, ei-los a desfilar me na mente, imaginando a beleza que outrora cada rosto daqueles terá encerrado. É estranho que os problemas da vida me deixem ainda tempo para reflectir sobre uma realidade, já tão próxima da que à minha frente galopa. Mais estranho ainda é que consegui também saltitar nas suas vidas e nos seus problemas.
Provavelmente não terei acertado. Certamente constatei uma realidade. Passamos ao lado uns dos outros sem que o ego se transporte para a margem oposta.
O rei está na barriga e eu já começo a ter alguma. Que pena!
Quando não tiver para onde olhar, restam-me “os amigos” que adquiri, à espera que o impulso os devore.

Às vezes - eu e todas as espécies de feiras, falamos a mesma linguagem!



9 de maio de 2011

Saramago - a tela da cumplicidade!

Em tempos ... não gostava de Saramago-homem (e não gosto muito, ainda).


Depois, os amigos presentearam-me com ... coisas várias.


Explicações sobre a sua pessoa, livros e alguns debates sobre o tema, aliviaram os meus temores, sem no entanto os dissipar.


Saltar do homem ao escritor, foi um pulinho e instalei-me na imensidão dum cérebro congeminador de sonhos e pecados, ciente que entre o divino e o pagão a diferença não existe.


A marcar tal ironia, um amigo de longa data ofertou-me esta tela que marcará o princípio do arrependimento. Não é díficil adivinhar quem foi o ofertante!


Um beijinho à mãe dele, D.Irene (passam agora cinco anos de saudade)


José Saramago

5 de maio de 2011

Raul Solnado - Obrigado e Muito Obrigado

Tenho saudades de ti, amigo!

Obrigado e muito obrigado!

Desculpa lá o "descurso" da legenda, mas não fui eu que escrevi isso.










29 de abril de 2011

Granizo no meu reino!



... e à minha porta foi assim!!!


E isto não foi nada, comparado com o que se passou aqui à volta.




Por cá como por todo o mundo, o planeta está a queixar-se das maldades que o homem lhe faz.











27 de abril de 2011

Parabéns pai!

Não pai, tu não completas hoje noventa anos. Apenas atingiste um estado mais adiantado da vida. A que nem sei se viveste. A que te passou ao lado como se mais nada houvera. A que te fez temer o futuro que é hoje o teu presente. A que foi tua afinal.


Fico a pensar no resto dos mimos que te diria, se não tivesses hoje olhos de quem não existe. E escolho recordar-te na fogosidade da vida, já que na outra te não quero ver. Sim, que pai meu não é homem de pantominices e o filho não lhe segue as pisadas.


Como eu gostaria de ter sido um pai como tu! Tão presente! Tão amigo! Tão quase sem defeitos!


Pai, perfeito escopo da decência, obrigado por teres feito de mim um homem feliz!


1921 - já foi há muito!

25 de abril de 2011

25 de Abril - o meu!

Há muitos, muitos anos, Abril nasceu!
Quis o destino que eu estivesse fadado para participar da loucura que foi este Abril, o Maio imediato e todas as esperanças que se seguiram.

A minha aventura da estranja ficara para trás e os cabelos longos deram lugar à imagem que obriga um homem a ser soldado.

Bem distante, lá longe, milhares de jovens como eu, trocavam a vida por uma quimera.

Por cá, na manhã da esperança e depois das incertezas para onde me empurraram, um jipe, dois soldados e três jornas de multidões, remeteram-me para os anais dos heróis acidentais onde o click das máquinas fotográficas substituiu o som da metralha, registando para a posteridade a memória curta que os homens costumam ter. E eu que nada fizera para que aquela madrugada acontecesse, ali estava bajulado por um povo que me oferecia cravos vermelhos e rodos de gratidão. Com a camisa do meu pai também eu era um homem.

Seis meses depois e cumpridos quase três anos, quando já muitos confundiam Abril e Liberdade, manda-me o Exército arrumar a farda e despertar para a realidade que estava a chegar.

Seguiram-se a glória de mandar e a vã cobiça, contrárias ao sonho que acordou Abril e a negra noite adormeceu.

Depois de Abril, também injustiças mil, tão longe das justiças que Abril abriu!

Que perto estive da felicidade!

21 de abril de 2011

AMOR

Do blogue do meu filho Bruno www.b-solonely.blogspot.com transcrevo o seu último post.


Sem interrogações! Sem rigor! Escrito apenas com o coração! Talvez um Requiem ao seu avô, meu pai, já quase ausente, no resto dos dias da sua vida.



Entrou de mansinho. Alguém perguntou:

- Por onde andaste

Sei lá, por aí, respondeu mudo. Percorreu o corredor escuro até ao fundo arrastando os pés. O cheiro dos Jarros era intenso. Sujo e empoeirado chegou-se à cama e descalçou as botas que foi poisar junto à janela. Abriu uma fresta e abeirou-se para logo sentir o ar encher-lhe os pulmões. Respirou fundo.

- Feche a janela e venha deitar-se

Ouviu e calou. Anuiu, voltou. Os fazedores-de-camas ditavam as ordens por ali. Sentou-se, desta vez na cadeira. Cruzou a perna e descalçou a meia. Descruzou e cruzou a outra para fazer o mesmo. Lembrava-se pouco do último dia. Doíam-lhe os pés mas não se queixou. Doíam-lhe as costas e os braços e as pernas e as mãos e a alma. Doíam-lhe as unhas e os cabelos e as pestanas e o umbigo. Não estava farto mas estava pronto. E depois. Deitou-se vestido.

- Saia daí, não ouviu o que lhe disse





Os fazedores-de-camas vestidos de branco uivavam na noite invernosa. Lembrava-se da terra. Da neve, do frio, do dia em que foi buscar o pai ao quarto da cama morna que ficava por cima da tasca. Melhor, do dia em que o foi buscar ao prostíbulo.

- Vai lá buscar o teu pai, Joaquim

(contou-me ele um dia ao almoço)

Não tinha ainda nove anos, quando a vereda acabou e a tasca dos contrabandistas se assomou à sua frente, o pecado morava ali. Sabia lá ele o que era o pecado.

- Que estás aqui a fazer Joaquim, víspa-te, já cavaste a horta

Abalou a correr. As lágrimas corriam-lhe rosto abaixo, os joelhos tremiam e os pés nem tocavam o chão enquanto adejava carreiro acima perseguido pela imagem do pai e da mulher nua no leito quente. Seria aquilo o pecado.

(também ao almoço, as lágrimas)

- Já chega avô, um dia contas-me o resto

A cama branca voava pelo quarto, o tecto, as paredes, o chão, a luz. Outra vez se levantou. A cabeça zaruca. Quem é isto. Estranha sensação de cá estar sem estar cá.

- Ó homem, onde vai

Quis falar, pareceu-lhe, mas estavam uns gajos de sentinela à porta do cérebro que não o deixavam passar.

- Ficas aí.

Ordenaram-lhe.

Obedeceu. Mudo ficou. A alcateia dos fazedores-de-camas brancas, de branco vestidos e uns tipos esquisitos que gesticulavam à sua frente e faziam barulho davam vontade de rir. Quem é isto. Riu-se e os tipos à sua frente gostaram e riram-se também. Pareciam parvos e queria ir-se a eles com ganas mas os gajos à porta do cérebro eram mais fortes e ele há muito que perdera a verdura. Nada a fazer. Ficou-se. Deixou-se escorregar cadeira abaixo.

(ainda não tinha dito que voltara a sentar-se na cadeira)

Sentiu algo no seu colo. Um par de olhos com um corpo tenro atrás que nele se aninhava e o fitava com curiosidade. – Quem é isto. Sorriu, pois bem lhe pareceu e poisou a mão na perna tenra do corpo estranho. Os outros entretanto – os que pareciam parvos, mexiam as bocas freneticamente e ajeitavam-lhe o cabelo grisalho e os óculos que teimavam em escorregar nariz abaixo. Um deles entretinha-se a atafulhar-lhe a boca com uma vianda esquisita que trazia numa gamela rançosa.

- Coma meu pai, coma

Dava duas voltas àquilo e engolia com rapidez.

- Deixem-me estar

Murmurou, aproveitando o momento do render da guarda das sentinelas à porta do cérebro – “ Santo-e-senha”.
Tentou levantar-se, em vão.

- Esteja quieto que ainda não está na hora

Uivou um lobo fazedor-de-camas do outro lado do quarto. O que é que os lobos sabiam. O mesmo que os outros. Nada. Ganhavam à jorna e saíam cedo. Isto do tempo tem muito que se lhe diga. Esperou pacientemente que a visita acabasse. Que guardassem as marmitas da lavadura nas alcovas. Se ao menos uma sopita de beldroega.
Foram-se. Os que vieram e os que não.
Estava pronto. Ia finalmente sonhar. Arrastou-se até à cama.

- Onde vai homem

A loba ajeitou-lhe os lençóis.
Ele fechou os olhos e sorriu.

- Em que pensas avô

- Ai, no meu amor


(para o meu avô Joaquim)

18 de abril de 2011

Socialismo - Explicação reacionária (?)


EXPLICAÇÃO ANTIGA *Uma experiência socialista ... em 1931.


Isto está claro como a água e sempre actual ...


Um professor de economia da universidade Texas Tech disse que raramente chumbava um aluno, mas tinha, uma vez, chumbado uma turma inteira. Esta turma em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e "justo".

O professor então disse:

- Ok, vamos fazer uma experiência socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas dos exames." Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma e, portanto seriam "justas". Isto quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém chumbaria. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia 20 valores... Logo que a média dos primeiros exames foi calculada, todos receberam 12 valores. Quem estudou com dedicação ficou indignado, pois achou que merecia mais, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado!


Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que também eles se deviam aproveitar da média das notas.· Portanto, agindo contra os seus principios, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos.

· O resultado, a segunda média dos testes foi 10. Ninguém gostou.


Depois do terceiro teste, a média geral foi um 5. As notas nunca mais voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, procura de culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela turma. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações,inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No fim de contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar os outros. Portanto, todos os alunos chumbaram...


Para sua total surpresa. O professor explicou que a experiência socialista tinha falhado porque ela era baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi o seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado.

"Quando a recompensa é grande", disse, o professor, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não lutaram por elas, então o fracasso é inevitável. O pensamento abaixo foi escrito em 1931.


É impossível levar o pobre à prosperidade através de leis que punem os ricos pela sua prosperidade. Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa tem de trabalhar recebendo menos. O governo só pode dar a alguém aquilo que tira de outro alguém. Quando metade da população descobre de que não precisa de trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.


É impossível multiplicar riqueza dividindo-a. Adrian Rogers, 1931

14 de abril de 2011

FMI - Desta água não beberei?

E o inteligente do Marcelo Rebelo de Sousa a dizer, ontem à noite, que Portugal foi governado, nestes dias, pela banca. Esqueceu-se foi de, também, atribuir a estes inocentes, os louros dos atrasos e da estratégia do Sócrates que, pelo vistos, era a deles! Cronologia interessante: Fernando Ulrich (BPI) 29 Outubro - "Entrada do FMI em Portugal representa perda de credibilidade" 26 Janeiro - "Portugal não precisa do FMI" 31 Março - "por que é que Portugal não recorreu há mais tempo ao FMI" Santos Ferreira (MBCP) 12 Janeiro - "Portugal deve evitar o FMI" 2 Fevereiro - "Portugal deve fazer tudo para evitar recorrer ao FMI" 4 Abril - "Ajuda externa é urgente e deve pedir-se já" Ricardo Salgado (BES) 25 Janeiro - "não recomendo o FMI para Portugal" 29 Março - "Portugal pode evitar o FMI" 5 Abril - "é urgente pedir apoio .. já" Sem palavras!

11 de abril de 2011

Retábulo - Adeus mundo cruel!

Não terá sido este o mote que levou o meu filhote Bruno a inspirar-se em querubins para a feitura do seu último quadro, mas terá certamente alguma conotação com a irreverência dos seus trinta e oito anos e a sonegação dum tempo de paz. Sei apenas que lhe chamou RETÁBULO. óleo e acrílico em madeira/tela 3,00 x 1,20 m

8 de abril de 2011

Às vezes - um abraço


Bem vindo filhote!

Às vezes - esqueço as palavras e saboreio um amor ausente.

Às vezes - quero abusar dos abraços que a distância rouba.

Bem vindo Bruno!

6 de abril de 2011

Planeamento estratégico

No confessionário, chega o pequenito (mas nosso velho conhecido) Joãozinho que confessa:
- Senhor Padre, eu pequei. Fui seduzido por uma mulher casada que se diz séria.

- És tu, Joãozinho?

- Sou, Sr. Padre, sou eu.

- E com quem estiveste tu?

- Padre, eu já disse o meu pecado... Ela que confesse o dela.

- Olha, mais cedo ou mais tarde eu vou saber, assim é melhor que me digas agora...! Foi a Isabel da farmácia?

- Os meus lábios estão selados - disse Joãozinho.

- Então, foi a Maria do quiosque?

- Por mim, jamais o saberá...

- Ah! Ou não terá sido a Maria José florista?

- Não direi nunca!!!

- Já sei, só pode ter sido a Manuela da tabacaria!

- Senhor Padre, não insista!!!

- Vamos lá acabar com isto! Foi a Catarina da pastelaria, não foi?

- Senhor Padre, isto não faz sentido. O Padre rói as unhas desesperado e diz-lhe então:

- És um cabeça dura, Joãozinho, mas no fundo do coração admiro a tua reserva. Vai então rezar vinte Pais-Nossos e dez Avé-Marias.... Vai com Deus, meu filho...

Joãozinho sai do confessionário e vai para os bancos da igreja. O seu amigo Manecas desliza para junto dele e sussurra-lhe:

- E então? Conseguiste a Lista?

- Consegui. Já aqui temos o nome das mulheres casadas que "dão baldas"!!

Moral da História:

O PLANEAMENTO ESTRATÉGICO COMEÇA COM A ANÁLISE DO MERCADO.

3 de abril de 2011

Paixão automóvel

Sabe-se que uma das ambições do homem é partir desta para melhor, de preferência nas asas do que mais gozo lhe der. Assim aconteceu, aqui. Uns vivem a 100 à hora e morrem parados, outros vivem parados e morrem a 100 à hora.

É assim, morrer de amor, com os cabelos ao vento!

Do ribombo da viagem para o infinito, até à loucura da eternidade
Vai uma voltinha?

31 de março de 2011

Ramalho Eanes - um ser decente!

Apesar de nele ter votado, por Ramalho Eanes não nutri nunca grande simpatia, talvez devido à sua esfíngica figura. Mas ... depois de muita coisa dele ter lido e ouvido, mudei de opinião. Assim fossem todos os presidentes!
Passo a transcrever um texto do jornalista Fernando da Costa.

Quando cumpria o seu segundo mandato, Ramalho Eanes viu ser-lhe apresentada pelo Governo uma lei especialmente congeminada contra si. TempoLivre OUT 2008

O texto impedia que o vencimento do Chefe do Estado fosse «acumulado com quaisquer pensões de reforma ou de sobrevivência» públicas que viesse a receber. Sem hesitar, o visado promulgou-o, impedindo-se de auferir a aposentação de militar para a qual descontara durante toda a carreira. O desconforto de tamanha injustiça levou-o, mais tarde, a entregar o caso aos tribunais que, há pouco, se pronunciaram a seu favor. Como consequência, foram-lhe disponibilizadas as importâncias não pagas durante catorze anos, com retroactivos, num total de um milhão e trezentos mil euros. Sem de novo hesitar, o beneficiado decidiu, porém, prescindir do benefício, que o não era pois tratava-se do cumprimento de direitos escamoteados - e não aceitou o dinheiro. Num país dobrado à pedincha, ao suborno, à corrupção, ao embuste, à traficância, à ganância, Ramalho Eanes ergueu-se e, altivo, desferiu uma esplendorosa bofetada de luva branca no videirismo, no arranjismo que o imergem, nos imergem por todos os lados. As pessoas de bem logo o olharam empolgadas: o seu gesto era-lhes uma luz de conforto, de ânimo em altura de extrema pungência cívica, de dolorosíssimo abandono social. Antes dele só Natália Correia havia tido comportamento afim, quando se negou a subscrever um pedido de pensão por mérito intelectual que a secretaria da Cultura (sob a responsabilidade de Pedro Santana Lopes) acordara, ante a difícil situação económica da escritora, atribuir-lhe. «Não, não peço. Se o Estado português entender que a mereço», justificar-se-ia, «agradeço-a e aceito-a. Mas pedi-la, não. Nunca!» O silêncio caído sobre o gesto de Eanes (deveria, pelo seu simbolismo, ter aberto telejornais e primeiras páginas de periódicos) explica-se pela nossa recalcada má consciência que não suporta, de tão hipócrita, o espelho de semelhantes comportamentos. “A política tem de ser feita respeitando uma moral, a moral da responsabilidade e, se possível, a moral da convicção”, dirá. Torna-se indispensável “preservar alguns dos valores de outrora, das utopias de outrora”. Quem o conhece não se surpreende com a sua decisão, pois as questões da honra, da integridade, foram-lhe sempre inamovíveis. Por elas, solitário e inteiro, se empenha, se joga, se acrescenta - acrescentando os outros. “Senti a marginalização e tentei viver”, confidenciará, “fora dela. Reagi como tímido, liderando”. O acto do antigo Presidente («cujo carácter e probidade sobrelevam a calamidade moral que por aí se tornou comum», como escreveu numa das suas notáveis crónicas Baptista-Bastos) ganha repercussões salvíficas da nossa corrompida, pervertida ética. Com a sua atitude, Eanes (que recusara já o bastão de Marechal) preservou um nível de dignidade decisivo para continuarmos a respeitar-nos, a acreditar-nos - condição imprescindível ao futuro dos que persistem em ser decentes.


Às vezes - a gente engana-se!

29 de março de 2011

Cão - a quanto obrigas

Claro que este maravilhoso animal não obriga a nada. E não obriga porque faz parte do bom senso de que tem um animal de estimação e companhia, dar-lhe o tratamento que a sua dedicação e fidelidade merecem. É muito bonito, já para não dizer moderno, ter um cão e eu bem gostaria de ter um, não em apartamento mas sim em moradia. Até aí eu entendo. O que já não entendo é a facilidade com que se leva o animal à rua e aí se utilize a casa de banho pública, qual relva de jardim ou passeio, sem se puxar o autoclismo. Por outras palavras, sem se fazerem desaparecer os respectivos dejectos. Infelizmente há ainda muita gente que não se mune do imprescindível saquinho plástico, para que quem vier atrás não pise. É elementar e faz parte das boas regras de educação e respeito pelo próximo. Admiro imenso as pessoas que sacrificam o seu bem estar, às vezes ao frio e à chuva, para levaram o canídeo à rua, coisa que o meu egoísmo sempre negou. Certamente que alguns dos amigos que aqui me lêem são donos dum ou mais cães e terão opiniões diferentes mas estou certo que todos estarão de acordo quanto à impunidade que ainda existe quanto à praticabilidade deste acto cívico. Às vezes - se o cão é o melhor amigo do homem, já este não é o melhor amigo do cão.

26 de março de 2011

Eleições! - eu tive um sonho

(provavelmente um panfleto reacionário mas não menos realista, por culpa de quem?)
Hoje eu tive um sonho


Meio adormecido e entorpecido por vários anos de Gonçalvismo, Soarismo e Cavaquismo eis que, finalmente atado em saco roto, vislumbro nas estrelas de Luís Filipe Vieira, a oportunidade deste país poder resolver os seus problemas. E dou comigo a pensar! Então se "desde que vivemos em liberdade" a governação tem sido um desastre, por que razão não havemos de dar agora uma hipótese a novas correntes ideológicas? Estou a pensar no Bloco de Esquerda, que até poderia fazer uma parceria com os comunistas, se forem capazes de entender que aquilo que ambos pretendem quase em nada difere. Descobri que esta era a régua que iria nivelar todos os antecedentes. E veríamos então que, venha quem vier a governar o nosso destino, não faria melhor que os seus antecessores. É que, seja o coelho, o lobo, ou a raposa a governar, não vão fazer milagre algum. O país está no fundo e os compromissos assumidos com a CE têm de ser cumpridos. Não há volta a dar. E como é que isso se vai conseguir? A resposta para esta questão gostaria eu de ouvi-la, vê-la e senti-la agora, com os atrás mencionados no comando, sem empirismos ou balelas. Sei não estar a ser masoquista e também sei que o desfecho inevitável dum governo liderado pelo Bloco de Esquerdo ou pelo Partido Comunista iria deparar-se com os mesmos problemas. Aumentos inevitáveis, descontentamento popular e sabe-se lá mais o que pode advir de quem nunca governou e passou a vida a clamar (e eu agradeço) pela defesa dos desprotegidos. Com reagiriam os seus seguidores às medidas drásticas que inevitavelmente teriam de tomar? Não haveria aumentos? Baixavam os impostos? E os Sindicatos, sublevar-se-iam contra o seu patrão? Iriam reclamar e fazer greves contra quem? Contra os que os defendem? Redundaria em ilusão e fiasco a gestão dos defensores do povo? Para tantas perguntas, apenas uma resposta. Votar maciçamente no Bloco de Esquerda ou no PCP! E o que for soará.

Todos merecem uma oportunidade e todos têm direito a errar ... uma vez. Hoje eu tive um sonho ... e acordei!

23 de março de 2011

PEC - até onde?

Pec XXI - ano 2014 Alguém, perfeitamente lúcido, iluminado e premonitório, elaborou este boneco, simbolo da realidade que se aproxima. Sabendo que maus ventos soprarão para todos mas em especial para os menos afortunados, que afinal são a maioria, aqui clamo por uma réstia de esperança. Apenas uma certeza; quem vai pagar, serão sempre os mesmos. Há quem diga que não é preciso extremar situações, mas eu pergunto: - Não estamos já no extremo? - Claro que sim! No extremo ocidental da Europa!

20 de março de 2011

Parabéns XL - Momentos


Meu querido amigo!

Se uma imagem vale por mil palavras, aqui te deixo as que não direi.

Nem o tempo é curto nem a vida longa, sem amigos como tu.

Que os meus olhos te vejam por muitos anos e os meus ouvidos te oiçam levantar a voz, nas margens da injustiça.

Um grande abraço de parabéns!



17 de março de 2011

OUTRA GENTE

Era oriundo de famílias aristocráticas e descendente de flamengos.

O pai deixou de lhe pagar os estudos e deserdou-o.
Trabalhou, dando lições de inglês para poder continuar o curso.
Formou-se em Direito.
Foi advogado, professor, escritor, político e deputado.
Foi também vereador da Câmara Municipal de Lisboa.
Foi reitor da Universidade de Coimbra.
Foi Procurador-Geral da República.
Passou cinquenta anos da sua vida a defender uma sociedade mais justa.
Com 71 anos foi eleito Presidente da República.
Disse na tomada de posse: "Estou aqui para servir o país. Seria
incapaz de alguma vez me servir dele..."
Recusou viver no Palácio de Belém, tendo escolhido uma modesta casa
anexa a este.
Pagou a renda da residência oficial e todo mobiliário do seu bolso.
Recusou ajudas de custo, prescindiu do dinheiro para transportes, não
quis secretário, nem protocolo e nem sequer Conselho de Estado.
Foi aconselhado a comprar um automóvel para as deslocações, mas fez
questão de o pagar também do seu bolso.
Este SENHOR era Manuel de Arriaga e foi o primeiro Presidente da
República Portuguesa.

INDUBITAVELMENTE, OUTRA GENTE...

14 de março de 2011

Rex - Cão Bufo

Um rapaz vai para Lisboa estudar, mas já na metade do 1º semestre acaba o dinheiro que o pai lhe deu. Então ele tem uma ideia brilhante.

Telefona ao pai e sai com esta:

- Pai, não vais acreditar nas maravilhas da moderna educação na cidade. Pois não é que eles aqui têm um curso para ensinar os cães a falar?

O pai, um homem simplório, fica maravilhado:

- E como é que faço para que aceitem o Rex aqui de casa?
- É só mandá-lo para cá com 5.000 EUR que eu faço a matrícula.
E o pai, é claro, cai na conversa e segue a orientação do filho.

Passados mais alguns meses, o rapaz fica novamente liso e liga outra vez:

- E então, meu filho? Como vai o Rex?
- Fala pelos cotovelos, pai. Mas agora abriram um outro curso aqui, para os cães aprenderem a ler.
- Não brinques! E podemos matricular o Rex?
- Claro! Manda-me 10.000 EUR que eu trato de tudo!

E o velho, mais uma vez, manda o dinheiro.

O tempo vai passando, o final do ano vai chegando e o rapaz dá-se conta que vai ter que se explicar. O cão, é claro, não fala uma palavra, não lê porcaria nenhuma, enfim, continua exactamente como sempre.
Sem nenhuma consideração, solta o pobre bicho na rua e apanha o comboio de volta para casa.

A primeira pergunta do pai não podia ser outra:

- Onde está o Rex? Comprei uma revista sobre animais, para que ele leia.

- Pai, nem imaginas. Já tinha tudo pronto para voltar, quando vi o Rex no sofá, a ler o jornal, como fazia todas as manhãs. E então saiu-se com esta:

"Então, vamos para casa... Como será que está o velho? Será que continua a comer aquela viúva que mora na casa da frente?"

E o pai, mais do que rapidamente:

- Mas que cão bufo de m*rda... Espero que tenhas metido um tiro nos cornos desse filho da p***, antes que venha falar com a tua mãe!
- Mas é claro, pai. Foi o que fiz!
- É assim que se procede, filho!...

Dizem que o rapaz se formou em engenharia, e tornou-se um político de renome...

11 de março de 2011

Júlio Amaro Marques Pereira- Parabéns a um génio!

Neste monumento, qual pretenso cenotáfio, erigido em sua memória, em Portimão, alguém escreveu:
Por todos e tantos que tanto fizeram

Querido Júlio Amaro, meu velho mestre!
Farias hoje oitenta anos e ...
Às vezes tínhamos conversas parvas, lembras-te? Falávamos do que sabíamos e do que desconhecíamos mas acabávamos sempre por descobrir que afinal nada sabíamos, o que era paradoxal, pois tu sabias tudo, ou … quase.
E descobri recentemente, na busca incessante que caracteriza a minha curiosidade, que parece ninguém saber a tua data de nascimento. Por curiosidade, pesquisei na Net, a tão pouco tua amada, e não encontrei qualquer referência à tua data de nascimento. Apenas que nasceste em 1931. Aos anais da incerteza, aponho então que completarias hoje oito decénios. É que não fica bem ouvir falar de ti, autodidacta tamanho, e ler o que as crónicas rezam sem que todos os campos estejam preenchidos.
Poucos saberão que foste um multifacteado discípulo davinciano, mas hoje não quero bajular-te com oferendas de sacrossantas intenções, quero apenas dizer-te que estarás sempre entre o teu séquito preferido, esquecendo os homúnculos que te enfrenesiaram a existência.
Meu velho amigo, estão longe os nossos tempos de Paris, mas bem perto os da Amadora que te virou a vida e os da eternidade que um dia unir-nos-á.
De Portimão já nem lembro, pois aí eu te perdi!

8 de março de 2011

O baile - Damas ao bufete!

Eram assim os bailes da minha juventude. A malta nova aglomerava-se no salão, com máscara ou sem e nem sei como é que os parcos escudos do pessoal davam para tantos bailaricos. É que a mesada era sempre igual e os nossos pais não tinham culpa que tantos dos ditos houvesse. A vida era díficil e todos pagavam a crise, contráriamente ao que agora se passa.
Mas aqui, nesta sociedade Filarmónica onde um grupo dos que por aqui se passeiam, incluindo eu, liderados pelo Júlio César, fazíamos desta casa o nosso lar. E depois havia ainda a particularidade do aposto bairrismo, coisa que fazia as delícias de mentes libertinas pois as pretensas donzelas presentes estavam a salvo dos gabirús, protegidas nas costas pelas controladoras mãezinhas. Delícioso hoje, irritante na época.
Palmas para Marcelo, o Otis Redding da época que "guturava" em inglês.
Olhando para este panfleto verifico que já ali se destacava o meu amigo XL, aqui residente comentador político, aliás, blogueiro, cujo nome artístico era Francisco Luís. E já não falo da Belinha Alves (hoje cantora ANA), tudo muito bem locutado pelo Júlio César.
Para além de tudo isto, havia ainda tempo para o multifectado e saudoso amigo Júlio Amaro, nos presentear com uns truques de Houdini e nos transportar ao mundo da ilusão.
E termina assim, com letras pequeninas, o desbotado panfleto;

A todas as damas será ofertada uma senha grátis com sorteio dum Ferro Eléctrico
A todos os cavalheiros será ofertada uma senha grátis com sorteio dum Rádio Transistor

Delicioso! Como eram simples os nossos anseios!

Quanto aos Reis dos Ritmos aqui a coroar, claro que nem me candidatei a tal, pois não distinguia um humilde abanão de cintura dum erudito pas de deux.

Intervalo para Carnaval - damas ao bufete, (que são os homens a pagar)!

6 de março de 2011

Valdemar Castro - a saudade!

Passaram já seis anos.

Foi ontem! Foi há tanto! Foi verdade?
Os amigos cá do burgo não te esquecem!

É tão díficil ficar sem você!

2 de março de 2011

Factura de electricidade

Sei que sou despistado e quase sempre desligado daquilo que directamente me diz respeito.
Mais facilmente me preocupo em resolver os problemas de outrém do que resolver os meus. E claro que isso tem um preço elevado, que só o meu "deixa andar que logo vejo" vai aguentando. Todos os meses a factura de electricidade da minha casa anda perto do ordenado mínimo, mas chega o dia em que decido analisá-la melhor e fico estupefacto com as várias alíneas ali descaradamente escarrapachadas.

Fico com alguma curiosidade em saber se esta POLÍTICA DE ENERGIA ELÉCTRICA já irritou os restantes portugueses tanto quanto a mim. Ou será que ainda não repararam na vossa factura?

Como as letras são pequeninas e escapam aos menos atentos, como eu, aqui fica a reprodução da última linha deste documento, que diz assim:

O valor indicado inclui os custos relativos ao uso das redes de interesse económico geral que decorrem de medidas de política energética, no valor de 245.94 € (valor independente do comercializador de energia eléctrica)

Resumindo - só para medidas de interesse económico geral, paguei 245.94 €.

E já nem falo da contribuição audiovisual.

Ora toma lá e vai refilar com S. Bento, ou S. Pedro!

25 de fevereiro de 2011

O mundo está a mudar!

Malgré tout, não é só o mundo árabe, mas é a este que ora me refiro.

O petróleo comanda o mundo, mas todas as riquezas naturais estão no cerne da questão e na primeira linha de revolta dos ostracizados.
No médio oriente, no coração de África, e um pouco por todo o globo, o homem espezinha o homem e o fanatismo dos credos faz o resto.

A ganância da ditadura financeira num mundo dominado por abastados e abestados tiranos, deixa a nu o despojo de corações empedernidos que não olham a meios para atingirem os fins.
São afinal ínfimos seres, os homens que querem atingir graças faraónicas sem que nisso se reflita o suor e a miséria dos povos que não calam a revolta. E nem com o preço da própria vida abandonam castelos de areia erigidos para não colherem tempestades.
Receio pelos meus filhos e pelos filhos que estes vierem a ter, não por mim, que os meus olhos já muito viram e o meu tempo já não tem tempo.

O mundo está a mudar. O rastilho está aceso. Esperam-se êxodos bíblicos donde espero não surtirem mais sete pragas do Egipto.
Depois da Tunísia, do Egipto e agora da Líbia, seguem-se, o Bahrain, o Iémen, a Mauritânia, a Síria, a Somália, o cu de Judas.
Entre o VIVA A REVOLUÇÃO e os efeitos da devastação, temo pelo segundo.
Hugo Chaves apoia Kadafi? Meu Deus, não entendo! Como sou infinitamente leigo em assuntos de Estado!!!

Às vezes - imirjo em mim e divago au hasard!

24 de fevereiro de 2011

Terapia do elogio - Uma verdade!

Terapeutas que trabalham com famílias, divulgaram numa recente pesquisa que os membros das famílias estão cada vez mais frios, mais distantes, o carinho é cada vez menos, não se valorizam as qualidades, facilmente se ouvem críticas.

As pessoas estão cada vez mais intolerantes e desgastam-se na valorização dos defeitos dos outros.
Por isso, as relações de hoje não duram.

A ausência de elogio está cada vez mais presente nas famílias. Não vemos mais os homens a elogiar as suas mulheres ou vice-versa, não vemos os chefes a elogiar o trabalho de seus subordinados, não vemos mais pais e filhos a elogiar-se; etc.
Só vemos futilidades: valorizam-se artistas, cantores, jogadores, pessoas que usam a imagem para ganhar dinheiro e que, por consequência, são pessoas que tem a obrigação de cuidar do corpo, do rosto, das aparências.
A ausência de elogio afecta muito as pessoas e as famílias.
Há falta de diálogo nos lares. O orgulho e a agitação da vida impede que as pessoas digam o que sentem.
Depois despejam-se essas carências nos consultórios.
Acabam-se casamentos, alguns procurando noutra pessoa o que não conseguem dentro de casa. Vamos começar a valorizar as nossas famílias, os nossos amigos, alunos ou subordinados.
Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza do parceiro ou parceira, o comportamento de nossos filhos.
O bom profissional gosta de ser reconhecido, o bom filho fica feliz por ser louvado, o pai e a boa mãe sentem-se bem ao serem amados e amparados.
O amigo quer sentir-se querido.
Vivemos numa sociedade em que cada um precisa do outro; é impossível uma pessoa viver sozinha e sentir-se feliz. Os elogios são forte motivação na vida de cada um.
Quantas pessoas posso fazer hoje feliz elogiando-as de alguma forma?

Começa agora!


Arthur Nogueira (psicólogo)

21 de fevereiro de 2011

Sondagem mundial - A verdade!

Perante a actual crise, a ONU resolveu fazer uma grande sondagem mundial.

A pergunta era:

"Por favor, diga honestamente, qual a sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto do Mundo."

O resultado foi desastroso:

- Os Europeus do Norte não entenderam o termo "*escassez*".

- Os Africanos não sabiam o que era *alimentos*".

- Os Espanhóis não sabiam o significado de "*por favor*".

- Os Norte-americanos perguntaram o significado de "*o resto do Mundo*".

- Os Cubanos pediram maiores explicações sobre "*opinião*".

- Em Portugal, Governo e Parlamento ainda estão a debater sobre o significado da expressão "*diga honestamente*".

Meu Deus! Dá que pensar!

17 de fevereiro de 2011

Parabéns filho! Parabéns Bruno!

Julgo que foi ontem!
Atravessaste a juventude colado a mim. Fotografei-te milhares de vezes, filmei-te até gastar o meu limite. Tocavas piano e falavas francês. Eras o meu compincha.

Cresceste e entraste no mundo dos meus amigos. Foste homem muito cedo pois era com eles que lidavas quando sempre me acompanhavas. Jogámos juntos à bola quase uma vintena de anos. Adorava ter-te na minha equipa. Eras um predestinado mas no píncaro dos teus desejos estavam a pintura e as miúdas, por ordem inversa à aqui exposta. Hoje sei-te perito em ambas. As artes, claro.
Entretanto partilhámos aventuras. Descobrimos continentes. Sonhámos o mundo.

Depois, quis o destino levar-te para outras paragens, outrora tão sonhadas, onde um metro de neve impede a saída de casa, bem no centro do mundo. E aí, resignei-me à inexorável passagem do tempo.
Não acredito que tenham passado trinta e oito anos.
E sobrou-me de ti o que faltou aos outros. Tenho saudades de ti Bruno. De nós.
Julgo que foi ontem!
Parabéns!

14 de fevereiro de 2011

Dia dos Namorados - uma mentira!

Ao menor pretexto o consumismo arranja forma de daí tirar proveitos. Há dias para tudo, até para tapar o sol com uma peneira.

Não sou particularmente adepto do dia dos namorados, não que eu não seja um eterno enamorado mas antes porque acho a efeméride uma autentica farsa.
É que, das duas uma, ou se é um verdadeiro namorado, compagnon de route, marido, amante, sei lá, e aí não é preciso nenhum dia para assinalar o evento, porque todos os dias o são, ou então pode ser-se um farsante todo o ano e uma vez, quando o rei faz anos, empaturra-se de rosas vemelhas e deposita-as no coração de quem tantas vezes se amachucou, humilhou, traiu.

Sei bem que há muita gente feliz e que vive este dia como se fosse o aniversário do amor. Para esses não são estas palavras, antes o apreço e augúrio de quem não desejo profligar.

Amar é, todos os dias ser tolerante, todas as tardes amigo, todas as noites confidente. Mas o hábito faz o monge e comummente se esquece que a vida é curta e o que unicamente interessa são aqueles que amamos e nos amam. Passamos a vida inteira a esquecê-los e por dá cá aquela palha embarcamos na viagem da indiferença sem retorno.
Chegará o dia em que olharemos apenas para quem estiver ao nosso lado!

Beijo as enamoradas do amor!

12 de fevereiro de 2011

Quatro Anos - Um instante!

Foi assim, há quatro anos, que nasceu - Às vezes Fim de Semana!

Com a mesma pretensão de então, ou seja, sem pretensão alguma, por aqui vou continuando a espelhar o que me vai na alma, mesmo as piores diatribes próprias dum comum mortal.
As minhas desculpas a quem eventualmente tenha injustiçado.

Há momentos em que preciso de falar para dentro. Outros, em que preciso de gritar ao vento. Outros ainda, em que é melhor nada dizer.
Calar-me-ei quando a imagem falar.
Gritarei quando não tiver voz.
Falarei comigo, quando não tiver ninguém.

Hoje precisei de dizer a um amigo, arredado das lides bloguistas, por um apagão de incompetência, que a vida continua até ser noite e ... deu nisto! Nasceu um blog/homenagem.
Amigo Júlio (César), autor do "boneco" que hoje publico, impresso num cachecol de amizades contrastantes, iluminado como és, colmatarás esta perda, com a sabedoria dos dias que vão chegar.
Não te entregues, que a "ravina" da vida ainda tem muitos episódios para te dar.
Tal como o nome do blog indica, desabafar aqui, é um "estado de alma", não uma obrigação.

Bom dia, Júlio, bom dia amigos, bom dia mundo!

10 de fevereiro de 2011

Emancipação da mulher

Se eu não publicar mais posts nos próximos tempos quer dizer que alguma mulher deu cabo de mim.
Avisem a Judiciária!


7 de fevereiro de 2011

Rainha D. Isabel - Parabéns!

Há muitos, muitos anos, este muro foi o palco duma das minhas eternas recordações.
Na mesma posição e com o mesmo olhar de descoberta, nasceu a minha paixão pela MA FRANCE - Mon Amour!
Não imaginava então que uma Estrela do Norte viria um dia aninhar-se num canto que foi meu, em qual famélica aventura dum sonho de verão embarquei.
Há poucos, poucos anos, nasceu esta menina de olhar andino e porte garboso, que um dia se cruzou no meu caminho.
Há poucos, poucos minutos começou o dia que acrescenta mais um aniversário ao seu viver.
Há muitas, muitas horas que dela nada sei. Sei apenas que hoje, Santa Maria da Feira lhe espreita os passos em ruas pejadas de girassóis.
À família maravilhosa que à volta dela gira, o meu beijo, o meu abraço.
Parabéns minha querida Isabel!

2 de fevereiro de 2011

Acidente Automóvel - Declaração Amigável

Um acidente pode acontecer a qualquer pessoa! Pois pode! Com culpa ou sem culpa!
E quem não teve já um acidente automóvel? Pois bem, aqui fica uma receita para nesse momento menos agradável e às vezes bem trágico, os minutos que se seguem serem menos penosos.
Para tal basta que na calmaria do lar, se puxe pela Declaração Amigável e se preencha com os nossos dados. É que no momento após o acidente ninguém tem discernimento para fazer tudo bem. Não se encontra a carta de condução, esquecemo-nos de indicar o número da apólice, enfim, fica sempre a faltar qualquer coisa. Isto já para não falar da chatice de preencher uma Declaração em cima do capôt da viatura, ao sol, ao frio, ou até à chuva.
Não custa nada. Basta preencher o nosso lado, com os elementos identificativos e indicação da seguradora e apólice, no lado A ou B e deixar o resto para o outro condutor. Quando for necessária, já está meio preenchida.
Depois é só guardá-la no porta-luvas do carro e esperar que não venha a ser precisa.
Experimentem e espero que não venham a saber quanto valeu esta dica.

Até lá, se puderem, evitem engrossar este caudal de desgraça que a todos pode chegar.


29 de janeiro de 2011

Cristiano Ronaldo - 007

O mais recente James Bond do nosso futebol, parece-me, está a correr, em alta velocidade, para o abismo… O seu novo treinador terá uma palavra a dizer sobre isso, mas considero que há poucas probabilidades de aquela cabecinha conseguir perceber que há mais vida para além do futebol e dos milhões que ele proporciona a alguns (poucos). Não será, também, fácil, ele compreender que a dimensão do Homem vai muito para além do dinheiro e daquilo que ele pode proporcionar.
O seu êxito, até ao momento, parece-me estar mais ligado à “repetição” do que ao seu talento e criatividade. Arriscando alguma grosseria, direi que, sem a bola nos pés, CR pouco vai além de um bronco… Infelizmente para a equipa Portuguesa no Mundial, CR não passou de um jogador vulgar, previsível, sem ser qualquer mais-valia… Mas isso nem é o mais grave… O que para mim é verdadeiramente preocupante é a imagem que passa para os nossos jovens e que, na minha opinião, constitui um péssimo exemplo, de menino caprichoso, mimado e irresponsável, transformado em ídolo.
O tempo que dedica ao “mundo sem bola” converteu-o num iletrado, prisioneiro de hotéis de luxo, noitadas, namoradas bonitas e famosas, representante de um novo-riquismo que, também, alimenta uma série de parasitas.
Não faço ideia de quem o meteu nesta “alhada” relacionada com o seu filho que anunciou há dias, como se de uma mercadoria se tratasse, já prontinha para render milhões uns dias depois de nascer… O “mistério” acerca da mãe que o gerou serve para fazer render o peixe. Tudo há-de ser desvendado, mas a conta gotas, à medida que a “cotação” for subindo, provocada pela curiosidade mórbida de uma boa parte dos humanos.
CR, relativamente a este assunto pôs a nu a sua “maturidade” e sentido de responsabilidade.
Mostrou o homem que não é, pois converteu em “mercadoria” um “filho?” que devia ser o seu maior bem deste mundo, a que não pediu, a ninguém, para vir.
A criança, que já vale não sei quantos milhões, certamente trocaria esta “salsada” toda por uma vida tranquila com um pai e de uma mãe que o amassem e acarinhassem.
O mundo está a ficar muito complicado com as loucuras que o dinheiro permite e com a falta de ética na utilização da ciência. Estamos perto da ausência de limites, para o que quer que seja. Vale tudo desde que seja para converter em dinheiro…
A falta de ética está no top, o dinheiro é Deus, mesmo para os crentes no Deus Pai!
Antes que seja tarde, temos que fazer parar esta “moda” de desumanizar. A imprensa pode e deve desempenhar um papel relevante neste combate. Não poderá, para isso, deixar-se arrastar por sensacionalismos doentios que corroem as práticas sociais e contribuem para que a anormalidade se banalize, se torne normal…
Feitas em nome dos avanços da ciência, aquelas “trapalhadas” de brincar com a vida humana, em clínicas para gente rica, são sinal de uma falta de ética deplorável que, se continuarem, arrastarão a nossa Civilização para a decadência e morte.
A atitude de, por “capricho”, obrigar um filho a viver sem mãe, é um forte indício de atraso mental.
Mesmo não sendo um fervoroso crente, ouso dizer: - Não lhes perdoeis Senhor, porque eles sabem o que fazem!


Esta crónica não é minha e pessoalmente, também não é esta a minha visão de Cristiano Ronaldo, apesar de não entender a necessidade de ter um filho nas condições que teve. Todos temos coisas boas, todos temos coisas más. Para tanto basta-me pensar nos nobres gestos do puto-maravilha, que tanto quanto sei ainda são muitos.


25 de janeiro de 2011

Encontro no meu palco

Às vezes - a meio da semana

André Moa D'Artagnan e os três mosqueteiros - Eu, Júlio César e Francisco Luís XL

E realizou-se um desejo mútuo entre actores do palco da minha vida.

Este país tem falta de chá! Só lá vai com café! Não achas?

Deixem-se de conversas e venha lá o coelho à caçador


André Moa é apetecível em toda a sua grandeza e ...

Os meus amigos gostavam de conhecer o André e ele também tinha curiosidade de conhecer alguns daqueles de que regularmente falo.

Posto isto e já que os grandes momentos acontecem na cama ou à mesa, por força dos intervenientes, optámos pela segunda.

Escusado será dizer que fico feliz por este tardio encontro.
O Júlio brindou-nos com o almoço. Fica agora a bola do nosso lado.
E eu, extasiado fiquei como se estivesse num encontro de Amigos Para Sempre.

Às vezes - muitas vezes, adoro esta novela!