5 de maio de 2011
Raul Solnado - Obrigado e Muito Obrigado
Obrigado e muito obrigado!
Desculpa lá o "descurso" da legenda, mas não fui eu que escrevi isso.
1 de maio de 2011
29 de abril de 2011
Granizo no meu reino!
27 de abril de 2011
Parabéns pai!
Não pai, tu não completas hoje noventa anos. Apenas atingiste um estado mais adiantado da vida. A que nem sei se viveste. A que te passou ao lado como se mais nada houvera. A que te fez temer o futuro que é hoje o teu presente. A que foi tua afinal.25 de abril de 2011
25 de Abril - o meu!
21 de abril de 2011
AMOR
Sem interrogações! Sem rigor! Escrito apenas com o coração! Talvez um Requiem ao seu avô, meu pai, já quase ausente, no resto dos dias da sua vida.
Entrou de mansinho. Alguém perguntou:
- Por onde andaste
Sei lá, por aí, respondeu mudo. Percorreu o corredor escuro até ao fundo arrastando os pés. O cheiro dos Jarros era intenso. Sujo e empoeirado chegou-se à cama e descalçou as botas que foi poisar junto à janela. Abriu uma fresta e abeirou-se para logo sentir o ar encher-lhe os pulmões. Respirou fundo.
- Feche a janela e venha deitar-se
Ouviu e calou. Anuiu, voltou. Os fazedores-de-camas ditavam as ordens por ali. Sentou-se, desta vez na cadeira. Cruzou a perna e descalçou a meia. Descruzou e cruzou a outra para fazer o mesmo. Lembrava-se pouco do último dia. Doíam-lhe os pés mas não se queixou. Doíam-lhe as costas e os braços e as pernas e as mãos e a alma. Doíam-lhe as unhas e os cabelos e as pestanas e o umbigo. Não estava farto mas estava pronto. E depois. Deitou-se vestido.
- Saia daí, não ouviu o que lhe disse
Os fazedores-de-camas vestidos de branco uivavam na noite invernosa. Lembrava-se da terra. Da neve, do frio, do dia em que foi buscar o pai ao quarto da cama morna que ficava por cima da tasca. Melhor, do dia em que o foi buscar ao prostíbulo.
- Vai lá buscar o teu pai, Joaquim
(contou-me ele um dia ao almoço)
Não tinha ainda nove anos, quando a vereda acabou e a tasca dos contrabandistas se assomou à sua frente, o pecado morava ali. Sabia lá ele o que era o pecado.
- Que estás aqui a fazer Joaquim, víspa-te, já cavaste a horta
Abalou a correr. As lágrimas corriam-lhe rosto abaixo, os joelhos tremiam e os pés nem tocavam o chão enquanto adejava carreiro acima perseguido pela imagem do pai e da mulher nua no leito quente. Seria aquilo o pecado.
(também ao almoço, as lágrimas)
- Já chega avô, um dia contas-me o resto
A cama branca voava pelo quarto, o tecto, as paredes, o chão, a luz. Outra vez se levantou. A cabeça zaruca. Quem é isto. Estranha sensação de cá estar sem estar cá.
- Ó homem, onde vai
Quis falar, pareceu-lhe, mas estavam uns gajos de sentinela à porta do cérebro que não o deixavam passar.
- Ficas aí.
Ordenaram-lhe.
Obedeceu. Mudo ficou. A alcateia dos fazedores-de-camas brancas, de branco vestidos e uns tipos esquisitos que gesticulavam à sua frente e faziam barulho davam vontade de rir. Quem é isto. Riu-se e os tipos à sua frente gostaram e riram-se também. Pareciam parvos e queria ir-se a eles com ganas mas os gajos à porta do cérebro eram mais fortes e ele há muito que perdera a verdura. Nada a fazer. Ficou-se. Deixou-se escorregar cadeira abaixo.
(ainda não tinha dito que voltara a sentar-se na cadeira)
Sentiu algo no seu colo. Um par de olhos com um corpo tenro atrás que nele se aninhava e o fitava com curiosidade. – Quem é isto. Sorriu, pois bem lhe pareceu e poisou a mão na perna tenra do corpo estranho. Os outros entretanto – os que pareciam parvos, mexiam as bocas freneticamente e ajeitavam-lhe o cabelo grisalho e os óculos que teimavam em escorregar nariz abaixo. Um deles entretinha-se a atafulhar-lhe a boca com uma vianda esquisita que trazia numa gamela rançosa.
- Coma meu pai, coma
Dava duas voltas àquilo e engolia com rapidez.
- Deixem-me estar
Murmurou, aproveitando o momento do render da guarda das sentinelas à porta do cérebro – “ Santo-e-senha”.
Tentou levantar-se, em vão.
- Esteja quieto que ainda não está na hora
Uivou um lobo fazedor-de-camas do outro lado do quarto. O que é que os lobos sabiam. O mesmo que os outros. Nada. Ganhavam à jorna e saíam cedo. Isto do tempo tem muito que se lhe diga. Esperou pacientemente que a visita acabasse. Que guardassem as marmitas da lavadura nas alcovas. Se ao menos uma sopita de beldroega.
Foram-se. Os que vieram e os que não.
Estava pronto. Ia finalmente sonhar. Arrastou-se até à cama.
- Onde vai homem
A loba ajeitou-lhe os lençóis.
Ele fechou os olhos e sorriu.
- Em que pensas avô
- Ai, no meu amor
(para o meu avô Joaquim)
18 de abril de 2011
Socialismo - Explicação reacionária (?)
14 de abril de 2011
FMI - Desta água não beberei?
E o inteligente do Marcelo Rebelo de Sousa a dizer, ontem à noite, que Portugal foi governado, nestes dias, pela banca. Esqueceu-se foi de, também, atribuir a estes inocentes, os louros dos atrasos e da estratégia do Sócrates que, pelo vistos, era a deles! Cronologia interessante: Fernando Ulrich (BPI) 29 Outubro - "Entrada do FMI em Portugal representa perda de credibilidade" 26 Janeiro - "Portugal não precisa do FMI" 31 Março - "por que é que Portugal não recorreu há mais tempo ao FMI" Santos Ferreira (MBCP) 12 Janeiro - "Portugal deve evitar o FMI" 2 Fevereiro - "Portugal deve fazer tudo para evitar recorrer ao FMI" 4 Abril - "Ajuda externa é urgente e deve pedir-se já" Ricardo Salgado (BES) 25 Janeiro - "não recomendo o FMI para Portugal" 29 Março - "Portugal pode evitar o FMI" 5 Abril - "é urgente pedir apoio .. já" Sem palavras!
11 de abril de 2011
Retábulo - Adeus mundo cruel!
8 de abril de 2011
Às vezes - um abraço
6 de abril de 2011
Planeamento estratégico
No confessionário, chega o pequenito (mas nosso velho conhecido) Joãozinho que confessa: 3 de abril de 2011
Paixão automóvel
É assim, morrer de amor, com os cabelos ao vento!
Do ribombo da viagem para o infinito, até à loucura da eternidade 31 de março de 2011
Ramalho Eanes - um ser decente!
Apesar de nele ter votado, por Ramalho Eanes não nutri nunca grande simpatia, talvez devido à sua esfíngica figura. Mas ... depois de muita coisa dele ter lido e ouvido, mudei de opinião. Assim fossem todos os presidentes! 29 de março de 2011
Cão - a quanto obrigas
Claro que este maravilhoso animal não obriga a nada. E não obriga porque faz parte do bom senso de que tem um animal de estimação e companhia, dar-lhe o tratamento que a sua dedicação e fidelidade merecem. É muito bonito, já para não dizer moderno, ter um cão e eu bem gostaria de ter um, não em apartamento mas sim em moradia. Até aí eu entendo. O que já não entendo é a facilidade com que se leva o animal à rua e aí se utilize a casa de banho pública, qual relva de jardim ou passeio, sem se puxar o autoclismo. Por outras palavras, sem se fazerem desaparecer os respectivos dejectos. Infelizmente há ainda muita gente que não se mune do imprescindível saquinho plástico, para que quem vier atrás não pise. É elementar e faz parte das boas regras de educação e respeito pelo próximo. Admiro imenso as pessoas que sacrificam o seu bem estar, às vezes ao frio e à chuva, para levaram o canídeo à rua, coisa que o meu egoísmo sempre negou. Certamente que alguns dos amigos que aqui me lêem são donos dum ou mais cães e terão opiniões diferentes mas estou certo que todos estarão de acordo quanto à impunidade que ainda existe quanto à praticabilidade deste acto cívico. Às vezes - se o cão é o melhor amigo do homem, já este não é o melhor amigo do cão.
26 de março de 2011
Eleições! - eu tive um sonho
(provavelmente um panfleto reacionário mas não menos realista, por culpa de quem?) 23 de março de 2011
PEC - até onde?
Pec XXI - ano 2014 Alguém, perfeitamente lúcido, iluminado e premonitório, elaborou este boneco, simbolo da realidade que se aproxima. Sabendo que maus ventos soprarão para todos mas em especial para os menos afortunados, que afinal são a maioria, aqui clamo por uma réstia de esperança. Apenas uma certeza; quem vai pagar, serão sempre os mesmos. Há quem diga que não é preciso extremar situações, mas eu pergunto: - Não estamos já no extremo? - Claro que sim! No extremo ocidental da Europa!
20 de março de 2011
Parabéns XL - Momentos
Meu querido amigo!
Se uma imagem vale por mil palavras, aqui te deixo as que não direi.
Nem o tempo é curto nem a vida longa, sem amigos como tu.
Que os meus olhos te vejam por muitos anos e os meus ouvidos te oiçam levantar a voz, nas margens da injustiça.
Um grande abraço de parabéns!
17 de março de 2011
OUTRA GENTE
Era oriundo de famílias aristocráticas e descendente de flamengos.O pai deixou de lhe pagar os estudos e deserdou-o.
Trabalhou, dando lições de inglês para poder continuar o curso.
Formou-se em Direito.
Foi advogado, professor, escritor, político e deputado.
Foi também vereador da Câmara Municipal de Lisboa.
Foi reitor da Universidade de Coimbra.
Foi Procurador-Geral da República.
Passou cinquenta anos da sua vida a defender uma sociedade mais justa.
Com 71 anos foi eleito Presidente da República.
Disse na tomada de posse: "Estou aqui para servir o país. Seria
incapaz de alguma vez me servir dele..."
Recusou viver no Palácio de Belém, tendo escolhido uma modesta casa
anexa a este.
Pagou a renda da residência oficial e todo mobiliário do seu bolso.
Recusou ajudas de custo, prescindiu do dinheiro para transportes, não
quis secretário, nem protocolo e nem sequer Conselho de Estado.
Foi aconselhado a comprar um automóvel para as deslocações, mas fez
questão de o pagar também do seu bolso.
Este SENHOR era Manuel de Arriaga e foi o primeiro Presidente da
República Portuguesa.
INDUBITAVELMENTE, OUTRA GENTE...
14 de março de 2011
Rex - Cão Bufo
Telefona ao pai e sai com esta:
- Pai, não vais acreditar nas maravilhas da moderna educação na cidade. Pois não é que eles aqui têm um curso para ensinar os cães a falar?
O pai, um homem simplório, fica maravilhado:
- E como é que faço para que aceitem o Rex aqui de casa?
- É só mandá-lo para cá com 5.000 EUR que eu faço a matrícula.
E o pai, é claro, cai na conversa e segue a orientação do filho.
Passados mais alguns meses, o rapaz fica novamente liso e liga outra vez:
- E então, meu filho? Como vai o Rex?
- Fala pelos cotovelos, pai. Mas agora abriram um outro curso aqui, para os cães aprenderem a ler.
- Não brinques! E podemos matricular o Rex?
- Claro! Manda-me 10.000 EUR que eu trato de tudo!
E o velho, mais uma vez, manda o dinheiro.
O tempo vai passando, o final do ano vai chegando e o rapaz dá-se conta que vai ter que se explicar. O cão, é claro, não fala uma palavra, não lê porcaria nenhuma, enfim, continua exactamente como sempre.
Sem nenhuma consideração, solta o pobre bicho na rua e apanha o comboio de volta para casa.
A primeira pergunta do pai não podia ser outra:
- Onde está o Rex? Comprei uma revista sobre animais, para que ele leia.
- Pai, nem imaginas. Já tinha tudo pronto para voltar, quando vi o Rex no sofá, a ler o jornal, como fazia todas as manhãs. E então saiu-se com esta:
"Então, vamos para casa... Como será que está o velho? Será que continua a comer aquela viúva que mora na casa da frente?"
E o pai, mais do que rapidamente:
- Mas que cão bufo de m*rda... Espero que tenhas metido um tiro nos cornos desse filho da p***, antes que venha falar com a tua mãe!
- Mas é claro, pai. Foi o que fiz!
- É assim que se procede, filho!...
Dizem que o rapaz se formou em engenharia, e tornou-se um político de renome...
11 de março de 2011
Júlio Amaro Marques Pereira- Parabéns a um génio!
Por todos e tantos que tanto fizeram
Querido Júlio Amaro, meu velho mestre!
Farias hoje oitenta anos e ...
Às vezes tínhamos conversas parvas, lembras-te? Falávamos do que sabíamos e do que desconhecíamos mas acabávamos sempre por descobrir que afinal nada sabíamos, o que era paradoxal, pois tu sabias tudo, ou … quase.
E descobri recentemente, na busca incessante que caracteriza a minha curiosidade, que parece ninguém saber a tua data de nascimento. Por curiosidade, pesquisei na Net, a tão pouco tua amada, e não encontrei qualquer referência à tua data de nascimento. Apenas que nasceste em 1931. Aos anais da incerteza, aponho então que completarias hoje oito decénios. É que não fica bem ouvir falar de ti, autodidacta tamanho, e ler o que as crónicas rezam sem que todos os campos estejam preenchidos.
Poucos saberão que foste um multifacteado discípulo davinciano, mas hoje não quero bajular-te com oferendas de sacrossantas intenções, quero apenas dizer-te que estarás sempre entre o teu séquito preferido, esquecendo os homúnculos que te enfrenesiaram a existência.
Meu velho amigo, estão longe os nossos tempos de Paris, mas bem perto os da Amadora que te virou a vida e os da eternidade que um dia unir-nos-á.
De Portimão já nem lembro, pois aí eu te perdi!
8 de março de 2011
O baile - Damas ao bufete!
Eram assim os bailes da minha juventude. A malta nova aglomerava-se no salão, com máscara ou sem e nem sei como é que os parcos escudos do pessoal davam para tantos bailaricos. É que a mesada era sempre igual e os nossos pais não tinham culpa que tantos dos ditos houvesse. A vida era díficil e todos pagavam a crise, contráriamente ao que agora se passa. Mas aqui, nesta sociedade Filarmónica onde um grupo dos que por aqui se passeiam, incluindo eu, liderados pelo Júlio César, fazíamos desta casa o nosso lar. E depois havia ainda a particularidade do aposto bairrismo, coisa que fazia as delícias de mentes libertinas pois as pretensas donzelas presentes estavam a salvo dos gabirús, protegidas nas costas pelas controladoras mãezinhas. Delícioso hoje, irritante na época.
Palmas para Marcelo, o Otis Redding da época que "guturava" em inglês.
Olhando para este panfleto verifico que já ali se destacava o meu amigo XL, aqui residente comentador político, aliás, blogueiro, cujo nome artístico era Francisco Luís. E já não falo da Belinha Alves (hoje cantora ANA), tudo muito bem locutado pelo Júlio César.
Para além de tudo isto, havia ainda tempo para o multifectado e saudoso amigo Júlio Amaro, nos presentear com uns truques de Houdini e nos transportar ao mundo da ilusão.
E termina assim, com letras pequeninas, o desbotado panfleto;
A todas as damas será ofertada uma senha grátis com sorteio dum Ferro Eléctrico
A todos os cavalheiros será ofertada uma senha grátis com sorteio dum Rádio Transistor
Delicioso! Como eram simples os nossos anseios!
Quanto aos Reis dos Ritmos aqui a coroar, claro que nem me candidatei a tal, pois não distinguia um humilde abanão de cintura dum erudito pas de deux.
Intervalo para Carnaval - damas ao bufete, (que são os homens a pagar)!
6 de março de 2011
Valdemar Castro - a saudade!
Foi ontem! Foi há tanto! Foi verdade?
Os amigos cá do burgo não te esquecem!
É tão díficil ficar sem você!
2 de março de 2011
Factura de electricidade
Mais facilmente me preocupo em resolver os problemas de outrém do que resolver os meus. E claro que isso tem um preço elevado, que só o meu "deixa andar que logo vejo" vai aguentando. Todos os meses a factura de electricidade da minha casa anda perto do ordenado mínimo, mas chega o dia em que decido analisá-la melhor e fico estupefacto com as várias alíneas ali descaradamente escarrapachadas.
Fico com alguma curiosidade em saber se esta POLÍTICA DE ENERGIA ELÉCTRICA já irritou os restantes portugueses tanto quanto a mim. Ou será que ainda não repararam na vossa factura? Como as letras são pequeninas e escapam aos menos atentos, como eu, aqui fica a reprodução da última linha deste documento, que diz assim:
O valor indicado inclui os custos relativos ao uso das redes de interesse económico geral que decorrem de medidas de política energética, no valor de 245.94 € (valor independente do comercializador de energia eléctrica)
Resumindo - só para medidas de interesse económico geral, paguei 245.94 €.
E já nem falo da contribuição audiovisual.
Ora toma lá e vai refilar com S. Bento, ou S. Pedro!
25 de fevereiro de 2011
O mundo está a mudar!
Malgré tout, não é só o mundo árabe, mas é a este que ora me refiro.O petróleo comanda o mundo, mas todas as riquezas naturais estão no cerne da questão e na primeira linha de revolta dos ostracizados.
No médio oriente, no coração de África, e um pouco por todo o globo, o homem espezinha o homem e o fanatismo dos credos faz o resto.
A ganância da ditadura financeira num mundo dominado por abastados e abestados tiranos, deixa a nu o despojo de corações empedernidos que não olham a meios para atingirem os fins.
São afinal ínfimos seres, os homens que querem atingir graças faraónicas sem que nisso se reflita o suor e a miséria dos povos que não calam a revolta. E nem com o preço da própria vida abandonam castelos de areia erigidos para não colherem tempestades.
Receio pelos meus filhos e pelos filhos que estes vierem a ter, não por mim, que os meus olhos já muito viram e o meu tempo já não tem tempo.
O mundo está a mudar. O rastilho está aceso. Esperam-se êxodos bíblicos donde espero não surtirem mais sete pragas do Egipto.
Depois da Tunísia, do Egipto e agora da Líbia, seguem-se, o Bahrain, o Iémen, a Mauritânia, a Síria, a Somália, o cu de Judas.
Entre o VIVA A REVOLUÇÃO e os efeitos da devastação, temo pelo segundo.
Hugo Chaves apoia Kadafi? Meu Deus, não entendo! Como sou infinitamente leigo em assuntos de Estado!!!
Às vezes - imirjo em mim e divago au hasard!
24 de fevereiro de 2011
Terapia do elogio - Uma verdade!
Terapeutas que trabalham com famílias, divulgaram numa recente pesquisa que os membros das famílias estão cada vez mais frios, mais distantes, o carinho é cada vez menos, não se valorizam as qualidades, facilmente se ouvem críticas.As pessoas estão cada vez mais intolerantes e desgastam-se na valorização dos defeitos dos outros.
Por isso, as relações de hoje não duram.
A ausência de elogio está cada vez mais presente nas famílias. Não vemos mais os homens a elogiar as suas mulheres ou vice-versa, não vemos os chefes a elogiar o trabalho de seus subordinados, não vemos mais pais e filhos a elogiar-se; etc.
Só vemos futilidades: valorizam-se artistas, cantores, jogadores, pessoas que usam a imagem para ganhar dinheiro e que, por consequência, são pessoas que tem a obrigação de cuidar do corpo, do rosto, das aparências.
A ausência de elogio afecta muito as pessoas e as famílias.
Há falta de diálogo nos lares. O orgulho e a agitação da vida impede que as pessoas digam o que sentem.
Depois despejam-se essas carências nos consultórios.
Acabam-se casamentos, alguns procurando noutra pessoa o que não conseguem dentro de casa. Vamos começar a valorizar as nossas famílias, os nossos amigos, alunos ou subordinados.
Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza do parceiro ou parceira, o comportamento de nossos filhos.
O bom profissional gosta de ser reconhecido, o bom filho fica feliz por ser louvado, o pai e a boa mãe sentem-se bem ao serem amados e amparados.
O amigo quer sentir-se querido.
Vivemos numa sociedade em que cada um precisa do outro; é impossível uma pessoa viver sozinha e sentir-se feliz. Os elogios são forte motivação na vida de cada um.
Quantas pessoas posso fazer hoje feliz elogiando-as de alguma forma?
Começa agora!
21 de fevereiro de 2011
Sondagem mundial - A verdade!
Perante a actual crise, a ONU resolveu fazer uma grande sondagem mundial.A pergunta era:
"Por favor, diga honestamente, qual a sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto do Mundo."
O resultado foi desastroso:
- Os Europeus do Norte não entenderam o termo "*escassez*".
- Os Africanos não sabiam o que era *alimentos*".
- Os Espanhóis não sabiam o significado de "*por favor*".
- Os Norte-americanos perguntaram o significado de "*o resto do Mundo*".
- Os Cubanos pediram maiores explicações sobre "*opinião*".
- Em Portugal, Governo e Parlamento ainda estão a debater sobre o significado da expressão "*diga honestamente*".
Meu Deus! Dá que pensar!
17 de fevereiro de 2011
Parabéns filho! Parabéns Bruno!
14 de fevereiro de 2011
Dia dos Namorados - uma mentira!
Ao menor pretexto o consumismo arranja forma de daí tirar proveitos. Há dias para tudo, até para tapar o sol com uma peneira.12 de fevereiro de 2011
Quatro Anos - Um instante!

Há momentos em que preciso de falar para dentro. Outros, em que preciso de gritar ao vento. Outros ainda, em que é melhor nada dizer.
Calar-me-ei quando a imagem falar.
Gritarei quando não tiver voz.
Falarei comigo, quando não tiver ninguém.
Hoje precisei de dizer a um amigo, arredado das lides bloguistas, por um apagão de incompetência, que a vida continua até ser noite e ... deu nisto! Nasceu um blog/homenagem.
Amigo Júlio (César), autor do "boneco" que hoje publico, impresso num cachecol de amizades contrastantes, iluminado como és, colmatarás esta perda, com a sabedoria dos dias que vão chegar.
Não te entregues, que a "ravina" da vida ainda tem muitos episódios para te dar.
Tal como o nome do blog indica, desabafar aqui, é um "estado de alma", não uma obrigação.
Bom dia, Júlio, bom dia amigos, bom dia mundo!
10 de fevereiro de 2011
Emancipação da mulher
7 de fevereiro de 2011
Rainha D. Isabel - Parabéns!
Parabéns minha querida Isabel!
2 de fevereiro de 2011
Acidente Automóvel - Declaração Amigável
Um acidente pode acontecer a qualquer pessoa! Pois pode! Com culpa ou sem culpa!29 de janeiro de 2011
Cristiano Ronaldo - 007
O mais recente James Bond do nosso futebol, parece-me, está a correr, em alta velocidade, para o abismo… O seu novo treinador terá uma palavra a dizer sobre isso, mas considero que há poucas probabilidades de aquela cabecinha conseguir perceber que há mais vida para além do futebol e dos milhões que ele proporciona a alguns (poucos). Não será, também, fácil, ele compreender que a dimensão do Homem vai muito para além do dinheiro e daquilo que ele pode proporcionar.O seu êxito, até ao momento, parece-me estar mais ligado à “repetição” do que ao seu talento e criatividade. Arriscando alguma grosseria, direi que, sem a bola nos pés, CR pouco vai além de um bronco… Infelizmente para a equipa Portuguesa no Mundial, CR não passou de um jogador vulgar, previsível, sem ser qualquer mais-valia… Mas isso nem é o mais grave… O que para mim é verdadeiramente preocupante é a imagem que passa para os nossos jovens e que, na minha opinião, constitui um péssimo exemplo, de menino caprichoso, mimado e irresponsável, transformado em ídolo.
O tempo que dedica ao “mundo sem bola” converteu-o num iletrado, prisioneiro de hotéis de luxo, noitadas, namoradas bonitas e famosas, representante de um novo-riquismo que, também, alimenta uma série de parasitas.
Não faço ideia de quem o meteu nesta “alhada” relacionada com o seu filho que anunciou há dias, como se de uma mercadoria se tratasse, já prontinha para render milhões uns dias depois de nascer… O “mistério” acerca da mãe que o gerou serve para fazer render o peixe. Tudo há-de ser desvendado, mas a conta gotas, à medida que a “cotação” for subindo, provocada pela curiosidade mórbida de uma boa parte dos humanos.
CR, relativamente a este assunto pôs a nu a sua “maturidade” e sentido de responsabilidade.
Mostrou o homem que não é, pois converteu em “mercadoria” um “filho?” que devia ser o seu maior bem deste mundo, a que não pediu, a ninguém, para vir.
A criança, que já vale não sei quantos milhões, certamente trocaria esta “salsada” toda por uma vida tranquila com um pai e de uma mãe que o amassem e acarinhassem.
O mundo está a ficar muito complicado com as loucuras que o dinheiro permite e com a falta de ética na utilização da ciência. Estamos perto da ausência de limites, para o que quer que seja. Vale tudo desde que seja para converter em dinheiro…
A falta de ética está no top, o dinheiro é Deus, mesmo para os crentes no Deus Pai!
Antes que seja tarde, temos que fazer parar esta “moda” de desumanizar. A imprensa pode e deve desempenhar um papel relevante neste combate. Não poderá, para isso, deixar-se arrastar por sensacionalismos doentios que corroem as práticas sociais e contribuem para que a anormalidade se banalize, se torne normal…
Feitas em nome dos avanços da ciência, aquelas “trapalhadas” de brincar com a vida humana, em clínicas para gente rica, são sinal de uma falta de ética deplorável que, se continuarem, arrastarão a nossa Civilização para a decadência e morte.
A atitude de, por “capricho”, obrigar um filho a viver sem mãe, é um forte indício de atraso mental.
Mesmo não sendo um fervoroso crente, ouso dizer: - Não lhes perdoeis Senhor, porque eles sabem o que fazem!
25 de janeiro de 2011
Encontro no meu palco
André Moa D'Artagnan e os três mosqueteiros - Eu, Júlio César e Francisco Luís XL
E realizou-se um desejo mútuo entre actores do palco da minha vida.
Este país tem falta de chá! Só lá vai com café! Não achas?
Deixem-se de conversas e venha lá o coelho à caçador24 de janeiro de 2011
TAM - o lugar do preto
Aconteceu na Tam (uma das linhas aéreas brasileiras)!!!Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar na classe económica e viu que estava ao lado de um passageiro negro.
Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo.
- Qual o problema, senhora? - pergunta a comissária..
- Não está vendo? - respondeu a senhora; vocês me colocaram ao lado de um negro. Não posso ficar aqui. Você precisa me dar outra cadeira.
- Por favor, acalme-se - disse a hospedeira; infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível.
A comissária afasta-se e volta alguns minutos depois.
- Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe
económica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar na classe económica. Temos apenas um lugar na primeira classe.
E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua:
- Veja, é incomum que a nossa companhia permita a um passageiro da classe económica se sentar em primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável.
E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu:
- Portanto senhor, caso queira, por favor, pegue a sua bagagem de mão, pois reservamos para o senhor um lugar na primeira classe..
E todos os passageiros próximos, que estupefatos assistiam à cena, começaram a aplaudir, alguns de pé.
“O que preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons...”
Infelizmente, o racismo existe em todas em raças, e entre as próprias raças.
Racismo - não, obrigado!
20 de janeiro de 2011
Eleições - o costume!
Mais umas eleições vão chegar. Mais tudo igual vai ficar. Após uma campanha de baixo teor cívico onde apenas importou denegrir quem é quem, ficámos a saber que todos os políticos são iguais, não importando de que lado se encontram.Em tempos que já lá vão, um acto eleitoral era sinal de mudança, mas essa esperança perdeu-se porque isto não muda nunca. Os homens são cada vez mais iguais e a porca da política é apenas um desencanto.
Uns são líricos, continuando a bater na tecla do impossível, outros são cíclicos nas alternâncias que o poder permite e a corrupção convida.
Tempos houve em que a ilusão duma nova sociedade, à maneira de cada um, despedaçou famílias, dividiu amigos, congeminou traições. Nem pontos intermédios havia. Eram os uns e os outros. Nada mais existe. Ambos entraram nos sonhos que o tempo fenece.
E, como dono da razão não sou, deixo os comandos da revolta às mentes da indignação.
Estará no meio a virtude?
17 de janeiro de 2011
Jet Set - Um vómito!
Na mesma semana em que foi assassinado um cronista social, faleceu um capitão de Abril. Ao primeiro a comunicação social dedica horas, ao segundo dedicou minutos; para o primeiro são ouvidas dezenas de “personalidades”, do segundo nada se diz; do primeiro até temos de saber por onde vão ser distribuídas as cinzas, do segundo soube-se que o corpo esteve algures em câmara ardente; do primeiro traça-se um perfil de grande lutador pelas liberdades, do segundo pouco mais se diz que era
um oficial na reserva.A forma como a comunicação social tem tratado o homicídio de um mero cronista social tem sido, no mínimo abusiva. São jornalistas, astrólogos, parapsicólogos e uma verdadeira procissão de personagens de um jet set rasca e lá pelo meio usa-se e abusa-se das imagens onde se vê o cronista a entregar um ramo de flores a Mariazinha Barroso, imagens que são repetidas dúzias de vezes.
A forma trágica como terminou aquilo que o cronista descreveu aos amigos que iria ser uma lua de mel é apresentada pelas ditas astrólogas, parapsicólogos e outros especialistas deste ramólogo como uma bela história de amor, um misto de episódio do Morangos com Açúcar com o Romeu e Julieta. E chega-se ao ridículo de ver as astrólogas e parapsicólogos a tentar demonstrar a culpa do jovem homicida, ora exibindo e-mails e insinuando que este teria conquistado com palavras o distraído apaixonado, ora dando a entender que, como noutros tempos, o enganou.
E anda este país, com problemas gravíssimos, distraído, com um episódio sórdido da lumpen-burguesia deste nosso jet set miserável, como uma pequena seita que se auto-elege como bonita e vive de pequenos luxos obtidos à custa de papalvos; um meio onde se promovem personagens patéticas e decadentes a grandes figuras nacionais, local onde autarcas financiam discotecas de astrólogas ou ajeitam as contas de idiotas convidando-os para reis do Carnaval.
Todo este espectáculo mórbido, que só serviu para os portugueses saberem um pouco mais sobre como se fazem e desfazem as paixões conseguidas com trocas de favores de bichonas, começa a provocar-me náusea, ao ponto de já me custar assistir a um telejornal ou abrir as páginas dos jornais, e de enojar que certos jornalistas me queiram fazer pensar que os grandes problemas do país passam pelo modo como acabam as paixões dos nossos socialites, ou sobre os sítios que querem poluir com as suas cinzas, ou os sms que trocaram com os seus engates.
Lá que insistam em dizer que crónica social é saber com quem namora uma qualquer Lili decrépita e decadente, isso é uma coisa; agora querem convencem-nos que a sociedade portuguesa é o pequeno mundo dessa pobre gente é outra coisa. O país tem muito mais com que se preocupar do que os engates de modelos, as trocas de sms, as paixões à primeira vista entre jornalistas de 65 anos e modelos de 20. Chega, apetece-me vomitar. jb
Não está em causa o hediondo crime, antes sim o mediatismo dado a algo que faz do Jet Set, paragonas de primeira página e abrir de telejornais. Afinal, aquilo que vende.
A memória dos homens é curta. Vitor Alves merecia mais. Muito mais!
Disse-me um amigo, que um amigo lhe disse, o que aqui se disse!
14 de janeiro de 2011
Curso de Inglês - Yes or not!
Duas hipóteses se colocam;
Ou é uma falha de quem criou o anúncio, por não se encontrar devidamente familiarizado com a língua portuguesa, ou é uma fraude à espera de incautos.
Como é possivel num pequeno anúncio encontrarmos oito erros?
Sinceramente penso que este anúncio é uma burla do género daquelas que, através das novas tecnologias, nos oferecem prémios completamente estapafúrdios, na esperança de alguém clicar na tecla YES.
Tenho quase a certeza que quem quiser aprender inglês com este sistema terá, primeiro, de envia uma determinada quantia. Depois, é só ficar à espera de ... nada.
É só para inglês ver!
É claro que toda a gente se pode enganar, mas já isso não pode acontecer quando se trata duma campanha publicitária que por norma passa pelas mãos de "bué" de pessoas.
Este anúncio é muito parecido com aqueles que costumam aparecer quando fazemos transações bancárias pela Net, já para não falar daqueles que dizem que somos o vistante 1.000.000 e ganhámos um Audi A4.
Mais vale ser ignorante toda a vida! Yes or not!
10 de janeiro de 2011
Almoço anual 2011
7 de janeiro de 2011
Anfitrião há quarenta anos
Há quarenta anos que sou ANFITRIÃO dum almoço, a realizar sempre no segundo sábado de Janeiro de cada ano (amanhã, portanto) onde apenas vão amigos de infância, mas descobri recentemente que ...Na mitologia grega, Anfitrião era marido de Alcmena, a mãe de Hércules.
Enquanto Anfitrião estava na guerra de Tebas, Zeus tomou a sua forma para
deitar-se com Alcmena, e Hermes tomou a forma de seu escravo, Sósia, para
montar guarda no portão.
Com a gravidez de Alcmena, uma grande confusão foi criada, pois
evidentemente, Anfitrião duvidou da fidelidade da esposa.
No fim, tudo foi esclarecido por Zeus e Anfitrião ficou contente por ser
marido de uma mulher escolhida do deus.
Daquela noite de amor nasceu o semideus Hércules. A partir daí, o termo
anfitrião passou a ter o sentido de "aquele que recebe em casa".
Portanto, ANFITRIÃO é sinônimo de CORNO MANSO e FELIZ!
RESUMINDO:
Quando te disserem que és um bom anfitrião, fica de orelha em pé.
Cultura demais é uma porra!!!
2 de janeiro de 2011
Moa - a batalha continua!
No último dia do ano, André Moa, passageiro efémero de Sta Maria, jogou ao gato e ao rato com questiúnculas de somenos importância, para homens de vontade férrea. Desta feita, um pequeno nódulo, parente pobre do cérebro, interrompeu-lhe a programada noite de reveillon no habitual seio de família. Habituado a tutear as guerras do Senhor Recto e da D. Próstata e agora dos Pulmões, o noético Guimoa, apesar de debilitado animou as hostes hospitalares, na entrada do novo ano, com a sua inebriante voz de
rouxinol coimbrão.Samaritana, foi o que debitou para quem como ele anseia por mais uma vitória sobre o desmantelamento do corpo humano.
André Moa, agora untado com óleo GT, contagia quem com ele convive e a figura franzina que a socrática barba compõe, ilude quem dele pensa ser um D(eu)s Menor.
Entre uma graçola à bonita enfermeira e um filosófico desabafo ao visitante, Guimoa faz-me lembrar que o problema de cada um nunca é o maior do mundo. Assim fossem todos os que desta vida se vão fartando.
Apetece vê-lo, revê-lo e ouvi-lo, já que a vida é um instante e o tempo infinito.
Às vezes - o último dia do ano é também o dealbar duma nova vida.
Abraço-te meu querido Guimoa! Volta depressa!

