27 de abril de 2013

PAI - uma saudade tão diferente!

                                                   (no serviço militar - aos 21 anos)

Não pai, tu não completarias hoje noventa e dois anos, mas sim uma vida inteira - a minha. Tu apenas atingiste um estado mais adiantado da vida.
A que nem sei se viveste. A que te passou ao lado como se mais nada houvera. A que te fez temer o futuro, que é hoje o meu presente. A que foi tua afinal.
Fico a pensar nos mimos que te diria, se não tivesses hoje olhos de quem não existe. E escolho recordar-te na fogosidade da vida, já que na outra te remeto para os momentos cinzentos da mesma. Sim, que pai meu não é homem de pantominices e o filho não lhe segue as pisadas.

Tu, que não gostavas das cores poéticas do ser humano, pelo pragmatismo que colocavas  em tudo, deixa-me contrariar-te e dizer-te que afinal também foste o meu poema. Desculpa lá!
Como eu gostaria de ter sido um pai como tu! Tão presente! Tão amigo! Tão quase sem defeitos!

Pai, perfeito escopo da decência, obrigado por teres feito de mim um homem feliz!

Tarde se descobre como faz falta um pai!

22 de abril de 2013

Velhice - talvez nunca!


A ilusão, do outro lado da vida! Não se conhecem, mas ambos falam com o espelho!

Ser velho é um bem necessário.
Chegar a velho é sinal que se viveu muito, logo, valeu a pena. Mas, terá valido a pena?
É que, o estado de velhice implica estar preparado para ser maltratado, abandonado, esquecido, vilipendiado.
Hoje, ser velho é um risco. Às vezes, até mata.
Os velhos morrem porque são velhos, porque os deixam morrer e porque eles próprio não querem mais viver.
Abandonados pelos filhos, quando os há. Dificuldades económicas, doença, morte do cônjuge e finalmente, envelopados em dormitórios de terceira idade. Eis as causas. Tantas, meu Deus!
Sem qualquer objectivo de vida, para quê penar mais?
Felizmente que muitos velhos são bem mais novos que os novos. Podem ser velhos e ter vinte anos e podem ter vinte anos e serem velhos. Os primeiros, vivem um dia de cada vez e esquecem que são velhos. Os segundos, já nasceram mortos.
Há velhos que morrem velhos, já que foram sempre velhos!
Há velhos que nunca morrem, já que são sempre novos!
Aqui fico eu, um semi-velho, à espera de velho ser, tentando nunca deixar de ser novo!

14 de abril de 2013

Place Jacques Brel



Esta é agora a MINHA PRAÇA! A MINHA RUA! A MINHA AVENIDA! O MEU BECO (com saída)!
Aqui redescubro os amigos, visito os familiares, revolvo o mundo, leio, viajo, sonho, oiço música, escrevo.
Aqui me ausento do mundo virtual e aqui a ele regresso com a mesma curiosidade com que o deixei.
Aqui, absorto, navego no mar da vida.
Aqui, é o meu mundo!
Aqui, todas as paredes se cobrirão de fotos e recordações.
Ao fundo do corredor, à direita!





9 de abril de 2013

Cajú e malte - um pecado!


Não sou muito de "copos", mas ... quem resiste?
Este é um dos meus pecados! Dos muitos!
Confesso que adoro cajú cru. Não salgado, nem torrado.
Do "malt", já nem falo.
A simbiose perfeita!
O "scotch", foi apenas uma prenda do Dia do Pai, enviada do outro lado do Atlântico.
Obrigado Bruno!

4 de abril de 2013

Bebé na bolsa!


Às vezes - o milagre da vida encerra outro milagre!


1 de abril de 2013

A história e os ovos da Páscoa!



Há 5.000 anos, quando os persas queriam desejar felicidade a alguém, ofereciam ovos de galinha, símbolo de fecundidade e renovação. 
O costume veio para a Europa e começou a ser praticado na Páscoa, época em que se comemora a ressurreição de Jesus Cristo. 
O Domingo Pascal marca o fim da quaresma, período de jejum dos fiéis que, entre outros alimentos, não podiam comer ovos. Assim, no dia do renascimento de Jesus, os católicos comiam a produção de ovos acumulada durante o período.
Segundo se sabe, a substituição dos ovos naturais pelos de chocolate deu-se no século XIX, altura que marca o início do desenvolvimento desta indústria.

E é por isto que eu devoro chocolate, há quase duzentos anos!
tout court - De Gosto.doc